Tag: Receitas Portuguesas

  • Bola de Berlim: Receita, tradição e doçura

    Bola de Berlim: Receita, tradição e doçura

    Bola de Berlim é um bolo tradicional português. Sendo um dos mais deliciosos e vendidos nas pastelarias, o que significa que é um dos preferidos dos portugueses.

    História e Origens

    A Bola de Berlim tem origem, como o próprio nome indica, no norte da Alemanha e foi trazida para terras lusas durante a 2.ª Guerra Mundial.

    Nesta época e sob o dominio ditatorial de António Oliveira Salazar, entre 1939 e 1945, Portugal manteve a neutralidade, atraindo às cidades de Lisboa e Porto um grande número de refugiados judeus que fugiam da Alemanha nazi, muitos deles com o objetivo de atravessar o Atlântico rumo à América.

    Foi nesta época que uma família judia fugiu da Alemanha para Portugal: a família Davisohn.

    A mãe desta família começou a reproduzir uma receita que aprendera na Alemanha: um frito de massa de farinha doce com açúcar no exterior e doce no interior. Era a Bola de Berlim, Berliner Pfannkuchen no original (Bolo de Berlim de frigideira).

    Berliner Pfannkuchen // familienkost.de

    Esta é uma história que é relatada no livro Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial da historiadora Irene Flunser Pimentel, que conta o que se passou a seguir: com o calor, as praias de Lisboa enchiam-se de refugiados judeus que aí comiam esta iguaria.

    Com a guerra, os refugiados necessitaram de trabalhar para sustentar a família e muitos dos judeus tornaram-se funcionários de empresas nacionais, como pastelarias e cafés. Por este mesmo motivo, Lisboa e Porto começaram a vender este doce típico.

    Com o passar do tempo, os pasteleiros nacionais desenvolveram a própria versão, passando a rechear com doce de ovos ou sem creme, ao invés de creme ou marmelada.

    Variantes da Bola de Berlim

    Com o tempo e a sua popularidade, a receita foi alterada. A Bola de Berlim é tradicionalmente recheada com creme amarelo de pasteleiro (feito de ovos), embora, ao longo dos anos, tenham surgido mais variações: chocolate, avelã, doce de leite, caramelo, frutos vermelhos, coco, limão…

    Bola de Berlim de Kinder Bueno // Bridor

    No entanto, a versão original, importada da Alemanha, seria com recheio de compota de fruta, de morango ou de frutos vermelhos, tal como a senhora Davisohn fazia.

    Sucesso da Bola de Berlim nas praias

    Tendo em conta o tamanho e a forma redonda (ideal para agarrar só com uma mão), as Bolas de Berlim começaram a ser vendidas na rua. Mais tarde, chegaram às praias, onde foram um sucesso tão grande que se transformaram num ritual típico do Verão.

    Depois de uma ida ao mar, o nosso corpo fica com uma camada de sal e sentimos um travo salgado na boca. O doce da Bola de Berlim contrasta na perfeição com o salgado do mar, ficando este sabor mais intensificado.

    Bola de Berlim numa praia Portuguesa // adn-agenciadenoticias

    Por ser um bolo frito, de massa fofa e arejada, torna-se muito usual o seu consumo na praia, pois os alimentos secos provocam sede e este bolo além de não ser seco é extremamente delicioso.

    A Bola de Berlim é um prazeroso e delicioso bolo que consola os sentidos e deleita o espirito.

