Tag: Ciência

  • As 5 Invenções Mais Importantes da História

    As 5 Invenções Mais Importantes da História

    A história da humanidade está marcada por momentos de descoberta que mudaram radicalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com o mundo.

    Aqui, vamos destacar cinco invenções que, cada uma à sua maneira, revolucionaram a vida das pessoas e o desenvolvimento das sociedades.

    1. Eletricidade

    A descoberta e domesticação da eletricidade permitiu avanços incomparáveis em todos os campos do saber e da tecnologia.

    Antes da eletricidade, as pessoas dependiam de velas e lamparinas para iluminação e caldeiras ou lareiras para aquecimento.

    Com a eletricidade, inventada por Thomas Edison em 1879, surgiram electrodomésticos, iluminação pública, fábricas mais eficientes e, mais recentemente, a revolução digital.

    Sem eletricidade, simplesmente não existiria o mundo moderno como o conhecemos.

    Thomas Edison // Britannica.com

    2. Máquina de imprensa

    Inventada por Johannes Gutenberg, a máquina de imprensa permitiu pela primeira vez a impressão em massa de livros e documentos.

    Esta tecnologia democratizou o conhecimento, tornou a leitura mais acessível e acelerou a disseminação de ideias.

    A imprensa foi crucial para a Revolução Científica, fomentando sociedades mais informadas e críticas.

    Johannes Gutenberg // worldhistory.org

    3. Penicilina

    A descoberta da penicilina por Alexander Fleming em 1928 marca um ponto de viragem na medicina.

    Até então, infecções bacterianas eram extremamente fatais.

    A penicilina foi o primeiro antibiótico eficaz, e rapidamente salvou milhões de vidas por todo o mundo, tornando procedimentos médicos mais seguros e aumentando significativamente a esperança média de vida.

    Alexander Fleming // smithsonianmag.com

    4. Telefone

    O telefone, criado por Alexander Graham Bell em 1876, tornou possível comunicar em tempo real a longas distâncias.

    Esta invenção revolucionou relações pessoais e profissionais, permitindo a proximidade entre pessoas geograficamente distantes.

    O telefone foi também um catalisador para a globalização dos negócios e o inicio das telecomunicações modernas.

    Alexander Graham Bell // Britannica.com

    5. Refrigeração

    A invenção da refrigeração artificial transformou profundamente a vida quotidiana.

    Antes do frigorífico, conservar alimentos durante longos períodos era um desafio.

    A refrigeração não só permitiu melhorar significativamente a segurança alimentar e a dieta da população, como também facilitou o transporte de alimentos perecíveis entre continentes.

    Além disso, tornou possível conservar medicamentos e vacinas, contribuindo de forma decisiva para a saúde pública e a longevidade.

    A refrigeração artificial não teve um único inventor, mas sim vários cientistas e engenheiros que contribuíram para o seu desenvolvimento ao longo do tempo. No entanto, normalmente destacam-se:

    • William Cullen, médico e químico Escocês, que demonstrou o primeiro sistema de refrigeração artificial em 1748, em Edimburgo, utilizando evaporação de éter.
    • Jacob Perkins, engenheiro Americano, que em 1834 patenteou a primeira máquina de refrigeração por compressão de vapor. Jacob é considerado o “pai da refrigeração”.
    • Carl von Linde, engenheiro Alemão, desenvolveu em 1876 um sistema eficiente de compressão de amoníaco para refrigeração industrial, popularizando o uso do frigorífico.
    Carl von Linde // sciencehistory.org

    Conclusão

    Estas cinco invenções ilustram o poder do engenho humano para resolver problemas práticos e transformar sociedades inteiras.

    Vivemos hoje num mundo que é resultado direto de inovações que surgiram muitas vezes como resposta a desafios aparentemente insuperáveis.

    Ao olharmos para trás, percebemos que a criatividade e a persistência continuam a ser as nossas maiores ferramentas para construir um futuro melhor, mais seguro e mais sustentável para todos.


