Tag: Música

  • A Evolução da Música Portuguesa: Influências e Artistas pelo Mundo

    A Evolução da Música Portuguesa: Influências e Artistas pelo Mundo

    A música portuguesa tem criado uma influência distintiva no panorama musical global, com géneros variados e uma rica herança cultural a contribuir significativamente para as tendências musicais internacionais.

    Intercâmbio Cultural Através da Música

    A música portuguesa reflete frequentemente uma fusão de culturas devido às interações históricas de Portugal com África, Brasil e outras regiões.

    Esta fusão deu origem a sons únicos que ressoam universalmente, enriquecendo o tecido musical global.

    Por exemplo, o género de morna de Cabo Verde combina elementos musicais portugueses com ritmos africanos, influenciando artistas de vários géneros em todo o mundo.

    Músicos cabo-verdianos, como Cesária Évora, influenciaram significativamente as percepções globais da música em língua portuguesa.

    A voz cheia de alma e as letras sentidas de Évora trouxeram a música cabo-verdiana para os principais festivais internacionais.

    Alcance Global do Fado

    A profundidade temática do Fado, que aborda anseios, amores e o mar, tem um apelo universal.

    Artistas como Amália, Mariza e Ana Moura popularizaram o Fado internacionalmente através de digressões e colaborações, levando o género a um público mais amplo.

    A influência do Fado pode ser vista em várias formas musicais globais, onde a narrativa emocional pela canção é central.

    A sua essência ecoa em artistas de países como o Brasil, que incorporaram as qualidades emotivas do Fado nos seus próprios estilos.

    Mistura de Géneros

    Artistas contemporâneos portugueses são conhecidos por misturar estilos tradicionais com géneros como hip-hop, eletrónica e jazz.

    Um bom exemplo são os Buraka Som Sistema, que fundiram de maneira inovadora o kuduro, um género angolano, com música eletrónica.

    Esta hibridização não só mostra a diversidade musical de Portugal, mas também incentiva o intercâmbio cultural e a globalização da música.

    Divulgação Educativa

    O interesse académico na música portuguesa está a crescer, com universidades e organizações culturais a conduzirem pesquisas sobre o seu impacto global.

    Esta atenção académica contribui para uma compreensão mais profunda de como a música molda e reflete identidades culturais em todo o mundo.

    Oficinas e programas de intercâmbio cultural focados na música portuguesa também desempenham um papel vital na educação de públicos internacionais sobre a sua importância e beleza

    Conclusão

    Desde a profundidade emotiva do Fado até à brincadeira rítmica de géneros contemporâneos, a música portuguesa continua a inspirar e a conectar-se com diversos públicos em todo o mundo, reforçando a ideia de que a música é uma linguagem universal que transcende fronteiras e divisões culturais.

    Esta evolução contínua da nossa música destaca a sua natureza dinâmica como um artefacto cultural e uma ponte entre comunidades.


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  • Música pelas décadas – Rock na década de 90

    Música pelas décadas – Rock na década de 90

    O início da década de 90 representou um ponto de viragem significativo no panorama musical, caracterizado pelo ressurgimento explosivo do rock em toda a sua glória multifacetada. 

    Quando o véu se levantou sobre uma nova década, uma revolução cultural ecoou através dos ritmos e riffs de uma geração ávida por autenticidade e autoexpressão.

    Nesta era, subgêneros diversos como grunge, rock alternativo e post-hardcore não só dominaram as ondas sonoras, como também ressoaram entre os jovens, refletindo as suas lutas e aspirações.

    Foto: https://thehardtimes.net

    Desde os sons crus e sem filtros, até as actuações electrizantes em festivais icônicos, a música rock tornou-se uma poderosa voz para uma geração que lidava com mudanças politicas e econômicas.

    A proliferação de canais como a MTV teve um papel crucial na promoção das bandas de rock. As actuações e vídeos captaram a atenção de um público global, tornando a música acessível de maneiras nunca antes possíveis.

    Junte-se a nós numa viagem por esta vibrante paisagem musical, enquanto revisitamos os hinos que definiram uma geração e os fenómenos culturais que solidificaram o lugar do rock na história.

    U2

    Os U2, formados em 1976 em Dublin, Irlanda, é uma das bandas de rock mais influentes da história, conhecida pelo seus hinos e letras com consciência social. 

    Os anos 90 mostraram-se uma década transformadora para a banda, marcada por uma mudança de estilo musical e um compromisso em abordar problemas globais através da sua música.

