Category: Lugares

Lugares de Interesse em Portugal e no Mundo

  • Ano Novo – Nem no mundo todo é em Janeiro!

    Ano Novo – Nem no mundo todo é em Janeiro!

    As celebrações de Ano Novo variam amplamente entre diferentes culturas e países, muitas vezes celebradas em datas distintas e refletindo tradições, calendários e eventos históricos únicos.

    Calendário Gregoriano (1 de Janeiro)

    O calendário gregoriano é o calendário utilizado na maior parte do mundo. Entrou em vigor em Outubro de 1582, após a bula papal Inter gravíssimas emitida pelo Papa Gregório XIII, que o apresentou como uma modificação do calendário Juliano.

    A principal alteração foi o espaçamento diferente dos anos bissextos, visando estabelecer que a duração média do ano no calendário seja de 365,2425 dias.

    Papa Gregório XIII // Bartolomeo Passarotti – Bildindex der Kunst und Architektur

    A maioria dos países segue o calendário gregoriano. Hoje, a maioria das festividades de Ano Novo começa no dia 31 de Dezembro (Véspera de Ano Novo), o último dia do calendário gregoriano, e continua até às primeiras horas do dia 1 de Janeiro (Dia de Ano Novo).

    As tradições comuns incluem festas, refeições tradicionais de Ano Novo, resoluções para o novo ano e fogos de artifício.

    Nowruz (Ano Novo Persa)

    Nowruz, o Ano Novo Persa, é celebrado no equinócio da Primavera, por volta de 21 de Março.

    Este evento simboliza renascimento e renovação, sendo marcado por diversas festividades, incluindo banquetes, performances culturais e a tradição de “Haft-Seen”, onde sete items simbólicos são exibidos numa mesa.

    Nowruz, que significa “novo dia” em Persa (ou Fārsī), é o primeiro dia do ano no calendário iraniano.

    Nos tempos mais recentes, desde a Revolução Iraniana de 1979, os líderes supremos e os clérigos Muçulmanos do Irão têm procurado desencorajar as celebrações tradicionais do Nowruz, devido às suas raízes não islâmicas.

    Contudo, os Iranianos continuam a valorizar as tradições, e o governo, incapaz de diminuir o seu fervor, emite anualmente declarações onde permitem as celebrações públicas.

    Para alguns Iranianos, a prática de Nowruz passou a significar resistência à liderança religiosa no Irão.

    Uma característica central do Nowruz, especialmente no Irão, é o haft-sīn, ou “sete s’s”, chamado assim por causa dos sete items que começam com a letra persa S, dispostos numa toalha especial (sofreh) sobre a mesa de celebrações.

    Haft-sīn // persianwalk.com

    Os items do haft-sīn representam renovação e a Primavera, sendo o seu centro o “sabzeh“, uma planta em germinação que simboliza o renascimento.

    Ano Novo Chinês

    O Ano Novo Chinês ou comumente chamando “Ano Novo Lunar” é um festival anual de 15 dias na China e nas comunidades chinesas ao redor do mundo.

    As festividades começam com a primeira Lua Nova que ocorre entre 21 de Janeiro e 20 de Fevereiro. As festividades duram até a Lua Cheia seguinte.

    As origens do Ano Novo Chinês são envoltas em lendas.

    Uma dessas lendas diz que, há milhares de anos, um monstro chamado Nian (“Ano”) atacava os habitantes de uma aldeia no início de cada novo ano. O monstro tinha medo de ruídos altos, luzes brilhantes e da cor vermelha, por isso, esses elementos eram utilizados para afastá-lo.

    Devido a isso, as celebrações frequentemente incluem fogos de artifício, roupas e decorações vermelhas.

    Ano Novo Chinês // newsweek.com

    Os jovens recebem dinheiro em envelopes vermelhos. Além disso, o Ano Novo Chinês celebra-se com banquetes e visitas a familiares.

    Ano Novo Judaico (Rosh Hashanah)

    O Rosh Hashanah ocorre em Setembro, marcando o início dos “Dias Santos Judeus”. É um momento de autorreflexão, oração e celebrações comunitárias, com alimentos tradicionais como as maçãs mergulhadas em mel.

    As origens do Rosh Hashanah remetem aos tempos bíblicos, embora a Bíblia em si nunca mencione o “Ano Novo” ou o “Dia do Julgamento” que hoje em dia são celebrados.

    Apesar do Rosh Hashanah ocorrer no sétimo mês do calendário Gregoriano, a tradição rabínica posterior decidiu designá-lo como o início do ano.

    Alimentos simbólicos do Rosh Hashanah // veredguttman.com/

    Rosh Hashanah marca o começo do que são conhecidos como os “Dias Santos”. O início de um período de introspecção e meditação de dez dias (Yamim Noraim) que acaba no primeiro dia de “Yom Kippur”

    Diz-se que durante o Rosh Hashanah, Deus abre os livros da vida e da morte. Os justos são inscritos no livro da vida, e os ímpios no livro da morte.

    Durante o Yom Kippur, os julgamentos são finalizados, e os livros são selados.

    Diwali

    Na Índia, o Diwali (Festival das Luzes), que geralmente ocorre entre Outubro e Novembro, significa um novo ano em certas regiões, particularmente em Gujarat. Este dia é o feriado mais importante do ano na Índia.

    Derivado da palavra sânscrita “dipavali”, que significa “fileira de luzes”, o Diwali é conhecido pelas lâmpadas de barro que se colocam do lado de fora das casas durante este feriado, simbolizando a luz interior que protege da escuridão espiritual.

    O festival é celebrado ao longo de 5 dias.

    Dia um: As pessoas limpam as casas e compram ouro ou utensílios de cozinha para trazer boa sorte.

    Dia dois: Decoram as casas com lâmpadas de barro e criam desenhos com padrões chamados “rangoli” no chão, usando pós coloridos ou areia.

    Rangoli // nestasia.in

    Dia três: No dia principal do festival, as famílias reúnem-se para fazer uma oração à Deusa Lakshmi, seguida de banquetes deliciosos e festividades que incluem fogos de artifício.

    Dia quatro: Este é o primeiro dia do novo ano, quando amigos e familiares visitam com presentes e votos de boas festas.

    Dia cinco: Os irmãos visitam as irmãs casadas, que os recebem com amor e uma refeição luxuosa.

    O Diwali é tão importante para os Hindus quanto o Natal é para os Cristãos. Os Hindus interpretam a história do Diwali com base no local onde vivem. Mas há um tema comum – vitória do bem sobre o mal.

    Ano Novo Tailandês (Songkran)

    Celebrado em meados de abril, O Songkran é conhecido pelos seus festivais de água. As pessoas derramam água umas nas outras, simbolizando purificação e a lavagem de pecados para se prepararem para o novo ano.

    O festival na Tailândia começa a 13 de Abril e geralmente dura três dias, embora as festividades possam começar mais cedo ou terminar mais tarde em algumas cidades. O foco principal do feriado é avançar; de fato, a palavra Songkran vem de uma expressão na língua sânscrita que significa “passagem do sol”.

    A água desempenha um papel importante no festival. Simbolicamente, a água lava o ano anterior, permitindo que as pessoas se preparem para o próximo.

    Muitas famílias acordam cedo durante o Songkran e visitam templos Budistas, onde trazem ofertas, como alimentos, e ouvem monges Budistas enquanto rezam.

    Os visitantes borrifam água limpa ou perfumada sobre estátuas de Buda. As pessoas mais jovens também derramam água sobre as mãos dos pais e amigos mais velhos para mostrar respeito e pedir bênçãos para o ano vindouro.

    Honrar tradições familiares e práticas religiosas é a parte mais importante do Songkran, mas também é essencial que haja diversão.

    Nas ruas, o Songkran é celebrado com festas que incluem música alta e uma amigável gigantesca luta de água.

