Café Procope, é um café histórico localizado em Paris, França.
É conhecido como um dos cafés mais antigos do mundo, fundado em 1686 por Francesco Procopio dei Coltelli, um imigrante siciliano.
Ao longo dos séculos, o Café Procope tornou-se um ponto de encontro muito popular para intelectuais, escritores e revolucionários, desempenhando um papel significativo na vida social e cultural de Paris.
Origem
Francesco Procopio aprendeu a actividade sob a liderança de um imigrante arménio chamado Pascal, que tinha um espaço na rue de Tournon onde vendia refrescos, incluindo limonada e café.
A tentativa de Pascal de gerir este tipo de negócio em Paris não foi bem sucedida e foi para Londres em 1675, deixando o espaço para Procopio.
O Café Procope abriu durante a era em que os cafés se tornaram centros importantes para encontros sociais e discussões intelectuais na Europa.
Inicialmente, era referido como um “antre” (caverna ou gruta) porque era muito escuro no seu interior, mesmo quando o sol brilhava no exterior. Após várias renovações, Procopio instalou no seu novo café, peças que no presente são padrão nos cafés europeus modernos, tais como os candelabros de cristal, espelhos de parede e mesas de mármore.
Sorte
Em 1689, a Comédie-Française abriu as suas portas no teatro em frente ao Café Procope.
Desta forma, o café começou a ser frequentado por muitos atores, escritores, músicos, poetas, filósofos, revolucionários, estadistas, cientistas, dramaturgos, artistas de palco, autores e críticos literários.
Clientes Famosos
O café recebeu muitas figuras notáveis ao longo da sua história. Os filósofos do Iluminismo, Voltaire, Rousseau e Diderot eram visitas frequentes, assim como os líderes revolucionários posteriores, Marat, Danton, Robespierre e Paul Verlaine. No século XIX, atraiu escritores como Victor Hugo e Honoré de Balzac.
O Café Procope foi um centro de debate político durante a Revolução Francesa. Diz-se que as figuras revolucionárias da época usaram o café como local para trocar ideias e traçar estratégias.
O Club des Cordeliers costumava realizar as suas reuniões no Café Procope, juntamente com Danton e Marat, que praticamente viviam no seu pátio. O local impulsionava o movimento revolucionário, sendo muito frequentado por Robespierre e os Jacobinos.
O Café Procope além de ser um local de consumo de café em Paris, também introduziu o hábito dos gelados aos parisienses, numa época em que estas iguarias eram consideradas luxuosas.
O Café Procope, nos dias de hoje, mantém muito do seu charme histórico, com a decoração e mobiliário da época que evocam a sua longa história. É um lugar popular para turistas curiosos e interessados no seu enorme legado e vastíssima herança.
O restaurante tem dois pisos; com muitos salões decorados ao estilo francês do século XVIII.
O Café Procope continua a funcionar como café e restaurante, atraindo tanto cidadãos locais como turistas. Oferece um menu com cozinha tradicional francesa e mantém uma atmosfera que reflete o seu passado ilustre, com os preços a combinar.
O Café Procope permanece como um testemunho do legado cultural duradouro de Paris, combinando a sua rica história com experiências gastronómicas modernas.
Apesar da sua fama, fechou em 1872 devido a problemas financeiros, reabrindo na decada de 1920, como café, sob um formato diferente, mas mantendo o mesmo nome, em homenagem ao café original. Desde o seu renascimento, o café tem acolhido várias cerimônias de entrega de prémios literários, incluindo o Prix Procope des Lumières, dedicado a ensaios políticos, filosóficos e sociais.
O Café Procope adquiriu o status de maior café literário do mundo e, por mais de 200 anos, todos aqueles que tinham um nome ou aspiravam a fazer um, fosse no mundo das letras, das artes ou da política, frequentavam o local.
Café Procope, um património cultural com centenas de anos, sem fim à vista!
Aconchegado nos contrafortes dos majestosos Himalaias, o Nepal é um fascinante mosaico de culturas diversas, património antigo e paisagens deslumbrantes.
Conhecido principalmente por ser o lar do Monte Everest, o pico mais alto do mundo, este pequeno país do Sul da Ásia oferece uma riqueza de experiências para viajantes destemidos que vai desde a serenidade espiritual a aventuras repletas de adrenalina.
A Terra dos Himalaias
O Nepal ostenta oito das catorze montanhas mais altas do mundo, tornando-se um farol para alpinistas e caminhantes de todo o globo.
A caminhada até ao Campo Base do Everest é lendária e oferece um vislumbre inigualável da beleza tocante dos Himalaias.
Para aqueles que não apreciam as caminhadas de alta altitude, o Circuito Annapurna oferece uma rota mais acessível, mas ainda assim desafiadora, através de campos em socalcos, florestas de rododendros e aldeias tradicionais.
Uma Tapeçaria de Culturas
O Nepal é diversificado de culturas e etnias, onde se falam mais de 120 línguas.
Catmandu, a sua movimentada capital é Património Mundial da UNESCO.
Os templos e palácios antigos da cidade, como o icónico Swayambhunath (ou Templo dos Macacos) e o sagrado Pashupatinath, oferecem um mergulho profundo nas ricas tradições espirituais do Nepal.
A história do Nepal é tão rica como as suas paisagens. As cidades medievais de Patan e Bhaktapur ressoam com ecos do passado.
A Praça Durbar, constituída por diversas praças, todas ligadas por ruas e becos, apresentam intricadas esculturas em madeira, templos em estilo pagode e impressionantes palácios que exibem a destreza arquitetónica da civilização Newar.
Para além das suas montanhas, a beleza natural do Nepal estende-se aos seus vales luxuriantes, florestas subtropicais e lagos imaculados.
O Parque Nacional de Chitwan que é Património Mundial da UNESCO, oferece um contraste marcante com os picos nevados, com as suas densas selvas que abrigam uma grande variedade de vida selvagem, incluindo o tigre-de-bengala e o rinoceronte de um chifre.
Estas são apenas algumas das atividades emocionantes disponíveis.
Estas aventuras oferecem não só emoções fortes, mas também uma perspetiva única sobre as diversas paisagens do Nepal.
Gastronomia Nepalesa
A cozinha nepalesa reflete o seu património multicultural. Desde os deliciosos momos (pastéis) e o picante dal bhat (sopa de lentilhas com arroz) até aos doces sel roti e yomari, a comida do Nepal é uma fusão deliciosa de sabores.
O tradicional banquete Newari é imperdível, oferecendo uma variedade de experiências gustativas elaboradas com ingredientes locais.
O Nepal, com as suas paisagens inspiradoras e ricas tapeçarias culturais, é mais do que apenas um destino de viagem.
É uma caminhada de descoberta, que proporciona momentos de reflexão, conexão e êxtase.