    Foto: Lex van Rossen/MAI/Redferns

    U2 tornaram-se conhecidos pela incorporação de tecnologia no seu som e nas suas actuações ao vivo, utilizando a arte visual como um aspecto proeminente nas suas actuações ao vivo. 

    As suas mensagens sociais ressoaram com um público global, frequentemente abordando questões como pobreza, direitos humanos e paz.

    Músicas de maior sucesso dos U2 lançadas nos anos 90

    “One” (1991)
    Uma poderosa balada que se tornou uma das canções mais conhecidas da banda, abordando temas de unidade e divisão.

    “Mysterious Ways” (1991)
    Do álbum “Achtung Baby”, possui um ritmo cativante e explora temas de amor e espiritualidade.

    “Numb” (1993)
    Do album “Zooropa”, esta canção destaca um estilo único e aborda temas de alienação e tédio na vida moderna.

    “Staring at the Sun” (1997)
    Uma canção contemplativa do album “Pop”, que reflete sobre temas de desilusão e esperança.

    Nirvana

    Os Nirvana foram fundamentais na popularização do movimento grunge, caracterizado pelo uso intenso de distorção de guitarra, estruturas de canções não convencionais e uma mistura de influências de punk rock e metal. 

    A sua música representou uma mudança enorme em relação ao glam rock e ao hair metal do final dos anos 80.

    As letras de Nirvana frequentemente exploravam temas de angústia, isolamento e problemas sociais, oferecendo uma voz autêntica aos jovens.  

    Foto: Variety

    Isto representou um afastamento da natureza polida e frequentemente superficial de grande parte da música mainstream da época.

    Esta abordagem da banda, influenciou inúmeros músicos e géneros, levando uma nova onda de artistas a abraçar a autenticidade e a expressão pessoal na sua música. O seu impacto ainda se faz sentir hoje em vários estilos, desde punk até ao indie rock.

    Músicas de maior sucesso dos Nirvana lançadas nos anos 90

    “Smells Like Teen Spirit” (1991)
    O single principal do album “Nevermind”, é frequentemente considerado o hino definidor dos anos 90. O seu riff cativante e espírito rebelde capturaram a angústia de uma geração.

    “Come As You Are” (1991)
    Outro sucesso de “Nevermind”, esta faixa apresenta uma melodia arrepiante e letras que exploram temas de identidade e aceitação.

    “Lithium” (1992)
    Esta canção combina versos melódicos com um refrão poderoso, reflectindo os contrastes emocionais da banda e as lutas de Cobain com a sua saúde mental.

    “Heart-Shaped Box” (1993)
    Do seu terceiro álbum de estúdio, “In Utero”, esta canção apresenta um som mais escuro e complexo.

    “Heart-Shaped Box” dos Nirvana é frequentemente interpretada como uma exploração de temas como o amor, isolamento e aprisionamento.
    As letras expressam sentimentos de vulnerabilidade e luta emocional.

    Kurt Cobain, o vocalista da banda, mencionou que “Heart-Shaped Box” foi inspirada pelos seus sentimentos em relação à atenção da imprensa e às suas próprias experiências pessoais. 

    A canção capta desejo e desespero, refletindo frequentemente o estado mental turbulento de Cobain e os seus pensamentos sobre relacionamentos.

    The Smashing Pumpkins

    Os Smashing Pumpkins destacaram-se pela sua mistura de géneros musicais, combinando riffs de guitarra pesados, orquestração de luxo e letras emocionais.

    As suas letras frequentemente abordam temas de amor, perda e reflexão existencial, ressoando profundamente com uma geração em busca de autenticidade.

    Foto: Abc

    Músicas de maior sucesso dos The Smashing Pumpkins lançadas nos anos 90

    “Today” (1993)
    Um single inovador do álbum “Siamese Dream”, que apresenta uma melodia edificante com letras introspectivas sobre como encontrar esperança no meio do desespero.

    “Disarm” (1993)
    Uma balada sincera com elementos orquestrais, “Disarm” examina temas de trauma infantil e vulnerabilidade emocional.

    “Bullet with Butterfly Wings” (1995)
    Do icônico “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, esta canção inclui o famoso refrão “Despite all my rage, I am still just a rat in a cage,” capturando sentimentos de frustração e isolamento.

    “Zero” (1995)
    A canção apresenta um riff de guitarra pulsante, fundindo elementos de rock alternativo e heavy metal. 

    Em “Zero”, Billy Corgan explora sentimentos de vazio e angústia existencial. As letras refletem uma luta com a identidade e o conceito de falta de valor, ressoando profundamente com os ouvintes que se sentem marginalizados ou perdidos.