    Receita da Bola de Berlim

    Ingredientes:

    •⁠ ⁠Óleo
    •⁠ ⁠Açúcar

    Massa:
    •⁠ ⁠25g de fermento de padeiro fresco
    •⁠ ⁠100ml de água morna
    •⁠ ⁠500g de farinha de trigo sem fermento
    •⁠ ⁠100g de manteiga
    •⁠ ⁠6 ovos
    •⁠ ⁠100g de açúcar

    Recheio:
    •⁠ ⁠2 c. de sopa de amido de milho
    •⁠ ⁠250ml de leite
    •⁠ ⁠1 casca de limão
    •⁠ ⁠1 vagem de baunilha
    •⁠ ⁠300g de açúcar
    •⁠ ⁠3 gemas

    Preparação:

    1.⁠ ⁠Massa: Comece por diluir 25g de fermento de padeiro fresco em 100ml de água morna;

    2.⁠ ⁠Numa taça, coloque 500g de farinha de trigo sem fermento, 100g de manteiga, o fermento diluído e 6 ovos inteiros. Se quiser, junte 100g de açúcar. Mexa e deixe repousar num local seco e quente, se preferir, pré-aqueça o forno, desligue e deixe repousar no seu interior;

    3.⁠ ⁠Assim que a massa levedar, divida-a em vários pedaços. Polvilhe uma superfície com farinha e molde a massa em pequenas bolas. Coloque num tabuleiro e deixe levedar mais um pouco no forno com uma temperatura de 50ºC;

    4.⁠ ⁠Recheio: Numa taça coloque 2 c. de sopa de amido de milho e 3c. de sopa de leite, de 250ml. Dissolva e reserve;

    5.⁠ ⁠Num tacho aromatize o restante leite com 1 casca de limão e um pouco de polpa de 1 vagem de baunilha. Coe este leite para um copo e, no mesmo tacho, adicione 300g de açúcar, novamente o leite aromatizado, 3 gemas batidas e o amido de milho dissolvido anteriormente. Mexa até engrossar;

    6.⁠ ⁠Leve as bolas já levedadas a um tacho com óleo quente. Frite e, de seguida, assim que arrefecerem um pouco, passe por açúcar. Faça um buraco e recheie com o creme.

    Receita de Joana Barrios 24kitchen.pt

    Fontes: foodlab.cascais.pt, visitlisboa.com, http://portal.uab.pt, 24kitchen.pt
    Fonte de capa: City Guide Lisbon


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  • Arroz –  Um Mergulho na História e Cultura Global

    Arroz – Um Mergulho na História e Cultura Global

    Arroz, (Oryza sativa), é um grão de cereal comestível proveniente de uma planta herbácea da família Poaceae. Aproximadamente metade da população mundial, incluindo praticamente toda a Ásia Oriental e Sudeste Asiático, depende inteiramente do arroz como parte da sua alimentação.

    Oryza Sativa // Ouriques Farm

    Muitas culturas apontam terem sido as primeiras a cultivar o arroz, incluindo a China, a Índia e as civilizações do Sudeste Asiático.

    No entanto, as evidências arqueológicas mais antigas aparecem na China central e oriental e têm data de 7.000 a.C e 5.000 a.C.

    Mais de 90 por cento do arroz mundial é cultivado na Ásia, principalmente na China, na Índia, na Indonésia e no Bangladesh.

    Uma equipa de Arqueólogos ao escavar na Índia, descobriu que a data determinada do arroz poderia ser de 4.530 a.C.
    No entanto, a primeira referência registada tem origem na China em 2.800 a.C.

    O imperador chinês, Shennong, percebeu a importância do arroz para o seu povo e para homenagear o grão, estabeleceu cerimónias anuais do arroz a serem realizadas na época da sementeira, com o imperador a espalhar as primeiras sementes da época.

    Imperador Shennong // tulay.ph

    Actualmente, existem controvérsias sobre o inicio do cultivo do arroz e em que país aconteceu, sendo necessário considerar a diferença entre a domesticação e a colheita da planta em estado ainda selvagem.

    Por exemplo, recentemente na Índia, grãos de arroz e cerâmicas antigas, com data de 6.500 a.C, foram encontrados em Lahuradewa em Uttar Pradesh.

    Estes descobrimentos, indicam o cultivo muito precoce do arroz, cerca de 4.000 anos antes do que se supunha frequentemente nesta região.