Se a sua intenção é procurar a iluminação espiritual, uma aventura que bombeie adrenalina, ou simplesmente um sopro de ar fresco na sua vida, o Nepal convida-o calorosamente a explorar as suas inúmeras maravilhas nas mais deslumbrantes paisagens do mundo.
A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade.
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Sintra é uma linda e romântica vila portuguesa situada no distrito e área metropolitana de Lisboa. É Património Mundial da Humanidade e Paisagem Cultural classificada pela UNESCO.
Sintra é um verdadeiro Tesouro Histórico, onde se encontram vestígios desde a idade do Bronze às diversas épocas da História de Portugal, sem descurar a época romana e a ocupação muçulmana.
Apesar de ser um dos centros urbanos mais populosos de Portugal, tem recusado ser elevada ao estatuto de Cidade.
Sintra é um testemunho de quase todas as épocas da história portuguesa e, no âmbito contextual de natureza, arquitetura e ocupação humana, Sintra evidencia o que hoje se considera uma paisagem cultural única no panorama da história portuguesa.
Sintra é seguramente um dos destinos mais belos e românticos de Portugal, onde reis e rainhas se apaixonaram e que escritores e poetas, como Eça de Queiroz e Lord Byron, registaram para sempre nas suas obras.
Lazer
Descobrir Sintra:
Um passeio pelas praias, os jardins exóticos, os parques exuberantes com caminhos entre árvores centenárias, os palácios de decoração fantástica, os pequenos lagos com recantos e as ruínas fingidas no meio da natureza, são decerto inspiradores para os maravilhosos lugares que pode visitar:
Monte da Lua
O Monte da Lua é um daqueles lugares cheios de magia e mistério onde a natureza e o Homem se conjugaram numa simbiose tão perfeita, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.
Na praça principal, vemos o Palácio da Vila com as suas duas chaminés cónicas, tão caraterísticas, que servem de bússola para voltar a este ponto de encontro.
Datado de finais do século XIV, foi lugar de passeio de muitos reis ao longo da História de Portugal.
Cada sala é decorada de forma diferente e tem uma história a conhecer, para além de o interior ser uma surpresa, pois é um verdadeiro museu do azulejo, com aplicações desde o séc. XVI, do início da sua utilização em Portugal.
É um palácio do séc. XIX, embora pareça ser mais antigo, com uma decoração que impressiona, rica em simbologia maçónica.
Muito perto da entrada da Regaleira, fica Seteais, um palácio do séc. XVIII atualmente transformado em hotel. Vale a pena entrar nos jardins e ir até ao miradouro, de onde se vê o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e o mar ao longe.
Antes de entrar no refúgio botânico do Parque da Pena, visite o Chalet da Condessa D’Edla e suba ao Palácio que Richard Strauss apelidou de “Castelo do Santo Graal”. Pelo caminho, é imperativo passar pelo Castelo dos Mouros. É um testemunho da presença islâmica na região, construído entre os séculos VIII e IX e ampliado depois da Reconquista.
Um dos palácios mais românticos de Portugal, uma reconstituição fantasiosa e revivalista, ao gosto do romantismo oitocentista, que se ficou a dever à paixão e imaginação do rei artista D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, consorte de D. Maria II.
Para além de outros museus de interesse, merecem grande destaque o Parque de Monserrate, com o seu exótico palácio neogótico, e o Convento dos Capuchos, construído no séc. XVI utilizando cortiça como revestimento dos pequenos espaços, seguindo os preceitos de pobreza da Ordem de São Francisco de Assis, contrastando com os outros palácios.
Perto de Lisboa, as praias da costa de Sintra, de areia dourada e fina, são das mais procuradas.
Praia das Maçãs
Enquanto a Praia das Maçãs, é mais apreciada para banhos de sol e mar, os desportistas preferem a Praia Grande, onde se realizam diversas competições nacionais e internacionais ligadas ao surf, bodyboard e ao skimming. No entanto, há uma piscina de água salgada para quem gostar de um “mar” mais tranquilo.
As Azenhas do Mar, com o casario na falésia, também com a sua piscina de água salgada e uma pequena praia que desaparece na maré cheia, é uma das mais cénicas e vale bem o passeio, Assim como a Praia da Adraga, entre as arribas.
Cabo da Roca
Para completar o percurso pela costa de Sintra, há que ir ao ponto mais ocidental do continente Europeu, o Cabo da Roca, «onde a terra acaba e o mar começa», e deslumbrarmo-nos com a vista e a força do mar.
Para superar limites, existem locais com boas condições para praticar escalada. A Pedra Amarela e o Penedo da Amizade são conhecidos pela dificuldade, mas a sensação de liberdade ao atingir o topo é indescritível, ao ter a melhor vista sobre a Vila de Sintra.
Num dia bonito, e sem nuvens, a serra é também um lugar de excelência para a prática de parapente e asa delta.
Trilhos
Existem também muitos trilhos para passeios pedestres e rotas de orientação para conhecer os mistérios desta paisagem.
De duração variável e dedicados a várias temáticas, desde a natureza à cultura, adaptam-se a todos os graus de dificuldade.
Um dos mais bonitos vai da Praia Grande, onde é possível ver uma jazida de onze trilhos de dinossauros e pegadas isoladas gravada na falésia, até ao Cabo da Roca, a 100 m acima do oceano.
Gastronomia
Dos pratos de carne, destacam-se o leitão de Negrais, a carne de porco às Mercês, o cabrito e a vitela assada.
O litoral da região de Sintra é abundante em peixe fino, mariscos e moluscos. Assim, é possível comer um apetitoso robalo ou sargo, deleitar-se com um polvo, ou saborear mexilhões e percebes.
Na doçaria, o destaque vai, inevitavelmente, para as queijadas de Sintra, doce ancestral que vem, pelo menos, da Idade Média.
Mas há outros que merecem ser provados: os travesseiros, os pastéis da Pena, as nozes de Galamares, os fofos de Belas, a par de um conjunto de compotas tradicionais fabricadas segundo métodos tradicionais.
A acompanhar qualquer refeição, é indispensável o vinho de Colares, com a famosa casta Ramisco, um dos primeiros da carta de vinhos de Portugal.
Atividades económicas
O turismo é uma das principais atividades económicas no concelho, devido ao vastíssimo património arquitetónico existente e também devido aos seus recursos naturais.
História
Do Paleolítico e Neolítico à Idade do Bronze e do Ferro, passando pelo Período Romano, depois pelo domínio muçulmano, da fundação de Portugal (a 9 de Janeiro de 1154, D. Afonso Henriques outorga Carta de Foral à Vila de Sintra) aos Descobrimentos, Sintra que sobreviveu ao Terramoto de 1755, tem o seu período áureo situado entre o final do séc. XVIII e todo o séc. XIX.