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  • A Invenção do Telefone – Alexander Graham Bell

    A Invenção do Telefone – Alexander Graham Bell

    Oficialmente, a invenção do telefone é atribuída ao cientista de origem Escocesa Alexander Graham Bell nascido em 3 de Março de 1847 em Edimburgo, Escócia, Reino Unido.

    Interessou-se desde a juventude pela fala. O interesse por esse campo de pesquisa foi resultado de circunstâncias familiares. O seu pai estava envolvido com a educação de pessoas surdas e a sua mãe começou a perder a audição quando ele tinha 12 anos, o que motivou o seu interesse pela fala e pelo som.

    Dedicou parte de sua vida a ensinar dicção e terapia da fala em instituições na Escócia e posteriormente em Londres.

    Em 1870, Alexander Graham Bell, emigra com a familia para o Canadá. Mais tarde, ao conseguir uma vaga de fisiologia vocal e elocução na Universidade de Boston, mudou-se para os Estados Unidos da América e foi nessa altura, que conheceu Mabel Hubbard, sendo esta também surda, tendo casado no dia 11 Julho de 1877, tornado-se cidadão natural dos Estados Unidos.

    Alexander Graham Bell era um fonoaudiólogo que pesquisava formas de aperfeiçoar os seus estudos com as pessoas surdas.

    A ideia era recolher as vibrações dos sons e transformá-las em vibrações elétricas.
    Ele procurava um meio de transmitir palavras por ondas elétricas aos seus pacientes. Foi assim que iniciou os projetos que levaram à invenção do telefone.

    A invenção do telefone ocorreu de forma acidental para aperfeiçoar as transmissões do telégrafo que possuia conceitos estruturais muito semelhantes.

    Ao telégrafo, contudo, era possivel a transmissão de apenas uma mensagem de cada vez. Tendo bons conhecimentos de música, Graham Bell, percebeu a possibilidade de transmitir mais de uma mensagem ao longo do mesmo fio de uma só vez na concepção de “telégrafo múltiplo”

    Este era um conceito novo. Outros tentaram, mas Graham Bell foi quem conseguiu esse progresso e utilizou a electricidade para conduzir a voz humana.

    No início de Junho de 1875, Graham Bell e o seu assistente Thomas Watson (1854-1934) fizeram muitas experiências com dispositivos sonoros e elétricos.
    A ideia era recolher as vibrações dos sons e transformá-las em vibrações elétricas.
    Nesse mesmo mês e devido a essas experiências, o seu assistente Thomas Watson foi o primeiro a ouvir uma voz humana pelo dispositivo denominado telefone.


    As pesquisas posteriores, tiveram como objetivo o desenvolvimento de uma membrana para transformar o som em corrente e reproduzi-lo novamente no outro lado.

    Assim, foi criado o primeiro telefone, um aparelho rudimentar feito em madeira chamado telefone de forca.

    No ano seguinte e com o financiamento do seu sogro americano, em 7 de Março de 1876, o Escritório de Patentes dos Estados Unidos concedeu a Alexander Graham Bell a patente número 174 465 que cobre “o método de, e o instrumento para, transmitir sons vocais ou outros telegraficamente, causando ondulações eléctricas, similares às vibrações do ar que acompanham o som vocal”, ou seja o telefone, que revolucionaria a comunicação em todo mundo.

    Mas foi 3 dias depois, em 10 de Março daquele ano, que a primeira transmissão completa foi realizada. Por esse motivo o dia 10 de Março ficou marcado posteriormente como o dia do telefone.

    Segundo consta, a primeira frase transmitida foi dita por Graham Bell a Thomas Watson que escutou:
    “Senhor Watson venha cá. Preciso de falar com você “

    Um dos primeiros telefones utilizados com a patente de Bell (1977)

    No ano seguinte, Graham Bell, fundou a companhia Telefónica Bell que se tornou posteriormente a American Telephone & Telegraph, a maior companhia telefónica do mundo.

