Tag: Livros

  • Baruch Spinoza: O Gênio Português que Transformou a Filosofia

    Baruch Spinoza: O Gênio Português que Transformou a Filosofia

    Baruch Spinoza, também conhecido como Bento de Espinosa e Benedictus de Spinoza, nasceu a 24 de Novembro de 1632, em Amesterdão, numa família Portuguesa de origem Judaica.

    Spinoza foi excomungado da comunidade Judaica Portuguesa em 1656, o que contribuiu para a sua reputação de figura controversa.

    Apesar disso, ganhou reconhecimento postumamente, e os estudiosos de hoje, continuam a examinar e a celebrar os seus pensamentos, integrando-os no discurso filosófico moderno.

    A filosofia de Baruch Spinoza é rica e complexa, abrangendo várias ideias que desafiam as visões tradicionais sobre Deus, a natureza e a humanidade.

    Neste artigo iremos explorar alguns dos seus principais conceitos filosóficos.

    Principais conceitos filosóficos


    Panteísmo

    Spinoza está frequentemente associado ao panteísmo, a crença de que Deus e a Natureza são uma só coisa.

    Determinismo

    Spinoza acreditava que tudo no universo segue leis naturais. Os seres humanos, tal como todos os outros aspectos da natureza, são determinados por causas e condições, levando à rejeição do livre-arbítrio no sentido tradicional.

    Ética e Emoções

    Na sua obra, Spinoza explorou a natureza das emoções humanas e sugeriu que compreender estas emoções através da razão leva à liberdade e felicidade. Baruch enfatizou a importância do conhecimento racional na dominação das paixões.

    Tipos de Conhecimento

    Spinoza classificou o conhecimento em três tipos:

    • Conhecimento Imaginativo: Derivado da experiência sensorial e frequentemente enganoso.
    • Conhecimento Racional: Conhecimento obtido através do uso da razão e da dedução lógica.
    • Conhecimento Intuitivo: A compreensão direta da essência das coisas.

    Natureza de Deus

    O Filósofo Português rejeitou a concepção antropomórfica de Deus.

    Para Spinoza, Deus não possui qualidades humanas, como vontade ou emoção. Na teoria de Baruch, tudo o que acontece é resultado das leis naturais inerentes ao universo.

    Filosofia Política

    No seu livro “Tractatus Theologico-Politicus”, Spinoza discutiu a relação entre a religião e o estado, defendendo a liberdade de pensamento e a separação da igreja do estado.

    Ele argumentou que uma sociedade bem governada deveria garantir a liberdade e a segurança dos seus cidadãos, independentemente das suas crenças.

    Liberdade Humana

    Embora tenha rejeitado o livre-arbítrio no sentido tradicional, Spinoza defendeu que a verdadeira liberdade é compreender a necessidade das nossas emoções e desejos.

    Viver de acordo com a razão permite que os indivíduos alcancem um tipo de liberdade e paz.

    Unidade da Existência

    Spinoza enfatizou a unidade de toda a existência, propondo que tudo está interconectado e faz parte da mesma substância divina, o que oferece uma visão holística da realidade.

    Principais Obras

    • “Tractatus Theologico-Politicus”: Explora a relação entre a religião e o estado, argumentando a favor da separação da filosofia e da teologia.
    Imagem: whitmorerarebooks
    • “Ethices”: A sua obra mais famosa, escrita em estilo geométrico, apresenta as suas visões sobre Deus, a natureza e a emoção humana, enfatizando a importância da compreensão racional.
    Imagem: wikipedia


    Influências

    Baruch Spinoza foi influenciado por vários filósofos e tradições filosóficas, mas muitos argumentariam que a influência mais significativa nos seus pensamentos foi René Descartes.

    A ênfase de Descartes no racionalismo e lógica influenciou profundamente Spinoza.

    Spinoza envolveu-se profundamente com a filosofia cartesiana, particularmente no que diz respeito ao dualismo e à natureza da substância.

    Imagem: wikipedia

    Embora tenha adotado o método de Descartes de usar a geometria para expressar argumentos filosóficos, Spinoza rejeitou a ideia de duas substâncias distintas (mente e corpo) e propôs uma visão em que a mente e o corpo estão interconectados.