Aqui chega, no Verão de 1787, William Beckford, hóspede do 5° marquês de Marialva, estribeiro-mor do reino, residente na sua propriedade de Seteais e é aqui que a ainda princesa D. Carlota Joaquina, mulher do regente D. João, compra, no princípio do século XIX, a Quinta e o Palácio do Ramalhão.
Entre 1791 e 1793 Gerard Devisme constrói na sua extensa Quinta de Monserrate o palacete neo-gótico.
O apogeu deste desenvolvimento extraordinário da paisagem de Sintra foi atingido com o reinado de D. Fernando II da dinastia de Saxe-Coburgo-Gotha (1836-1885).
Muito ligado a Sintra e à sua paisagem, pela qual nutria um grande afecto, este rei-artista implantaria aqui o Romantismo de uma forma esplêndida e única para as regiões mediterrânicas.
O rei adquiriu o Convento da Pena situado sobre uma montanha escarpada e transformou-o num palácio fabuloso e mágico, dando-lhe a dimensão máxima que apenas um romântico de uma grande visão artística e de uma grande sensibilidade estética podia sonhar.
Além disso, D. Fernando II rodeou o palácio de um vasto parque romântico plantado com árvores raras e exóticas, decorado com fontes, de cursos de água e de cadeias de lagos, de chalets, capelas, falsas ruínas, e percorrido de caminhos mágicos sem paralelo em nenhum outro lugar.
O rei tomou também o cuidado de restaurar as florestas da Serra onde milhares de árvores foram plantadas, principalmente carvalhos e pinheiros mansos indígenas, ciprestes mexicanos, acácias da Austrália, e tantas outras espécies que contribuem perfeitamente para o carácter romântico da Serra.
Sintra: Inspiração
Entre a segunda metade do século XIX e os primeiros decénios do século XX, Sintra tornou-se um lugar privilegiado para artistas.
Músicos como Viana da Motta; músicos-pintores como Alfredo Keil; pintores como Cristino da Silva (o autor de uma das mais célebres telas do romantismo português, Cinco Artistas em Sintra); escritores como Eça de Queiróz ou Ramalho Ortigão, todos eles aqui residiram, trabalharam ou procuraram inspiração.
Muitos outros artistas foram seduzidos por Sintra. Sintra foi transformada em arte escrita, pintada, cantada e recordada por Byron, Christian Andersen, Richard Strauss e William Burnett, entre outros.
Sintra é a verdadeira e única capital do Romantismo.
“Sintra é o único lugar do país em que a História se fez jardim, porque toda a sua legenda converge para aí e os seus próprios monumentos falam menos do passado do que de um eterno presente de verdura.
E a memória do que foi mesmo em tragédia desvanece-se no ar ou reverdece numa hera de um muro antigo, em Sintra não se morre – passa-se vivo para o outro lado.
Porque a morte é impossivel no vigor da beleza. E a memória do que passou fica nela para colaborar.” “Louvar Amar”, Vergilio Ferreira.
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Bola de Berlim é um bolo tradicional português. Sendo um dos mais deliciosos e vendidos nas pastelarias, o que significa que é um dos preferidos dos portugueses.
História e Origens
A Bola de Berlim tem origem, como o próprio nome indica, no norte da Alemanha e foi trazida para terras lusas durante a 2.ª Guerra Mundial.
Nesta época e sob o dominio ditatorial de António Oliveira Salazar, entre 1939 e 1945, Portugal manteve a neutralidade, atraindo às cidades de Lisboa e Porto um grande número de refugiados judeus que fugiam da Alemanha nazi, muitos deles com o objetivo de atravessar o Atlântico rumo à América.
Foi nesta época que uma família judia fugiu da Alemanha para Portugal: a família Davisohn.
A mãe desta família começou a reproduzir uma receita que aprendera na Alemanha: um frito de massa de farinha doce com açúcar no exterior e doce no interior. Era a Bola de Berlim, Berliner Pfannkuchen no original (Bolo de Berlim de frigideira).
Esta é uma história que é relatada no livro Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial da historiadora Irene Flunser Pimentel, que conta o que se passou a seguir: com o calor, as praias de Lisboa enchiam-se de refugiados judeus que aí comiam esta iguaria.
Com a guerra, os refugiados necessitaram de trabalhar para sustentar a família e muitos dos judeus tornaram-se funcionários de empresas nacionais, como pastelarias e cafés. Por este mesmo motivo, Lisboa e Porto começaram a vender este doce típico.
Com o passar do tempo, os pasteleiros nacionais desenvolveram a própria versão, passando a rechear com doce de ovos ou sem creme, ao invés de creme ou marmelada.
Variantes da Bola de Berlim
Com o tempo e a sua popularidade, a receita foi alterada. A Bola de Berlim é tradicionalmente recheada com creme amarelo de pasteleiro (feito de ovos), embora, ao longo dos anos, tenham surgido mais variações: chocolate, avelã, doce de leite, caramelo, frutos vermelhos, coco, limão…
No entanto, a versão original, importada da Alemanha, seria com recheio de compota de fruta, de morango ou de frutos vermelhos, tal como a senhora Davisohn fazia.
Sucesso da Bola de Berlim nas praias
Tendo em conta o tamanho e a forma redonda (ideal para agarrar só com uma mão), as Bolas de Berlim começaram a ser vendidas na rua. Mais tarde, chegaram às praias, onde foram um sucesso tão grande que se transformaram num ritual típico do Verão.
Depois de uma ida ao mar, o nosso corpo fica com uma camada de sal e sentimos um travo salgado na boca. O doce da Bola de Berlim contrasta na perfeição com o salgado do mar, ficando este sabor mais intensificado.
Por ser um bolo frito, de massa fofa e arejada, torna-se muito usual o seu consumo na praia, pois os alimentos secos provocam sede e este bolo além de não ser seco é extremamente delicioso.
A Bola de Berlim é um prazeroso e delicioso bolo que consola os sentidos e deleita o espirito.
Receita da Bola de Berlim
Ingredientes:
• Óleo • Açúcar
Massa: • 25g de fermento de padeiro fresco • 100ml de água morna • 500g de farinha de trigo sem fermento • 100g de manteiga • 6 ovos • 100g de açúcar
Recheio: • 2 c. de sopa de amido de milho • 250ml de leite • 1 casca de limão • 1 vagem de baunilha • 300g de açúcar • 3 gemas
Preparação:
1. Massa: Comece por diluir 25g de fermento de padeiro fresco em 100ml de água morna;
2. Numa taça, coloque 500g de farinha de trigo sem fermento, 100g de manteiga, o fermento diluído e 6 ovos inteiros. Se quiser, junte 100g de açúcar. Mexa e deixe repousar num local seco e quente, se preferir, pré-aqueça o forno, desligue e deixe repousar no seu interior;
3. Assim que a massa levedar, divida-a em vários pedaços. Polvilhe uma superfície com farinha e molde a massa em pequenas bolas. Coloque num tabuleiro e deixe levedar mais um pouco no forno com uma temperatura de 50ºC;
4. Recheio: Numa taça coloque 2 c. de sopa de amido de milho e 3c. de sopa de leite, de 250ml. Dissolva e reserve;
5. Num tacho aromatize o restante leite com 1 casca de limão e um pouco de polpa de 1 vagem de baunilha. Coe este leite para um copo e, no mesmo tacho, adicione 300g de açúcar, novamente o leite aromatizado, 3 gemas batidas e o amido de milho dissolvido anteriormente. Mexa até engrossar;
6. Leve as bolas já levedadas a um tacho com óleo quente. Frite e, de seguida, assim que arrefecerem um pouco, passe por açúcar. Faça um buraco e recheie com o creme.