    Luta de Água durante o Songkran // washingtondc.thaiembassy.org

    As pessoas armazenam água em baldes, pistolas de água ou qualquer outra coisa que encontrem que consiga transportar este liquido tão fundamental, e após isso, saem para esguichar água umas nas outras de forma brincalhona. É uma sorte que Abril seja um dos meses mais quentes do ano na Tailândia!

    Conclusão

    As celebrações de Ano Novo em todo o mundo refletem as variadas diferenças de culturas e tradições que tornam cada país único.

    Desde a alegria vibrante do Diwali na Índia, que simboliza luz e renovação, até a purificação e diversão do Songkran na Tailândia, estas celebrações não apenas marcam o início de um novo ciclo, mas também oferecem a oportunidade de reforçar laços familiares, refletir sobre o ano que passou e traçar novos objectivos para o futuro.

    À medida que diferentes comunidades se reúnem para celebrar, partilhar e criar memórias, fica evidente que, independentemente da forma como celebramos a chegada do novo ano, é a sensação de esperança e renovação que nos une a todos.

    Que possamos levar conosco as lições aprendidas e as tradições apreciadas, e que o próximo ano traga prosperidade, saúde e felicidade a todos.

    Foto de Capa: Photo by Camille Couvez on Unsplash



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  • Mónaco – Pequeno de Tamanho, Grande de História

    Mónaco – Pequeno de Tamanho, Grande de História

    O Mónaco é um pequeno mas proeminente Principado na Riviera Francesa, é conhecido pela sua rica história, estilo de vida luxuoso e estrutura sócio econômica única.

    Desde a sua fundação em 1297, Mônaco tem sido lar da família Grimaldi, conhecida por sua elegância e governação dinâmica.

    Além disso, a cidade estado tem uma história fascinante, que remonta à Idade Média, quando era uma fortaleza contra os piratas.

    Atualmente, o Mónaco, é governado pelo chefe da Casa de Grimaldi, o Príncipe Alberto II.
    A família Grimaldi é uma das mais antigas e ilustres famílias reais da Europa, conhecida pela sua longa governação do Mónaco.

    Os Grimaldi governaram o Mónaco de forma intermitente, enfrentando desafios postos pela França e pela Espanha.

    Em 1765, a Coroa Francesa reconheceu formalmente a soberania do Mónaco.

    Príncipe Alberto II // comune.canosa.bt.it

    Visão Geográfica

    • Localização: O Mónaco está situado na Riviera Francesa, limitado pela França e com costa Mediterrânea.
    • Tamanho: É o segundo menor país do mundo, cobrindo aproximadamente 2,02 quilómetros quadrados.
    Mapa do Mónaco // worldonlineeducation.com

    Destaques Históricos

    • Fundação da Dinastia Grimaldi: Em 1297, François Grimaldi, juntamente com um pequeno grupo de seguidores disfarçados de monges, capturou o Rochedo de Mónaco.
    Rochedo do Mónaco // dicaparis.com
    • Monarcas Chave:
      • Príncipe Honoré II (1641-1662): Neto de François Grimaldi, foi o primeiro a ostentar o título de Príncipe de Mónaco; trabalhou na consolidação da independência e na promoção das artes e da cultura.
    Príncipe Honoré II // en.wikipedia.org
    • Príncipe Rainier III (1949-2005): Modernizou o Mónaco e tornou-o num centro financeiro com variadas reformas económicas. O seu casamento com a atriz de Hollywood Grace Kelly, em 1956, elevou ainda mais o perfil internacional de Mónaco
    Grace Kelly e Príncipe Rainier III // thelist.com

    Demografia e Economia

    • População: Aproximadamente 38.000, composta principalmente por cidadãos franceses, com um número significativo de outras nacionalidades e apenas cerca de um quinto de ascendência monegasca.
    • Língua: A língua oficial é o francês.
    • Economia: Principalmente impulsionada pelo turismo, banca, finanças e imobiliário, com o Casino de Monte Carlo a ser uma grande atração.
    Casino de Monte Carlo // visitmonaco.com

    Factos Únicos sobre o Mónaco

    • Alta Presença Policial: O Mónaco tem mais pessoal policial per capita do que a maioria dos países, com uma força de 515 a servir os seus 38.000 habitantes.
    • Restrições ao Jogo: Os cidadãos do Mónaco estão proibidos de jogar nos casinos locais.
    • Centro de Riqueza: O Mónaco tem a maior densidade de milionários na Europa e é reconhecido como um paraíso fiscal sem imposto sobre o rendimento.
    • Exibição de Iates: É o lar do prestigiado do Salão Náutico do Mónaco, que apresenta mais de 125 iates de luxo anualmente.
    Salão Náutico do Mónaco // vandervalkshipyard.com
    • Sede de uma das Corridas Automobilísticas mais prestigiadas do mundo:  O Mónaco serve como o local do Grande Prémio de Mónaco, uma corrida de Fórmula 1 que acontece todos os anos no Circuito do Mónaco.

      É uma das corridas de automóveis mais famosas do mundo. O primeiro Grande Prémio do Mónaco foi realizado em 1929.
    Grande Prémio do Mónaco // independent.co.uk

    A combinação da rica história do Mónaco, do estilo de vida luxuoso e das leis únicas contribui significativamente para o seu status como uma entidade não só notável, mas também influente na Europa.

    O Mónaco destaca-se pela sua trajetória histórica distinta, marcada pela governação contínua da família Grimaldi por mais de setecentos anos. Esta longa tradição monárquica não só confere ao país uma identidade sólida, mas também um sentido de continuidade cultural e política que é raro na Europa contemporânea. 

    Foto de Capa: frenchmoments.eu



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  • Natal na Europa: Tradições, Delícias e Celebrações

    Natal na Europa: Tradições, Delícias e Celebrações

    O Natal é um momento de alegria, reflexão e celebração, com cada país europeu a adicionar o seu toque único à época festiva.

    Tão diversas quanto as culturas, essas tradições celebram tanto o significado religioso quanto os costumes locais.

    Aqui fica um vislumbre das tradições natalinas mais queridas em vários países europeus.

    Portugal: Presépio, árvore de Natal e ceia de Natal

    Seguindo a tradição, as famílias portuguesas reúnem-se no dia 24 de Dezembro para jantar e à mesa servem-se os pratos de bacalhau, polvo e por vezes o peru assado e outros pratos de carne que habitualmente são saboreados no dia seguinte.

    Bacalhau de Consoada // Pingo Doce

    Para sobremesa, não poderá faltar o Bolo-Rei, recheado com frutas cristalizadas ou com frutos secos, além de outros bolos característicos da época como as broas castelares, o pão de ló e os tradicionais fritos como as filhoses, os sonhos e as rabanadas.

    Bolo Rei // ecotoursportugal

    À meia-noite, celebra-se a Missa do Galo e nas igrejas, assim como em casa, há um lugar especial para o presépio, a recriação do estábulo onde nasceu Jesus que São Francisco de Assis idealizou, no séc. XIII, e que é bastante popular em Portugal.

    As prendas de Natal são colocadas junto da árvore de Natal e trocam-se depois da meia-noite ou na manhã seguinte, consoante o hábito de cada família.

    Em tempos idos, antes de ser o Pai Natal a animar o Natal português era o Menino Jesus quem as entregava.

    Ao deitar, as crianças deixavam o sapatinho na chaminé e de manhã ao acordar, iam ver qual a surpresa que lhes tinha deixado.. 

    Alemanha: Calendário do Advento e Weihnachtsmarkt

    A Alemanha é famosa pelos seus mercados de Natal (Weihnachtsmärkte), onde as cidades ganham vida com o aroma das castanhas assadas e vinho quente.

    A tradição do calendário do Advento, uma contagem decrescente até ao dia de Natal, teve origem aqui.

    As crianças abrem com entusiasmo uma porta a cada dia de Dezembro, revelando guloseimas ou pequenos presentes.

    Calendário do Advento // arcadiachocolates.com

    O jantar da véspera de Natal costuma incluir carpa ou ganso, e as famílias reúnem-se para trocar presentes, muitas vezes acompanhados pelo canto de canções natalinas.