    No entanto, outros estudiosos argumentam que estas primeiras descobertas do arroz, podem ter sido colhidas de populações selvagens e concluem que são necessárias mais evidências para provar o cultivo ou domesticação.

    Da mesma forma, na arqueologia chinesa, pressupõe-se que as primeiras descobertas do arroz cultivado foi por volta de de 7.000 a.C. mas, métodos anteriores de análise de amostras, não estabeleceram evidências de comportamentos de cultivo ou de traços físicos de domesticação no arroz.

    Yangtze // visitourchina.com

    Uma reavaliação recente indica que os grãos de arroz, especialmente do Baixo Yangtze, demonstram um aumento progressivo de tamanho, entre 6.000 a.C. e 3.500 a.C., e que esse aumento de tamanho sugere um processo de domesticação.

    Embora não se possa afirmar, que a origem da planta do arroz tenha sido na China, na Índia ou na Tailândia, pode-se certamente confirmar que teve a sua origem na Ásia.

    Existe no entanto, informação da forma como o arroz foi introduzido na Europa e na América. Os viajantes (exploradores, soldados, comerciantes, peregrinos) daquela época, tiveram um papel fundamental, ao levarem consigo para os mais variados destinos, as sementes das culturas que cresciam nas suas terras natais ou em terras estrangeiras.

    No Ocidente, em algumas zonas da América e em certas regiões da Europa, como por ex: Itália e Espanha, que têm um clima adequado e acesso à água, o cultivo do arroz prosperava. Alguns historiadores acreditam que o arroz chegou à América em 1694, num navio britânico com destino a Madagascar.

    Desviado do seu percurso para o porto de Charleston na Carolina do Sul, em vez de Madagascar onde era esperado, os colonos amigáveis, ajudaram a tripulação a reparar o navio. Para demostrar a sua gratidão, o capitão do navio, John Thurber, ofereceu a Henry Woodward algumas sementes de arroz.

    Plantação de Arroz na Carolina do Sul // bunkhistory.org

    Durante a Revolução Americana, toda a área de Charleston foi ocupada, tendo os invasores, enviado para casa todo o arroz colhido, sem deixar nenhuma semente para a colheita do ano seguinte!

    A indústria do arroz americana sobreviveu a este contratempo e o cultivo continuou, graças ao Presidente Thomas Jefferson, que rompeu com uma lei italiana ao fazer contrabando de sementes de arroz para fora da Itália durante uma missão diplomática no final do século XVIII. A indústria do arroz transplantou-se assim da Carolina do Sul para os estados do sul ao redor da bacia do Mississippi.

    O arroz é essencial e muito importante para várias culturas. Está diretamente associado à prosperidade, ao folclore e a lendas, que foram criadas por causa deste grão.

    Em muitas culturas e sociedades, o arroz está diretamente integrado nas crenças religiosas.

    O arroz também está ligado à fertilidade e, por essa razão, existe o costume de atirar arroz aos casais recém-casados. Na Índia, o arroz é sempre o primeiro alimento oferecido aos noivos, para garantir a fertilidade no casamento e o primeiro alimento sólido que as crianças comem.

    Desde os seus primórdios até aos dias de hoje, o arroz continua a desempenhar um papel fundamental em sustentar os apetites do mundo e as tradições culturais.

    D.Dinis O Lavrador // aejms.net

    Em Portugal, foi no reinado de D. Dinis, o Lavrador (1279-1325), que surgiram as primeiras referências escritas à cultura do arroz.

    Receita do Arroz branco seco

    Ingredientes

    •⁠ ⁠Arroz agulha – 1 chávena
    •⁠ ⁠Água quente – 1 chávena e meia
    •⁠ ⁠Cebola – 1 (picada)
    •⁠ ⁠Azeite – q.b.
    •⁠ ⁠Sal grosso – q.b.

    Preparação

    Aqueça um fio de azeite num tacho, junte a cebola e deixe cozinhar até ficar macia.

    Passe o arroz por água com a ajuda de um coador, escorra-o bem e junte-o à cebola. Mexa e deixe fritar um pouco até o arroz ficar translúcido.