    Xutos & Pontapés

    Como uma das primeiras bandas a ganhar popularidade na cena rock portuguesa, os Xutos & Pontapés desempenharam um papel crucial na popularização da música rock entre o público português no final do século XX.

    As suas letras frequentemente abordam temas de amor, questões sociais e identidade nacional, ressoando fortemente com a juventude e refletindo o panorama cultural e político de Portugal da altura.

    Foto: osamarra

    Músicas de maior sucesso dos Xutos & Pontapés lançadas nos anos 90

    “À Minha Maneira” (1990)
    Esta canção é uma das suas faixas mais conhecidas, fundindo rock com letras profundas sobre viver a vida de forma autêntica e nos seus próprios termos.

    “O Mundo é Um Moinho” (1991)
    Uma canção reflectiva que captura sentimentos de esperança e melancolia, ressoando com os ouvintes através da sua profundidade emocional.

    “D.D.L.” (1992)
    Um favorito entre os fãs, esta música apresenta ritmos energéticos e letras envolventes que incorporam a sua essência de rock da banda.

    “A Minha Cidade” (1994)
    Esta canção reflete um sentido de pertencimento e nostalgia, capturando o espírito da cidade e da vida em ambientes urbanos.

    Pearl Jam

    Impulsionados por uma filosofia de “faz tu mesmo”, os Pearl Jam rejeitaram o estilo de vida de rock stars. 

    Enfatizando a autenticidade na sua música e actuações, ressoaram com uma geração que valorizava a sinceridade em detrimento das personas fabricadas prevalentes na indústria musical da época.

    As suas letras frequentemente abordam questões pessoais e sociais, incluindo saúde mental, abuso, conformidade social e ativismo. 

    Foto: billboard.com

    Esta abordagem introspectiva e socialmente consciente estabeleceu um novo padrão para a lírica na música rock, compelindo bandas a abordar temas mais profundos.

    “Alive” (1991)
    Do seu álbum de estreia “Ten”, esta canção é um poderoso hino sobre sobrevivência e autodescoberta, apresentando um solo de guitarra memorável.

    “Evenflow” (1991)
    Outro sucesso de “Ten”, esta faixa aborda questões como a falta de habitação e as lutas da vida quotidiana, caracterizada pelo seu riff cativante e vocais enérgicos.

    “Black” (1991)
    Uma balada profundamente emocional, “Black” é adorada pelas suas letras melancólicas e interpretação tocante, muitas vezes considerada uma das melhores canções da banda.

    “Better Man” (1994)
    Uma poderosa balada que explora relações e o desafio em certas decisões e escolhas pessoais. Esta canção é amada pelos fãs e destaca a profundidade lírica do vocalista da banda.

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  • Ludwig van Beethoven – Um génio musical

    Ludwig van Beethoven – Um génio musical

    Ludwig van Beethoven foi um compositor, maestro, pianista e professor de piano alemão, nascido em Bonn, Alemanha, no dia 17 de Dezembro de 1770.

    Beethoven produziu cerca de 200 obras entre as quais sonatas, sinfonias, concertos, quartetos para cordas. No entanto, escreveu apenas uma ópera, “Fidélio”. As principais criações do compositor foram a “Nona Sinfonia” e a “Quinta Sinfonia”.

    Retrato de Beethoven pintado por Christian Horneman em 1803

    É uma das figuras mais veneradas na história da música ocidental e as suas obras estão entre as mais executadas do reportório da música clássica que abrangem a transição do período clássico para a era romântica neste gênero musical, tendo o seu legado influenciado decisivamente a evolução posterior desta arte.

    O compositor alemão captou as características do romantismo e escreveu obras que expressam ideias e sentimentos. Para além disso, foi um inovador ao aumentar o número de músicos de uma orquestra para executar as suas obras e ao usar um coro na sua última sinfonia.

    Infância de Beethoven

    Museu the Beethoven, casa onde nasceu

    Neto e filho de músicos, o seu pai decidiu alcançar, através do filho, o prestígio que não tinha conseguido obter. Com apenas cinco anos de idade começou a estudar cravo, violino e viola e era severamente castigado à mais pequena pequena distração.

    Com sete anos de idade, frequentou uma escola pública e tinha um comportamento triste e rebelde devido ao desentendimento com o pai, que era alcoólatra. Com oito anos participou num recital na Academia de Sternengassee onde foi apresentado pelo pai como um gênio.

