Category: Curiosidades

Curiosidades Mundiais, em Português

  • Fernando Pessoa – O mais estudado escritor Nacional

    Fernando Pessoa – O mais estudado escritor Nacional


    Fernando Pessoa nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888. Foi um Poeta, ficcionista, dramaturgo, filósofo e prosador.

    É, inequivocamente, a mais complexa personalidade literária portuguesa e europeia do século XX.

    O falecimento precoce do pai, quando Fernando Pessoa tinha apenas 5 anos, fez dele uma personalidade tímida, refugiada na sua imaginação e genialidade. Com 7 anos viajou para Durban, na África do Sul, acompanhando a sua mãe que tinha casado segunda vez com um cônsul Português, onde viveu 9 anos com a família e regressou a Portugal em 1905.

    Pouco depois de completar 17 anos e de regresso a Lisboa para entrar no Curso Superior de Letras, que abandonou depois de dois anos, sem ter feito um único exame. Preferiu estudar por si próprio na Biblioteca Nacional, onde leu livros de filosofia, de religião, de sociologia e de literatura (portuguesa em particular) a fim de completar e expandir a educação tradicional inglesa que recebera na África do Sul.

    Vivendo por vezes com parentes, outras vezes em quartos alugados. Embora solitário por natureza, com uma vida social limitada e quase sem vida amorosa, sobrevive como correspondente comercial de inglês e dedica-se a uma vida literária intensa.

    A sua produção de poesia e de prosa em inglês foi intensa durante este período, e por volta de 1910, já escrevia também muito em português. Publicou o seu primeiro ensaio de crítica literária em 1912, o primeiro texto de prosa criativa (um trecho do Livro do Desassossego) em 1913, e os primeiros poemas de adulto em 1914. Desenvolve colaboração com publicações (algumas delas dirigidas por si) como A República, Teatro, A Águia, A Renascença, Eh Real, O Jornal, A Capital, Exílio, Centauro, Portugal Futurista, Athena, Contemporânea, Revista Portuguesa, Presença, O Imparcial, O Mundo Português, Sudoeste, Momento.

    Foi um dos mais importantes poetas da língua portuguesa e figura central do Modernismo português.

    Poeta lírico e nacionalista cultivou uma poesia voltada aos temas tradicionais de Portugal e ao seu lirismo saudosista, que expressa reflexões sobre seu “eu profundo”, suas inquietações, sua solidão e seu tédio.

    Fernando Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo, criou heterônimos – poetas com personalidades próprias – Ricardo Reis, Alvaro de Campos e Alberto Caeiro- cada um deles portador de uma identidade própria, de uma arte poética distinta, de uma evolução literária pessoal e ainda capazes de comentar as relações literárias que estabelecem entre si. Com eles procurou detectar, sob vários ângulos, os dramas do homem de seu tempo.
    Ao longo da sua vida transfigurou-se em múltiplas identidades, escapando através delas da vida quotidiana. Na sua poesia o génio, que era muitos, desdobrou-se em mais de uma centena de pseudónimos e alter-egos com ocupações tão distintas quanto um tradutor, um escritor, um ensaísta, um filósofo, um médico, um astrólogo e até um frade, cada um deles com uma visão ideológica própria e muito distinta. Apesar de se ter fragmentado em muitas personalidades literárias pautadas pela ficção – que viriam a enriquecer o seu legado literário, a heteronímia é o grande marco da sua obra. Dotados de biografia, o poeta justificava os seus três heterónimos como “um traço de histeria que existe em mim. (…) A origem mental dos meus heterónimos está na minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação”.
    É importante destacar que Fernando Pessoa foi um explorador no campo da astrologia, sendo um exímio astrólogo e apreciador do ocultismo.

    Com Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros, entre outros, leva a cabo, em 1915, o projeto de Orpheu, revista que assinala a afirmação do modernismo português e cujo impacto cultural e literário só pôde cabalmente ser avaliado por gerações posteriores.

    Tendo publicado em vida, em volume, apenas os seus poemas ingleses e o poema épico Mensagem, a bibliografia que legou à contemporaneidade é de tal forma extensa que o conhecimento da sua obra se encontra em curso, sendo alargado ou aprofundado à medida que vão saindo para o prelo os textos que integram um vastíssimo espólio. Mais do que a dimensão dessa obra, cujos contornos ainda não são completamente conhecidos, profícua em projetos literários, em esboços de planos, em versões de textos, em interpretações e reflexões sobre si mesma, impõe-se, porém, a complexidade filosófica e literária de que se reveste.