    O filósofo foi também fortemente influenciado pelos avanços em Matemática e pela revolução científica do seu tempo.

    Legado

    Spinoza foi um precursor do Iluminismo e influenciou uma ampla gama de pensadores, incluindo Idealistas alemães e filósofos posteriores, como Nietzsche e Kant.

    Immanuel Kant // Imagem: wikipedia

    As suas ideias sobre liberdade, democracia e a natureza tiveram um impacto duradouro na filosofia e na política.

    Recentemente, as ideias de Spinoza ganharam um novo interesse em várias áreas, incluindo teoria política, ética ambiental e metafísica.

    A sua ênfase na interconexão e na unidade da existência ressoa com discussões contemporâneas sobre filosofia ecológica e pensamento sistémico.

    Em conclusão, o legado de Baruch Spinoza é caracterizado pela sua ousada reinterpretação de conceitos fundamentais relativos a Deus, à natureza, à ética e à sociedade.

    Spinoza continua a ser uma figura fundamental na história do pensamento, inspirando discussões sobre liberdade, conhecimento e a natureza da realidade no nosso mundo contemporâneo.

    Fotografia de capa: wikipedia


    Para mergulhar ainda mais no fascinante universo da história, cultura, gastronomia, lugares, negócios, curiosidades e diversos outros temas, explore outros artigos aqui na Tuguinha

    A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade. 

    Não perca a oportunidade de explorar tudo o que a Tuguinha tem para oferecer!

  • Livros Proibidos: Histórias que Desafiaram o Mundo

    Livros Proibidos: Histórias que Desafiaram o Mundo

    Existem livros que têm sido censurados e proscritos ao longo da história pelos mais variados motivos, muitas vezes devido a conteúdos políticos, religiosos ou sociais considerados controversos ou ameaçadores por governos, organizações ou a própria sociedade.

    Muitos livros enfrentaram proibições ou censura, sendo proscritos por longos períodos de tempo, alguns enfrentaram supressão total durante décadas ou até séculos, dependendo dos factores políticos ou culturais das épocas.

    Livros proscritos e censurados por longos periodos de tempos:

    “A Bíblia”

    A Bíblia foi proscrita em certos momentos da história, particularmente na Europa medieval, quando a Igreja Católica restringiu traduções para as línguas vernáculas.

    Por exemplo, a tradução da Bíblia para inglês por William Tyndale (1526) foi proscrita, e o próprio Tyndale foi executado em 1536. Versões da Bíblia permaneceram restritas ou proibidas em certas regiões durante séculos.

    Crédito: Lennon Caranzo | Unsplash.

    O livro foi proibido como parte de esforços para controlar a doutrina religiosa ou evitar interpretações não autorizadas.

    Além disso, a Bíblia foi proscrita em alguns regimes comunistas modernos (por exemplo: Coreia do Norte, União Soviética e China) durante décadas devido ao ateísmo imposto pelo Estado.

    “O Manifesto Comunista” de Karl Marx e Friedrich Engels

    “O Manifesto Comunista” foi proscrito em muitos países durante a Guerra Fria, especialmente em democracias ocidentais e colónias sob domínio imperialista europeu, onde o comunismo era visto como uma ameaça ao capitalismo e à ordem social.

    Crédito: Fnac.pt

    Também foi proibido em regimes fascistas, como a Alemanha nazi. Embora algumas destas proibições tenham sido levantadas desde então, a sua circulação continua restrita em áreas politicamente sensíveis até aos dias de hoje.

    “Os Versículos Satânicos” de Salman Rushdie

    “Os Versículos Satânicos” foram proscritos desde a sua publicação em 1988, em muitos países, incluindo o Irão, Paquistão, Arábia Saudita e outros.

    O livro permanece proibido em vários países de maioria muçulmana até hoje, tornando-se uma das proibições mais longas na história contemporânea.

    Crédito: Fnac.pt

    As principais razões para a proibição são acusações de blasfémia e suposta zombaria do Islão.

