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  • Teatro Nō: Máscaras, Música e Espiritualidade no Japão

    Teatro Nō: Máscaras, Música e Espiritualidade no Japão

    O Nō é uma das principais formas japonesas de drama-dança clássica e a mais antiga grande arte teatral do país ainda regularmente representada. Apresentado desde o século XIV, reúne máscaras, trajes, adereços, dança e gestos altamente codificados. A sua linguagem contida cria um denso universo poético de espíritos, memórias, natureza e emoção humana.

    Do entretenimento popular ao teatro clássico

    A palavra Nō, escrita 能, significa «habilidade», «ofício» ou «talento» no contexto das artes performativas. Pode também surgir no termo nōgaku, que abrange tanto o Nō como o kyōgen, a sua vertente teatral cómica.

    O Nō surgiu do sarugaku em meados do século XIV, embora a sua história inclua muitas tradições performativas anteriores. O sangaku, introduzido no Japão a partir da China no século VIII, incluía acrobacias, canto, dança e performances cómicas. Elementos associados ao dengaku, celebrações rurais ligadas à plantação do arroz, bem como ao sarugaku, shirabyōshi, gagaku e kagura, também evoluíram para o Nō e o kyōgen. Outra fonte identifica raízes no nuóxì, uma forma teatrica chinesa.

    Durante o período Muromachi, entre 1336 e 1573, Kan’ami Kiyotsugu e o seu filho Zeami Motokiyo reinterpretaram as artes performativas tradicionais e moldaram o Nō numa forma significativamente diferente das que o precederam. Kan’ami era conhecido como actor versátil, interpretando papéis que iam de mulheres graciosas e rapazes jovens a homens fortes. Zeami tornou-se um dos mais importantes dramaturgos do Nō e deixou também tratados sobre a arte de representar.

    O apoio do xogum Ashikaga Yoshimitsu foi fundamental para a ascensão do Nō no século XIV. Com o seu patrocínio, Zeami conseguiu estabelecer o Nō como a forma de arte teatral mais proeminente do período. O Nō tornou-se uma arte cortesã e é hoje valorizado como tradição clássica.

    Um teatro de máscaras, papéis e espíritos

    Conjunto de acessórios de teatro Nō, incluindo máscaras japonesas
    Conjunto de acessórios de teatro Nō, incluindo máscaras japonesas. Foto: Anonymous (Japan)Unknown author / domínio público

    O Nō inspira-se frequentemente em narrativas da literatura tradicional nas quais um ser sobrenatural assume forma humana e conta a história. O seu universo inclui deuses, guerreiros e mulheres enlouquecidas, todos ligados aos mistérios do espírito. O repertório contém cerca de 250 peças.

    No centro da narrativa está o *shite*, o protagonista. O *shite* é o papel associado à máscara e pode representar seres míticos e figuras da cultura japonesa. Pode ser um espírito errante que exprime liricamente a nostalgia do passado. O *waki*, frequentemente um monge, em geral não altera a acção, mas ajuda a revelar a essência do *shite*.

    As máscaras não são meros objectos decorativos no Nō. Representam papéis específicos, incluindo fantasmas, mulheres, divindades e demónios. Nesta arte, a emoção é transmitida sobretudo através de gestos convencionais estilizados, pelo que um rosto oculto por uma máscara não significa ausência de expressão.

    A Hannya é uma máscara de Nō muito conhecida. Representa uma mulher transformada num demónio-serpente, marcada pelo ódio e pela inveja, com cornos, boca grande e dentes ameaçadores. A máscara representa mulheres que se tornam demónios por obsessão ou ciúme. É também descrita como uma alegoria dos sentimentos humanos, incluindo paixão, ciúme e ódio, emoções capazes de transformar mulheres e homens num monstro terrível.

    Música, canto e o poder da contenção

    O Nō é uma fusão de poesia, teatro, dança, música vocal, música instrumental e máscaras. Os seus elementos musicais estão intimamente ligados ao canto e à pantomima. A acção é sustentada por um coro e quatro instrumentos: a flauta transversal, ou *nōkan*; o tambor de ombro, ou *kotsuzumi*; o tambor de anca, ou *otsuzumi*; e o tambor tocado com baquetas, ou *taiko*.

