Quando pensamos na Idade Média, é fácil imaginar castelos, cavaleiros e batalhas. Mas a vida da esmagadora maioria das pessoas não se passava no campo de batalha, passava‑se no campo de cultivo, na oficina ou na banca de mercado.
Estima‑se que cerca de 90% da população europeia fosse camponesa, vivendo em pequenas aldeias agrícolas, a trabalhar sobretudo para garantir a própria sobrevivência e pagar rendas ao senhor local.
A vida camponesa seguia o ritmo das estações.
Na primavera lavrava‑se a terra e semeava‑se; no verão cuidava‑se do trabalho executado na primavera; no outono vinha a colheita; e o inverno era passado a reparar ferramentas, tratar de animais e tentar sobreviver com o que restava nos celeiros.
A jornada começava ao nascer do sol e acabava ao anoitecer, com pausas curtas e poucas garantias: se a colheita falhasse, a fome era uma possibilidade real.
Servitude
Os camponeses não trabalhavam apenas para si. Muitos eram servos, obrigados a cultivar e a prestar dias de trabalho gratuito para poderem viver em pequenas casas localizadas na terras dos lordes da época.
Estas casas eram simples, de uma só divisão, muitas vezes partilhadas com animais, chão de terra batida e fumo do fogo a encher o ar.
Oficinas e mercados: o trabalho nas cidades
Nas cidades e vilas medievais, o cenário mudava um pouco. Em vez de campos, o trabalho concentrava‑se em ruas estreitas, cheias de oficinas de carpinteiros, ferreiros, alfaiates, sapateiros, padeiros, talhantes, tecelões e muitos outros ofícios especializados.
O ruído de martelos, serras e sinos misturava‑se com o cheiro a fumo e a lixo. As condições de higiene eram muito precárias.
Grande parte destes ofícios era organizada em guildas (ou confrarias): associações de artesãos e mercadores que regulavam preços, controlavam a qualidade dos produtos e decidiam quem podia exercer a profissão.
Para trabalhar numa profissão, um jovem começava como aprendiz, vivendo na casa do mestre, recebendo formação e, muitas vezes, apenas alimentação e abrigo em vez de salário. Com os anos e experiência, tornaria-se profissional e, com sorte e dinheiro, chegar a mestre com a sua própria oficina e aprendizes.
O trabalho invisível
Ao contrário da ideia de que as mulheres “ficavam em casa sem trabalhar”, muitas desempenhavam tarefas essenciais tanto no campo como na cidade.
Nas aldeias, além de cuidarem da casa e das crianças, elas plantavam, colhiam, tratavam dos animais, moíam grão, faziam pão, fiavam e teciam, tudo trabalho real, mesmo que raramente reconhecido como tal.
Nas cidades, algumas mulheres geriam tabernas ou estalagens, vendiam tecidos, alimentos e cerveja, ou trabalhavam em ofícios ligados ao têxtil, como fiar e tecer.
Haviam também viúvas que herdavam e mantinham negócios dos maridos.
Ainda assim, a lei colocava‑nas quase sempre sob tutela de um homem seja o pai ou marido.
Entre fé, festa e fadiga
O trabalho medieval não era apenas uma questão económica, mas também espiritual. A semana era pontuada por dias santos, festas religiosas e períodos de jejum, todos organizados pela Igreja, que dominava o calendário e o ritmo social.
Para muitos camponeses, estas festas eram as raras oportunidades de descanso, convívio e música e mercado.
Ao mesmo tempo, a fé dava sentido ao sofrimento ligado ao trabalho: a ideia de que o esforço e a paciência seriam recompensados no além ajudava a suportar as dificuldades de um mundo sem proteção social, onde a doença, a fome e a guerra podiam destruir, de um momento para o outro, o fruto de anos de esforço.
O que podemos aprender hoje com o trabalho medieval?
Nos dias de hoje, trabalhar na Idade Média parece quase inimaginável.
Longas horas, pouco conforto, ausência de direitos laborais e total dependência da natureza e dos poderosos.
No entanto, esse mundo também era marcado por uma forte vida comunitária, onde vizinhos se ajudavam nas colheitas, nas construções e nos momentos de crise, e onde o saber‑fazer passava de geração em geração, na prática e não em manuais.
Olhar para o trabalho na Idade Média é lembrar que, durante séculos, “trabalhar” significou, antes de mais, sobreviver, integrado numa rede de obrigações e solidariedade local.
Ao compararmos esse passado com o presente, percebemos melhor o valor das conquistas modernas: salários, tempo livre e segurança.
Nota-se também o que talvez tenhamos perdido: a sensação de pertença a uma comunidade pequena, onde todos sabiam exatamente de que trabalho cada pessoa dependia… e quem dependia do nosso.
A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade.
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O Reino Unido costuma ser apontado como o berço do futebol, o que não admira: os 10 clubes mais antigos do mundo vêm todos de Inglaterra, Escócia ou País de Gales.
Há sempre polémica sobre quem é o “mais antigo”. Clubes como o Stoke City e o Notts County já reivindicaram esse título, e muitas dessas afirmações geram discussão, sobretudo quando não existem registos oficiais que as comprovem.
Aqui fica uma lista dos 10 clubes mais antigos do planeta, com um resumo que destaca a sua relevância no mundo do futebol.
Sheffield FC — fundado em 1857
O Sheffield FC é reconhecido pela FIFA e pela FA como o clube de futebol mais antigo do mundo, criado em Outubro de 1857.
Entrou formalmente para a Football Association em 1863, embora só tenha começado a jogar pelas regras da FA em 1878.
Hoje em dia joga em Dronfield, Derbyshire, e compete nas divisões mais baixas do futebol inglês.
Em 2004 recebeu a Ordem de Mérito da FIFA — um reconhecimento importante para um clube com tanta história.
Hallam FC — fundado em 1860
O Hallam fica em Crosspool, Sheffield, e foi fundado em 1860.
Está atualmente em divisões regionais do futebol inglês, mas é famoso pelo dérbi com o Sheffield FC, conhecido como o “The Rules Derby”.
O seu estádio, o Sandygate Road, é considerado pelo Guinness como o estádio de futebol mais antigo do mundo.
O clube também ganhou a Youdan Cup em 1867, um dos primeiros torneios competitivos da história.
Cray Wanderers — fundado em 1860
Também fundados em 1860, os Cray Wanderers foram criados por empregados ferroviários que se juntavam para jogar em St Mary Cray, em Bromley.
A equipa foi considerada profissional entre 1895 e 1907, mas hoje em dia são considerados semiprofissionais, jogando em divisões regionais.