    “Ulisses” de James Joyce

    O romance de James Joyce foi proscrito nos EUA, no Reino Unido e em outros países devido ao seu estilo experimental e à descrição aberta da sexualidade humana.

    A proibição nos Estados Unidos durou 11 anos após a sua data de lançamento oficial e foi levantada somente após uma decisão judicial histórica em 1933, que considerou a obra de elevado mérito literário.

    Crédito: Fnac.pt

    Razão para a proibição: Acusações de obscenidade devido ao conteúdo sexual explícito.

    “Mein Kampf” de Adolf Hitler

    “Mein Kampf” foi proscrito na Alemanha durante mais de 70 anos (1945–2016).

    Após a Segunda Guerra Mundial, “Mein Kampf” foi proibido em vários países europeus, incluindo Alemanha, Áustria e Polónia, devido à sua ideologia de ódio e associação com o Holocausto.

    Crédito: Fnac.pt

    Na Alemanha, a proibição da publicação terminou oficialmente em 2016, quando os direitos autorais passaram para o domínio público, embora a sua venda continue a ser rigorosamente monitorizada, sendo as edições anotadas as mais comuns.

    “O Decamerão” de Giovanni Boccaccio

    “O Decamerão” foi proibido durante vários séculos pela Igreja Católica, a partir de 1559.

    A coleção de novelas de Boccaccio foi proscrita em vários países devido aos seus temas sexuais e às críticas ao clero. Foi incluída no Index Librorum Prohibitorum (Índice de Livros Proibidos) da Igreja Católica desde 1559 até à abolição do índice em 1966, o que faz com que a sua proibição tenha durado mais de quatro séculos.

    Crédito: Fnac.pt

    Razões principais para a proibição: Conteúdo sexual explícito e perceção de imoralidade.

    “Os Contos de Cantuária” de Geoffrey Chaucer

    “Os Contos de Cantuária” foram efetivamente proibidos durante séculos em contextos religiosamente conservadores.

    As histórias medievais de Chaucer enfrentaram censura e supressão devido às suas passagens lascivas e às críticas à Igreja. Embora hoje seja amplamente considerado um clássico, edições completas eram difíceis de obter em certos contextos religiosamente conservadores (desde o século XV em diante).

    Crédito: Fnac.pt

    Razões principais para a proibição: Uso de conteúdo sexual, linguagem vulgar e sátiras sobre figuras religiosas.

    “O Diário de Anne Frank” (1947)

    O Diário de Anne Frank enfrentou censura devido a alegações de que desafiava certas crenças políticas ou sociais. Foi esporadicamente proibido ou questionado por alegações infundadas de que seria “pornográfico” ou “demasiado deprimente”.

    Crédito: Fnac.pt

    “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley (1932)

    Admirável Mundo Novo foi proibido por ser considerado anti-religioso, anti-família e por conter temas sexuais.

    O romance foi proscrito ou contestado em vários países, incluindo Irlanda e Austrália, devido ao seu comentário sobre um futuro distópico caracterizado pelo controlo reprodutivo, promiscuidade e controlo estatal.

    Crédito: Fnac.pt

    “O Triunfo dos Porcos” de George Orwell (1945)

    A crítica alegórica de Orwell sobre a Revolução Russa e o totalitarismo foi proscrita em alguns países comunistas, como a União Soviética e a Coreia do Norte.

    Crédito: Fnac.pt

    Razões principais para a proibição: Crítica política, desafio à autoridade e aos regimes autoritários e crítica à propaganda.

    Tempos Atuais

    Atualmente, as proibições de livros ainda ocorrem em várias partes do mundo.

    Embora as proibições diretas por parte dos governos sejam menos comuns em algumas regiões, especialmente em nações democráticas, continuam a existir restrições em muitos países e comunidades por razões políticas, religiosas ou sociais.

    Além disso, os desafios e as proibições ainda persistem em escolas, bibliotecas e instituições públicas, à medida que os debates sobre valores culturais, morais e educacionais continuam.