    O coro tem uma função dramática decisiva, ajudando a conduzir a narrativa. A música, o movimento e a voz não acompanham apenas o enredo, fazem parte dos meios através dos quais este é comunicado. A história de uma cena assenta no texto cantado, nos gestos e nos movimentos do actor.

    Esta linguagem segue regras corporais e musicais, bem como teorias sofisticadas, criando uma estética requintada. Pode também ser difícil de compreender para o público, sobretudo porque os libretos usam uma linguagem arcaica e complexa, os gestos e movimentos são codificados, e a linguagem musical do Nō pode ser pouco familiar ao ouvido comum.

    O estilo é caracteristicamente lento, com uma postura erecta e rígida e movimentos subtis. Um gesto pode ser quase imperceptível: um actor pode estilizar o acto de erguer os olhos para a lua ou de sacudir a neve de um quimono com a mão. Estas acções condensadas podem sugerir um universo poético mais amplo, envolvendo fenómenos naturais e a vida observada sob diferentes perspectivas.

    Tradição, escolas e representação viva

    Fachada de um teatro Nō em Kanazawa, Japão
    Fachada de um teatro Nō em Kanazawa, Japão. Foto: Saigawasakurabashi / CC BY-SA 3.0

    O Nō dá grande importância à tradição, em vez da inovação, e é altamente codificado e regulamentado pelo sistema *iemoto*. No período Edo, manteve-se como uma arte aristocrática apoiada pelo xogum, por senhores feudais e por plebeus ricos e cultos. Enquanto o kabuki e o jōruri se centravam em entretenimento novo e experimental para a classe média, o Nō procurava preservar padrões estabelecidos e autenticidade histórica.

    Tradicionalmente, um programa completo de nōgaku durava todo o dia e incluía cinco peças de Nō, separadas por pequenas peças cómicas de kyōgen. Hoje, é comum um programa abreviado de duas peças de Nō e uma obra de kyōgen. As actuais companhias de Nō encontram-se em Tóquio, Osaca e Quioto.

    Existem cinco escolas de *shite*: Kanze, Hōshō, Komparu, Kongō e Kita. Com excepção da Kita, todas remontam ao tempo de Kan’ami e Zeami. A formação é especializada, abrangendo os papéis de *shite*, *waki* e actor de kyōgen, bem como cada um dos quatro instrumentos.

    Tradicionalmente, os actores de Nō não ensaiam em conjunto. Cada actor pratica movimentos e cantos sozinho ou sob a orientação de um membro mais velho. Contudo, o ritmo de cada representação é determinado pela interacção entre actores, músicos e coro.

    Conclusão

    Palco de teatro Nō japonês vazio, visto de uma plateia
    Palco de teatro Nō japonês vazio, visto de uma plateia. Foto: J. Cuatrocasas / CC BY-SA 4.0

    A linguagem simbólica do Nō inclui máscaras associadas ao ciúme, gestos comedidos que evocam o luar ou a neve, e histórias de espíritos que exprimem nostalgia pelo passado. Nascido de múltiplas tradições performativas e moldado no século XIV por Kan’ami e Zeami, o Nō continua a apresentar uma arte rigorosamente preservada de música, movimento, poesia e imaginação espiritual.


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  • Vincent van Gogh: Percurso de Vida, Morte e Legado Artístico

    Vincent van Gogh: Percurso de Vida, Morte e Legado Artístico

    Vincent Van Gogh, é considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, um superior e grandioso representante do pós-impressionismo, tendo produzido mais de 2 mil obras durante os seus 37 anos de vida.

    O seu legado é tão extraordinário que, em 1973, em Amsterdão, na Holanda, seu país-natal, foi criado um museu para expor as suas obras.

    Com um percurso difícil, cheio de problemas emocionais, Van Gogh deixou uma obra comovente e vigorosa que constitui um dos maiores legados artísticos da humanidade.