    Tempere com sal e junte a água quente. Tape e mal comece a fervilhar reduza o lume e deixe cozinhar. Desligue o lume e deixe terminar de cozinhar no próprio vapor.

    Arroz branco é um excelente acompanhante de Tripas à moda do Porto. Quer saber mais sobre essa combinação perfeita? Não perca o nosso artigo especial sobre o assunto aqui!

    Fontes: UCL, Rice Association, Casa do Arroz

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  • Bolo Rei – receita, lenda e tradição!

    Bolo Rei – receita, lenda e tradição!

    Bolo-Rei, símbolo de Natal e de tradição.

    Na mesa de doces de Natal esta iguaria em forma de coroa, é o rei da festa, em todo o seu esplendor. Uma delicia ao olhar e ao paladar.

    Tornou-se uma tradição de Natal e está enraizada na cultura portuguesa há mais de um século.

    Lenda e tradição

    De acordo com a lenda, o bolo-rei foi criado para homenagear os Reis Magos. Por isso possui uma forma redonda com um grande buraco no meio, enfeitado de frutos secos e cristalizados, de cores variadas. Desse modo assemelha-se a uma coroa incrustada de pedras preciosas.

    Esta doce iguaria representa ainda os presentes que os três Reis Magos deram ao Menino Jesus aquando do seu nascimento: assim, a côdea simboliza o ouro. As frutas, cristalizadas e secas, representam a mirra. Por fim, o aroma intenso do bolo assinala o incenso.

    Durante muito tempo, o bolo-rei escondia a fava ou brinde. Quem recebia a fatia com a fava tinha que comprar o bolo do próximo ano e muitos dentes se partiam no brinde de metal. Esta tradição que se perdeu no tempo, vinha de rituais pagãos: o brinde uma descendência da ideia de encontro com Caronte (o mítico barqueiro de Hades que transporta as almas mortas ao seu destino e exige um pagamento) e a fava da tradição romana de eleger o rei da festa com o sorteio desta planta.

    História e Origens

    Apesar dos antigos registos históricos, os primeiros grandes vestígios deste doce de massa lêveda adornado com frutas cristalizadas, surgiram em França, no século XVI, durante o reinado de D. Luís XIV, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis.

    Em Portugal

    O gâteau des rois (bolo dos reis) popularizado em Portugal no século XIX segue uma receita originária do sul de Loire, um bolo em forma de coroa feito de massa lêveda.

    Numa visita a França, o filho do fundador da icónica Confeitaria Nacional, na Baixa Lisboeta, ficou maravilhado com este bolo e contratou Gregoire (ou Gregório, como ficou conhecido pelos portugueses), um confeiteiro francês, para adaptar a receita do gâteau des rois (bolo dos reis).

    Confeitaria Nacional

    Em 1869, a Confeitaria Nacional tornou-se a primeira “casa” em Portugal a vender o bolo-rei que hoje conhecemos.
    Mais tarde, foram várias as pastelarias que adotaram a receita e passaram a comercializá-la.

    Variantes do bolo

    Por sua vez, o gâteau des rois remonta a tempos romanos, mais precisamente aos festivais de celebração de Saturno (o deus romano da abundância) que decorriam por volta do solstício de inverno. Acredita-se que esta seja também a origem do bolo-rei espanhol, o roscón de reyes, consumido no Dia de Reis. Ao longo dos anos, as diferentes versões deste bolo passaram a ser atribuídas à lenda cristã dos Três Reis Magos (Baltasar, Gaspar e Melchior). Esta associação espalhou-se a países de tradição cristã como Alemanha e Suíça, onde é conhecido como dreikönigskuchen (bolo dos três reis).