    Itália: La Befana e a Ceia dos Sete Peixes

    Embora muitos italianos celebrem o Natal a 25 de dezembro, a festividade continua até ao dia 6 de Janeiro com a celebração da La Befana.

    Segundo a lenda, esta bruxa bondosa entrega presentes às crianças no Epifania.

    Uma refeição tradicional na véspera de Natal pode incluir a Ceia dos Sete Peixes, onde as famílias desfrutam de uma variedade de pratos de marisco.

    Ceia dos Sete Peixes // paesana.com

    O Dia de Natal costuma contar com um almoço farto, frequentemente centrado em pratos de carne assada.

    Suécia: O Dia de Santa Lúcia

    A celebração do Dia de Santa Lúcia a 13 de dezembro marca o início da época natalina na Suécia.

    Meninas jovens vestem-se de Lucia, usando vestidos brancos e grinaldas de velas, e lideram procissões cantando canções.

    Este dia simboliza a chegada da luz nos escuros meses de inverno.

    Alimentos tradicionais como pães de açafrão (lussekatter) e biscoitos de gengibre são muito apreciados durante este período.

    Lussekatter // joker.no

    França: Jantar de Natal e Réveillon

    Na França, a refeição festiva conhecida como Réveillon é um destaque das celebrações de final de ano.

    As famílias reúnem-se na véspera de Natal para desfrutar de jantares abundantes, frequentemente com pratos como foie gras, ostras e carnes assadas.

    No sul, uma tradição especial é a “13 sobremesas” servidas após a refeição, simbolizando Jesus e seus apóstolos.

    13 Sobremesas // Fotografia: frenchmadetheblog

    Em algumas regiões, o Père Noël representa o papel de repartidor de presentes, similar ao Pai Natal, enquanto em Provença, a tradição de expor figuras de natal (santons) adiciona um toque local.

    Santons // Fotografia: Gilles Bader

    Espanha: Os Três Reis e Turrón

    Na Espanha, as celebrações de Natal vão além do dia 25 de Dezembro, culminando na festa de Los Reyes (Três Reis) a 6 de Janeiro.

    Reis Magos // Fotografia: murciatoday

    As crianças esperam ansiosamente a chegada dos Reis Magos, que trazem presentes.

    Doces tradicionais como Turrón e Roscón de Reyes, são essenciais durante este período.

    Roscón de Reyes // Fotografia: mykaramelli

    A missa da meia-noite na véspera de Natal, conhecida como La Misa del Gallo (A Missa do Galo), também é uma tradição significativa.

    Reino Unido: Crackers de Natal e Pantomima

    No Reino Unido, o Natal é uma mistura de tradições pagãs e cristãs.

    A época festiva começa com o Advento, e o Dia de Natal é marcado por reuniões familiares, frequentemente com peru assado e pudim de Natal.

    Uma tradição única é a abertura de crackers de Natal durante o jantar, que contêm pequenos presentes e piadas.

    Crackers de Natal // ispotsanta

    As pantomimas, representações teatrais muitas vezes baseadas em contos de fadas, também são um entretenimento popular durante as festas.

    Pantomina // tvtropes.org

    Noruega: Nisse e a Cabra de Natal

    Na Noruega, a Cabra de Natal (julebukk) é o símbolo do espírito natalino.

    Enquanto a tradição do Nisse, que sempre foi descrito como uma pequena criatura semelhante a um humano, vestindo um chapéu vermelho e roupas cinzas, que realiza tarefas domésticas durante o ano e espera ser recompensado pelo seu trabalho, por volta do solstício de inverno, com o presente da sua comida favorita, as papas de aveia.

    Julebukk // landromantikk.no

    A véspera de Natal é quando as famílias se reúnem para celebrar com uma refeição festiva, e no Dia de Natal, muitos assistem às cerimónias religiosas.

    O tronco de Natal também é um símbolo de calor e união familiares durante esta época.

    Conclusão

    Ao longo da Europa, as tradições natalinas refletem o rico património cultural, combinando significados religiosos com as tradições locais.

    Quer sejam os mercados tradicionais da Alemanha, as procissões iluminadas da Suécia ou as refeições familiares em Portugal ou na Itália, cada celebração traz consigo memórias queridas, alegria, muito amor nos corações, partilha, carinho nas familias e nas comunidades.

    Mercado de Natal Alemão // mdr.de

    À medida que os países continuam a adoptar e a partilhar as suas tradições, o espírito do Natal permanece uma força unificadora entre os Povos, mostrando nesta época de partilha, de amor, de solidariedade, fraternidade e união a verdadeira essência e o que de melhor existe em cada um de nós.

    Crédito de Capa: Photo by Alessio Zaccaria on Unsplash
    Fontes: visitportugal.pt


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  • Caretos de Podence – Rituais de Tradição

    Caretos de Podence – Rituais de Tradição

    Os Caretos de Podence são originários da aldeia portuguesa de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros. Foram declarados Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO a 12 de Dezembro de 2019.

    Origem

    No coração do Nordeste Transmontano, celebra-se na semana carnavalesca o tão aclamado Carnaval de PodenceEntrudo Chocalheiro, onde os Caretos de Podence (encenação pagã) dão cor com os seus trajes à aldeia e aos muitos turistas que por ali passam.

    Este evento ritual tendo origem no chamado “tempo longo”, de organização da vida em função dos ritmos do ciclo agrário, reporta às festas de celebração do final do ciclo de inverno e início do ciclo produtivo da primavera.

    Pinturas nas casas de Podence // Aldeias de Portugal

    Singular e diferente, relativamente a outras festividades de Carnaval realizadas noutros pontos do país e adaptando-se a um contexto socio económico pós-rural, a festa de Carnaval dos Caretos de Podence assume hoje particularidades próprias.

    A máscara e o fato, os comportamentos que caracterizam o ritual e os protagonistas da festa, os mascarados, conhecidos como “caretos”, na sua função social atual, assumem um formato distinto e único.

    Tradição

    A participação inicia-se na infância, quando as crianças começam a vestir fatos semelhantes aos dos caretos (facanitos) e a imitar o seu comportamento, cumprindo também elas um processo de iniciação e garantindo ao mesmo tempo a continuidade da tradição, criando uma vertente identitária profunda desta comunidade.

    Facanitos à solta // Caretos de Podence

    Os Caretos de Podence constituem uma marca diferenciadora do território de Trás os Montes, o evento Entrudo Chocalheiro Carnaval dos Caretos, constitui um polo atrativo a nível nacional e Internacional.

    A tradição perde-se no tempo e esteve em vias de desaparecer nos anos de 1960/70 devido à emigração e à guerra Colonial.

    Ritual

    Os Caretos de Podence são conhecidos pelo seu comportamento performativo, “as chocalhadas” de que são alvo principal as mulheres, um ato simbólico que remete para uma origem remota e uma possível ligação a antigos rituais agrários e de fertilidade.

    Hoje, estes mascarados, que visitam as casas de vizinhos e familiares, num ritual de convívio e amizade, fazem do Entrudo Chocalheiro um momento essencial da vida dos descendentes de Podence, muitos deles, emigrantes que deixaram a aldeia e regressam no Carnaval para dar continuidade à prática que herdaram dos pais e avós.

    Entrudo Chocalheiro 2019 // Viralagenda

    Atualmente, a festa é participada por “caretos” de idade e estado civil “variado” e já não apenas pelos rapazes solteiros, havendo também participação dos mais pequenos, a que chamam “facanitos” e de raparigas envergando fatos de “careto” dos pais, tios ou irmãos.

    A participação das raparigas é relativamente tolerada e permitida pela também relativa espontaneidade da organização das saídas dos “caretos” pelas ruas da aldeia.

    O objeto principal das investidas chocalheiras dos caretos é também mais amplo, abrange tanto as mulheres solteiras como as casadas, residentes, turistas ou visitantes da aldeia.