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As calças de ganga / jeans, desde que foram criadas, são transversais a todas as pessoas, países, culturas, idades, géneros e classes sociais.
Democráticas, cosmopolitas e com uma forma easy-to-wear inigualável, as calças de ganga / jeans têm uma longa história no cenário fashion.
História e Origem
A história conta-nos que o tecido das calças de ganga / jeans apareceu por volta do ano de 1792. Foi em Nîmes, França, que se fabricou, pela primeira vez, o tecido que veio a caracterizar as calças de ganga, que ficou conhecido como “tecido de Nîmes”.
Com o tempo e com a popularidade que foi ganhando, a expressão começou a ser abreviada para “Denim”.
Numa primeira fase, o tecido “Denim” começou a ser utilizado essencialmente em roupas para trabalho no campo e pelos marinheiros italianos que trabalhavam no porto de Génova, por ser um tecido robusto e de grande durabilidade.
Levi Strauss – o visionário
Pouco tempo depois, já na era da Corrida do Ouro na Califórnia, o tecido – com toda a sua tecnologia resistente – chamou a atenção do alemão Levi Strauss.
Visionário, que no ano de 1853 abriu uma loja em São Francisco, onde começou por vender produtos secos e lona para as carroças dos mineiros.
Loeb “Levi” Strass // Crédito Fotográfico: Page North
Nessa altura, Levi Strauss apercebeu-se de que as roupas dos mineiros não eram adequadas para os trabalhos que tinham de desempenhar e, por isso, decidiu fazer umas calças com o tecido que vendia normalmente para cobrir as carroças.
Este novo produto, criado por Levi Strauss, tornou-se rapidamente um sucesso para os mineiros, mas havia um problema: a lona era pouco flexível para calças, o que dificultava os movimentos.
Perante esta questão fundamental, Levi Strauss foi à procura de um tecido mais flexível, resistente e confortável tendo encontrado, na Europa, o tecido “Denim”, feito de algodão sarjado.
A partir daí, o nome de Levi Strauss elevou-se para uma marca: a Levi Strauss & Co. E as primeiras calças fabricadas com o tecido “Denim”, na altura, de cor castanha, tornaram-se num modelo famoso e clássico.
Assim, em meados de 1860, nascia a primeira calça Levi’s, a 501. Na época bastante diferente da versão atual mas já patenteada e com a mesma potência convencional e de fácil absorção comercial.
A mestria de Jacob Davis
A par com Levi Strauss, também Jacob Davis, costureiro, se tornou famoso ao propor a ideia de reforçar as costuras das calças.
Em 1860, foram acrescentados os botões de metal e rebites, anos depois, coseram a etiqueta de couro no cós das calças.
Mais tarde, assistiu-se ao aparecimento da cor azul índigo, que se tornou popular em 1890 e assim continua até aos dias de hoje.
Já com grande sucesso, Levi Strauss e Jacob David decidiram requerer a patente do produto, a 20 de maio de 1873.
Patente de Rebites de Cobre // Crédito Fotográfico: Rope Dye
Ao longo dos anos, melhorias no design foram efectuadas: Levi Strauss adicionou um arco duplo de costura laranja para reforço adicional e para as identificar como Levi’s; zíperes substituíram os botões em alguns modelos em 1954.
Quando a patente de Levi Strauss e Jacob David venceu em 1890, outros fabricantes ficaram livres para reproduzir o estilo.
OshKosh B’Gosh entrou no mercado em 1895, Blue Bell (mais tarde Wrangler) em 1904 e Lee Mercantile em 1911.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os jeans Lee Union-Alls eram o padrão para todos os trabalhadores de guerra.
Sucesso mundial na década de 30
As calças de ganga / jeans atingiram a sua popularidade mundial por volta de 1930, quando vários filmes de sucesso começaram a retratar os famosos cowboys americanos.
Hollywood ajudou desta forma a romantizar as calças de ganga / jeans nas décadas de 1920 e 1930, vestindo as calças em cowboys interpretados por atores como John Wayne e Gary Cooper.
Esta nova imagem glamorosa chegou aos consumidores que procuravam roupas casuais e lúdicas para usar nos finais de semana e feriados.
Fotos publicitárias de atrizes como Ginger Rogers e Carole Lombard vestindo estas calças, ajudaram a convencer as mulheres de que o estilo era para elas também.
Na década de 1930, a Vogue deu o seu selo de aprovação, ao chamar as calças de ganga de “western chic”.
Década de 40
Em 1942, a estilista americana Claire McCardell vendeu mais de 75.000 exemplares do seu vestido de denim Popover .
Claire McCardell // Crédito Fotográfico: Irving Penn
Também a Segunda Guerra Mundial popularizou a imagem das calças de ganga, uma vez que o tecido “Denim” era utilizado nas fardas do exército americano.
Décadas de 50 e 60
Já em 1950 vem o boom absoluto em que as calças de ganga passaram a ser associadas à juventude rebelde e anti-establishment.
Mais uma vez, este boom foi protagonizado por celebridades de Hollywood como Marlon Brando e James Dean – o eterno bad boy que criou o look blue jeans & t-shirt, receita de estilo adorada e repetida incansavelmente por fashionistas até hoje.
Na época, até estrelas do rock’n’roll ajudaram a consolidar o estilo como cool; os hippies e os manifestantes anti-guerra usavam jeans nos anos 1960.
Na década de 1960, as calças de ganga passaram a simbolizar a contracultura. Algumas escolas de ensino médio proibiram o seu uso, o que só serviu para aumentar ainda mais o seu sucesso.
Marylin Monroe com o seu glamour sensual também entrou na onda do tecido na época, trazendo a proposta para um nível ainda mais comercial e de puro sucesso.
Marilyn Monroe // Philippe Halsman, 1952
Década de 70
No início dos anos 1970 como forma de mostrar apoio à classe trabalhadora as mulheres feministas e lutadoras da liberdade feminina escolheram estas calças como forma de demonstrar a igualdade de gênero.
Também nesta década entram em cena os hippies que tinham como indumentária o tie-dye e, claro, as calças de ganga / jeans estilo boca de sino.