    A partir de 1781, passou a ter aulas com Christian Gottlob Neefe, principal tocador de orgãos da corte, que lhe abriu novos horizontes ao tocar a música de compositores famosos como Haydn e Mozart. Nessa época começou a aprender piano, instrumento no qual se destacaria mais tarde.

    Christian Gottlob Neefe

    Com apenas onze anos, foi nomeado tocador de orgão suplente da corte. Ao mesmo tempo que se aperfeiçoava no violino com o mestre Rovantini.

    Adolescência

    Revelando-se notável e extraordinário em vários instrumentos, Beethoven tinha apenas 13 anos quando foi nomeado solista de cravo na corte de Bonn.

    Beethoven começou a ter a proteção do Príncipe-Eleitor Maximilian Franz, governante de um dos trezentos pequenos Estados que formavam o Império da Alemanha.

    Maximilian Franz

    A primeira obra divulgada

    Nessa época, surgiu a sua primeira obra divulgada: “Nove Variações para Piano Sobre uma Marcha de Ernest Christoph Dressler”. Em 1784 escreveu “Três Sonatinas para Piano”.

    Em 1787 foi para Viena para estudar com Mozart levando uma carta de apresentação do Príncipe. Mozart ao ouvi-lo tocar ficou maravilhado e achou-o assombroso.

    Dois meses depois, a doença e morte da sua mãe fê-lo regressar a Bonn. Pouco depois morreu a sua irmã. A trabalhar como cravista da corte, ele sustentava a casa.

    Com 21 anos de idade, Beethoven já desfrutava de grande prestígio junto à nobreza de Bonn. As famílias mais influentes faziam questão da companhia do músico nas suas festas.

    Mudança para Viena

    Mesmo com um temperamento imprevisível, Beethoven conquistou sólidas amizades. Em 1788, conheceu o conde Ferdinand Ernest von Waldstein, que o protegeu e lhe encomendou várias obras. Uma das mais belas sonatas escritas para piano por Beethoven, chama-se justamente “Waldestein”, obra dedicada ao seu mecenas.

    Ferdinand Ernest von Waldstein

    Graças aos esforços de Waldstein, em 1792, Beethoven deixou a sua terra natal. Levava na bagagem uma obra volumosa que permanecia em manuscritos, pois não existiam editores em Bonn.

    Quando chegou à capital da Áustria, Mozart falecera há um ano. Passou a ter aulas com Haydn, com quem não se entendeu e também com Johann Schenk, sem que Haydn soubesse. Após um ano, entrou em rutura com os dois.

    Instalado no palácio de Karl Lichnowsky, Beethoven recebia uma pensão e o príncipe queria que ele se dedicasse inteiramente à música. Todas as sextas-feiras eram dias de recitais.

    Primeira apresentação pública

    Só em 1795, com 25 anos, Beethoven fez a sua primeira apresentação pública, onde executou um concerto para piano, pelo qual foi aplaudido em delírio. Pouco tempo depois deste concerto, uma prestigiada editora publicou “Três Trios para Piano, Violino e violoncelo, Opus 1″, dedicado ao príncipe Lichnowsky.

    Em 1797, depois de publicar as “Três Sonatas para Piano, Opus 2”, conseguiu a edição de mais um trabalho, “Trio em Bi Bemol, para Violino, Viola e Violoncelo, Opus 3”.

    O seu crescente prestígio atraía alunos e convites para recitais, o que lhe proporcionava estabilidade financeira e lhe permitia vestir-se com elegância tornando-se mais sociável. Beethoven era forte, baixo, circunspecto e tinha o rosto marcado pela varíola.

    A surdez de Beethoven

    Por volta de 1800, o compositor começa a sofrer de problemas auditivos, porém ele escondeu o problema de praticamente todos. O violonista Karl Amenda foi a primeira pessoa a quem Beethoven confessou o que lhe estava a acontecer. Numa carta escrita em 1798, dizia: “Tenho piorado da minha surdez e pergunto-me o que será dos meus ouvidos”.

    Nessa época, apaixonou-se pela sua aluna Therese von Brunswick, mas não foi correspondido. Atirou-se com fúria ao trabalho e compôs “Sonata em Dó Menor, para Piano, Opus 13 (1799)”, que se tornou conhecida como “Patética”.

    Therese von Brunswick

    Na composição dessa obra prima musical Beethoven aplicara o profundo conhecimento que alcançara na infatigável pesquisa da técnica para piano, após ter abandonado o instrumento musical: cravo.