    Lutar contra as proibições de livros é uma parte essencial para proteger a liberdade intelectual, a liberdade de expressão e o acesso a ideias diversificadas e inclusivas.

    As proibições de livros sufocam a criatividade, limitam a educação e suprimem as vozes de comunidades marginalizadas.

    Saia da sua zona de conforto e leia livros que desafiem as suas crenças. É confrontando novas perspetivas que crescemos, aprofundamos a nossa compreensão e descobrimos o verdadeiro poder da empatia e do pensamento crítico.


    Para mergulhar ainda mais no fascinante universo da históriaculturagastronomialugaresnegócioscuriosidades e diversos outros temas, explore outros artigos aqui na Tuguinha

    A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade. 

    Não perca a oportunidade de explorar tudo o que a Tuguinha tem para oferecer!

  • Literatura distópica – A Relevância Contemporânea

    Literatura distópica – A Relevância Contemporânea

    A literatura distópica, oferece-nos um vislumbre de futuros sombrios, explora cenários onde a sociedade se desintegra ou se transforma sob regimes opressivos e ditatoriais, catástrofes ou desigualdades extremas, onde o estado e a sua classe dominante utilizam as ferramentas da ciência e da razão para o controle das massas populares.

    Estes livros não atraem só os leitores com as suas narrativas envolventes, mas também suscitam reflexões profundas sobre os perigos e os desafios que a humanidade poderá enfrentar.

    Alguns livros notáveis da literatura distópica destacam-se pela sua visão e perspetivas únicas, são eles:

    ⁠”1984″ de George Orwell

    1989 - Orwell - Literatura Distópica
    Créditos de imagem: penguinbookshop.com

    Romance, lançado em 8 de Junho de 1949.

    A história desenvolve-se num futuro distópico onde o mundo está dividido em três super estados, todos caracterizados por um controle governamental opressivo e cheio de censura.

    A figura central é Winston Smith, um homem que vive no super estado da Oceânia, que secretamente despreza o Partido e a sua figura representante. A sua vida decorre sob constante vigilância e Winston começa a procurar a verdade e a revolta num mundo onde o pensamento independente é severamente castigado.

    “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley

    Admirável Mundo Novo - Literatura Distópica
    Créditos de imagem: wook.pt

    Romance, lançado em 1932.

    Situado numa sociedade futurista e tecnologicamente avançada conhecida como o Estado Mundial, este romance explora um mundo onde os seres humanos são geneticamente manipulados e condicionados para papéis específicos, e a estabilidade social é mantida através do uso de uma droga indutora de prazer chamada soma.

    A história desenvolve-se no momento em que Bernard Marx e a sua amiga Lenina Crowne, conhecem John, o Selvagem, que cresceu fora do Estado Mundial em condições mais primitivas.

    Este contraste levanta questões sobre a liberdade, a felicidade e o custo de uma sociedade aparentemente perfeita.

    “A Estrada” de Cormac McCarthy

    A estrada - Literatura Distópica
    Créditos de imagem: Fnac.pt

    Romance, lançado em 26 de Setembro de 2006.

    Vencedor do Prémio Pulitzer, desenvolve-se num mundo pós-apocalíptico sombrio.

    A história centra-se num homem sem nome e no seu jovem filho, enquanto viajam através de uma paisagem desoladamente devastada por uma catástrofe não especificada.

    Eles lutam para sobreviver contra as adversidades, a escassez de comida e grupos de sobreviventes sem lei.

    O livro concentra-se profundamente na relação entre o pai e o filho, explorando temas de esperança, humanidade e os laços duradouros do amor perante a devastação total.

    ⁠”Os Jogos da Fome” de Suzanne Collins

    Jogos da Fome - Literatura Distópica
    Créditos de imagem: Fnac.pt

    Romance, lançado em 14 de Setembro de 2008.

    Situado na nação distópica de Panem, este romance retrata uma sociedade onde a rica Capital exerce controlo sobre os distritos empobrecidos.

    Todos os anos, crianças e jovens de cada distrito são selecionados para participar numa luta mortal televisiva chamada Jogos da Fome.