No final dos anos 70 e início dos anos 80, a moda high-end também se começou a interessar pela peça.
Os jeans Buffalo 70 da Fiorucci eram justos, escuros, caros e difíceis de comprar – por outras palavras, o oposto exato da calça boca de sino desbotada preferida do público mais jovem. Estas calças tornaram-se um sucesso entre o jet set e o Studio 54.
Em 1976, Calvin Klein exibiu calças de ganga / jeans na passarela – o primeiro estilista a fazê-lo.
Gloria Vanderbilt apresentou os seus jeans de sucesso em 1979. Estes jeans de marca não foram apenas um sucesso comercial, pois foram também comercializados com uma imagem mais ousada.
Década de 80
Nos anos 80, estrelas do rock, modelos, artistas e cineastas também levantaram a bandeira “denim”, disseminando-o internacionalmente e trazendo o material também para a cena high fashion.
Foi nesta década que aconteceu a provocativa campanha Calvin Klein de Brooke Shields e os anúncios sensuais de Claudia Schiffer para a Guess que ajudaram a dar aos jeans um novo tipo de potencial sedutor.
Dos anos 1990 até ao presente, as calças de ganga / jeans passaram por várias transformações e – entre as novidades mais ousadas e construções com apelo statement – voltou às suas origens importando as versões mais clássicas para o topo da lista de must-haves mais vendidas.
Nesta década, casas de moda como Versace, Dolce & Gabbana e Dior também entraram no mercado das calças de ganga / jeans.
Ao longo das décadas, os tipos e estilos de jeans tornaram-se estratificados entre grupos e subgrupos: os estilos hip-hop do início da década de 1990 eram caracterizados por jeans oversized; intelectuais e modernos optaram pelo jeans escuro como forma de voltar às raízes do estilo; as estrelas pop preferiam as peças assinadas pela Diesel; os aficionados pagavam preços altos por Levi’s vintage e índigo japonês tingido à mão.
Hoje, quase todas as marcas de luxo e designers de alta costura já exibiram jeans nas passarelas; e eles estão disponíveis em ambas as extremidades do espectro de preços, com uma infinidade de estilos: largo, skinny, cintura alta, baixa, claro, escuro ou colorido.
“Eu sempre disse que gostaria de ter inventado o jeans”, disse Yves Saint Laurent ao New York Magazine em Novembro de 1983. “Eles têm expressão, modéstia, apelo sexual, simplicidade – tudo o que espero nas minhas roupas.”
Levi Strauss – imortal
Levi Strauss foi o pioneiro que se elevou com a forma como idealizou e produziu as calças de ganga como, atualmente, o mundo as conhece.
Nasceu em Buttenheim na Alemanha, no dia 26 de fevereiro de 1829 e faleceu a 26 de Setembro de 1902 em São Francisco, Estados Unidos, país onde revolucionou, o “mundo” das calças de ganga / jeans, a peça de roupa que une o interesse de homens e mulheres, miúdos e graúdos e é um grande sucesso ao longo de 150 anos.
O nome Levi Strauss & Co. estabeleceu-se como a assinatura das calças Levi’s, uma das marcas mais conhecidas do mundo.
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A história dos Faróis é rica e valiosa pois reflete os avanços na navegação, arquitetura e tecnologia.
Inicialmente, os faróis eram fogueiras simples construídas em terrenos elevados, servindo como auxílios à navegação para os marinheiros.
No entanto, à medida que o comércio marítimo se expandiu a necessidade de uma navegação mais segura tornou-se essencial, estes primeiros balizadores evoluíram para estruturas mais permanentes e elaboradas.
Os primeiros Faróis
O Farol de Pharos foi um dos primeiros faróis conhecidos, construído por volta de 280 a.C. na pequena ilha de Pharos, no Egito, também conhecido como o Farol de Alexandria, é um dos faróis mais icónicos e significativos da história.
Durante muitos séculos, foi a estrutura feita pelo homem mais alta do planeta.
Foi construído para guiar os marinheiros com segurança até ao porto de Alexandria, um dos portos comerciais mais importantes do mundo antigo.
O Farol de Pharos tornou-se um protótipo para os faróis ao redor do mundo, influenciando projetos subsequentes.
Tinha uma grande chama aberta no topo, que era usada para produzir luz, enquanto espelhos de bronze polido eram usados para refletir e amplificar o brilho da chama, permitindo que fosse vista a quilômetros de distância.
No século XV, o Farol de Pharos encontrava-se em ruínas, com os remanescentes deste a ser usados na construção da Cidadela de Qaitbay no mesmo local.
Um dos faróis mais antigos em funcionamento na Europa é o Farol de Hook, localizado em Hook Head, no Condado de Wexford, Irlanda. Foi construído durante a Idade Média com um design robusto e circular.
Renascimento e Período Moderno Inicial
Os séculos XVII e XVIII trouxeram avanços enormes na tecnologia, tais como a introdução nos faróis de lentes de vidro.
As primeiras lentes usadas eram espessas, excessivamente pesadas e de má qualidade, feitas de vidro. Portanto, não eram muito eficazes e tendiam a perder a luz através do vidro grosso.
A lente de Fresnel, inventada por Augustin-Jean Fresnel no início do século XIX, revolucionou o design de faróis, permitindo feixes de luz mais potentes e focados.
A lente de Fresnel ainda é usada hoje em dia em faróis em todo o mundo.
Expansão Europeia e a Era Moderna
No século XVIII, muitos países colocaram faróis ao longo das suas costas para ajudar na navegação marítima.
Devido ao comércio internacional através do Oceano Atlântico, a construção de faróis prosperou e esta época ficou conhecida como a era moderna da construção de faróis.
O primeiro farol a adotar uma estética e construção mais modernas foi o Farol de Eddystone, na Inglaterra.
A construção do Farol de Eddystone teve de ser o mais perfeita possível, pois as rochas no local eram extremamente perigosas.
O seu designer modelou a base do farol inspirado por árvores de carvalho e, após ter sido comprovado o sucesso, este método tornou-se um padrão na indústria.
Métodos de iluminação eficientes tornaram-se então o foco principal para os engenheiros de faróis.
Após experimentar vários tipos de óleos e técnicas de fluxo de ar, desenvolveu-se um sistema para o uso de gás. Este tornou-se o padrão para todos os faróis até que a engenharia elétrica se tornasse mais proeminente no final do século XVIII.
Com a invenção da lâmpada elétrica, a iluminação dos faróis mudou drasticamente para melhor.
Desde então, os faróis pouco evoluíram. Num mundo em constante evolução, os faróis são algo que se manteve praticamente inalterado durante centenas de anos.
Simbolismo
Quando a vida por momentos se torna uma viagem vigorosa com as ondas, chuva e dificuldades, o farol comunica e transmite com a sua luz que a segurança e o conforto estão muito perto e a umas remadas de distancia.