Notts County — fundado em 1862
O Notts County é o clube profissional mais antigo do mundo, fundado em 1862. Foi um dos fundadores da English Football League, em 1888.
Ao longo da sua história teve alguns picos. A sua melhor classificação de sempre na liga foi o 3.º lugar em 1890/91 e a sua camisola às riscas inspirou a Juventus, que a adoptou mais tarde.
Hoje em dia joga nas divisões profissionais inferiores.
Stoke City — fundado em 1863
Fundado em 1863, o Stoke teve outros nomes como “Stoke Ramblers” e apenas “Stoke”, até virem a chamar‑se “Stoke City” em 1925.
Jogaram vários anos na Premier League nas últimas décadas e hoje estão em divisões profissionais competitivas.
Wrexham — fundado em 1864
O Wrexham nasceu em 1864 e tem um dos estádios mais antigos ainda em uso, o Racecourse Ground.
Em 2023 regressou à Football League depois de uma grande campanha de subida, também impulsionada pela compra do clube por Ryan Reynolds e Rob McElhenney, que trouxe muita atenção mediática ao clube galês.
Brigg Town — fundado em 1864
Também de 1864, o Brigg Town nunca chegou a grandes palcos nacionais e tem permanecido em níveis regionais do futebol inglês.
Foi presença assídua na Taça de Lincolnshire e foi membro fundador de ligas locais. É um bom exemplo de um clube histórico que manteve a sua comunidade e tradição ao longo das décadas.
Nottingham Forest — fundado em 1865
O Nottingham Forest foi fundado em 1865 e é o clube mais bem‑sucedido desta lista em termos de troféus: ganhou duas Taças dos Clubes Campeões Europeus consecutivas e um título de campeão inglês (1977/78), logo após ter subido de divisão.
Já venceu também duas FA Cups. É atualmente (dependendo da época) um clube com grande história e presença nas divisões principais.
Queen’s Park — fundado em 1867
O Queen’s Park é o clube mais antigo da Escócia, fundado em 1867, e teve enorme influência nos primórdios do futebol escocês.
No primeiro jogo internacional entre Escócia e Inglaterra (1872), quase toda a equipa da Escócia era formada por jogadores do Queen’s Park.
Historicamente teve muito sucesso nas taças escocesas, embora nunca tenha sido campeão nacional.
Sheffield Wednesday — fundado em 1867
Também iniciado em 1867, o Sheffield Wednesday nasceu como uma extensão do clube de críquete da cidade (Wednesday Cricket Club).
Tornou‑se profissional em 1887 e foi admitido na Football League pouco depois. Ao longo da sua história ganhou várias FA Cups e alguns títulos de topo; hoje é conhecido como um clube com grande tradição na cidade de Sheffield.
Os clubes mais antigos são testemunhos vivos de como o futebol evoluiu, resistiu e continuou a inspirar comunidades ao longo dos séculos.
Revisitar a história dos pioneiros do futebol é celebrar a durabilidade de um jogo que se reinventou sem perder as suas raízes.
Mais do que um desporto, o futebol é um fenómeno social que atravessa gerações e fronteiras.
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A música portuguesa tem criado uma influência distintiva no panorama musical global, com géneros variados e uma rica herança cultural a contribuir significativamente para as tendências musicais internacionais.
Intercâmbio Cultural Através da Música
A música portuguesa reflete frequentemente uma fusão de culturas devido às interações históricas de Portugal com África, Brasil e outras regiões.
Esta fusão deu origem a sons únicos que ressoam universalmente, enriquecendo o tecido musical global.
Por exemplo, o género de morna de Cabo Verde combina elementos musicais portugueses com ritmos africanos, influenciando artistas de vários géneros em todo o mundo.
Músicos cabo-verdianos, como Cesária Évora, influenciaram significativamente as percepções globais da música em língua portuguesa.
A voz cheia de alma e as letras sentidas de Évora trouxeram a música cabo-verdiana para os principais festivais internacionais.
Alcance Global do Fado
A profundidade temática do Fado, que aborda anseios, amores e o mar, tem um apelo universal.
Artistas como Amália, Mariza e Ana Moura popularizaram o Fado internacionalmente através de digressões e colaborações, levando o género a um público mais amplo.
A influência do Fado pode ser vista em várias formas musicais globais, onde a narrativa emocional pela canção é central.
A sua essência ecoa em artistas de países como o Brasil, que incorporaram as qualidades emotivas do Fado nos seus próprios estilos.
Mistura de Géneros
Artistas contemporâneos portugueses são conhecidos por misturar estilos tradicionais com géneros como hip-hop, eletrónica e jazz.
Um bom exemplo são os Buraka Som Sistema, que fundiram de maneira inovadora o kuduro, um género angolano, com música eletrónica.
Esta hibridização não só mostra a diversidade musical de Portugal, mas também incentiva o intercâmbio cultural e a globalização da música.
Divulgação Educativa
O interesse académico na música portuguesa está a crescer, com universidades e organizações culturais a conduzirem pesquisas sobre o seu impacto global.
Esta atenção académica contribui para uma compreensão mais profunda de como a música molda e reflete identidades culturais em todo o mundo.
Oficinas e programas de intercâmbio cultural focados na música portuguesa também desempenham um papel vital na educação de públicos internacionais sobre a sua importância e beleza
Conclusão
Desde a profundidade emotiva do Fado até à brincadeira rítmica de géneros contemporâneos, a música portuguesa continua a inspirar e a conectar-se com diversos públicos em todo o mundo, reforçando a ideia de que a música é uma linguagem universal que transcende fronteiras e divisões culturais.
Esta evolução contínua da nossa música destaca a sua natureza dinâmica como um artefacto cultural e uma ponte entre comunidades.
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O Vinho Verde é único no panorama mundial, caracterizado pela sua frescura, leveza e teor alcoólico moderado.
Produzido maioritariamente no noroeste de Portugal, na Região dos Vinhos Verdes, este vinho pode ser branco, tinto ou rosé.
A designação “verde” não se refere à cor, mas sim à juventude do vinho, à frescura e ao terroir verdejante da região demarcada.
Este vinho representa 15% da área vitícola nacional.
História e Origem
O Vinho Verde é um dos vinhos mais antigos e emblemáticos de Portugal, com registos de produção que remontam à época romana.
Há registo de uma adega doada ao convento de Alpendurada em 870 d.C., e esta vinha foi crescendo durante os séculos seguintes, impulsionada por ordens religiosas e benefícios fiscais.
O Vinho Verde era sobretudo para consumo local, mas é possível que tenha sido exportado no século XII. As primeiras exportações conhecidas foram para Inglaterra em 1788.
