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  • Tripas à Moda do Porto – História e Receita

    Tripas à Moda do Porto – História e Receita

    As “Tripas à Moda do Porto” é um prato tradicional da região norte de Portugal, especialmente da cidade do Porto. Os habitantes da cidade do Porto são chamados de tripeiros, esta alcunha demonstra a sua tradição histórica de comer tripas e de fazer das tripas à moda do Porto um prato emblemático que orgulha a gastronomia nacional. 

    A lenda conta que este prato remonta à época em que se deu início à grande aventura portuguesa: os Descobrimentos. Dizem que foi no estaleiro de Lordelo do Ouro, no Porto, que se construíram grande parte das embarcações que partiram em direção a Ceuta.

    Infante D. Henrique

    Infante D. Henrique (o navegador) pediu todo o tipo de mantimentos, nomeadamente carne para abastecer as caravelas.

    A cidade do Porto, além de todo o trabalho na construção das caravelas, forneceu também tudo o que tinha para os mantimentos da frota. Os Portuenses deram toda a carne que possuiam, mantendo apenas as tripas como alimento, a partir das quais criaram um prato bastante humilde que ao longo dos tempos foi sendo aperfeiçoado.

    Devido a esse gesto, esse prato tornou-se parte da história da cidade do Porto e representa o sacrificio do povo do Porto em nome de Portugal.

    Receita

    Ingredientes das tripas à moda do Porto:

    • 1kg de tripas (também conhecido como folhos);
    • 1kg de feijão manteiga demolhado;
    • 1 mão de vitela;
    • 1 chouriço de carne;
    • 200gr de orelheira;
    • 200gr de toucinho ou presunto;
    • 200gr de carne de cabeça de porco;
    • 200gr de salpicão;
    • 1 frango;
    • 2 cenouras;
    • 2 cebolas;
    • Banha de porco;
    • Salsa;
    • Louro;
    • Sal;
    • Pimenta;
    • Cominhos.

    Confecção

    • Em primeiro lugar, começa por demolhar 1kg de feijão manteiga. Para isso precisas de colocá-lo numa bacia com o triplo da água (até ficar submerso e com espaço para poder crescer). Deixa a demolhar de um dia para o outro (24h);
    • No dia de preparares a feijoada, coa a água do feijão e reserva-o;
    • Lava bem as tripas e esfrega com sal e limão. Lava também a mão de vitela e leva tudo a cozer num tacho com água e sal;
    • Noutro tacho, coloca as restantes carnes e o frango em água e sal e leva a cozer. Vai retirando as carnes à medida que forem cozendo;
    • Num tacho coze o feijão com as cenouras às rodelas e com 1 cebola aos gomos;
    • Noutro tacho, adiciona a outra cebola picada, 1 colher de sopa de banha de porco e junta todas as carnes cortadas. Deixa-se apurar e de seguida adiciona-se o feijão; Tempera com sal, pimenta preta moída, louro, salsa e cominhos. Deixa apurar muito bem;
    • Assim que estiver tudo cozido, retira a salsa e serve numa terrina de barro, polvilhando com mais cominhos. Serve com arroz branco seco.

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    Fontes: agendaculturalportowalkinportosolteiros contra casados

  • Francesinha – História e Receita

    Francesinha – História e Receita

    A Francesinha é uma das mais típicas iguarias da cidade do Porto e com maior representatividade no norte do País.

    Conta a lenda, que a Francesinha nasceu no restaurante “A Regaleira”, na Rua do Bonjardim, por volta de 1950, pelas mãos de Daniel David Silva, um emigrante em França, que desenvolveu a receita na cidade do Porto. Inspirado numa sanduíche francesa de nome “croque-monsieur”, decidiu criar algo que fizesse lembrar as mulheres francesas… picantes…

    Daniel David Silva – Criador da Francesinha

    A sua ideia foi a de ajustar os ingredientes ao paladar e cultura das gentes da cidade do Porto, tendo então incluido carnes e queijo e um saboroso molho ligueiramente espesso e picante que é a alma da receita. A diversidade de bebidas alcoólicas nele utilizadas e a sua quantidade, afectam de forma determinante o seu sabor e a sua acidez ou doçura. Existem restaurantes que fazem molhos de excelência cuja combinação de ingredientes é um segredo que dura há gerações.

    Mas se o molho é a alma da Francesinha, a qualidade das carnes utilizadas e até o tipo de pão que se usa são a sua estrutura, sendo o paladar final influenciado pela sua escolha criteriosa. A Francesinha ganhou popularidade rapidamente na cidade do Porto e, ao longo das décadas, tornou-se um ícone da gastronomia portuense. Hoje em dia, pode ser encontrada em inúmeros cafés, bares e restaurantes em toda a região norte de Portugal, sendo considerada uma das especialidades culinárias mais apreciadas.

    A história e o sabor único da Francesinha atraem tanto os moradores locais quanto os turistas que visitam o Porto.