    Roscón de Reyes

    Proibição

    Curiosamente, devido ao nome e à conotação com a realeza, o bolo dos reis foi proibido após a Revolução Francesa, em 1789, tendo os pasteleiros mudado o nome do bolo para Gâteau des Sans-culottes para o poderem continuar a confeccionar. Em Portugal, depois da proclamação da República em 1910, a proibição do bolo-rei esteve também prestes a acontecer e muitos tentaram mudar o seu nome, mas sem sucesso.

    Variações

    O Bolo-Rei continua a ser o símbolo máximo da gastronomia na quadra natalícia e apesar de terem aparecido entretanto variações da receita (bolo rainha, bolo rei de chocolate, bolo rei com ovos moles, bolo rei entrançado ou trança de natal, bolo rei escangalhado) o tradicional continua a ter o seu trono assegurado.

    Bolo Rainha

    Há outro elemento comum, e que se mantém até aos dias de hoje: seja no Natal, no Ano Novo ou no Dia de Reis, em França, Portugal ou qualquer outro país, o bolo-rei simboliza momentos de partilha, convívio e celebração.

    Receita do Bolo-Rei tradicional

    Primeira massa

    •⁠ ⁠500gr farinha de trigo tipo 55
    •⁠ ⁠50gr fermento padeiro
    •⁠ ⁠2,5dl água

    Segunda massa

    •⁠ ⁠1kg farinha
    •⁠ ⁠350gr açúcar
    •⁠ ⁠350gr margarina
    •⁠ ⁠20gr sal
    •⁠ ⁠6 ovos
    •⁠ ⁠Raspa de 2 laranjas
    •⁠ ⁠Raspa de 2 limões

    Para perfumar a massa Q.B.

    •⁠ ⁠2,0dl Cerveja preta artesanal
    •⁠ ⁠2,0dl Licor Beirão
    •⁠ ⁠2,0dl Licor Anis
    •⁠ ⁠2,0dl Aguardente
    •⁠ ⁠2,0dl Vinho do Porto
    •⁠ ⁠2,0dl Triplesec
    •⁠ ⁠600 gr frutos cristalizados (em pequenos pedaços)
    •⁠ ⁠500 gr frutos secos

    Decoração

    •⁠ ⁠1 Ovo
    •⁠ ⁠1 Gema
    •⁠ ⁠Q.b. Abóbora cristalizada de várias cores
    •⁠ ⁠Figos cristalizados
    •⁠ ⁠Tangerinas cristalizadas
    •⁠ ⁠Cerejas cristalizadas
    •⁠ ⁠Amêndoa Palitada

    Torrão de Açúcar

    •⁠ ⁠100 Açúcar
    •⁠ ⁠100 Açúcar em Pó
    •⁠ ⁠q.b. Água

    Preparação

    Comece por amassar a primeira massa, que servirá de fermento. Reserve-a à parte.

    Amasse todos os outros ingredientes da segunda massa (exceto os frutos secos e as frutas cristalizadas), por 5 minutos.

    Adicione a primeira massa e deixe amassar até que a massa descole da cuba da batedeira.

    Estique a massa numa bancada, adicione os frutos secos e os cristalizados. Amasse à mão até que todos estejam bem envolvidos.

    Deixe a massa descansar durante a noite no frio.

    De manhã, divida em porções e faça um buraco no meio de cada uma para que fiquem com um formato semelhante a um donut e deixe levedar (como se tratasse de um brioche). Uma vez levedados, pincele com a mistura de ovos e gemas.

    Decoração

    Decore com abóbora cristalizada de várias cores, figos cristalizados, tangerinas cristalizadas, cerejas cristalizadas. Misture os açúcares (decoração) e adicione água o suficiente para criar um bloco de açúcar ao pressionar. Disponha três deles em cima do bolo. Ponha as amêndoas palitadas à volta do bolo onde não houver decoração.