    O artista foi caracterizado por alguns, como um homem incompreendido, atormentado, intempestivo e com distúrbios comportamentais. Por isso, não só as suas obras como a sua vida provocam muita curiosidade até aos dias de hoje. Van Gogh foi tema de diversos livros, filmes e documentários.

    Vida de Van Gogh

    Vincent Willen Van Gogh, nasceu em 30 de Março de 1853, na vila Brabante de Zundert, no sul da Holanda.
    Filho de um pastor calvinista, era o primogénito de 6 filhos, sendo três raparigas e dois rapazes. Um deles chamava-se Theo, quatro anos mais novo, que foi o seu melhor amigo durante toda a sua vida.

    Vicent Van Gogh em Janeiro de 1886 // arteref.com

    Infância

    O seu interesse pela arte teve início ainda na infância, a qual a mãe encorajava. O futuro artista gostava de pintar com aguarelas. Teve uma infância melancolica e solitária.

    Ainda na Holanda, aos 11 anos, Van Gogh foi estudar para um colégio interno em Zevenbergen, o que, segundo a sua biografia: Van Gogh, A Vida, de Steven Naifeh e Gregory White Smith, deixou-o infeliz. Quando tinha 13 anos, frequentou o ensino médio em Tilburg.

    Desintegrado no internato e insatisfeito com a estrutura da sociedade à qual pertencia, com 16 anos aceitou a sugestão do pai e foi para Haia trabalhar com o tio, que abriu a filial da Galeria Goupil, importante empresa francesa que comercializava livros e obras de arte.

    Passados três anos, foi para Bruxelas e posteriormente para Londres, sempre ao serviço da galeria, onde permaneceu dois anos e meio.

    Em 1875, Van Gogh conseguiu realizar o seu desejo de conhecer Paris, onde julgava poder libertar-se de todas as suas frustrações. Mas não gostou do emprego. Dedicou-se à leitura de livros sobre arte, formou a sua opinião e discutia com os clentes. Em Abril de 1876 foi demitido do grupo Goupil.

    Galeria Goupil – Paris // Wikipedia

    Van Gogh tinha 22 anos e muitas ilusões, muitas frustrações e nenhum plano para o futuro. Voltou para a casa da sua família, em Etten, mas as suas relações familiares eram muito difíceis, particularmente com o seu pai e só se sentia compreendido por Theo, o seu irmão mais novo.

    Van Gogh teve uma relação intensa com a religião, uma forma de fugir da sociedade, da familia e da realidade que o cercava.

    Resolveu partir para Inglaterra, onde aceitou o cargo de professor de francês e alemão, mas rapidamente foi dispensado pela escola.

    Van Gogh voltou para a Holanda, tornou-se depressivo, com muitas crises nervosas, passando longos periodos de solidão.

    Em 1877 foi trabalhar para uma livraria em Dordrecht, até que decidiu entrar no Seminário Teológico da Universidade de Amsterdão, donde saiu sem completar o curso, frequentando a seguir um curso trimestral da Escola Evangélica, em Bruxelas.

    A pedido do pai, conseguiu o lugar de pregador missionário nas minas de carvão de Borinage, na Bélgica.
    Van Gogh, em vez de pregar e orientar os mineiros, envolveu-se intensamente com o trabalho desta comunidade e trabalhava nas mesmas condições deles.

    Preocupava-se com os doentes e pregava pouco, o que incomodou os seus superiores. Assim foi afastado do cargo em 1879.

    Na sua vida sentimental, não foi feliz, teve romances mal sucedidos, destacando-se paixões por uma prima e por uma prostituta.

    O início da carreira como pintor

    O seu irmão Theo, que foi o seu principal amigo e apoio durante toda a sua vida, ao ver os seus desenhos, estimulou o irmão a seguir a carreira artística.

    Theo Van Gogh // mymodernmet.com

    Em 1880 apoiou Van Gogh financeiramente, para estudar anatomia e perspectiva em Bruxelas onde este finalmente descobriu a sua vocação: ser pintor. Passava os dias a desenhar.