    Receita Francesinha

    Ingredientes para o molho

    • 2 colheres de sopa de manteiga
    • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
    • 500ml de caldo de carne
    • 1 colher de sopa de molho de tomate
    • 1 colher de sopa de molho inglês
    • 1 colher de sopa de brandy (opcional)
    • 1 pitada de pimenta-caiena (opcional)

    Ingredientes para a estrutura

    • 2 fatias de pão de forma
    • 2 bifes de carne (pode ser bife de vaca, frango ou porco)
    • 4 fatias de presunto
    • 4 fatias de queijo (tradicionalmente, queijo da Ilha)
    • Linguiça cortada ao meio (opcional)
    • Salsicha fresca cortada ao meio (opcional)
    • 2 ovos (opcional)
    • Batatas fritas para acompanhar

    Como preparar a francesinha

    Prepare o molho:

    Em uma panela, derreta a manteiga em fogo médio. Adicione a farinha e mexa bem até obter uma mistura homogênea. 

    Gradualmente, adicione o caldo de carne, mexendo constantemente para evitar a formação de grumos. Acrescente o molho de tomate, o molho inglês e o brandy.

    Tempere com a pimenta-caiena, se desejar. Cozinhe o molho em fogo baixo por cerca de 10 a 15 minutos, mexendo ocasionalmente, até engrossar ligeiramente. Reserve. 

    Pré-aqueça o forno a 200°C. 

    Monte a francesinha:

    Numa grelha ou frigideira, grelhe os bifes de carne até atingirem o ponto desejado. Tempere com sal e pimenta a gosto. Em uma fatia de pão, coloque uma fatia de queijo, os bifes de carne, as fatias de presunto e, se preferir, adicione a linguiça e a salsicha. Cubra com outra fatia de queijo e feche o sanduíche com outra fatia de pão.
    Coloque a francesinha em uma assadeira e cubra com o molho preparado. Leve a assadeira ao forno por cerca de 10 minutos, ou até o queijo derreter e a francesinha ficar bem aquecida. 

    Enquanto a francesinha está no forno, frite os ovos em uma frigideira antiaderente. Retire a francesinha do forno e coloque um ovo frito em cima. Sirva a francesinha quente, acompanhada de batatas fritas.

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    Fontes de Imagens e Conteúdo: Origem das coisas, Viaje Comigo, Cozinha Tradicional

  • A história do Vinho do Porto

    A história do Vinho do Porto

    O Vinho do Porto remonta aos séculos III e IV, onde se encontram vestígios de prensas manuais por toda a região do Douro.

    Devido ao rápido crescimento das exportações de vinho, a designação “Porto” só começa a existir na segunda metade do século XVII.A aliança luso-britânica durante períodos de guerra com outros países gerou um grande interesse por este vinho português específico, à medida que as transações comerciais aumentavam entre ambos os países. 

    Algodão inglês por vinho português. Com este comércio, começaram a surgir outros problemas, como dúvidas sobre manipulação de preços e adulteração do produto.

    Em 10 de setembro de 1756, foi fundada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, para assegurar a qualidade do produto, evitar adulterações, equilibrar produção e comércio, e estabilizar preços.

    Foi então que se iniciou o primeiro “marcação das quintas”. Foram colocados 355 marcos de pedra para garantir que apenas os vinhos feitos a partir de uvas da mais alta qualidade, todas colhidas dentro desta área marcada, fossem exportados para Inglaterra.

    Devido a pragas ocorridas na segunda metade do século XIX, essa área marcada teve que ser expandida. Esta mudança levou ao estabelecimento do regime de comércio livre.

    Com o início do regime de comércio livre em 1856, surgiram novas práticas de preparação do terreno, mudaram-se os métodos de plantio da vinha, e foram selecionadas as melhores castas regionais para enxertia.

    Durante o tempo de João Franco, o controverso Primeiro-Ministro de D. Carlos, foi assinado um decreto.Este decreto regulamentaria a produção, venda, exportação e inspeção do vinho do Porto. Foi feita uma nova demarcação da área do Vinho do Porto, incluindo agora a região do “Douro Superior”. 

    A exportação só poderia ser feita através do Porto de Leixões (localizado em Matosinhos, Porto) e de Barra do Douro. Esta área só seria expandida novamente em 1926 para incluir Vila Nova de Gaia como um centro exclusivo para armazenamento e envelhecimento do vinho.

    Porto de Leixões, 1906

    Nesta fase, ficou estabelecido que apenas vinhos com um teor alcoólico mínimo de 16,5% poderiam ser considerados como Porto.

    Em 1933, foi fundada a Guilda dos Exportadores de Vinho do Porto, uma associação formada para garantir disciplina comercial.Os registos vitivinícolas foram atualizados e, com base na localização, características do terreno, variedades de uva e idade das vinhas, o Instituto do Vinho do Porto atribui anualmente a cada proprietário de vinha uma autorização para produzir uma quantidade específica de diferentes tipos de Vinho do Porto. Preço também fica definido.

    Após 1974, a Guilda mudou de nome para Associação das Empresas de Vinho do Porto, onde algumas das empresas começaram a investir na compra de novas terras e na exportação direta, uma prática não vista desde 1926.

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