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O Mini é um icónico automóvel britânico que fascinou entusiastas de carros por todo o mundo desde as suas origens.
A história do Mini é uma viagem colorida e rica através dos anais da engenharia e design automóvel.
História e Origem
1956: A Crise do Suez e a Escassez de Combustível
A Crise do Suez começou em 29 de Outubro de 1956, quando as forças armadas israelitas avançaram no Egipto, em direção ao Canal de Suez, uma via navegável valiosa que controlava dois terços do petróleo utilizado pela Europa.
Em meados dos anos 1950, a Crise de Suez levou ao racionamento de combustível no Reino Unido, criando a necessidade de veículos mais eficientes no consumo de combustível.
Simultaneamente, havia um mercado crescente para pequenos carros acessíveis, os chamados ‘bubble cars’, como o BMW Isetta e o Messerschmitt KR200.
A British Motor Corporation (BMC) incumbiu Sir Alec Issigonis, um designer já reconhecido como o responsável pelo Morris Minor, de desenvolver um novo carro pequeno.
Issigonis, concebeu este carro para ser barato, compacto mas ao mesmo tempo com interiores espaçosos e eficiente em termos de combustível.
Para que este feito fosse possível, Sir Alec Issigonis, colocou o motor ao lado, o que criou mais espaço no interior do carro.
O resultado foi o Mini, lançado em Agosto de 1959.
Inicialmente foi comercializado sob duas marcas: o Austin Seven (mais tarde Austin Mini) e o Morris Mini-Minor, ambos essencialmente o mesmo veículo mas com emblemas diferentes.
A configuração do Mini era inovadora, utilizando 80% do espaço do piso do carro para passageiros e bagagem, o que proporcionava um amplo espaço dentro de uma dimensão muito compacta.
Mini Cooper
Em 1961, John Cooper, um amigo de Issigonis e proprietário da Cooper Car Company, viu o potencial para uma versão de desempenho do Mini.
Nascia assim o Mini Cooper, com um motor maior, carburadores duplos e travões de disco. Tornou-se um sucesso imediato, especialmente nos desportos a motor.
Em meados dos anos 60, o Mini tornou-se um ícone cultural, muitas vezes visto como um símbolo dos Anos 60 e da cultura popular britânica.
A sua associação com celebridades, como os membros dos Beatles, bem como o seu papel de destaque no filme de 1969 “The Italian Job”, cimentaram ainda mais o seu estatuto.
A BMC passou por várias fusões, tornando-se eventualmente parte da British Leyland Motor Corporation.
Apesar dos desafios corporativos, o Mini continuou a ser produzido e viu várias iterações e atualizações.
Mini Clubman e Outras Variantes
Durante este período, foram introduzidos vários modelos do Mini, incluindo o Mini Clubman, que apresentava uma frente redesenhada, e outras variantes como o Mini Van, Mini Moke (um veículo utilitário) e o Mini Pick-up.
Embora mantendo o charme estético do original, o novo MINI apresentou engenharia moderna, desempenho melhorado e características de segurança avançadas.
O novo MINI foi um sucesso imediato, atraindo tanto novos clientes como entusiastas do Mini clássico.
Expansão e Variantes
A BMW expandiu a gama MINI com vários modelos, como o MINI Convertible, MINI Clubman, MINI Countryman (um crossover compacto) e várias variantes de alto desempenho, como o John Cooper Works (JCW).
Nos últimos anos, o foco tem-se deslocado para a eletrificação, com a introdução do MINI Electric (MINI Cooper SE), demonstrando o compromisso da marca com a sustentabilidade enquanto mantém o seu design icónico e experiência de condução.
O caminho do Mini, desde o seu design revolucionário nascido de uma crise de combustível até se tornar um ícone cultural e uma lenda moderna da indústria automóvel, é um testemunho do seu apelo duradouro e espírito inovador.
Com uma evolução contínua e um leal seguimento global, o Mini continua a navegar pelo futuro da indústria automóvel, preservando sempre o seu património único e legado singular.
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Piódão é uma Aldeia Histórica portuguesa que é uma autêntica preciosidade escondida numa das íngremes encostas da Serra do Açor, sede da Freguesia de Piodão do Município de Arganil situada no centro de Portugal.
Os caminhos até à aldeia são muito tortuosos e com desfiladeiros enormes e bastante perigosos, no entanto, quando se chega ao destino encontra-se a calma e a beleza de poucos lugares do mundo.
Em socalcos pintalgados de azul, a cor que adorna as janelas e portas das casas de xisto, esta aldeia compõe um quadro único e repleto de beleza.
Incrustada na Serra do Açor (área de paisagem protegida), onde abundam panoramas deslumbrantes, nascentes e campos de pasto, esta aldeia histórica, lembra um presépio pela forma harmoniosa como as suas casas estão dispostas em anfiteatro e que, à noite quando se acende a iluminação, formam uma das suas melhores e deslumbrantes imagens.
A marca desta aldeia serrana de ruas estreitas e sinuosas é o xisto, material abundante na região, que é utilizado na construção das casas e no chão das ruas, formando uma mancha de cor uniforme interrompida pelo azul forte das janelas e das portas de algumas das casas
Esta nota de cor dissonante deve a sua origem a um factor prático pois conta-se que a única loja que fornecia a população só tinha tinta azul e dado o isolamento da aldeia não era fácil para as pessoas deslocarem-se a outro local.
Foi na realidade o isolamento e as dificuldades de deslocação que preservaram intactas as características desta antiquíssima povoação.
Do conjunto das pequenas casas de dois pisos destaca-se a Igreja Matriz dedicada à Nossa Senhora da Conceição, que a população construiu no início do séc. XIX com as suas economias.
É um monumento inconfundível por ser branco no meio das escuras casinhas de xisto. A construção fica logo na entrada da aldeia e tem torres cobertas por cones, com detalhes em azul.
No seu belo interior está um retábulo em talha dourada com imagens da Nossa Senhora da Conceição, de São Miguel e de São Sebastião.
Lazer
O melhor a fazer em Piódão é caminhar pelas ruelas de xisto, com passarelas e pequenas pontes, embaixo das quais passa toda a água que escorre da Serra do Açor.
As casinhas aparentam ser todas iguais, mas cada uma guarda detalhes únicos aos admiradores mais atentos e não será preciso ir muito longe para se deparar com paisagens que parecem um cenário de um conto de fadas.
Disposta em socalcos, em redor da encosta íngreme onde se insere, constitui um cenário ímpar cheio de belos lugares para visitar:
a Eira e a vista a partir dela;
a Fonte dos Algares;
o forno do pão;
a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição;
a capela das Almas;
a capela de São Pedro;
o museu onde também funciona o posto de turismo;
todas as escadarias e ladeiras;
e nos dias mais quentes, a praia fluvial de Piódão ganha destaque para aqueles que a visitam.