    Em 1881 mudou-se para Haia, onde foi acolhido pelo pintor Mauve.
    Pintava aguarelas, nas quais aparecem marinheiros, pescadores e camponeses. Pintava gente viva e ativa.

    Escreveu para o irmão: “Eu não quero pintar quadros, eu quero pintar a vida”. Realizou numerosos desenhos e pinturas a óleo. No ano seguinte voltou para a casa dos pais, onde passava os dias a ler e a pintar.

    A primeira obra de destaque

    Em março de 1885 o seu pai morre repentinamente.
    E foi em Abril de 1885, que Van Gogh pintou a sua primeira obra de relevo, “Os comedores de batatas”. É um quadro sombrio e escuro, que retrata camponeses durante uma refeição noturna.

    Segundo a sua biografia, foi nessa pintura que se fez notar o interesse do artista na teoria das cores, luz, sombra, contrastes e pinceladas carregadas de tinta.

    “Os Comedores de Batata” (1885) – Museu Van Gogh, Holanda

    No final de 1885, Van Gogh viajou para Antuérpia, onde estudou na Escola local e se apaixonou pela cor, descobrindo a pintura japonesa.

    Influências

    Em Fevereiro, foi viver para Paris com seu irmão Theo.
    Esta foi a época mais sociável do pintor. Familiarizou-se com os impressionistas Claude Monet, Auguste Renoir e Camille Pissarro. Mais tarde, ficou amigo de Paul Gauguin.

    A influência dos artistas impressionistas e a crescente admiração pela arte oriental levaram Van Gogh a desenvolver o seu estilo próprio.

    Em 1888, Van Gogh estava mal de saúde e foi viver para o campo, em Arles, onde pintava muito ao ar livre.

    Obras importantes

    Nesta fase, Van Gogh pintou as suas obras mais importantes, pintou mais de 100 quadros entre eles: “Vista de Arles com Lírios”(1888), “Girassóis”(1888) e “Quarto em Arles” (1888)

    Personalidade instável e perturbada

    Durante a sua vida, Van Gogh teve episódios psicóticos e delírios, temia pela sua estabilidade mental e negligenciava frequentemente a sua saúde física, por um lado, ao não manter uma alimentação regular e, por outro lado, bebendo muito.

    Na mesma época, a pedido de Theo, Gauguin vai morar com Van Gogh, com a condição de este continuar a vender as suas telas. Mas a personalidade autocentrada de Gauguin não era compatível com a sensibilidade de Van Gogh.

    Esta diferença de personalidades desenvolveu grandes discussões entre eles, crises de humor e agressões a Gauguin que numa das crises Van Gogh tentou magoar com uma navalha. Foi nessa altura, que mutilou a sua própria orelha.

    “Com a Orelha Cortada” (1888) // BBC

    Van Gogh foi internado no hospital Saint-Paul para doentes mentais. Depois de dez dias, foi para casa e pintou o autorretrato “Com a Orelha Cortada”(1888)

    A obra mais aclamada

    Em Maio de 1889 voltou a ser internado e fê-lo voluntariamente no Hospital Saint-Rémy-de-Provance.

    O seu quarto foi transformado num ateliê. Nesse período pintou mais de duzentos quadros e centenas de desenhos, entre eles, uma das suas obras mais aclamadas: “A Noite Estrelada”( 1889).

    “A Noite Estrelada” (1889) – Metropolitan Museum, Nova York

    O artista deixou Saint-Rémy em Maio de 1890. Foi para Auvers, sob os cuidados do Dr. Gachet, que o examinou e disse que a situação era grave.

    De acordo com a sua biografia, apesar do seu temperamento muitas vezes intempestivo, melancólico e com acessos de raiva, Van Gogh pintava em momentos de clareza mental, não durante surtos.

    Autorretratos

    Os autorretratos de Van Gogh tiveram muito destaque no legado do pintor. Foram registadas mais de 40 pinturas. A maioria apresentava a sua figura com olhares expressivos.

    “Autorretrato com chapéu de feltro cinza” (1887) — Museu Van Gogh, Holanda

    A única obra vendida em vida

    Van Gogh, teve pouco reconhecimento como artista durante a sua vida. “A Vinha Encarnada”, produzida em 1888, foi a sua única obra vendida em vida.