    Outro nome que também é apontado como o responsável pela criação do aparelho, é o do italiano António Meucci (1808-1889) reconhecido como o autor de um dispositivo semelhante em 1860. Esse dispositivo foi apelidado de “telégrafo falante”.
    Ele infelizmente, não tinha recursos suficientes para patentiar a sua invenção e o seu trabalho só foi reconhecido muitos anos após a sua morte.

    Existe ainda outro autor que disputou a patente do telefone, o engenheiro electricista Elisha Gray (1835-1901).

    O registo da patente de invenção do telefone em Março de 1876, deu início a uma das mais longas batalhas judiciais por patentes da história.

    Embora Alexander Graham Bell seja apontado como o inventor do telefone, é importante reconhecer que a invenção do telefone surgiu da contribuição de vários inventores em vários Países ao longo do tempo: na Alemanha, Johann-Philipp Reis; na França, Charles Bourseul, além dos já supracitados.

    No tribunal dos EUA foram movidas por Gray cerca de 600 ações reivindicando a invenção. No entanto Bell ganhou todas.

    Em 11 de Junho de 2002, o Congresso Americano reconheceu o Italiano Antonio Meucci como o verdadeiro inventor do telefone, através da resolução N°. 269.[3] Meucci vendeu o protótipo do aparelho a Bell na década de 1870. Porém, 10 dias depois, o Congresso Canadense reconheceu Bell.

    Este conflito de patentes acontece há décadas, sem uma definição.

    Além do telefone Alexander Graham Bell, foi responsável por outras invenções relacionadas ao som e também à aeronáutica.

    Em 1888, Alexander Graham Bell foi um dos fundadores da National Geographic Society e em 7 de janeiro de 1898 assumiu a presidência da instituição.

    Além do trabalho como cientista e inventor, Bell era favorável à esterilização compulsiva, tendo liderado algumas organizações favoráveis à eugenia. Um facto muito controverso na sua biografia é a sua forte identificação com o pensamento eugenista, que, em linhas gerais, prega que determinados grupos humanos não se deveriam reproduzir ou se misturar com outras etnias para não comprometer uma ideia de raça pura.

    Morreu em 2 de agosto de 1922 com 75 anos, em Beinn Bhreagh, Nova Escócia, Canadá, onde se encontra sepultado.

    “O inventor é um homem que olha ao redor do mundo e não se contenta com as coisas como elas são. Ele quer melhorar o que vê, quer beneficiar o mundo; ele é assombrado por uma ideia. O espírito de invenção o possui, buscando a materialização.”

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    Fontes Fotográficas/Conteúdo: eBiografia, todamateria, DW, Wikipedia, Britannica, Science Museum Group

  • Thomas Edison – O criador da lâmpada elétrica

    Thomas Edison – O criador da lâmpada elétrica

    Thomas Alvas Edison, nasceu no dia 11 de Fevereiro de 1847 em Ohio, e é o cientista norte-americano que deu vida à lâmpada elétrica.

    Foi Inventor, cientista e empresário. Durante toda a sua vida, Thomas Edison registou 2.332 patentes de diversas criações e inovações, como a lâmpada incandescente, o fonógrafo e a primeira câmera cinematográfica.

    Antes das suas invenções, Thomas Edison teve diversas funções, como jornaleiro e telégrafo, contribuindo muito com as suas invenções, para o avanço científico. A lâmpada elétrica é sem dúvida uma das grandes criações da humanidade, responsável por uma revolução na vida em sociedade.

    Ainda na adolescência ele teve interesse por por telégrafos. Foi nessa época, aos 14 anos, que sofreu um acidente de comboio que prejudicou seriamente a sua audição.
    Durante a sua juventude, Thomas Edison enfrentou desafios educacionais devido aos seus problemas auditivos e um estilo de aprendizagem não convencional, o que levou a sua mãe, uma ex-professora, a educá-lo em casa. Este período de formação foi fundamental, pois incutiu nele uma paixão pelas experiências e uma aprendizagem autodidata.