    Em 1801, Beethoven escreveu para o seu médico relatando que estava há alguns anos a perder a audição. Essa perda progressiva do sentido, que mais usava, arrastou-se durante praticamente três décadas, aos 48 anos já estava surdo.

    Alguns investigadores suspeitam, que a surdez do compositor teria sido consequência da varíola, do tifo ou de uma gripe quase constante que o atacou durante anos.

    Porém, esse foi o início do período mais brilhante da carreira de Beethoven, quando produziu as grandes sinfonias que lhe dariam a imortalidade. O gênio tinha memória auditiva e era capaz de criar composições na sua cabeça transformando-as, posteriormente, em partitura.

    Últimos anos de Beethoven

    Em 1815, a sua surdez ficou mais grave e ele mantinha “cadernos de conversa” para conseguir dialogar com os amigos.

    Em 1824, envelhecido e doente, o compositor já não se empolgava com o êxito e a repercussão da sua música. De Inglaterra, editores encomendavam-lhe composições.

    Luís XVIII, rei da França, enviou-lhe uma medalha de ouro cunhada com o seu nome, como tributo pela beleza da “Missa Solene em Ré Maior, Opus 123”.

    Missa Solene em Ré Maior, Opus 123

    Morte de Beethoven

    Depois de várias crises de depressão, Beethoven é atingido por uma pneumonia, cirrose e infecção intestinal.

    Ludwig van Beethoven faleceu na cidade de Viena, Áustria, com 56 anos, no dia 26 de Março de 1827.

    A causa da morte do compositor ainda é um mistério, as principais suspeitas recaem sobre a tese de um envenenamento (intoxicação por chumbo) e um desgaste natural do corpo pela cirrose.

    Beethoven foi considerado uma celebridade em vida. O seu cortejo fúnebre foi uma das provas desse reconhecimento, pois contou com a presença de cerca de 200 mil pessoas.

    Características e obras primas de Beethoven

    O compositor acreditava que a música não servia apenas para o lazer e sim para expressar ideias, por esse motivo, as suas obras são marcadas por um forte teor emocional seguindo as características do Romantismo, que dominava a arte europeia naquela época.

    “Quinta Sinfonia”

    Beethoven começou a trabalhar na “Quinta Sinfonia”, em 1804, mas só se dedicou profundamente a ela em 1807, tendo concluído o projeto no ano seguinte.

    A primeira vez que a “Quinta Sinfonia” foi tocada, foi no dia 22 de Dezembro de 1808, no Theater an der Wien, em Viena, tendo sido dirigida pelo próprio Beethoven, que também executou a “Sexta Sinfonia” entre outras peças suas. Naquela noite de inverno, o público assistiu, durante quatro horas às composições exclusivamente produzidas por Beethoven e praticamente desconhecidas.

    A “Quinta Sinfonia” era dedicada ao conde Razumovsky e ao príncipe Lobkowitz. Uma composição fora do seu tempo, a Sinfonia que era muito moderna para a ocasião em que foi apresentada, e se tornou no século XX, a composição mais famosa do mundo ocidental.

    Os seus quatro acordes iniciais a tornaram extremamente conhecida do grande público, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Afinal, os três tempos curtos somados ao longo, significavam, no código Morse, o “V” de “vitória” (••• –).

    Estas quatro notas repetem-se ao longo do primeiro movimento em várias seções da orquestra. O ouvinte precisa de estar atento, pois alterna-se a tensão e o descanso, não deixando ninguém indiferente.

    A sua duração é de cerca de meia hora e esta obra possui quatro movimentos:

    Allegro con brio
    Andante con moto
    Scherzo
    Allegro

    Quinta Sinfonia de Beethoven

    “Nona Sinfonia”

    Quando criou a “Nona Sinfonia”, entre 1822 e 1824, Beethoven já estava surdo. No dia 7 de Maio de 1824 fez a primeira apresentação da “Sinfonia n.º 9”, Opus 125, famosa como “Coral”, por incluir o coro no seu quarto movimento, sugerido pela Ode à Alegria de Schiller.

    No fim da apresentação, uma tempestade de aplausos saudou o compositor, que completamente distraído olhava fixamente para a partitura e continuava de costas para a plateia, como era habitual. Foi Karoline Unger, contralto solista, que virou o compositor de modo a que ele pudesse ver a reação do público.

    Beethoven estava muito à frente do seu tempo, pois até então as composições desse tipo eram apenas instrumentais.