Região Demarcada
A Região dos Vinhos Verdes é uma das maiores regiões demarcadas de Portugal, composta por nove sub-regiões: Monção e Melgaço, Lima, Basto, Cávado, Ave, Sousa, Amarante, Baião e Paiva.
Cada sub-região tem micro-climas e características distintas, o que torna os vinhos verdes bastante diversificados.
A região dos Vinhos Verdes é marcada por uma forte influência Atlântica, resultado da disposição dos vales dos seus principais rios, que se estendem de nascente a poente e promovem a entrada dos ventos vindos do mar.
O clima distingue-se pela elevada precipitação, temperaturas suaves ao longo do ano, baixa variação térmica e predominância de solos graníticos, sendo que, em algumas zonas, o solo apresenta também características xistosas.
Frescura e Leveza: O Vinho Verde é geralmente baixo em álcool (9% a 12%), tem acidez vibrante e frequentemente apresenta ligeira efervescência (agulha).
Aromas: Notas cítricas, florais, minerais e, por vezes, nuances tropicais ou salinas.
Versatilidade: Vai desde brancos jovens e leves a estilos mais complexos e estruturados; há também rosés frescos e tintos robustos.
Harmonização: Perfeito para acompanhar mariscos, peixe grelhado, saladas, comida asiática, ou apenas para refrescar num final de tarde quente.
Tipos de Vinho Verde
Vinho Verde Branco Delicado, fresco e com baixo teor alcoólico, os vinhos brancos da região distinguem-se pelos aromas vibrantes de flores e frutas jovens. São leves, elegantes e, nos estilos mais clássicos, exibem um ligeiro frisante.
Destacam-se pela harmonia com a gastronomia local.
Vinho Verde Tinto Cor vermelha intensa, taninos marcantes e acidez elevada. Aromas de frutos vermelhos e silvestres.
São vinhos frescos e cheios de carácter, perfeitos para acompanhar pratos tradicionais.
Vinho Verde Rosé Muito aromático, com notas de frutos vermelhos e frescos que se prolongam na prova.
O perfil de cor vai do rosa intenso aos tons mais claros, tendência inspirada nos rosés de Provence.
Refrescante e versátil, é ideal para dias descontraídos e pratos leves.
Curiosidade Cultural
O Vinho Verde faz parte dos hábitos sociais e culturais do Norte de Portugal; é comum encontrá-lo em festas populares, romarias e convívios familiares.
Servido bem fresco, acompanha na perfeição as iguarias típicas da região, como sardinhas assadas, caldo verde, rojões e o famoso arroz de lampreia (no Douro e Minho).
Conclusão
O Vinho Verde não é apenas um vinho jovem e leve; é um universo com história, inovação e grande expressão regional.
A cada ano, conquista novos apreciadores, mantendo-se fiel às suas raízes, mas sempre atento às tendências e exigências do consumidor moderno.
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A história da humanidade está marcada por momentos de descoberta que mudaram radicalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com o mundo.
Aqui, vamos destacar cinco invenções que, cada uma à sua maneira, revolucionaram a vida das pessoas e o desenvolvimento das sociedades.
1. Eletricidade
A descoberta e domesticação da eletricidade permitiu avanços incomparáveis em todos os campos do saber e da tecnologia.
Antes da eletricidade, as pessoas dependiam de velas e lamparinas para iluminação e caldeiras ou lareiras para aquecimento.
Com a eletricidade, inventada por Thomas Edison em 1879, surgiram electrodomésticos, iluminação pública, fábricas mais eficientes e, mais recentemente, a revolução digital.
Sem eletricidade, simplesmente não existiria o mundo moderno como o conhecemos.
A descoberta da penicilina por Alexander Fleming em 1928 marca um ponto de viragem na medicina.
Até então, infecções bacterianas eram extremamente fatais.
A penicilina foi o primeiro antibiótico eficaz, e rapidamente salvou milhões de vidas por todo o mundo, tornando procedimentos médicos mais seguros e aumentando significativamente a esperança média de vida.
A invenção da refrigeração artificial transformou profundamente a vida quotidiana.
Antes do frigorífico, conservar alimentos durante longos períodos era um desafio.
A refrigeração não só permitiu melhorar significativamente a segurança alimentar e a dieta da população, como também facilitou o transporte de alimentos perecíveis entre continentes.
Além disso, tornou possível conservar medicamentos e vacinas, contribuindo de forma decisiva para a saúde pública e a longevidade.
A refrigeração artificial não teve um único inventor, mas sim vários cientistas e engenheiros que contribuíram para o seu desenvolvimento ao longo do tempo. No entanto, normalmente destacam-se:
William Cullen, médico e químico Escocês, que demonstrou o primeiro sistema de refrigeração artificial em 1748, em Edimburgo, utilizando evaporação de éter.
Jacob Perkins, engenheiro Americano, que em 1834 patenteou a primeira máquina de refrigeração por compressão de vapor. Jacob é considerado o “pai da refrigeração”.
Carl von Linde, engenheiro Alemão, desenvolveu em 1876 um sistema eficiente de compressão de amoníaco para refrigeração industrial, popularizando o uso do frigorífico.
Estas cinco invenções ilustram o poder do engenho humano para resolver problemas práticos e transformar sociedades inteiras.
Vivemos hoje num mundo que é resultado direto de inovações que surgiram muitas vezes como resposta a desafios aparentemente insuperáveis.
Ao olharmos para trás, percebemos que a criatividade e a persistência continuam a ser as nossas maiores ferramentas para construir um futuro melhor, mais seguro e mais sustentável para todos.
Para mergulhar ainda mais no fascinante universo da história, cultura, gastronomia, lugares, negócios, curiosidades e diversos outros temas, explore outros artigos aqui na Tuguinha. A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade. Não perca a oportunidade de explorar tudo o que a Tuguinha tem para oferecer!
O cinema português é um verdadeiro tesouro por descobrir, repleto de obras-primas que capturam a essência da cultura, da história e das emoções nacionais.
Dos becos de Lisboa às paisagens rústicas do interior, os clássicos do nosso cinema revelam narrativas poéticas, personagens únicas e uma identidade tão rica quanto diversificada.
Neste artigo, convidamos-te a explorar alguns dos filmes essenciais que marcaram várias gerações e continuam a inspirar realizadores e cinéfilos em Portugal e além-fronteiras.
Aniki-Bóbó (1942)
Realizador: Manoel de Oliveira
Este filme revolucionou o panorama cinematográfico nacional, ao dar voz e protagonismo às crianças comuns do Porto, sem grandes artifícios, captando de forma autêntica as suas emoções, brincadeiras, medos e sonhos.