    Na noite de Domingo Gordo realizam-se casamentos fictícios entre os rapazes e raparigas solteiros, numa cerimónia trocista. É um momento de humor, sem hipótese de reclamação por parte dos escolhidos.

    Na manhã do dia seguinte, a tradição manda que o rapaz vá visitar a rapariga que lhe calhou por sorteio, recebendo doces e vinho fino em gesto de agradecimento.

    Herança simbólica

    Os mascarados, não são apenas os residentes na aldeia, e sim os seus descendentes com ligações familiares e atuais à localidade, que habitando em localidades e cidades próximas ou não, ou ainda estando emigrados noutros países, regressam por altura da festa para participar no Carnaval.

    O ritual // caretosdepodence.pt

    Os “caretos” são personagens com fatos preenchidos com franjas de lã, máscaras de lata ou couro e chocalhos à cintura que saindo à rua, no Domingo Gordo e na Terça-Feira de Carnaval, chocalham, gritam e amedrontam, saltando e correndo desenfreadamente pelas ruas da aldeia, empoleiram-se ainda nas varandas e entram nalgumas casas da aldeia, onde muitas vezes são convidados a comer e beber, exibindo, no entanto, um comportamento mais moderado do que em décadas anteriores, e que se revela mais adequado ao cenário atual da festa, mantendo bem viva a manifestação.

    Associação cultural

    Em 1985, os Caretos de Podence organizaram-se e transformaram o grupo numa associação cultural, com o objetivo principal de preservar estes eventos tradicionais.

    Como símbolo da cultura do nordeste transmontano, estes mascarados têm sido convidados a participar em vários acontecimentos culturais e recreativos ao longo do país, sobretudo quando é possível integrar a animação de rua.

    Os Caretos de Podence caraterizam assim, uma nova forma de olhar para a tradição de uma região tendenciosa para o despovoamento, mas que consegue mover milhares quando, através do esforço e do empenho alcança feitos que são assim, reconhecidos em todo o mundo.

    Fontes: wikipédia, caretosdepodence.pt, nationalgeographic.pt, visitportugal.com
    Crédito de capa: By Rosino – [1], CC BY-SA 2.0


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  • Nepal – Uma Tapeçaria de Cultura, Natureza e Aventura

    Nepal – Uma Tapeçaria de Cultura, Natureza e Aventura

    Aconchegado nos contrafortes dos majestosos Himalaias, o Nepal é um fascinante mosaico de culturas diversas, património antigo e paisagens deslumbrantes.

    Conhecido principalmente por ser o lar do Monte Everest, o pico mais alto do mundo, este pequeno país do Sul da Ásia oferece uma riqueza de experiências para viajantes destemidos que vai desde a serenidade espiritual a aventuras repletas de adrenalina.

    A Terra dos Himalaias

    O Nepal ostenta oito das catorze montanhas mais altas do mundo, tornando-se um farol para alpinistas e caminhantes de todo o globo.

    A caminhada até ao Campo Base do Everest é lendária e oferece um vislumbre inigualável da beleza tocante dos Himalaias.

    Annapurna // adventure-pulse.com

    Para aqueles que não apreciam as caminhadas de alta altitude, o Circuito Annapurna oferece uma rota mais acessível, mas ainda assim desafiadora, através de campos em socalcos, florestas de rododendros e aldeias tradicionais.

    Uma Tapeçaria de Culturas

    O Nepal é diversificado de culturas e etnias, onde se falam mais de 120 línguas.

    Catmandu, a sua movimentada capital é Património Mundial da UNESCO.

    Os templos e palácios antigos da cidade, como o icónico Swayambhunath (ou Templo dos Macacos) e o sagrado Pashupatinath, oferecem um mergulho profundo nas ricas tradições espirituais do Nepal.

    Swayambhunath // bajracharya.org

    As ruas vibrantes estão cheias de vida com os sons e visões dos rituais diários, festivais e a coexistência harmoniosa do Hinduísmo e do Budismo.

    Pashupatinath // holidaystonepal.in

    Uma Viagem pela História do Nepal

    A história do Nepal é tão rica como as suas paisagens. As cidades medievais de Patan e Bhaktapur ressoam com ecos do passado.

    A Praça Durbar, constituída por diversas praças, todas ligadas por ruas e becos, apresentam intricadas esculturas em madeira, templos em estilo pagode e impressionantes palácios que exibem a destreza arquitetónica da civilização Newar.

    Praça Durbar // pristinenepal.com

    Abundância Natural

    Para além das suas montanhas, a beleza natural do Nepal estende-se aos seus vales luxuriantes, florestas subtropicais e lagos imaculados.

    O Parque Nacional de Chitwan que é Património Mundial da UNESCO, oferece um contraste marcante com os picos nevados, com as suas densas selvas que abrigam uma grande variedade de vida selvagem, incluindo o tigre-de-bengala e o rinoceronte de um chifre.

    Parque nacional de Chitwan // articlesfactory.com

    Lumbini, o local de nascimento do Buda, é outro destino sereno, que atrai peregrinos e turistas aos seus jardins tranquilos e mosteiros.

    Lazer dos aventureiros

    Para os amantes de aventura, o Nepal é um parque de diversões sem fim, tais como:

    •⁠ ⁠o rafting em águas bravas no rio Trishuli;
    •⁠ ⁠⁠o parapente sobre o pitoresco vale de Pokhara;
    •⁠ ⁠⁠o bungee jumping perto da fronteira do Tibete.

    Pokhara // asiaodysseytravel.com

    Estas são apenas algumas das atividades emocionantes disponíveis.

    Estas aventuras oferecem não só emoções fortes, mas também uma perspetiva única sobre as diversas paisagens do Nepal.

    Gastronomia Nepalesa

    A cozinha nepalesa reflete o seu património multicultural. Desde os deliciosos momos (pastéis) e o picante dal bhat (sopa de lentilhas com arroz) até aos doces sel roti e yomari, a comida do Nepal é uma fusão deliciosa de sabores.

    O tradicional banquete Newari é imperdível, oferecendo uma variedade de experiências gustativas elaboradas com ingredientes locais.

    Banquete Newari // insidehimalayas.com

    O Nepal, com as suas paisagens inspiradoras e ricas tapeçarias culturais, é mais do que apenas um destino de viagem.

    É uma caminhada de descoberta, que proporciona momentos de reflexão, conexão e êxtase.

    Se a sua intenção é procurar a iluminação espiritual, uma aventura que bombeie adrenalina, ou simplesmente um sopro de ar fresco na sua vida, o Nepal convida-o calorosamente a explorar as suas inúmeras maravilhas nas mais deslumbrantes paisagens do mundo.

    Foto de Capa: Photo by Cristian Grecu on Unsplash


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  • Sintra: Roteiro de Romance, Encantos e Maravilhas

    Sintra: Roteiro de Romance, Encantos e Maravilhas

    Sintra é uma linda e romântica vila portuguesa situada no distrito e área metropolitana de Lisboa. É Património Mundial da Humanidade e Paisagem Cultural classificada pela UNESCO.

    Sintra é um verdadeiro Tesouro Histórico, onde se encontram vestígios desde a idade do Bronze às diversas épocas da História de Portugal, sem descurar a época romana e a ocupação muçulmana.

    Apesar de ser um dos centros urbanos mais populosos de Portugal, tem recusado ser elevada ao estatuto de Cidade.

    Palácio da Quinta da Regaleira // http://acrosstheuniverse.blog.br

    Sintra é um testemunho de quase todas as épocas da história portuguesa e, no âmbito contextual de natureza, arquitetura e ocupação humana, Sintra evidencia o que hoje se considera uma paisagem cultural única no panorama da história portuguesa.

    Sintra é seguramente um dos destinos mais belos e românticos de Portugal, onde reis e rainhas se apaixonaram e que escritores e poetas, como Eça de Queiroz e Lord Byron, registaram para sempre nas suas obras.