    Leve a cozer a 180ºC

    (Receita cedida pela Escola de Turismo e Hotelaria de Lisboa, baseada na cozinha tradicional de Maria de Lourdes Modesto)

    Fontes de Fotografias/Conteúdo: wikipedia, olissiphotels.com, tavi.pt, be-the-story.com, visitportugal.com, El Mundo, lojascomhistoria.pt, sinalAberto, Pingo Doce

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  • Pastel de Nata – História e Receita

    Pastel de Nata – História e Receita

    O Pastel de Nata é uma popular especialidade da doçaria Portuguesa, de inspiração conventual.
    Em 1837, em Belém, próximo ao Mosteiro dos Jerónimos, numa tentativa de subsistência, os clérigos do mosteiro puseram à venda uns pastéis de nata. Nessa época, Belém e Lisboa eram duas localidades distintas com acesso assegurado por barcos a vapor. A presença do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém atraíam inúmeros turistas que contribuíram para difundir os pastéis de Belém.


    Na sequência da revolução liberal de 1820, em 1834 o mosteiro fechou. O pasteleiro do convento decidiu vender a receita ao empresário português vindo do Brasil, Domingos Rafael Alves, continuando até hoje, o segredo da receita na posse dos seus descendentes. No início, os pastéis foram postos à venda numa refinaria de açúcar situada próximo do Mosteiro dos Jerónimos. Em 1837 foram inauguradas as instalações num anexo, então transformado em pastelaria, a “A antiga confeitaria de Belém”. Tanto a receita original como o nome “Pastéis de Belém” estão patenteados.


    A receita ganhou diversas versões em Portugal em outros países, como Brasil, Macau, Hong Kong, Singapura e Taiwan, sendo difundida globalmente.


    Apenas os pastéis produzidos na Fábrica Pastéis de Belém podem ser chamados “Pastéis de Belém”. Os “outros” confeccionados noutros locais, são todos chamados de “Pastéis de Nata”, sendo estes o resultado da adaptação e reprodução dos “Pasteis de Belém”.


    Além disso, hoje em dia, podemos encontrar muitas versões de pasteis de nata, muitas variações, resultado do espírito criativo daqueles que gostam de pasteis de nata.
    A história do Pastel de Nata assemelha-se a um império construído sobre o poder do sentidos.

    Receita de Pastel de Nata

    Ingredientes:

    Massa Folhada
    •⁠ ⁠650 gr Água
    •⁠ ⁠1 kg Farinha
    •⁠ ⁠800 gr Margarina para folhados (textura maleável)

    Creme de Nata
    •⁠ ⁠1 L Leite
    •⁠ ⁠150 gr Farinha de trigo
    •⁠ ⁠40 gr Farinha Maizena
    •⁠ ⁠12 Gemas
    •⁠ ⁠1 Ovo

    Calda de Açúcar
    •⁠ ⁠1 kg Açúcar
    •⁠ ⁠500 gr Água
    •⁠ ⁠1 Pau de canela
    •⁠ ⁠1 Casca de limão

    Preparação:

    Amasse a farinha juntamente com a água até ter uma bola. Deixe repousar por 15 minutos. Estenda a massa num quadrado, sobreponha a margarina num losango e feche as pontas de forma a não sobrepor a massa (técnica igual à massa folhada). Dê duas voltas simples, com 15 minutos de descanso entre elas.

    Estique a massa de forma a que fique fina e pincele toda a superfície com água. Enrole a massa como se fosse uma torta. Corte discos e ponha-os nas formas. Deixe descansar 10 minutos. Com os dedos molhados, estique a massa até que saía ligeiramente do limite das formas. Reserve à parte.

    Para a calda, só precisa de ferver os ingredientes todos juntos durante 3 minutos.

    Reserve.

    Num tacho de cobre faça o seu creme de nata. Misture 200ml de leite com as farinhas e ferva os restantes 800ml noutro tacho. Aqueça ligeiramente o aparelho das farinhas com o leite fervido e depois misture todo o resto. Leve a cozer o aparelho (no tacho de cobre) até engrossar.

    Retire do lume e misture com a calda de açúcar. Adicione os ovos e as gemas. Encha as formas forradas com a massa folhada e leve a cozer a 300º/350º até a massa estar dourada e o creme bem caramelizado.