Realizado em plena época do Estado Novo, Aniki-Bóbó utiliza a cidade como pano de fundo, mas o grande foco está na pureza do olhar infantil e nas pequenas grandes aventuras do quotidiano.
A estreia de Oliveira permanece como um retrato intemporal e delicado da inocência e traquinice, profundamente enraizado na cultura urbana portuguesa.
Os Verdes Anos (1963)
Realizador: Paulo Rocha
Considerado o marco inicial do Novo Cinema Português, movimento semelhante à Nouvelle Vague francesa, “Os Verdes Anos” retrata a chegada de Júlio, um jovem da província, à capital, Lisboa, em busca de melhores condições de vida.
O impacto do ambiente urbano, a diferença de mentalidades, os desafios da adaptação e uma relação amorosa inesperada são explorados num tom lírico, mas também crítico e desencantado.
O filme utiliza a cidade quase como personagem, refletindo as mudanças sociais da década de 60 e o nascimento de uma juventude inquieta e cheia de dúvidas existenciais.
A estética inovadora, a sensibilidade no tratamento das personagens e a utilização da música de Carlos Paredes são elementos centrais deste clássico.
Passado no bairro pobre das Fontainhas em Lisboa, este filme visualmente austero mergulha o espectador nas lutas das comunidades marginalizadas.
“Ossos” apresenta-nos um retrato cru e poético da vida de quem vive à margem da sociedade.
A câmara de Pedro Costa penetra nos becos, nos silêncios e nos olhares dos seus protagonistas — jovens marcados pela solidão, pobreza e desespero.
O filme é feito com atores não-profissionais, muitos deles habitantes do próprio bairro, e distingue-se pelo estilo visual deliberadamente austero e pelas longas tomadas, que convidam à reflexão e à contemplação.
“Ossos” é reconhecido internacionalmente como um dos grandes exemplos do cinema independente, humanista e autoral, e consolidou Pedro Costa como um dos mais influentes cineastas Europeus da atualidade.
Pedro Costa – Ossos, 1997
O Sangue (1989)
Realizador: Pedro Costa
Obra de estreia de Pedro Costa, “O Sangue” é um filme misterioso e visualmente marcante.
A preto e branco, evoca a atmosfera dos clássicos do cinema noir, misturando sombras, silêncios e gestos subtis para contar a história de dois irmãos órfãos que tentam sobreviver numa sociedade indiferente.
O drama familiar desenrola-se num ambiente tenso, quase onírico, onde a ausência dos adultos pesa tanto quanto a própria solidão dos protagonistas.
“O Sangue” revela, desde o início, a sensibilidade poética e a precisão formal que caracterizariam toda a carreira do cineasta, antecipando a sua abordagem social nas obras futuras.
Pedro Costa – O Sangue, 1989
Tabu (2012)
Realizador: Miguel Gomes
Embora mais atual, a sua narrativa e o preto-e-branco, homenageiam as tradições do cinema clássico.
“Tabu” destaca-se pela sua estrutura original: dividido em duas partes — “Paraíso Perdido” e “Paraíso”.
Esta separação transporta o espectador de uma Lisboa atual para a África colonial.
O filme oscila entre o realismo do quotidiano e uma dimensão quase de fábula, recorrendo ao preto e branco e a técnicas de narração clássica, evocando o cinema mudo nas suas sequências mais líricas.
Premiado em vários festivais internacionais, “Tabu” seduz pelo seu tom nostálgico, criatividade formal e capacidade de reinventar as convenções cinematográficas, tornando-se um símbolo do cinema português contemporâneo.
Muito elogiado internacionalmente, ganhou vários prémios em festivais e cimentou Miguel Gomes como força criativa.
Miguel Gomes – Tabu, 2012 // Adopt Films
A Canção de Lisboa (1933)
Realizador: Cottinelli Telmo
“A Canção de Lisboa” é a primeira longa-metragem sonora do cinema português e uma das comédias mais icónicas do país.
Acompanhamos as peripécias de Vasco, um estudante de medicina preguiçoso e despistado, cujas mentiras e esquemas geram uma série de situações cómicas e desenlaces inesperados.
O filme tornou-se rapidamente um fenómeno popular, graças ao humor simples, às canções memoráveis e à interpretação carismática de Vasco Santana.
Ainda hoje, as suas frases e músicas fazem parte do imaginário coletivo português.
Cottinelli Telmo – A Canção de Lisboa, 1933
Trás-os-Montes (1976)
Realizadores: António Reis e Margarida Cordeiro
Um autêntico poema visual, “Trás-os-Montes” mistura elementos documentais e ficcionais para retratar a vida numa das regiões mais isoladas e autênticas de Portugal.
Através de uma câmara atenta ao detalhe, o filme mostra rituais, paisagens e rostos, captando a dureza e a beleza de um modo de vida ancestral.
Esta obra inovadora dispensa grandes enredos, preferindo uma proximidade sensorial e emocional ao universo rural, influenciando gerações de cineastas nacionais e internacionais.
Um olhar poético e semi-documental sobre a remota região de Trás-os-Montes, fundindo etnografia e ficção.
Inovador no estilo e conteúdo, celebra visualmente um modo de vida rural em vias de desaparecimento.
António Reis e Margarida Cordeiro – Trás-os-Montes, 1976
Vale Abraão (1993)
Realizador Manoel de Oliveira
Inspirado no romance “Madame Bovary” de Flaubert, “Vale Abraão” transporta a história para o interior de Portugal, fazendo um retrato luxuoso de Ema, uma mulher insatisfeita em busca de paixão e sentido para a vida.
Com ritmo pausado e imagens belíssimas, o filme explora as inquietações existenciais da protagonista, apresentando a paisagem e a luz portuguesa como parte integrante da narrativa.
É uma das obras mais celebradas de Oliveira, elogiada pelo rigor estético e pela direção de actores.
Manoel de Oliveira – Vale Abraão, 1993
Recordações da Casa Amarela (1989)
Realizador: João César Monteiro
Neste filme desconcertante e mordaz, Monteiro apresenta-nos João de Deus, o seu alter-ego, deambulando por uma Lisboa decadente, marcada pela ironia, pela marginalidade e pelo absurdo.
Misturando crítica social, humor negro e um certo surrealismo, o realizador desafia convenções narrativas e oferece um olhar muito próprio sobre a solidão, o desalento e a condição humana.
É uma das obras de culto do cinema independente português, apreciada pelos cinéfilos pela sua originalidade e irreverência.
Um retrato cómico e negro do alter-ego do realizador, situado na Lisboa dos anos 80, misturando humor absurdo com crítica social mordaz.