O prato mais icónico e irresistível da Aldeia Histórica do Piódão é a chanfana. Destacam-se também o arroz de coelho e, nas doçarias, o arroz doce e o pão-de-ló.
A população que aqui vive e se instalou a partir do século XV ainda pasta os seus rebanhos, espalha os cereais no local comunitário junto da Eira, sobe a calçada estreita, que recorda os tempos medievais e produz os sabores da terra, nomeadamente o licor de castanha e a aguardente de mel.
Enquadra-se na tipologia das “Aldeias Históricas”. Sabe-se que a aldeia do Piódão serviu de abrigo a muitos que se pretendiam esconder ou por questões políticas em épocas mais severas, ou por questões jurídicas. No entanto, não foram só foragidos que a procuraram.
No século XIX, o Cónego Manuel Fernandes Nogueira, fundou um colégio que preparava alunos para a entrada no seminário. Muitos rapazes da Beira Interior passaram pelo colégio entre 1886 e 1906.
A história da aldeia perde-se na noite dos tempos. Poucos são os vestígios que permitem reconstruir a história, no entanto, os achados arqueológicos de Chãs d’Égua são um importante testemunho da possível antiguidade da aldeia.
A Aldeia Histórica do Piódão constitui um conjunto arquitetónico de rara beleza pelo seu enquadramento natural, mas também pela sua antiguidade, unidade e estado de preservação das construções, sendo apelidada por muitos como a “aldeia presépio” dada a sua configuração que se espraia pela encosta do monte com as casas em xisto e lousa e as janelas e portas pintadas de azul, em anfiteatro.
Esta aldeia é um lugar único, bucólico e maravilhoso situada num cenário idílico de extraordinária beleza.
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Pão-de-Ló, é talvez o bolo mais tradicional do nosso País, um clássico da confeitaria com massa fofinha e leve iminentemente ligado à época da Páscoa que serve também de base para muitas outras receitas deliciosas.
História e Origens
Estima-se que o Pão-de-Ló tenha sido criado na segunda metade do século XVIII, quando o cozinheiro genovês Giobatta Carbona, enviado a Espanha pelo marquês Domenico Pallavicino (nomeado embaixador em 1747 pelo rei da Espanha Fernando VI), presenteou o rei espanhol, por ocasião de um banquete, com um bolo extremamente leve que designou como Pan di Spagna, em homenagem à corte espanhola da época.
A inovação dessa receita é justamente o modo de preparação da massa a frio e rica em ovos, com todos os ingredientes adicionados num recipiente e depois cozinhados em banho-maria. Com os anos, essa técnica de preparação foi abandonada.
Em Portugal
Em Portugal, diz a tradição que o Pão-de-Ló teve a sua origem nos conventos.
Dizem também que embora a origem do nome seja portuguesa, as suas raízes são espanholas descendentes de um biscoito similar ao Pão-de-Ló que era preparado nos mosteiros e conventos de Castela em Espanha.
Naquela época, o Pão-de-Ló estava sempre presente nas mesas dos padres mais abastados sendo o doce indicado para as dietas dos convalescentes, era também, o bolo enviado como presente e conforto a famílias de luto e oferecido aos condenados à morte junto com um copo de vinho, quando subiam à forca.
Variantes do Pão-de-Ló
Em Portugal, cada convento efetuou alterações no Pão-de-Ló, consoante a criatividade e especificidade de cada região, por esse motivo existem nos dias de hoje, várias formas de fazer o bolo.
Margaride, Ovar, Arouca, Alfeizerão (antigo Convento de Cós, perto de Alcobaça), de Vizela (bolinho, de formato retangular e regado com xarope de açúcar), Pão-de-Ló de Freitas (Amarante, feito com dois tipos de farinha – fécula e farinha de arroz), de Famalicão (Mosteiro de Landim que se bate por mais tempo), Pão-de-Ló de Mirandela, com limão, de Figueiró dos Vinhos, Alpiarça ou Rio Maior, são múltiplas as versões de um mesmo bolo batizado assim na Idade Média.
O Pão-de-Ló foi introduzido no Japão no século XVI, pelos primeiros portugueses que lá chegaram e levaram consigo a receita, que se converteu através dos tempos num dos doces mais típicos de Japão, o Kasutera, palavra derivada justamente de “Castela”.
Este bolo simples, mas com uma textura incomparável, na Itália é conhecido com o Pão-de-Ló genovês e pan di Spagna, na Inglaterra e nos Estados Unidos é o Sponge cake.
Origem do nome
A massa levíssima do bolo justifica o termo “ló”, que dá nome à receita. Com efeito, Ló, para quem não sabe, é um tecido finíssimo e delicado.
O Pão-de-Ló, mesmo com algumas variações de regiões ou de países, é sempre um fofinho, delicado e delicioso bolo para se saborear em todas as estações do ano e também em épocas festivas e especiais como a Páscoa e o Natal.
Pão-de-Ló de Margaride
O Pão de ló de Margaride é uma referência na doçaria tradicional portuguesa, tendo a Câmara Municipal de Felgueiras apresentado, em 2011, a sua candidatura às 7 Maravilhas da Gastronomia, na categoria de doces.
A qualidade e excelência deste doce regional foram reconhecidas pela Casa Real Portuguesa, tendo sido atribuído à sua criadora, D. Leonor Rosa da Silva, o título de “Doceira da Casa Real”.
O autêntico Pão-de-Ló de Margaride é cozido em forno de lenha, em formas de barro não vidrado. É considerado o melhor Pão-de-Ló seco de Portugal. A receita original, usada pela Casa Leonor Rosa da Silva, que o comercializa, está guardada a “sete chaves”.
Receita do Pão-de-Ló de Margaride
Ingredientes:
• 12 gemas • 3 ovos inteiros • 225 g açucar • 1 colher de café sal grosso • 100 g farinha fina ou extra fina sem fermento (Tipo 55) • 2 folhas papel almaço para forrar
Preparação:
• Bata os ovos com o açúcar e o sal na batedeira, em velocidade média, durante 15 minutos. Aumente para a velocidade máxima e bata durante mais 5 minutos. A massa vai crescer imenso! • Peneire a farinha diretamente para a massa e envolva delicadamente à mão, em movimentos circulares de baixo para cima, garantindo que a farinha é bem absorvida. • Forre uma forma de barro para pão de ló (ou outra de buraco, grande) com folhas de papel almaço, inclinadas e ligeiramente sobrepostas. • Verta a massa na forma, coloque uma tampa e leve a forno pré-aquecido a 200º C, durante cerca de 1 hora ou até estar cozido. Faça o teste do palito. • Retire do forno, tire a tampa e deixe arrefecer. Depois de frio retire-o da forma e sirva, preferencialmente na companhia de um bom vinho de Felgueiras.