    Lazer

    Descobrir Sintra:

    Um passeio pelas praias, os jardins exóticos, os parques exuberantes com caminhos entre árvores centenárias, os palácios de decoração fantástica, os pequenos lagos com recantos e as ruínas fingidas no meio da natureza, são decerto inspiradores para os maravilhosos lugares que pode visitar:

    Monte da Lua

    O Monte da Lua é um daqueles lugares cheios de magia e mistério onde a natureza e o Homem se conjugaram numa simbiose tão perfeita, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

    Monte da Lua // livetheworld.com

    Palácio da Vila

    Na praça principal, vemos o Palácio da Vila com as suas duas chaminés cónicas, tão caraterísticas, que servem de bússola para voltar a este ponto de encontro.

    Datado de finais do século XIV, foi lugar de passeio de muitos reis ao longo da História de Portugal.

    Cada sala é decorada de forma diferente e tem uma história a conhecer, para além de o interior ser uma surpresa, pois é um verdadeiro museu do azulejo, com aplicações desde o séc. XVI, do início da sua utilização em Portugal.

    Palácio da Vila // thatch.co

    Palácio e Quinta da Regaleira

    É um palácio do séc. XIX, embora pareça ser mais antigo, com uma decoração que impressiona, rica em simbologia maçónica.

    Muito perto da entrada da Regaleira, fica Seteais, um palácio do séc. XVIII atualmente transformado em hotel. Vale a pena entrar nos jardins e ir até ao miradouro, de onde se vê o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e o mar ao longe.

    Quinta da Regaleira // Photo by Rémy Penet on Unsplash

    Parque da Pena

    Antes de entrar no refúgio botânico do Parque da Pena, visite o Chalet da Condessa D’Edla e suba ao Palácio que Richard Strauss apelidou de “Castelo do Santo Graal”. Pelo caminho, é imperativo passar pelo Castelo dos Mouros. É um testemunho da presença islâmica na região, construído entre os séculos VIII e IX e ampliado depois da Reconquista.

    Chalet da Condessa D’Edla // hortensetravel

    Palácio da Pena

    Um dos palácios mais românticos de Portugal, uma reconstituição fantasiosa e revivalista, ao gosto do romantismo oitocentista, que se ficou a dever à paixão e imaginação do rei artista D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, consorte de D. Maria II.

    Palácio da Pena // Photo by Alexey Komissarov on Unsplash

    Museus, Parque e Convento

    Para além de outros museus de interesse, merecem grande destaque o Parque de Monserrate, com o seu exótico palácio neogótico, e o Convento dos Capuchos, construído no séc. XVI utilizando cortiça como revestimento dos pequenos espaços, seguindo os preceitos de pobreza da Ordem de São Francisco de Assis, contrastando com os outros palácios.

    Palácio de Monserrate // Photo by Håkon Åreskjold on Unsplash

    Práticas ao ar livre:

    Perto de Lisboa, as praias da costa de Sintra, de areia dourada e fina, são das mais procuradas.

    • Praia das Maçãs

      Enquanto a Praia das Maçãs, é mais apreciada para banhos de sol e mar, os desportistas preferem a Praia Grande, onde se realizam diversas competições nacionais e internacionais ligadas ao surf, bodyboard e ao skimming. No entanto, há uma piscina de água salgada para quem gostar de um “mar” mais tranquilo.
    Praia das Maças // surfiberia
    • Azenhas do Mar

      As Azenhas do Mar, com o casario na falésia, também com a sua piscina de água salgada e uma pequena praia que desaparece na maré cheia, é uma das mais cénicas e vale bem o passeio, Assim como a Praia da Adraga, entre as arribas.
    • Cabo da Roca

      Para completar o percurso pela costa de Sintra, há que ir ao ponto mais ocidental do continente Europeu, o Cabo da Roca, «onde a terra acaba e o mar começa», e deslumbrarmo-nos com a vista e a força do mar.
    Cabo da Roca // By Olga1969 – Own work, CC BY 4.0, commons.wikimedia.org
    • Escalada

      Para superar limites, existem locais com boas condições para praticar escalada. A Pedra Amarela e o Penedo da Amizade são conhecidos pela dificuldade, mas a sensação de liberdade ao atingir o topo é indescritível, ao ter a melhor vista sobre a Vila de Sintra.

      Num dia bonito, e sem nuvens, a serra é também um lugar de excelência para a prática de parapente e asa delta.
    • Trilhos

      Existem também muitos trilhos para passeios pedestres e rotas de orientação para conhecer os mistérios desta paisagem.

      De duração variável e dedicados a várias temáticas, desde a natureza à cultura, adaptam-se a todos os graus de dificuldade.

      Um dos mais bonitos vai da Praia Grande, onde é possível ver uma jazida de onze trilhos de dinossauros e pegadas isoladas gravada na falésia, até ao Cabo da Roca, a 100 m acima do oceano.

    Gastronomia

    Dos pratos de carne, destacam-se o leitão de Negrais, a carne de porco às Mercês, o cabrito e a vitela assada.

    Carne de Porco à Mercês // sintranoticias.pt

    O litoral da região de Sintra é abundante em peixe fino, mariscos e moluscos. Assim, é possível comer um apetitoso robalo ou sargo, deleitar-se com um polvo, ou saborear mexilhões e percebes.

    Na doçaria, o destaque vai, inevitavelmente, para as queijadas de Sintra, doce ancestral que vem, pelo menos, da Idade Média.

    Mas há outros que merecem ser provados: os travesseiros, os pastéis da Pena, as nozes de Galamares, os fofos de Belas, a par de um conjunto de compotas tradicionais fabricadas segundo métodos tradicionais.

    Pasteis da Pena // piriquita.pt

    A acompanhar qualquer refeição, é indispensável o vinho de Colares, com a famosa casta Ramisco, um dos primeiros da carta de vinhos de Portugal.

    Atividades económicas

    O turismo é uma das principais atividades económicas no concelho, devido ao vastíssimo património arquitetónico existente e também devido aos seus recursos naturais.

    História

    Do Paleolítico e Neolítico à Idade do Bronze e do Ferro, passando pelo Período Romano, depois pelo domínio muçulmano, da fundação de Portugal (a 9 de Janeiro de 1154, D. Afonso Henriques outorga Carta de Foral à Vila de Sintra) aos Descobrimentos, Sintra que sobreviveu ao Terramoto de 1755, tem o seu período áureo situado entre o final do séc. XVIII e todo o séc. XIX.

    Aqui chega, no Verão de 1787, William Beckford, hóspede do 5° marquês de Marialva, estribeiro-mor do reino, residente na sua propriedade de Seteais e é aqui que a ainda princesa D. Carlota Joaquina, mulher do regente D. João, compra, no princípio do século XIX, a Quinta e o Palácio do Ramalhão.

    William Beckford // cm-sintra.pt

    Entre 1791 e 1793 Gerard Devisme constrói na sua extensa Quinta de Monserrate o palacete neo-gótico.

    O apogeu deste desenvolvimento extraordinário da paisagem de Sintra foi atingido com o reinado de D. Fernando II da dinastia de Saxe-Coburgo-Gotha (1836-1885).

    Muito ligado a Sintra e à sua paisagem, pela qual nutria um grande afecto, este rei-artista implantaria aqui o Romantismo de uma forma esplêndida e única para as regiões mediterrânicas.

    O rei adquiriu o Convento da Pena situado sobre uma montanha escarpada e transformou-o num palácio fabuloso e mágico, dando-lhe a dimensão máxima que apenas um romântico de uma grande visão artística e de uma grande sensibilidade estética podia sonhar.

    Parque da Pena // serradesintra.net

    Além disso, D. Fernando II rodeou o palácio de um vasto parque romântico plantado com árvores raras e exóticas, decorado com fontes, de cursos de água e de cadeias de lagos, de chalets, capelas, falsas ruínas, e percorrido de caminhos mágicos sem paralelo em nenhum outro lugar.

    O rei tomou também o cuidado de restaurar as florestas da Serra onde milhares de árvores foram plantadas, principalmente carvalhos e pinheiros mansos indígenas, ciprestes mexicanos, acácias da Austrália, e tantas outras espécies que contribuem perfeitamente para o carácter romântico da Serra.