    A protagonista, Katniss Everdeen, voluntaria-se para ocupar o lugar da sua irmã nos Jogos e durante o seu percurso, torna-se um símbolo de resistência contra o regime opressor.

    “Fúria Vermelha” de Pierce Brown

    Fúria Vermelha
    Créditos de Imagem: Fnac.pt

    Romance, lançado em 28 de Janeiro de 2014.

    Em “Red Rising”, a sociedade distópica é caracterizada por uma estrutura hierárquica rígida onde os indivíduos são divididos em castas com códigos de cores baseados na sua perceção de superioridade genética.

    Os Golds, no topo da hierarquia, são a classe governante, enquanto os Reds, na base, trabalham em condições duras para transformar Marte para as gerações futuras.

    Este sistema de castas rígido, é mantido através de um condicionamento social e físico brutal, perpetuando um ciclo de opressão e subjugação.

    Romances que Confrontam Medos Coletivos e Provocam Debates

    O fascínio por livros distópicos está enraizado na capacidade destas histórias explorarem cenários extremos, exagerando problemas contemporâneos para destacar as suas consequências mais sombrias.

    Estes romances, forçam-nos a confrontar os medos coletivos, como o autoritarismo, a desigualdade social e o colapso ambiental e ao mesmo tempo, provocam debates sobre a moralidade, a resistência e a essência da humanidade.

    Frequentemente, as suas personagens são resilientes e valentes que lutam por um futuro melhor, oferecendo esperança e inspiração no meio do caos e da opressão.


    Para mergulhar ainda mais no fascinante universo da história, cultura, gastronomia, lugares, negócios, curiosidades e diversos outros temas, explore outros artigos aqui na Tuguinha

    A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade. 

    Não perca a oportunidade de explorar tudo o que a Tuguinha tem para oferecer!

  • Jane Austen – A mais famosa romancista Inglesa

    Jane Austen – A mais famosa romancista Inglesa

    Jane Austen é uma importante escritora/romancista inglesa nascida em 16 de Dezembro de 1775, em Steventon, Inglaterra, cuja escrita marca a passagem do Neoclassicismo para o Romantismo.

    Seu pai, o clérigo George Austen (1731-1805), incentivava os oito filhos, inclusive as duas meninas, a estudarem. A mãe da escritora, Cassandra Austen (1739-1827), escrevia versos satíricos. Desta forma, Jane vivenciava um universo rural e clerical, mas rodeada também pela arte e pelo conhecimento.

    Quando ainda era criança, escreveu novelas para a familia, em parte publicadas em Love and Friendship and Other Early Works (1922). E com a idade de 20 anos, já tinha atingido uma certa maturidade artística.

    Da sua vida sentimental apenas se sabe e não existem provas, de um breve amor juvenil com Thomas Lefroy (parente irlandês de uma amiga de Austen), aos 20 anos. Em janeiro do ano seguinte, 1796, escreveu à sua irmã dizendo que tudo havia terminado, pois ele não podia casar por motivos económicos. Anos mais tarde aceitou o pedido de casamento do jovem Harris Bigg-Wither, porém no dia seguinte mudou de ideias. Ao que consta a sua irmã Cassandra (1773-1845) após a sua morte, destruiu algumas das suas cartas e eliminou trechos de outras, com o intuito, ao que parece de preservar a privacidade de Jane Austen.

    Na produção literária desta autora são considerados dois periodos: de 1796 a 1798 em que escreveu Sense and Sensibility (Sensibilidade e Bom Senso), o seu pai enviou a obra para uma editora que a recusou. Com a morte do pai, em 1805, a escritora, juntamente com a mãe e a irmã, foi morar em Southampton. Quatro anos depois mudaram-se para a vila de Chawton.

    Página de título da 1ª edição de “Orgulho e Preconceito”


    Foi nessa época que o seu irmão Henry (1771-1850) entrou em contacto com editores na tentativa de publicar as obras da irmã. Sense and Sensibility (Sensibilidade e Bom Senso) em 1811, foi publicado pela primeira vez, de forma anónima, sem o nome da autora. Em 1813 o livro Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito) foi publicado com bastante sucesso.