    Nota: não deixar ferver o aparelho do recheio

    (Receita cedida pela Escola de Turismo e Hotelaria de Lisboa, baseada na cozinha tradicional de Maria de Lourdes Modesto.)

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    Fontes: Visitportugal.com, pastel-de-nata.pt

  • Tripas à Moda do Porto – História e Receita

    Tripas à Moda do Porto – História e Receita

    As “Tripas à Moda do Porto” é um prato tradicional da região norte de Portugal, especialmente da cidade do Porto. Os habitantes da cidade do Porto são chamados de tripeiros, esta alcunha demonstra a sua tradição histórica de comer tripas e de fazer das tripas à moda do Porto um prato emblemático que orgulha a gastronomia nacional. 

    A lenda conta que este prato remonta à época em que se deu início à grande aventura portuguesa: os Descobrimentos. Dizem que foi no estaleiro de Lordelo do Ouro, no Porto, que se construíram grande parte das embarcações que partiram em direção a Ceuta.

    Infante D. Henrique

    Infante D. Henrique (o navegador) pediu todo o tipo de mantimentos, nomeadamente carne para abastecer as caravelas.

    A cidade do Porto, além de todo o trabalho na construção das caravelas, forneceu também tudo o que tinha para os mantimentos da frota. Os Portuenses deram toda a carne que possuiam, mantendo apenas as tripas como alimento, a partir das quais criaram um prato bastante humilde que ao longo dos tempos foi sendo aperfeiçoado.

    Devido a esse gesto, esse prato tornou-se parte da história da cidade do Porto e representa o sacrificio do povo do Porto em nome de Portugal.

    Receita

    Ingredientes das tripas à moda do Porto:

    • 1kg de tripas (também conhecido como folhos);
    • 1kg de feijão manteiga demolhado;
    • 1 mão de vitela;
    • 1 chouriço de carne;
    • 200gr de orelheira;
    • 200gr de toucinho ou presunto;
    • 200gr de carne de cabeça de porco;
    • 200gr de salpicão;
    • 1 frango;
    • 2 cenouras;
    • 2 cebolas;
    • Banha de porco;
    • Salsa;
    • Louro;
    • Sal;
    • Pimenta;
    • Cominhos.

    Confecção

    • Em primeiro lugar, começa por demolhar 1kg de feijão manteiga. Para isso precisas de colocá-lo numa bacia com o triplo da água (até ficar submerso e com espaço para poder crescer). Deixa a demolhar de um dia para o outro (24h);
    • No dia de preparares a feijoada, coa a água do feijão e reserva-o;
    • Lava bem as tripas e esfrega com sal e limão. Lava também a mão de vitela e leva tudo a cozer num tacho com água e sal;
    • Noutro tacho, coloca as restantes carnes e o frango em água e sal e leva a cozer. Vai retirando as carnes à medida que forem cozendo;
    • Num tacho coze o feijão com as cenouras às rodelas e com 1 cebola aos gomos;
    • Noutro tacho, adiciona a outra cebola picada, 1 colher de sopa de banha de porco e junta todas as carnes cortadas. Deixa-se apurar e de seguida adiciona-se o feijão; Tempera com sal, pimenta preta moída, louro, salsa e cominhos. Deixa apurar muito bem;
    • Assim que estiver tudo cozido, retira a salsa e serve numa terrina de barro, polvilhando com mais cominhos. Serve com arroz branco seco.

    Para mergulhar ainda mais no fascinante universo da história, cultura, gastronomia, lugares, negócios, curiosidades e diversos outros temas, explore outros artigos aqui na Tuguinha. A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade. Não perca a oportunidade de explorar tudo o que a Tuguinha tem para oferecer!

    Fontes: agendaculturalportowalkinportosolteiros contra casados

  • Francesinha – História e Receita

    Francesinha – História e Receita

    A Francesinha é uma das mais típicas iguarias da cidade do Porto e com maior representatividade no norte do País.