    Sintra: Inspiração

    Entre a segunda metade do século XIX e os primeiros decénios do século XX, Sintra tornou-se um lugar privilegiado para artistas.

    Músicos como Viana da Motta; músicos-pintores como Alfredo Keil; pintores como Cristino da Silva (o autor de uma das mais célebres telas do romantismo português, Cinco Artistas em Sintra); escritores como Eça de Queiróz ou Ramalho Ortigão, todos eles aqui residiram, trabalharam ou procuraram inspiração.

    Lord Byron // theguardian.com

    Muitos outros artistas foram seduzidos por Sintra. Sintra foi transformada em arte escrita, pintada, cantada e recordada por Byron, Christian Andersen, Richard Strauss e William Burnett, entre outros.

    Sintra é a verdadeira e única capital do Romantismo.

    “Sintra é o único lugar do país em que a História se fez jardim, porque toda a sua legenda converge para aí e os seus próprios monumentos falam menos do passado do que de um eterno presente de verdura.

    E a memória do que foi mesmo em tragédia desvanece-se no ar ou reverdece numa hera de um muro antigo, em Sintra não se morre – passa-se vivo para o outro lado.

    Porque a morte é impossivel no vigor da beleza. E a memória do que passou fica nela para colaborar.”
    “Louvar Amar”, Vergilio Ferreira.

    Fontes: cm-sintra.pt, sintraromantica.net, visitportugal.com, infopedia.pt
    Capa: recordtours.pt/



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  • Piódão: Uma Aldeia de Conto de Fadas

    Piódão: Uma Aldeia de Conto de Fadas

    Piódão é uma Aldeia Histórica portuguesa que é uma autêntica preciosidade escondida numa das íngremes encostas da Serra do Açor, sede da Freguesia de Piodão do Município de Arganil situada no centro de Portugal.

    Os caminhos até à aldeia são muito tortuosos e com desfiladeiros enormes e bastante perigosos, no entanto, quando se chega ao destino encontra-se a calma e a beleza de poucos lugares do mundo.

    Em socalcos pintalgados de azul, a cor que adorna as janelas e portas das casas de xisto, esta aldeia compõe um quadro único e repleto de beleza.

    Incrustada na Serra do Açor (área de paisagem protegida), onde abundam panoramas deslumbrantes, nascentes e campos de pasto, esta aldeia histórica, lembra um presépio pela forma harmoniosa como as suas casas estão dispostas em anfiteatro e que, à noite quando se acende a iluminação, formam uma das suas melhores e deslumbrantes imagens.

    Piodão
    Piódão // Philip Biran Tabuas

    A marca desta aldeia serrana de ruas estreitas e sinuosas é o xisto, material abundante na região, que é utilizado na construção das casas e no chão das ruas, formando uma mancha de cor uniforme interrompida pelo azul forte das janelas e das portas de algumas das casas

    Esta nota de cor dissonante deve a sua origem a um factor prático pois conta-se que a única loja que fornecia a população só tinha tinta azul e dado o isolamento da aldeia não era fácil para as pessoas deslocarem-se a outro local.

    Foi na realidade o isolamento e as dificuldades de deslocação que preservaram intactas as características desta antiquíssima povoação.

    Piódão Igreja
    Igreja Matriz // Visit Arganil

    Do conjunto das pequenas casas de dois pisos destaca-se a Igreja Matriz dedicada à Nossa Senhora da Conceição, que a população construiu no início do séc. XIX com as suas economias.

    É um monumento inconfundível por ser branco no meio das escuras casinhas de xisto. A construção fica logo na entrada da aldeia e tem torres cobertas por cones, com detalhes em azul.

    No seu belo interior está um retábulo em talha dourada com imagens da Nossa Senhora da Conceição, de São Miguel e de São Sebastião.

    Lazer

    O melhor a fazer em Piódão é caminhar pelas ruelas de xisto, com passarelas e pequenas pontes, embaixo das quais passa toda a água que escorre da Serra do Açor.

    As casinhas aparentam ser todas iguais, mas cada uma guarda detalhes únicos aos admiradores mais atentos e não será preciso ir muito longe para se deparar com paisagens que parecem um cenário de um conto de fadas.

    Disposta em socalcos, em redor da encosta íngreme onde se insere, constitui um cenário ímpar cheio de belos lugares para visitar:

    • ⁠a Eira e a vista a partir dela;
    • a Fonte dos Algares;
    • o forno do pão;
    • a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição;
    • a capela das Almas;
    • a capela de São Pedro;
    • o museu onde também funciona o posto de turismo;
    • todas as escadarias e ladeiras;
    • e nos dias mais quentes, a praia fluvial de Piódão ganha destaque para aqueles que a visitam.
    Piódão - Praia Fluvial
    Praia Fluvial de Piódão // Aldeias do Xisto

    Gastronomia

    O prato mais icónico e irresistível da Aldeia Histórica do Piódão é a chanfana. Destacam-se também o arroz de coelho e, nas doçarias, o arroz doce e o pão-de-ló.

    A população que aqui vive e se instalou a partir do século XV ainda pasta os seus rebanhos, espalha os cereais no local comunitário junto da Eira, sobe a calçada estreita, que recorda os tempos medievais e produz os sabores da terra, nomeadamente o licor de castanha e a aguardente de mel.

    Chanfana de Piódão
    Chanfana // Aldeias Histórias de Portugal

    História

    Enquadra-se na tipologia das “Aldeias Históricas”. Sabe-se que a aldeia do Piódão serviu de abrigo a muitos que se pretendiam esconder ou por questões políticas em épocas mais severas, ou por questões jurídicas. No entanto, não foram só foragidos que a procuraram.

    No século XIX, o Cónego Manuel Fernandes Nogueira, fundou um colégio que preparava alunos para a entrada no seminário. Muitos rapazes da Beira Interior passaram pelo colégio entre 1886 e 1906.

    A história da aldeia perde-se na noite dos tempos. Poucos são os vestígios que permitem reconstruir a história, no entanto, os achados arqueológicos de Chãs d’Égua são um importante testemunho da possível antiguidade da aldeia.

    Píodão noite
    Piódão à noite // Vaga Mundos

    A Aldeia Histórica do Piódão constitui um conjunto arquitetónico de rara beleza pelo seu enquadramento natural, mas também pela sua antiguidade, unidade e estado de preservação das construções, sendo apelidada por muitos como a “aldeia presépio” dada a sua configuração que se espraia pela encosta do monte com as casas em xisto e lousa e as janelas e portas pintadas de azul, em anfiteatro.

    Esta aldeia é um lugar único, bucólico e maravilhoso situada num cenário idílico de extraordinária beleza.

    Fontes: visitportugal.com, turismodocentro.pt, visitarganil.pt


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  • Nazaré – A Pérola de Portugal

    Nazaré – A Pérola de Portugal

    Nazaré, é uma bela e graciosa Vila portuguesa, sede de município, da região Oeste, situada na província histórica da Estremadura e no distrito de Leiria, sendo considerada uma das maiores pérolas do centro de Portugal.

    Considerada por muitos como a mais típica praia de Portugal, com antigas tradições ligadas à arte da pesca, encanta os visitantes pela sua beleza natural.

    A sua praia espetacular com o extenso areal em forma de meia-lua, que é também a frente do mar da cidade, é conhecido pela sua grandeza e pelos toldos de cores vivas que decoram a praia de areia branca em contraste com o azul da água.

    Vila da Nazaré // partiupelomundo.com

    O casario branco dos pescadores e enormes penhascos sobre o mar de um azul intenso, fazem desta Vila piscatória, um destino turístico de eleição, devido às suas características tradicionais.

    Percorrer as ruas estreitas, perpendiculares ao mar, onde a vida decorre ao ritmo de ventos e marés, é descobrir a essência destas gentes.