    Fernando Pessoa, que tinha o desejo de ser extraordinário, morreu a 30 de Novembro de 1935, aos 47 anos, na mesma cidade onde nasceu. Grande parte da sua obra só foi conhecida depois da sua morte, quando se abriu a famosa arca de madeira, brindando o mundo com tesouros literários de riqueza incalculável.

    Primeira edição de “Mensagem”

    Mensagem, é um livro de 44 poemas de Fernando Pessoa cuja primeira edição foi em 1934 e a única obra que o poeta publicou em português, em vida. Este tesouro literário retrata o glorioso passado de Portugal, tentando encontrar um sentido para a grandiosidade dos feitos portugueses da época dos Descobrimentos, glorificando o seu valor simbólico e acreditando que o revivalismo das suas palavras traria à nação o esplendor de outrora

    Publicado pela primeira vez em 1982, quase meio século após a morte de Fernando Pessoa, o Livro do Desassossego é uma obra-prima pouco convencional, resistente às habituais classificações literárias. A palavra desassossego refere-se à angústia existencial do narrador, sim, mas também à sua recusa em ficar quieto, parado. Sem sair de Lisboa, este viaja constantemente na sua maneira de ver, sentir e dizer. Ler este livro, repleto de emoção e observações penetrantes, é uma experiência estranhamente libertadora.

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    Fontes Fotográficas/Conteúdo: Gulbenkian.pt casafernandopessoa.pt, ebiografia.com, todamateria.com, abrasileira.pt, Infopedia.pt, Assírio & Alvim

  • Puro Sangue Lusitano – Séculos de Evolução

    Puro Sangue Lusitano – Séculos de Evolução

    De origem Portuguesa, o Puro Sangue Lusitano é conhecido como o cavalo de sela mais antigo do mundo ocidental.

    Está presente nas pinturas e gravuras de rochas entre 13 mil e 30 mil anos antes de Cristo. Os desenhos foram encontrados nas grutas do Escoural, nas mediações de Andaluzia.

    O Puro-sangue Lusitano é descendente direto do cavalo Ibérico, o ancestral de todos os cavalos do mundo. É uma das quatro raças primitivas a partir das quais derivam todas as outras raças de cavalo, que se conseguiu desenvolver e evoluir devido ao isolamento da Europa em que foi originado.

    Ele é considerado uma herança genética de Andaluzia, em Portugal. Antigamente acreditava-se, inclusive, que as éguas traziam ao mundo filhos do vento. São, portanto, os cavalos mais velozes na antiguidade.

    Estima-se que seja montado há mais de cinco mil anos e foi reconhecido durante a antiguidade por Gregos e Romanos como o melhor cavalo de combate e de sela de então.

    A sua criação é mais expressiva no Ribatejo e no Alentejo.

    Na sua longa história, o Puro Sangue Lusitano já prestou provas de ser capaz de fazer quase tudo: foi usado na agricultura, na caça e até em batalhas.
    Figurou também como o cavalo de lazer das casas reais europeias durante a idade média, tendo um papel preponderante na equitação académica.

    Os séculos de evolução tornam-no por isso num cavalo muito versátil e com uma grande aptidão natural para os exercícios de Alta Escola (Haute École). O Lusitano revela-se exímio não só no toureio e equitação clássica, mas também nas disciplinas equestres federadas, tais como dressage, obstáculos, atrelagem e, em especial, equitação de trabalho, estando no mesmo patamar que os melhores especialistas da modalidade. É o cavalo de eleição na maior parte das touradas portuguesas.

    Por serem animais com grande agilidade e flexibilidade revelando inteligência, empatia e companheirismo, bem como coragem e tranquilidade, são há muito utilizados pela cavalaria portuguesa, sendo ainda hoje a raça utilizada pela Guarda Nacional Republicana.

    São uma raça de cavalos vibrantes, fortes e corajosos mas são, em simultâneo, submissos, flexíveis e seguros.

    O seu habitat de excelência é sem dúvida a extensa planície do sul da Península Ibérica, de clima quente.

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    Fonte de Fotografías/Conteúdo: RodeoWest, Dica Madeira, Univitta, MF Magazine, Ortigão Costa