    Conta a lenda, que a Francesinha nasceu no restaurante “A Regaleira”, na Rua do Bonjardim, por volta de 1950, pelas mãos de Daniel David Silva, um emigrante em França, que desenvolveu a receita na cidade do Porto. Inspirado numa sanduíche francesa de nome “croque-monsieur”, decidiu criar algo que fizesse lembrar as mulheres francesas… picantes…

    Daniel David Silva – Criador da Francesinha

    A sua ideia foi a de ajustar os ingredientes ao paladar e cultura das gentes da cidade do Porto, tendo então incluido carnes e queijo e um saboroso molho ligueiramente espesso e picante que é a alma da receita. A diversidade de bebidas alcoólicas nele utilizadas e a sua quantidade, afectam de forma determinante o seu sabor e a sua acidez ou doçura. Existem restaurantes que fazem molhos de excelência cuja combinação de ingredientes é um segredo que dura há gerações.

    Mas se o molho é a alma da Francesinha, a qualidade das carnes utilizadas e até o tipo de pão que se usa são a sua estrutura, sendo o paladar final influenciado pela sua escolha criteriosa. A Francesinha ganhou popularidade rapidamente na cidade do Porto e, ao longo das décadas, tornou-se um ícone da gastronomia portuense. Hoje em dia, pode ser encontrada em inúmeros cafés, bares e restaurantes em toda a região norte de Portugal, sendo considerada uma das especialidades culinárias mais apreciadas.

    A história e o sabor único da Francesinha atraem tanto os moradores locais quanto os turistas que visitam o Porto.

    Receita Francesinha

    Ingredientes para o molho

    • 2 colheres de sopa de manteiga
    • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
    • 500ml de caldo de carne
    • 1 colher de sopa de molho de tomate
    • 1 colher de sopa de molho inglês
    • 1 colher de sopa de brandy (opcional)
    • 1 pitada de pimenta-caiena (opcional)

    Ingredientes para a estrutura

    • 2 fatias de pão de forma
    • 2 bifes de carne (pode ser bife de vaca, frango ou porco)
    • 4 fatias de presunto
    • 4 fatias de queijo (tradicionalmente, queijo da Ilha)
    • Linguiça cortada ao meio (opcional)
    • Salsicha fresca cortada ao meio (opcional)
    • 2 ovos (opcional)
    • Batatas fritas para acompanhar

    Como preparar a francesinha

    Prepare o molho:

    Em uma panela, derreta a manteiga em fogo médio. Adicione a farinha e mexa bem até obter uma mistura homogênea. 

    Gradualmente, adicione o caldo de carne, mexendo constantemente para evitar a formação de grumos. Acrescente o molho de tomate, o molho inglês e o brandy.

    Tempere com a pimenta-caiena, se desejar. Cozinhe o molho em fogo baixo por cerca de 10 a 15 minutos, mexendo ocasionalmente, até engrossar ligeiramente. Reserve. 

    Pré-aqueça o forno a 200°C. 

    Monte a francesinha:

    Numa grelha ou frigideira, grelhe os bifes de carne até atingirem o ponto desejado. Tempere com sal e pimenta a gosto. Em uma fatia de pão, coloque uma fatia de queijo, os bifes de carne, as fatias de presunto e, se preferir, adicione a linguiça e a salsicha. Cubra com outra fatia de queijo e feche o sanduíche com outra fatia de pão.
    Coloque a francesinha em uma assadeira e cubra com o molho preparado. Leve a assadeira ao forno por cerca de 10 minutos, ou até o queijo derreter e a francesinha ficar bem aquecida. 

    Enquanto a francesinha está no forno, frite os ovos em uma frigideira antiaderente. Retire a francesinha do forno e coloque um ovo frito em cima. Sirva a francesinha quente, acompanhada de batatas fritas.

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    Fontes de Imagens e Conteúdo: Origem das coisas, Viaje Comigo, Cozinha Tradicional