    Expansivas e alegres, escondem tristezas num sorriso aberto, falam a cantar e encantam pelo seu modo de ser e de vestir.

    Praia do Norte // travel-in-portugal.com

    O clima ameno, as gentes simpáticas e hospitaleiras, uma luz magnífica, as tradições e artes de pesca fizeram da Nazaré musa de pintores e artistas, celebrada em todo o mundo.

    Tradições

    Esta é a praia de Portugal onde as tradições de pesca são mais coloridas. Ainda se podem ver pescadores vestidos com camisas de xadrez e calças pretas, e as suas mulheres com as sete saias, como manda a tradição, a remendar as redes de pesca ou a secar o peixe sobre o areal, perto dos seus barcos coloridos.

    Pescadores Nazarenos // gegn.blogspot.com

    Aos sábados no fim da tarde nos meses de Verão, é imprescindível assistir ao interessante espetáculo da “Arte Xávega” em que chegam do mar as redes carregadas de peixe e as mulheres gritam os seus pregões de venda, muitas vezes utilizando códigos que só elas entendem.

    Zonas Populacionais da Nazaré

    Zona balnear de excelência, a Nazaré é constituida por três zonas populacionais distintas: o Sítio, a Praia e a Pederneira.

    A formosa enseada nazarena é protegida e abrigada pelo seu majestoso promontório, no cimo do qual se encontra o Sítio da Nazaré.

    Parte integrante da Vila, o Sítio é alcançado por um elevador que sobe 110 metros e proporciona uma vista memorável dos horizontes da praia, sendo direcionado ao pequeno santuário da Ermida da Memória.

    No alto do Sítio, do Miradouro do Suberco, o olhar perde-se num dos mais belos panoramas marítimos do país. Aqui, lenda e religiosidade encontram-se no culto de Nossa Senhora da Nazaré.

    Miradouro do Suberco // lpsphoto.top

    A Pederneira, núcleo primitivo da comunidade piscatória, é a guardiã tranquila das memórias de outras eras.

    Outrora porto de mar dos Coutos de Alcobaça e activo estaleiro naval, hoje contempla o desenvolvimento da praia que se estende a seus pés.

    O Porto de Pesca e Recreio, a sul da praia, faz a síntese da história da Vila, onde passado e presente se aliam para melhorar o futuro dos nazarenos.

    Lazer

    Atualmente, a grande atração desta cidade são as ondas e o surf, graças ao “Canhão da Nazaré”, um fenómeno geomorfológico submarino que permite a formação de ondas gigantes e perfeitas.

    Trata-se do maior desfiladeiro submerso da Europa, com cerca de 170 quilómetros ao longo da costa, que chega a ter 5000 metros de profundidade.

    O surfista havaiano Garrett McNamara deu-lhe a visibilidade mundial quando, em 2011, fez a maior onda do mundo em fundo de areia, com cerca de 30 metros, na Praia do Norte, vencendo o prémio Billabong XXL Global BigWave Awards e batendo um record do Guiness Book. À sua semelhança, surfistas de todo o mundo visitam a Nazaré todos os anos para se aventurarem no mar, sobretudo durante o Inverno.

    Canhão da Nazaré // empresashoje.pt

    Entre Novembro e Março, aguarda-se pacientemente que as maiores ondas se revelem, durante uma longa etapa do campeonato mundial de ondas gigantes, o Nazaré Tow Surfing Challenge. Na praia, os banhos de sol também são apreciados numa excelente plateia para apreciar as proezas destes jovens.

    Gastronomia

    Envolta em cheiros de sal e maresia e para aqueles, que apreciam peixe e marisco, a Nazaré é quase um paraíso gastronómico: peixe fresquíssimo cozinhado de diferentes maneiras, desde a suculenta Caldeirada à Nazarena (com diferentes variedades de peixe) às sardinhas, cherne e robalo grelhados e aos deliciosos lavagantes, lagosta e santola, entre outras iguarias típicas da beira-mar.

    Caldeirada à Nazarena // Teleculinária.pt

    Atividades Económicas

    O turismo é, a atividade com maior peso no concelho. Anualmente, milhares de turistas nacionais e estrangeiros procuram não só a época balnear, mas o Carnaval e a passagem de ano, que também têm características específicas.

    O artesanato da Nazaré é a continuidade dos seus costumes e recria de forma exemplar as tradições e o modo de vida da sua população. Destaque para as miniaturas em madeira dos barcos típicos e as bonecas trajadas com as camisolas de flanela dos pescadores e sete saias das peixeiras.

    As Sete Saias da Nazaré

    Uma das mais pitorescas tradições de Portugal são as sete saias da Nazaré.

    A mulher nazarena é conhecida por utilizar sete saias, um gesto que, apesar de levantar muitas teorias, ninguém sabe ao certo como surgiu.

    A verdade é que o número sete tem um alto significado místico, espiritual e bíblico: são sete as virtudes, os pecados mortais, os dias da semana ou mesmo as cores do arco-íris.

    Sete Saias da Nazaré // portugaldeantigamente.blogs.sapo.pt

    Contudo, como em tudo na Nazaré, a explicação das sete saias parece estar conectada ao mar. Afinal de contas, a Vila e o oceano são quase um só e a identidade de um está intrinsecamente ligada ao outro.

    A explicação mais óbvia tem então a ver com o frio que se fazia sentir junto à água, quando as mulheres nazarenas se encontravam na praia, fosse para trabalhar fosse para se despedirem dos maridos que iam para a faina. Para se protegerem do frio vento do Norte, as mulheres vestiam várias saias (que podiam ser bem mais que sete), e utilizavam para se tapar e cobrir os braços ou mesmo a cabeça.

    Lenda

    A lenda da imagem de Nossa Senhora da Nazaré remonta a tempos antigos.

    Segundo a lenda da Nazaré, em pleno século IV, um monge grego de nome Ciríaco terá trazido ao Mosteiro de Cauliniana, localizado em Espanha, perto da cidade de Mérida, a dita imagem da Virgem.

    Quatro séculos mais tarde, o último rei visigodo da Península Ibérica – D. Rodrigo – chegava ao mosteiro fugido dos Mouros, após estrondosa derrota na batalha de Guadalete.

    D. Rodrigo juntou-se a Frei Romano, um dos monges do mosteiro, que levou a imagem da Virgem na sua fuga, juntamente com as relíquias de São Bartolomeu e de São Brás.

    De acordo com a lenda da Nazaré, a imagem da Virgem foi guardada numa lapa durante cerca de 400 anos, até ser descoberta por um grupo de pastores locais.

    Dom Fuas Roupinho // 7maravilhas.pt

    Segundo a lenda da Nazaré, o alcaide-mor do Castelo de Porto de Mós, Dom Fuas Roupinho, que tinha por hábito caçar naquela região, terá também descoberto a imagem da Virgem, passando a venerá-la com devoção.

    A 14 de Setembro de 1182, D. Fuas Roupinho terá sido salvo pela Virgem. Reza a lenda que, nessa manhã de nevoeiro, D. Fuas Roupinho caçava um veado, que, toldado pela neblina, caiu por um precipício abaixo.

    Ao ver a morte diante dos seus olhos, D. Fuas invocou a Virgem, que terá parado o cavalo antes do equídeo resvalar pela escarpa.

    Ermida da Memória // atickettotakeoff.com

    Para agradecer o milagre, D. Fuas Roupinho ordenou a construção da Ermida da Memória, venerada desde essa época.

    Origem do nome

    Segundo a lenda da Nazaré, a imagem deu assim nome ao local onde foi encontrada: Sítio de Nossa Senhora de Nazareth, que deu origem ao nome final Nazaré.

    Nazaré, é uma Vila muito especial e singular, onde a tradição e a modernidade se aliam e apaixonam quem a visita.

    Fontes: visitportugal, turismodocentro.pt, findoutnazare.pt, cm.nazare.pt, airo.pt, tempo.pt

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  • Óbidos – Cultura, Beleza, Arquitetura e Conquista!