    Com a escrita de Mansfield Park em 1814, Emma em 1816 e Pesuasion (Persuasão) em 1818, todas as obras da autora eram um sucesso e bem vistas pela critica e, tiveram inclusive elogios de George IV, o Principe regente; no entanto continuavam a ser publicadas de forma anónima, pois naquela época, as mulheres não eram respeitadas, na sociedade pelas suas capacidades intelectuais.


    Assim o nome Jane Austen era desconhecido do grande público, quando, em 1816, a escritora teve os primeiros sintomas da doença de Addison que foi a causa da sua morte em 18 de Julho de 1817, em Winchester. Só depois da sua morte, a autoria dos seus romances foi divulgada.

    Os romances de Jane Austen, oferecem o privilégio através da sua leitura, da imaginária visualização pelo detalhe nas descrições das narrativas esplendorosas dos locais e momentos vivenciados, onde o amor, o casamento e a dependência financeira das mulheres na época estão evidenciadas.

    A história Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito) mostra a maneira com que a personagem Elizabeth Bennet lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Elizabeth é a segunda de 5 filhas de um proprietário rural na cidade fictícia de Meryton, em Hertfordshire, não muito longe de Londres.

    Apesar de a história se ambientar no século XIX, tem exercido fascínio mesmo nos leitores modernos, continuando no topo da lista dos livros preferidos e sob a consideração da crítica literária. O interesse atual é resultado de um grande número de adaptações e até de pretensas imitações dos temas e personagens abordados por Jane Austen.

    Para mergulhar ainda mais no fascinante universo da história, cultura, gastronomia, lugares, negócios, curiosidades e diversos outros temas, explore outros artigos aqui na Tuguinha. A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade. Não perca a oportunidade de explorar tudo o que a Tuguinha tem para oferecer!

    Fontes fotográficas/conteúdo: Bertrand.pt, Mundo Educação, Britannica, The Guardian

  • Projecto Hail Mary – Um livro cheio de personalidade e emoção!

    Projecto Hail Mary – Um livro cheio de personalidade e emoção!

    Project Hail Mary é um livro cativante de ficção científica que transporta os leitores para uma extraordinária caminhada de sobrevivência, descoberta e engenhosidade humana.

    A história segue Ryland Grace, um professor de ciências, que acorda sozinho numa nave espacial sem se lembrar de como lá chegou.

    À medida que recupera as suas funcões cognitivas e motoras, ele apercebe-se que foi encarregado de uma missão impossível – salvar a humanidade de uma ameaça cósmica que irá dizimar toda a vida na Terra.

    O que torna este livro tão cativante é a maneira como Andy Weir (mais conhecido pelo seu trabalho em “O Marciano”) mistura habilmente Sci-Fi complicado com temas profundamente humanos.

    Andy Weir

    Os detalhes técnicos e os conceitos científicos são meticulosamente pesquisados e explicados de uma forma acessível e envolvente, sem sobrecarregar a narrativa. Ao mesmo tempo, a história explora o crescimento pessoal de Ryland e os relacionamentos que ele imagina, o que dá à aventura de alto risco uma profunda ressonância emocional.

    Ryland é um protagonista cativante, com defeitos e feitios. A maneira como Ryland Grace resolve problemas diante da adversidade é infinitamente fascinante, mostrando a notável engenhosidade da mente humana.

    Os personagens coadjuvantes, embora em menor número, são igualmente bem desenvolvidos e essenciais para a história.

    Sejas fã árduo de ficção científica ou estejas simplesmente à procura duma leitura cativante e intrigante, este livro é de leitura obrigatória.

    Infelizmente este livro de Andy Weir ainda não está disponível em Português, mas se te quiseres aventurar a le-lo, podes encontra-lo em vários pontos de venda em todo o mundo, tanto em Inglês como em Espanhol.

    Para mergulhar ainda mais no fascinante universo da história, cultura, gastronomia, lugares, negócios, curiosidades e diversos outros temas, explore outros artigos aqui na Tuguinha. A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade. Não perca a oportunidade de explorar tudo o que a Tuguinha tem para oferecer!