João César Monteiro, Recordações da Casa Amarela, 1989
Capitães de Abril (2000)
Realizadora: Maria de Medeiros
Dramatização da Revolução dos Cravos (1974), que pôs fim pacificamente à ditadura em Portugal.
Este filme reconstitui de forma emocionante e certeira o dia 25 de Abril de 1974, quando a ditadura foi derrubada por um movimento militar pacífico.
Com um elenco de luxo e um apurado sentido de rigor histórico, “Capitães de Abril” apresenta tanto a perspetiva dos militares como a das pessoas comuns apanhadas na torrente revolucionária.
Mais do que um documento histórico, é uma homenagem à liberdade e à coragem de um povo determinado a mudar o seu destino.
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Frascos Mason são recipientes de vidro com gargalos roscados e tampas de enroscar, inventados em 1858 por John Landis Mason.
Estes frascos revolucionaram a preservação de alimentos em casa e desde então tornaram-se símbolos duradouros de autossuficiência e charme rústico.
Estes recipientes de vidro transformaram a forma como as famílias conservavam alimentos, substituindo métodos pouco fiáveis de selagem com cera.
O que começou como uma solução prática para conservar as colheitas sazonais durante os meses de Inverno, evoluiu para um dos objetos domésticos mais reconhecíveis, transcendendo o seu propósito original.
Os frascos Mason tornaram-se num ícone cultural, adoptado por todos, desde agricultores a donas de casa urbanas.
Esta junta de borracha, posicionada entre a tampa e o ombro do frasco, criou a vedação verdadeiramente hermética, o que tornou a cera desnecessária e revolucionou a conservação de alimentos.
Expiração da Patente e Proliferação da Indústria
A patente de Mason expirou em 1879, desencadeando uma explosão do fabrico por parte de outras empresas.
Ironicamente, esta concorrência, assegurou a adoção generalizada dos Frascos Mason, ao mesmo tempo que lhe negou o sucesso financeiro.
Grandes fabricantes rapidamente aproveitaram o design tornado público, com os irmãos Ball a tornarem-se produtores dominantes após adquirirem a Wooden Jacket Can Company em 1880.
Mason morreu na pobreza em 1902, tendo perdido o controlo da sua invenção devido a parcerias comerciais falhadas e batalhas judiciais.
Legado de Produção e Evolução das Marcas
A era pós-patente viu uma notável proliferação de marcas, com os fabricantes a produzirem frascos em várias cores, incluindo rosa, azul-cobalto, azul-aquático, âmbar e violeta.
Estas variações de cor tinham um propósito funcional — bloquear a luz e evitar a deterioração dos alimentos. Com o tempo tornaram-se objectos de colecção muito valorizados.
Os frascos Mason tornaram-se símbolos de autossuficiência patriótica durante as duas Guerras Mundiais, com propaganda governamental a destacar estes recipientes.
Os frascos permitiram às famílias conservar excedentes das suas hortas caseiras, aumentando a disponibilidade de stock alimentar destinados aos militares.
Soluções Contemporâneas de Armazenamento
Despensas
A organização moderna de despensas adotou os frascos Mason como sistema de armazenamento transparente e herméticos que aliam funcionalidade a estilo. Os cozinheiros caseiros utilizam frascos de diferentes dimensões para guardar cereais, leguminosas, frutos secos e especiarias em prateleiras abertas, criando despensas visualmente organizadas onde tudo está à vista e acessível.
Na organização de frigoríficos, os frascos Mason são ideais para controlar porções e preparar refeições, sendo utilizados para armazenar legumes cortados, molhos caseiros, papas de aveia e snacks prontos a consumir.
O vidro evita a transferência de sabores e, por serem empilháveis, maximizam o espaço disponível.
Escritórios e Oficinas
No escritório ou oficina, os frascos Mason tornam-se soluções práticas para organizar pequenos objetos que normalmente geram desordem.
São usados para guardar botões, pincéis e tesouras, enquanto nos escritórios domésticos armazenam canetas, clipes e alfinetes em recipientes de fácil acesso.
Casas de banho
Nas casas de banho, os frascos Mason aproveitam a sua resistência à humidade, sendo usados para guardar algodão, cotonetes, pincéis de maquilhagem e produtos de higiene.
Fabricantes de acessórios desenvolveram tampas e acessórios especializados que expandem a funcionalidade dos frascos Mason para além das tradicionais conservas.
Dispensadores de sabão, apetrechos para fermentação entre outros permitem personalizar os frascos para fins específicos.
Os entusiastas da preparação de refeições utilizam frascos Mason para receitas em doses individuais, desde papas de aveia e pudins de chia a saladas por camadas, mantendo a frescura e permitindo opções práticas para estilos de vida agitados.
Os frascos Mason são muito mais do que apenas um método de conservação de alimentos.
Estes frascos, tornaram-se um símbolo de criatividade, sustentabilidade e charme intemporal.
Quer os utilize para organizar a despensa, servir bebidas numa reunião ou criar peças de decoração, estes humildes frascos continuam a inspirar novas ideias e a trazer elegância prática ao quotidiano.
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“The Sound of Music” (A Música no Coração) é um filme musical norte-americano de 1965, dirigido por Robert Wise e protagonizado por Julie Andrews e Christopher Plummer. A produção é uma adaptação do musical da Broadway de 1959, que, por sua vez, foi inspirado no livro “The Story of the Trapp Family Singers”, escrito por Maria von Trapp.
É uma adaptação ficcional das experiências de Maria como ama de sete crianças, o seu eventual casamento com o pai delas, o Capitão Georg von Trapp, e a sua fuga durante o Anschluss – a anexação do Estado Federal da Áustria pelo Reich Alemão em 12 de Março de 1938.
As filmagens decorreram entre Março e Setembro de 1964 em Los Angeles e Salzburgo.
Enredo Principal
Maria é uma jovem austríaca de espírito livre que estuda para se tornar freira na Abadia de Nonnberg. No entanto, o seu entusiasmo juvenil e falta de disciplina causam preocupação.
A Madre Superiora envia Maria para a vila do Capitão Georg von Trapp, um oficial naval reformado, para ser a nova ama dos seus sete filhos
Com a sua personalidade calorosa e paixão pela música, Maria transforma a relação entre as crianças e o pai, ensina-os a cantar e traz alegria à casa.
Com o passar do tempo e depois de várias peripécias, Maria e Georg apaixonam-se e casam-se. No entanto, a crescente ameaça nazi obriga a família a tomar decisões difíceis – incluindo uma fuga dramática através dos Alpes.