    O artista gostava de pintar ao ar livre, hábito que conservou até morrer.

    Segundo a sua biografia, a técnica de pinceladas firmes e carregadas que criou para o seu próprio uso, aplicadas sem hesitação, permitiu-lhe pintar rapidamente e produzir um vasto número de obras nos últimos dois anos e meio da sua vida.

    “A Vinha Encarnada” (1888) – Museu Pushkin, Moscovo

    Morte de Van Gogh

    Van Gogh faleceu aos 37 anos no dia 29 de Julho de 1890, em Auvers-sur-Oise, dois dias após receber um tiro no peito. A versão mais conhecida sobre o trágico acontecimento aponta para o suicídio.

    No dia de sua morte, no sótão da Galeria Goupil, em Paris, 700 quadros amontoavam-se sem comprador.

    A fama só veio após a sua morte. Grande parte de sua história está descrita nas 750 cartas que escreveu para seu irmão Theo e que evidenciavam a forte ligação entre os dois.

    Seis meses depois da sua morte, o irmão Theo também faleceu, sendo sepultado ao lado de Van Gogh, em Auvers-Sur-Oise, França.

    Com um estilo ousado, Van Gogh inovou as técnicas dos impressionistas, trazendo dinamicidade e drama, contribuindo para o surgimento de diversos movimentos artísticos no início do século 20, sobretudo o expressionismo.

    Van Gogh, teve uma carreira relativamente curta, mas sua obsessão pela pintura fez com que deixasse uma quantidade impressionante de telas e obras-primas e um dos maiores legados da arte ocidental.

    Obras de Vincent Van Gogh

    A produção de Van Gogh foi intensa, onde se destacam algumas obras importantes:

    “A Igreja de Auvers” (1890) – Museu de Orsay, Paris

    •⁠ ⁠A Igreja em Nuenen, 1884
    •⁠ ⁠Os Comedores de Batata, 1885
    •⁠ ⁠A Casa Paroquial de Nuenen, 1885
    •⁠ ⁠Caveira com Cigarro Aceso, 1886
    •⁠ ⁠Guinguette de Montmartre, 1886
    •⁠ ⁠A Italiana, 1887
    •⁠ ⁠A Ponte Debaixo da Chuva, 1887
    •⁠ ⁠Natureza Morta com Absinto, 1887
    •⁠ ⁠Dois Girassóis Cortados, 1887
    •⁠ ⁠Autorretrato com Chapéu de Palha, 1887
    •⁠ ⁠Pai Tanguy, 1887-1888
    •⁠ ⁠Autorretrato Dedicado a Gauguin, 1888
    •⁠ ⁠Terraço do Café na Praça do Fórum, 1888
    •⁠ ⁠A Casa Amarela, 1888
    •⁠ ⁠Barcos de Saintes-Maries, 1888
    •⁠ ⁠⁠Vista de Arles com Lírios, 1888
    •⁠ ⁠O Velho Moinho, 1888
    •⁠ ⁠La Mousmé, 1888
    •⁠ ⁠A Vinha Encarnada, 1888
    •⁠ ⁠Os Girassóis, 1888
    •⁠ ⁠O Quarto em Arles, 1889
    •⁠ ⁠A Noite Estrelada, 1889
    •⁠ ⁠Autorretrato com Orelha Cortada, 1888
    •⁠ ⁠Oliveiras, 1889
    •⁠ ⁠Os Ciprestes, 1889
    •⁠ ⁠A Sesta, 1890
    •⁠ ⁠A Ronda dos Prisioneiros, 1890
    •⁠ ⁠Amendoeiras, 1890
    •⁠ ⁠A Igreja de Auvers, 1890
    •⁠ ⁠Campo de Trigo com Corvos, 1890
    •⁠ ⁠Retrato de Dr. Gachet, 1890

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    Créditos Fotográficos/Conteúdo: ebiografia.com, wikipedia, http://arteref.com, http://brasilescola.uol.com, bbc.com