    Óbidos – Cultura, Beleza, Arquitetura e Conquista!

    Óbidos, é uma bela e encantadora Vila portuguesa, de origem romana e circundada por fortes muralhas, sede do município da região Oeste, situada na província histórica da Estremadura e no distrito de Leiria.

    É uma verdadeira e encantadora “joia portuguesa”, com edifícios históricos e casas brancas pitorescas com janelas coloridas e floridas, que dão ainda mais encanto e charme ao local.

    Com uma atmosfera muito simpática e pacata que transporta quem a visita para o período da Idade Média, época que esta vila viveu com todo o seu esplendor.

    Com ruas de pedra e as lojas que as preenchem repletas de artesanato e um grandioso castelo que fica na parte mais alta da vila, a região é o destino perfeito para quem gosta de explorar as histórias e tradições locais e poder participar nas maravilhosas festas medievais, comemorações natalícias e nos deliciosos festivais de chocolate.

    Dos recantos e jardins fechados da zona da antiga medina à presença do Gótico, passando pelo renascimento e Barroco, a Vila é uma extensa obra de arte talhada, reconstruída ao longo de vários séculos.

    Cultura

    Também conhecida como Vila literária e Vila Natal recebe estas denominações fruto da criatividade e graças aos prolongados eventos que aqui têm palco ao longo de todo o ano, aliados ao facto de ser uma vila repleta de história e de cultura, Óbidos renova-se a cada dia.

    A vida cultural é intensa e única. Grandes eventos temáticos marcam os dias do ano e a Literatura veio dar novo fôlego com um encanto e ambiente propícios a momentos especiais em família.

    Lazer

    A Lagoa de Óbidos, que divide os concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos, é local de prática de desportos aquáticos ao longo de todo o ano. Aqui poderá desfrutar de momentos relaxantes e de lazer enquanto pratica vela, windsurf, canoagem, remo, kiteboard, jet ski náutico, stand up e paddleboarding.

    Um extenso areal, a perder de vista, traça o caminho natural para belos passeios ao longo das margens da lagoa, que se constitui como o sistema lagunar mais extenso da costa portuguesa.

    Lagoa de Óbidos

    Terá cenários deslumbrantes e um profundo encontro com a Natureza ao observar a vida selvagem de várias espécies no local.

    Gastronomia

    No que diz respeito à gastronomia, o grande destaque vai para a Ginja de Óbidos, bebida em copo de chocolate. Mas também para a caldeirada de peixe da Lagoa de Óbidos, as enguias fritas e o ensopado. Na doçaria imperam os doces conventuais como a lampreia das Gaeiras, os alcaides ou os pastéis de Moura.

    Festival do Chocolate de Óbidos

    Atividades Económicas

    As principais atividades económicas que aqui se praticam são o turismo, a agricultura e o comércio. Na agricultura, destacam-se a produção de fruta, produtos hostículas e vinha. No concelho, as indústrias dominantes são as alimentares, de bebibas, proteção civil, têxtil (vestuário e calçado), imobiliário e a extrativa. Dependentes da lagoa, existem ainda a pesca e a apanha de moluscos bivalves.

    Artesanato

    A cerâmica é um produto tradicional da região, e neste campo, destaca-se a artista Josefa de Óbidos que, para além da pintura, dirigiu ainda uma oficina de cerâmica artística que influenciou em grande escala as tipologias de cerâmica que na vila se produziam.

    Sobressaem também os trabalhos em verga, os cestos em vime, verga de cerâmica, olaria tradicional, miniaturas, mantas de retalhos e trapos, azulejaria e bordados.

    História da Vila de Óbidos

    Habitada desde a época do Paleolítico Inferior, a zona de Óbidos sempre se mostrou apelativa ao homem.

    Os primeiros sinais de uma ocupação mais organizada correspondem ao povo Celta, num castro voltado a poente, cuja fundação terá ocorrido por volta de 308 a.C..

    Sabe-se que houve tentativa de conquista por parte dos Fenícios que, ao fracassar, travaram comércio com o povo que dominava a região. No século I d.C., no entanto, as defesas celtas falharam perante os Romanos, que tomaram a vila através da água da lagoa que banhava o castelo nessa altura.

    A Origem do Nome

    Daqui surge, segundo alguns autores, o nome que viria a denominar a Vila, pois, na formalização da conquista, o chefe do exércitos romano terá reportado a Júlio César a sua vitória indicando que tal só teria sido possível pelo braço de mar, portanto devido a “Ob id os” (“por causa desta boca”), embora se defenda também que o nome Óbidos descenda da denominação mais apropriada de “Oppidum”, que significa Vila fortificada.

    Com o declínio do Império Romano, vários povos tomaram conta da Lusitânia ou Portugal, entre eles os Alanos, os Suevos e os Godos, e aos quais se sucederam as invasões Árabes, que permaneceram nesta terra entre 711 e 1148, tendo, entre outras coisas, desenvolvidos as ciências.

    A Porta da Traição

    Em Novembro de 1147, e após conquista de Lisboa aos mouros, D. Afonso Henriques decide-se pela conquista de Óbidos por saber que esta era uma praça muito mais forte que outras como Torres Vedras ou Alenquer.

    Assim, liderados por Gonçalo Mendes da Maia, “O Lidador”, um grupo de cavaleiros investiu durante a noite pela parte nascente da terra enquanto os restantes militares portugueses chamavam a atenção dos Árabes na porta do Castelo a poente, hoje chamada “Porta da Vila”.

    Porta da Vila

    A Reconquista

    Desta forma, puderam os cavaleiros deslocar-se na parte nascente do Castelo, cobertos de arbustos e moitas, tendo apenas sido descobertos pela filha de Ismael, o Alcaide moiro, que suspeitou das moitas andantes. O Alcaide ao ver que estava a ser invadido, julgando que para ali conseguirem os portugueses chegar só poderia ter sido traído por algum dos seus, gritou como sinal de alarme as palavras “traição, traição”, pelo que esta porta, que se encontra na base da torre D. Diniz, ficou conhecida como a “Porta da Traição”.

    De acordo com a história, foi valente a batalha, quer pelos cavaleiros quer pelos restantes militares que, sabendo da entrada dos cavaleiros por norte, se dispuseram a entrar pela porta da frente, permitindo a conquista do Castelo de Óbidos aos Mouros em 10 de Janeiro de 1148.

    Graças ao modo relativamente fácil em como o Castelo tinha sido tomado pelos Cavaleiros de D. Afonso Henriques, foi fundada uma memória a Jesus crucificado e à Virgem da Piedade. Intitulado o Cruzeiro da Memória, podemos encontrar uma Cruz de Pedra onde permanecem de um lado Cristo Crucificado e do outro Nossa Senhora da Piedade.

    Santuário do Senhor Jesus da Pedra

    Levou a cabo também a concretização de um pequeno nicho à Porta da Vila onde mandou colocar uma imagem de nossa Senhora da Piedade.

    A vila fez ainda parte do pentágono defensivo estratégico idealizado pelos Templários.

    Óbidos – A casa das Rainhas de Portugal

    Foram muitas as rainhas que por Óbidos passaram e contribuíram para o desenvolvimento da vila. D. Catarina, por exemplo, mandou edificar o aqueduto e chafarizes pela vila.

    O terramoto de 1755 fez-se sentir com grande intensidade, tendo várias partes da muralha, alguns templos e edifícios cedido.

    Uma vila de grandes batalhas

    A região de Óbidos foi ainda palco de várias batalhas da guerra peninsular contra os franceses.

    Já em 1973, num contexto diferente, Óbidos foi palco de uma das reuniões que levaram ao Movimento dos Capitães, na Sede da Sociedade Musical Recreativa Obidense, que desencadeou a revolução de 25 de Abril de 1974.

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    Fontes de Conteúdo/Fotografias: cm-obidos.pt, turismodocentro.pt, vivernocentrodeportugal.com,segurospromo.com, Discover Portugal, Time Out, Artesanato Português, Travel in Portugal, PontoPt