O filme é amplamente reconhecido pelas suas canções famosas tais como:
• “Edelweiss”
Cantada pelo Capitão (mais tarde com a família) como uma homenagem à Áustria.
Edelweiss é o nome de uma flor alpina branca, um símbolo do amor pelo país natal. É uma música simples, mas profundamente emocional com uma letra lindíssima e uma melodia cheia de significado.
É um tributo patriótico que reflete o amor do Capitão pela Áustria, ao mesmo tempo que mostra o seu desgosto pela ocupação nazi que esmagava a liberdade da nação.
• “Do-Re-Mi”
Cantada por Maria enquanto ensina as crianças von Trapp a cantar pela primeira vez, esta música é como uma lição de iniciação musical. Maria usa esta melodia divertida para ensinar os conceitos básicos das notas musicais.
Foto: Century Fox
A sua principal mensagem é sobre começar algo novo de forma simples. É educativa, mas cheia de energia e diversão.
• “My Favorite Things”
Maria canta esta música para acalmar as crianças durante uma tempestade. Enumera pequenas coisas que a fazem feliz, como “pingas da chuva em pétalas de rosas”. É um convite para a pessoa se focar no que é positivo, mesmo em momentos difíceis.
Esta canção transmite conforto ao lembrar que as coisas simples e belas podem afastar os medos. Celebra a habilidade de encontrar alegria nas coisas pequenas da vida.
• “The Sound of Music”
Esta é a música principal do filme, cantada por Maria no início, enquanto explora os vastos campos das montanhas austríacas. É uma celebração da liberdade, da alegria e da harmonia com a natureza. Reflete a personalidade de Maria – vibrante, apaixonada pela música e pela vida.
Elenco Principal
Maria: • Julie Andrews foi a primeira e única escolha para o papel. • A lista inicial incluía também Grace Kelly e Shirley Jones • Wise e Lehman escolheram Julie Andrews depois de visitarem os Estúdios Disney para ver excertos de “Mary Poppins”, ainda não estreado na época. • Após alguns minutos de visualização, Wise disse a Lehman: “Vamos contratar esta rapariga antes que alguém veja este filme e a roubem!”
Julie Andrews em “Mary Poppins” // Everett Collection
Capitão: • Vários actores foram considerados, incluindo: Bing Crosby, Sean Connery e Richard Burton. • Christopher Plummer foi a escolha final, após uma recusa inicial por parte do actor. • Wise viajou até Londres para convencer Plummer, garantindo-lhe que poderia trabalhar com Lehman para melhorar a personagem.
Christopher Plummer em “The Prisoner of Zenda” // CBS via Getty Images
Crianças: • O processo de seleção começou em Novembro de 1963. • Foram feitas mais de 200 entrevistas e audições no Reino Unido e Estados Unidos. • A maioria dos selecionados tinha experiência em representação, canto ou dança.
Receção e Legado
“Música no Coração” foi um enorme sucesso de bilheteira, tornando-se num dos filmes mais rentáveis da história. Também ganhou vários prémios, incluindo cinco Óscares em 1966, entre eles o de Melhor Filme e Melhor Realizador.
Foi filmado em lugares reais na Áustria, destacando-se as paisagens de Salzburg.
É considerado um clássico do cinema, amado por gerações pela sua mensagem de esperança, coragem e o poder unificador da música.
Em Portugal, o filme é amplamente conhecido, especialmente entre as gerações mais velhas, sendo também um sucesso entre os mais novos e continua a ser um símbolo da Era de Ouro de Hollywood.
Curiosidades
A verdadeira família von Trapp existiu, embora o filme romanceie vários elementos da história. Por exemplo, na vida real, a fuga da Áustria foi feita de comboio, e não a pé pelos Alpes.
Família Von Trapp // BETTMANN/ GETTY
A história toca em temas sérios, como o impacto da Segunda Guerra Mundial, mas inclui um toque optimista graças às suas canções maravilhosas e vibrantes.
“A Música no Coração” é muito mais do que apenas um musical; é uma celebração da música, da família e da liberdade, com uma forte ligação a eventos históricos marcantes.
Foto de capa: 20th Century Fox/Allstar
*Artigo dedicado a uma pessoa muito especial cujo o filme preferido sempre foi “A Música no Coração”.
A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade.
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O Cozido à Portuguesa é um dos pratos mais icônicos da gastronomia portuguesa.
Essa receita tradicional reúne uma variedade de vegetais, carnes e enchidos, tudo cozido de forma harmoniosa. Apesar de ter uma aparência simples, o cozido é um prato que exige cuidado e tradição, tendo sido aprimorado ao longo dos séculos.
Origem e História
A origem do Cozido à Portuguesa está diretamente ligada à necessidade económica e à gestão engenhosa de poucos recursos.
Em tempos de escassez, a solução para muitas famílias era aproveitar as sobras de alimentos, juntando tudo numa panela para cozer até obter uma refeição robusta e nutritiva.
Este prato, além de alimentar, cumpria a função de aquecer o corpo nos dias frios, sendo especialmente valorizado no inverno.
Curiosamente, variações desse tipo de prato são encontradas por toda a Europa.
França e Itália
A variação francesa deste prato é conhecida como “Pot-au-feu” e, na Itália, a sua variação é conhecida como “Bollito Misto”.
Em ambas as versões, os ingredientes-base são os mesmos: carnes e legumes cozidos em conjunto, criando um prato quente e saboroso.
Portugal
Em Portugal, no século XVII, Domingos Rodrigues, cozinheiro da Casa Real e autor do primeiro tratado de culinária em português,Arte de Cozinha (1680), descreveu um prato muito semelhante ao que hoje chamamos de Cozido à Portuguesa.
O Cozido à Portuguesa é um prato que permite inúmeras adaptações, refletindo a riqueza gastronômica e cultural de cada região de Portugal. Embora possa variar bastante nos ingredientes, há um elemento indispensável: os enchidos, que são responsáveis pelo sabor único e acolhedor do prato.
Principais variantes regionais:
Minho
No Minho, o cozido adquire um toque especial com galinha gorda, presunto, salpicão e focinho de porco. A couve utilizada é a tronchuda, e o arroz é cozinhado no forno, ficando carregado de sabor.
Trás-os-Montes
Nesta região, o cozido é reforçado com enchidos tradicionais como a alheira, o chouriço de sangue e a farinheira.
Além disso, é frequente a mistura de diferentes tipos de couve, como a lombarda e coração. A variação de Trás-os-Montes inclui também toques de feijão-verde.
Alentejo
No Alentejo, o prato, conhecido como Cozido à Alentejana, dispensa a galinha, mas pode ser enriquecido com borrego.