    Desde jovem, Thomas Edison mostrou um fascínio pela ciência e mecânica. Ele passava horas a ler livros de ciências e a realizar experiências. A sua curiosidade levou-o a montar um laboratório de química no porão da sua casa e mais tarde, um laboratório improvisado num vagão de comboio, enquanto trabalhava como telégrafo itinerante. Essas experiências iniciais moldaram o seu caminho para se tornar um grande inventor.
    Aos 22 anos, mudou-se para Nova York, onde as suas habilidades e inovações começaram a ganhar reconhecimento. As suas primeiras invenções, incluindo um contador elétrico para empresas de telegrafia, abriram caminho para as suas realizações futuras.

    A invenção da lâmpada foi fruto do esforço de diversos cientistas ao longo do tempo. Foram muitas as experiências e tentativas até se chegar a um dispositivo prático que pudesse ser amplamente difundido.
    O grande desafio estava em conseguir encontrar um filamento que não queimasse ao passar eletricidade.


    Thomas Edison alcançou o seu objetivo, resultado e êxito definitivo em 1879 quando patentiou o que seria a sua maior criação, uma lâmpada feita a partir de um filamento de carbono e uma cápsula de vidro em vácuo. Foi possível manter a lâmpada incandescente por 48h, sendo esta a primeira lâmpada bem sucedida o suficiente para ser comercializada.

    Segundo a história, foram feitas mais de 1.000 tentativas e testados cerca de 6.000 materiais diferentes até se chegar a um resultado de sucesso, e foi a partir daí que Thomas Edison inspirou diversas pessoas a persistirem sempre nos seus objetivos, já que para ele as tentativas não tinham sido falhas e sim descobertas de fazer uma lâmpada de mil maneiras.

    Thomas Edison não foi apenas um inventor prolífico, mas também um empreendedor visionário, que soube transformar as suas invenções em bem-sucedidos empreendimentos comerciais. A sua capacidade de ver além do laboratório e compreender o potencial industrial e comercial das suas inovações foi fundamental para a modernização da produção e do consumo.

    Um exemplo marcante dessa visão empreendedora foi a fundação da Edison Electric Light Company em 1878, que mais tarde se tornou a General Electric, uma das maiores e mais diversificadas empresas industriais do mundo.

    A General Electric foi pioneira na industrialização da produção de energia elétrica e equipamentos, desempenhando um papel crucial na eletrificação dos Estados Unidos e posteriormente de outras partes do mundo.
    Além disso, as suas realizações abrangem uma variedade de campos, incluindo telecomunicações, gravação de som e produção cinematográfica. A sua abordagem empresarial para a inovação estabeleceu um modelo para a pesquisa e desenvolvimento modernos, combinando criatividade técnica com visão comercial.

    Thomas Edison no seu laboratório em West Orange, New Jersey em 1901

    A sua contribuição mais notável, a lâmpada incandescente, transformou para sempre a forma como a humanidade usa a energia, inaugurando uma nova era na iluminação e no consumo de energia, pois permitiu uma renovação nas indústrias, na tecnologia, na iluminação de casas, cidades e indústrias e na forma como as pessoas passaram a encarar trabalho e momentos de lazer. A persistência, determinação e vontade de criar, fizeram de Thomas Edison um dos maiores inventores da história.

    Thomas Edison morreu aos 84 anos, no dia 18 de Outubro de 1931 em West Orange, nos EUA e ao longo da sua vida, expressou uma série de frases memoráveis e inspiradoras. Levando em consideração o seu trabalho de inventor, autodidata e empreendedor, talvez a mais famosa delas seja : “A nossa maior fraqueza está em desistir. A maneira mais certa de ter sucesso é sempre tentar mais uma vez.”

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    Fontes Fotográficas/Conteúdo: Biblioteca do congresso
    dos EUA
    , britannica.com, Instituto Liberal, Glight, Quero Bolsa, eBiografia