    Os quatro solistas, além do coro, participam na parte final da Nona Sinfonia inspirada nos versos de “Ode à Alegria”, escrita por Friedrich Schiller em 1785. A “Nona Sinfonia”, que foi a última das suas sinfonias, também é especialmente lembrada porque é nela que o compositor se aproxima do povo, provocando um sentimento de união e unidade.

    Com cerca de 65 minutos de duração, a “Nona Sinfonia” é dividida em quatro movimentos:

    Allegro ma non troppo, un poco maestoso
    Molto vivace
    Adagio molto cantabile, andante moderato
    Finale: Presto

    O manuscrito original da “Nona Sinfonia”, praticamente integral, que contém mais de 200 páginas, faz parte do acervo do Departamento de Música da Biblioteca Estatal de Berlin, ao lado de outras obras-primas de Mozart e Bach. No manuscrito faltam apenas duas partes: uma delas (duas páginas) está em Bonn, na Casa de Beethoven, e outra parte (três páginas) se encontra na Biblioteca Nacional em Paris.

    Nona Sinfonia de Beethoven

    “Ode à Alegria”

    A “Ode à Alegria”, também conhecida como “Hino à Alegria” (no original Ode An die Freude), encontra-se na parte final da Nona Sinfonia de Beethoven e louva a humanidade, que se passa a encontrar novamente reunida e em estado de felicidade.

    O desejo de celebrar a fraternidade e a igualdade entre os homens já acompanhava Beethoven há bastante tempo, desde que o compositor teve um maior contacto com os valores pregados durante a Revolução Francesa.

    A parte instrumental da “Ode à Alegria” – apenas a melodia criada por Beethoven a partir dos versos do poema An die Freude, do alemão Friedrich Schiller (1759-1805), transformou-se em 1985, no hino oficial da União Europeia. Com o passar do tempo, a composição tornou-se um símbolo de paz e comunhão entre os povos. A criação possui um célebre verso que anuncia que “todos os homens se tornam irmãos”.

    Ode à Alegria de Beethoven

    Outras composições de Beethoven:

    •⁠ ⁠Três Sonatas para Piano, Opus 2 (1797)
    •⁠ ⁠Trio em Mi Bemol, para Violino,Viola e Violoncelo, Opus 3 (1797)
    •⁠ ⁠Serenata em Ré, para Violino, Viola e Violoncelo, Opus 8 (1798)
    •⁠ ⁠Três Sonatas para Piano e Violino, Opus 12 (1799)
    •⁠ ⁠Sonata em Dó Menor para Piano, Opus 13 (1799) (Sonata Patética)
    •⁠ ⁠Duas Sonatas para Piano, Opus 14
    •⁠ ⁠Septeto em Mi Bemol, Opus 20 (1800) (Dedicado à Imperatriz Maria Teresa da Áustria)
    •⁠ ⁠Sinfonia n.º 1 em Dó Maior, Opus 21 (1800)
    •⁠ ⁠Concerto n.º 3, em Dó Menor, para Piano e Orquestra, Opus 37 (1800) (Dedicado ao Rei Luís Fernando da Prússia)
    •⁠ ⁠Sonata Quase uma Fantasia, Opus 27 n.º 2 (Sonata ao Luar)
    •⁠ ⁠Sinfonia n.º 2 em Ré Maior, Opus 36
    •⁠ ⁠Sinfonia n.º 3 em Mi Bemol Maior, Opus 55 (1805) (Heroica) (Título original “Sinfonia Grande – Titolata Bonaparte” (Ao saber que Napoleão se fizera imperador dos franceses, trocou o título para “Sinfonia Heróica”)
    •⁠ ⁠Ópera Fidelio (1805)
    •⁠ ⁠Sonata em Fá Menor para Piano, Opus 57 (1808) (Appassionata) (Representou o rompimento dos últimos elos que o ligavam ao classicismo e a adoção da linguagem emotiva que caracterizou a época romântica)
    •⁠ ⁠Concerto n.º 5, para Piano e Orquestra, Opus 73 (1809) (Imperador)
    •⁠ ⁠Bagatela para piano (Für Elise) (1810)
    •⁠ ⁠Sinfonias n.º 7 e n.º 8 (1812)
    •⁠ ⁠Sonatas para Piano, Opus 106, 109, 110 e 111 (1822)
    •⁠ ⁠Missa Solene em Ré Maior, Opus 123 (1823)
    •⁠ ⁠Quartetos para Cordas, Opus 127, 130, 131, 132 e 135 (1825) (suas últimas composições)

    Fontes: wikipedia, ebiografia. todamateria


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