O porco é absolutamente central; aproveitam-se quase todas as partes do animal, como joelho, orelha, entrecosto, rabo e toucinho.
Nesta versão, juntam-se inhame, toucinho fumado, carne de vaca e galinha, além de legumes como batata, cenoura, batata-doce e couves. Os enchidos mais utilizados são o chouriço e a morcela.
Madeira
Na Madeira, a versão tradicional do cozido à portuguesa é servida com fatias de pão e hortelã.
Há também uma variação mais típica da ilha, que combina cuscuz e tomilho, descartando os enchidos e utilizando apenas carne de porco magra e salgada.
Ingredientes Base Tradicionais
Apesar de cada região trazer as suas particularidades, pode-se afirmar que a receita-base do cozido tradicional é composta por:
Carnes: Vaca, porco e frango. Enchidos: Chouriço de carne, chouriço de sangue, farinheira e morcela. Legumes e tubérculos: Couve-portuguesa, couve-lombarda, cenoura, batata e nabo.
É esta versatilidade que torna o Cozido à Portuguesa um dos pratos mais representativos da alma gastronômica de Portugal!
Receita do Cozido à Portuguesa
Ingredientes
• 300 gramas de carne de vaca para estufar • ½ chispe 1 orelha de porco pequena • 300 gramas de toucinho entremeado • 300 gramas de entrecosto • 1 Chouriço de Carne • 1 Morcela • 1 Chouriço de Sangue • 1 Farinheira • 1 Couve portuguesa pequena • 1 Couve lombarda pequena • 2 Nabos médios • 2 Batatas Médias • 2 Cenouras • 1 medida de arroz (350ml) • 1 medida do caldo onde se cozeu as carnes • 1 medida de água • 2 latas de feijão branco 400gr
Preparação
1. Comece por cozer as carnes com os enchidos todos na mesma panela, com água, sal e pimenta. E conforme vão estando cozidos, vá reservando;
2. Primeiro a farinheira e o chouriço de sangue, depois a morcela e o chouriço de carne. A seguir o entrecosto e o toucinho entremeado. Por fim o chispe, a orelha e a carne de vaca, que são os que demoram mais;
3. Aproveite o caldo das carnes para preparar os restantes ingredientes do cozido;
4. Comece por aquecer 1 fio de azeite num tacho, frite 1 caneca de arroz – cerca de 350ml – e junte 1 medida do caldo e outra de água.
Tempere com pimenta e deixe cozinhar 18-20 minutos. Rectifique o sal, se achar que o caldo esta insosso;
5. Noutra panela reserve caldo para aquecer 2 latas pequenas de feijão branco;
6. A seguir trate dos legumes. Separe as folhas de uma couve portuguesa, lave bem, tire o talo e o veio central, parta em pedaços e junte à panela;
7. Depois a 1 couve lombarda: retire as folhas mais rijas, corte em 4 sem o talo central e junte;
8. Por fim batata, nabo e cenoura. Descasque, corte em pedaços e junte às couves. Tape e deixe cozer até estar tenrinho;
9. Enquanto isso aproveite para cortar as carnes e os enchidos;
10. Quando estiver tudo cozido e as carnes reaquecidas, é hora de empratar.
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O Sutiã é uma lingerie que revolucionou a forma de nos vestirmos e nos relacionarmos com o nosso corpo.
O sutiã, por muito tempo, foi usado apenas por baixo da roupa e para sustentar os seios. Hoje, transporta uma nova proposta: a de que a mulher se sinta ainda mais confiante, segura e poderosa.
História do Sutiã
A história do sutiã é repleta de curiosidades, procura de libertação feminina e muita evolução até chegarmos à lingerie que conhecemos hoje.
Era Pré-sutiãs
Embora não se saiba ao certo quando foi inventado o primeiro dos diversos precursores do sutiã, os historiadores encontraram referências a peças semelhantes a sutiãs em obras gregas antigas.
Ilíada de Homero, descreve a deusa Afrodite a remover uma “faixa curiosamente bordada” do peito e na Lisístrata, de Aristófanes, onde uma mulher, que está a castigar o marido não fazendo sexo com ele, o provoca dizendo-lhe que vai despir o strophion.
A historiadora Mireille Lee escreveu que, embora o strophion tivesse conotações sexuais e de género, é difícil determinar o que as mulheres dessa época vestiam sob as suas roupas – se é que vestiam alguma coisa – pois existe apenas uma reprodução artística da época que mostra uma mulher com um strophion sob a roupa.
Outro dos exemplos, são os arqueólogos que escavavam na Villa del Casale, na Sicília.
Estes arqueólogos descobriram um mosaico do século IV d.C. que mostrava mulheres romanas atléticas cujos seios estavam envoltos numa vestimenta que os estudiosos pensam poder ser um amictorium.
Outra cobertura para o peito romana, a mamillare, era feita a partir de um cabedal mais resistente.
No entanto, como o classicista Jan Radicke escreveu, embora as mulheres romanas parecessem ter “diversas opções para cobrirem e darem forma aos seus seios… não existem provas suficientes para chegar a uma conclusão” quanto ao aspecto da vestimenta ou se seria uma peça decorativa, sexual ou simplesmente para dar suporte ao peito.
Sacos Medievais
Em 2008, arqueólogos descobriram quatro sutiãs de pano num baú com artigos do século XV no Castelo de Lengberg, na Áustria.
As vestimentas, que se assemelhavam bastante a sutiãs contemporâneos, podem ser a prova dos primeiros “sacos para o peito” referidos por alguns autores medievais.
Na altura, explicam-nos as historiadoras especialistas em têxteis Rachel Case, Marion McNealy e Beatrix Nutz, os seios grandes não estavam na moda e as mulheres utilizavam vestimentas de suporte para reduzirem o seu tamanho e o falatório sobre os seus corpos.
Os “sacos para o peito” com 600 anos descobertos no Castelo de Lengberg tinham copas como os sutiãs contemporâneos e, nas palavras das historiadoras, “são obras-primas que usam o fio do tecido” para moldar e proporcionar suporte ao peito.
A descoberta fez furor entre os historiadores do vestuário, sendo uma prova de que os sutiãs com copas – que se pensava terem surgido no século XIX – foram inventados mais cedo do que se pensava.
A criação do Sutiã contemporâneo
O sutiã tal como o conhecemos, surgiu quando os criadores do vestuário propuseram novas formas de moldar e suportar o peito.
No entanto, as opiniões sobre o inventor do sutiã contemporâneo variam.
Uns acreditam ter sido Herminie Cadolle, a retalhista francesa da década de 1880 que cortou um espartilho ao meio e o vendeu como um “sutiã-gorge” (suporte para a garganta); outros afirmam ter sido Olivia Flynt, a modista cujo substituto de espartilho “cintura Flynt” foi registado como patente nos EUA em 1873.
No final, quem ficou com os créditos desta invenção foi a socialite norte-americana chamada Mary Phelps Jacob ou Caresse Crosby, como era conhecida.
Em 1914, Mary foi convidada para um baile, tendo percebido que o espartilho tradicional não combinava com o vestido que queria usar, num momento de criatividade, usou dois lenços de seda e uniu-os com fitas, criando assim o primeiro protótipo do sutiã moderno.
Este design proporcionou uma liberdade e um conforto que as mulheres da época nunca tinham vivenciado antes.
Mary patenteou a sua invenção, tendo-a chamado de “Brassiere”, e pouco depois começou a vender às as suas amigas e outras mulheres.
O seu design foi revolucionário porque se afastava do desconfortável espartilho, oferecendo uma alternativa mais prática e confortável.
A criação de Mary marcou o início de uma nova era na moda íntima feminina.
Como não teve muito sucesso na venda da peça para as indústrias têxteis, vendeu a patente para os irmãos Warner, anos mais tarde.
A evolução do Sutiã
Apesar de Mary Phelps Jacob ser considerada a inventora do sutiã, a popularização desta lingerie só se deu algum tempo depois, com a produção em alta escala.
Década de 1920
Na década de 1920, a popularização do estilo “garçonne” trouxe mudanças significativas no design dos sutiãs. As mulheres procuravam um visual mais reto e andrógino o que levou à criação de novos tipos de sutiãs que achatavam o busto.
A estilista Coco Chanel, foi uma grande influência para o uso da peça.
Década de 1930
Já nos anos 1930, o foco voltou-se para a valorização das curvas femininas e começaram a ser desenhados para realçar e moldar o busto, introduzindo enchimentos e novas técnicas de costura.
Entre 1930 e 1940, surgiu o primeiro sutiã com com aro, para ressaltar o busto.
Década de 1940
A partir dos anos 1940, a indústria de lingerie começou a inovar rapidamente. A introdução do nylon revolucionou a produção de sutiãs, tornando-os mais acessíveis e duradouros.
Em 1945, um dos modelos mais conhecidos foi criado: o meia-copa. A história em torno dele é bastante curiosa, pois quem inventou o sutiã não foi um estilista, e sim um engenheiro de aviação!
O bilionário Howard Hughes desenhou o sutiã para a atriz Jane Russell, porque achava que os modelos de sutiã antigo não valorizavam o busto da musa.
Nos anos 1950, o sutiã ganhou ainda mais popularidade com o glamour de Hollywood, onde estrelas como Marilyn Monroe exibiam as suas curvas acentuadas com sutiãs pontudos e estruturados.
Este estilo continua muito popular nos dias de hoje. Este sutiã tem a característica de deixar o seio um pouco mais à mostra.
Décadas de 1960 e 1970
Entre 1960 e 1970, o movimento feminista influenciou a moda íntima e muitas mulheres começaram a ver o sutiã como um símbolo de opressão. Apesar disso, o sutiã continuou a evoluir, com designs que ofereciam mais liberdade e menos estrutura.
Nesta altura, são criados os sutiãs de desporto, que antes da sua criação, escreve a historiadora especialista em roupa desportiva Jaime Schultz, muitas mulheres usavam sutiãs normais ou atavam o peito com faixas semelhantes às das “Mulheres de Biquíni” da Roma Antiga.
Na década de 1970, duas corredoras inspiraram-se na protecção para os testículos utilizada pelos homens para fazer o Jockbra, que é actualmente considerado o primeiro sutiã desportivo da época contemporânea.
Em 1968, os sutiãs modeladores eram tão omnipresentes e estavam de tal forma associados às normas de sexualidade e beleza feminina que as feministas efectuaram um protesto contra o machismo no dia 7 de setembro em Atlantic City, nos Estados Unidos.
Este protesto, teve como objetivo criticar o concurso de Miss America e tudo o que o evento representava.
A manifestação ficou conhecida como “Bra-Burning” que, traduzido do inglês, significa “Queima de Sutiãs”.
Além da lingerie, as mulheres colocaram no chão e no lixo: sapatos, cílios postiços, maquilhagem, revistas femininas e outros objetos relacionados com o universo feminino.
O episódio ainda é lembrado nos dias hoje e é um marco sobre a relação das mulheres com a lingerie.
Embora estigmatizadas como “queimadoras de sutiãs” pela cultura popular, as manifestantes nunca queimaram os seus sutiãs: “Pensamos em queimar (uma lata de lixo de sutiãs no passeio de Atlantic City) disse Carol Hanisch, a organizadora da manifestação, à NPR em 2008, “mas a polícia… não nos deixou queimar nada.”
Década de 1990
A introdução do sutiã sem costura nos anos 1990 e a popularização do sutiã desportivo mostraram como essa peça se adaptou às necessidades das mulheres ao longo do tempo, oferecendo cada vez mais opções de conforto e estilo.
Foi em 1999 que os sutiãs de desporto se tornaram verdadeiramente aceites como peças de vestuário por conta própria devido a Brandi Chastain, a famosa futebolista dos EUA que despiu a sua camisola quando venceu o campeonato do mundo, tendo celebrado no campo vestida apenas com o seu sutiã desportivo – algo a que Schultz chamou “a saída do armário” desta peça.
O sutiã é uma peça fundamental não apenas pelo conforto e suporte que proporciona, mas também pelo seu impacto na moda e na auto expressão das mulheres.
Esta peça, permite que as roupas se ajustem melhor ao corpo, ajudando a criar silhuetas elegantes e proporcionando confiança a quem os usa.
A moda íntima evoluiu para incluir uma variedade de estilos e designs que atendem às diferentes preferências e necessidades, desde o sutiã básico ao sutiã luxuoso.
Além disso, o sutiã desempenha um papel fundamental na saúde e bem-estar das mulheres. Ele oferece o suporte necessário para prevenir desconfortos e dores, especialmente para as mulheres com bustos maiores.
A diversidade de modelos disponíveis hoje, reflete a crescente conscientização sobre a importância de uma boa lingerie que combine funcionalidade com estética.
O sutiã é muito mais do que apenas uma peça de roupa, ele é uma celebração da diversidade e da individualidade feminina.
É tudo uma questão de livre escolha, pois o sutiã tem o poder de realçar e ilustrar no corpo da mulher a beleza, a sensualidade, o conforto, a ousadia, a confiança e a descontração.
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