Nota:
Se não tiver a forma tradicional de barro, use outra, desde que seja grande (nº 30);
Se não tiver papel almaço, use em alternativa, papel vegetal, papel A4 normal ou papel de cenário. Pode, em alternativa, fazer este Pão-de-Ló untando apenas a forma com manteiga e polvilhando com farinha;
Na forma de barro, o tempo é entre 1 hora, 1 hora e um quarto. Na de alumínio serão cerca de 50 minutos;
O pão de ló de Margaride não conhece a faca. É um bolo que se parte à mão.
Adaptada de uma receita antiga de Maria de Lurdes Modesto, recolhida junto de habitantes de Felgueiras.
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Ludwig van Beethoven foi um compositor, maestro, pianista e professor de piano alemão, nascido em Bonn, Alemanha, no dia 17 de Dezembro de 1770.
Beethoven produziu cerca de 200 obras entre as quais sonatas, sinfonias, concertos, quartetos para cordas. No entanto, escreveu apenas uma ópera, “Fidélio”. As principais criações do compositor foram a “Nona Sinfonia” e a “Quinta Sinfonia”.
É uma das figuras mais veneradas na história da música ocidental e as suas obras estão entre as mais executadas do reportório da música clássica que abrangem a transição do período clássico para a era romântica neste gênero musical, tendo o seu legado influenciado decisivamente a evolução posterior desta arte.
O compositor alemão captou as características do romantismo e escreveu obras que expressam ideias e sentimentos. Para além disso, foi um inovador ao aumentar o número de músicos de uma orquestra para executar as suas obras e ao usar um coro na sua última sinfonia.
Infância de Beethoven
Museu the Beethoven, casa onde nasceu
Neto e filho de músicos, o seu pai decidiu alcançar, através do filho, o prestígio que não tinha conseguido obter. Com apenas cinco anos de idade começou a estudar cravo, violino e viola e era severamente castigado à mais pequena pequena distração.
Com sete anos de idade, frequentou uma escola pública e tinha um comportamento triste e rebelde devido ao desentendimento com o pai, que era alcoólatra. Com oito anos participou num recital na Academia de Sternengassee onde foi apresentado pelo pai como um gênio.
A partir de 1781, passou a ter aulas com Christian Gottlob Neefe, principal tocador de orgãos da corte, que lhe abriu novos horizontes ao tocar a música de compositores famosos como Haydn e Mozart. Nessa época começou a aprender piano, instrumento no qual se destacaria mais tarde.
Christian Gottlob Neefe
Com apenas onze anos, foi nomeado tocador de orgão suplente da corte. Ao mesmo tempo que se aperfeiçoava no violino com o mestre Rovantini.
Adolescência
Revelando-se notável e extraordinário em vários instrumentos, Beethoven tinha apenas 13 anos quando foi nomeado solista de cravo na corte de Bonn.
Beethoven começou a ter a proteção do Príncipe-Eleitor Maximilian Franz, governante de um dos trezentos pequenos Estados que formavam o Império da Alemanha.
Maximilian Franz
A primeira obra divulgada
Nessa época, surgiu a sua primeira obra divulgada: “Nove Variações para Piano Sobre uma Marcha de Ernest Christoph Dressler”. Em 1784 escreveu “Três Sonatinas para Piano”.
Em 1787 foi para Viena para estudar com Mozart levando uma carta de apresentação do Príncipe. Mozart ao ouvi-lo tocar ficou maravilhado e achou-o assombroso.
Dois meses depois, a doença e morte da sua mãe fê-lo regressar a Bonn. Pouco depois morreu a sua irmã. A trabalhar como cravista da corte, ele sustentava a casa.
Com 21 anos de idade, Beethoven já desfrutava de grande prestígio junto à nobreza de Bonn. As famílias mais influentes faziam questão da companhia do músico nas suas festas.
Mudança para Viena
Mesmo com um temperamento imprevisível, Beethoven conquistou sólidas amizades. Em 1788, conheceu o conde Ferdinand Ernest von Waldstein, que o protegeu e lhe encomendou várias obras. Uma das mais belas sonatas escritas para piano por Beethoven, chama-se justamente “Waldestein”, obra dedicada ao seu mecenas.
Ferdinand Ernest von Waldstein
Graças aos esforços de Waldstein, em 1792, Beethoven deixou a sua terra natal. Levava na bagagem uma obra volumosa que permanecia em manuscritos, pois não existiam editores em Bonn.
Quando chegou à capital da Áustria, Mozart falecera há um ano. Passou a ter aulas com Haydn, com quem não se entendeu e também com Johann Schenk, sem que Haydn soubesse. Após um ano, entrou em rutura com os dois.
Instalado no palácio de Karl Lichnowsky, Beethoven recebia uma pensão e o príncipe queria que ele se dedicasse inteiramente à música. Todas as sextas-feiras eram dias de recitais.
Primeira apresentação pública
Só em 1795, com 25 anos, Beethoven fez a sua primeira apresentação pública, onde executou um concerto para piano, pelo qual foi aplaudido em delírio. Pouco tempo depois deste concerto, uma prestigiada editora publicou “Três Trios para Piano, Violino e violoncelo, Opus 1″, dedicado ao príncipe Lichnowsky.
Em 1797, depois de publicar as “Três Sonatas para Piano, Opus 2”, conseguiu a edição de mais um trabalho, “Trio em Bi Bemol, para Violino, Viola e Violoncelo, Opus 3”.
O seu crescente prestígio atraía alunos e convites para recitais, o que lhe proporcionava estabilidade financeira e lhe permitia vestir-se com elegância tornando-se mais sociável. Beethoven era forte, baixo, circunspecto e tinha o rosto marcado pela varíola.
A surdez de Beethoven
Por volta de 1800, o compositor começa a sofrer de problemas auditivos, porém ele escondeu o problema de praticamente todos. O violonista Karl Amenda foi a primeira pessoa a quem Beethoven confessou o que lhe estava a acontecer. Numa carta escrita em 1798, dizia: “Tenho piorado da minha surdez e pergunto-me o que será dos meus ouvidos”.
Nessa época, apaixonou-se pela sua aluna Therese von Brunswick, mas não foi correspondido. Atirou-se com fúria ao trabalho e compôs “Sonata em Dó Menor, para Piano, Opus 13 (1799)”, que se tornou conhecida como “Patética”.
Therese von Brunswick
Na composição dessa obra prima musical Beethoven aplicara o profundo conhecimento que alcançara na infatigável pesquisa da técnica para piano, após ter abandonado o instrumento musical: cravo.
Em 1801, Beethoven escreveu para o seu médico relatando que estava há alguns anos a perder a audição. Essa perda progressiva do sentido, que mais usava, arrastou-se durante praticamente três décadas, aos 48 anos já estava surdo.
Alguns investigadores suspeitam, que a surdez do compositor teria sido consequência da varíola, do tifo ou de uma gripe quase constante que o atacou durante anos.
Porém, esse foi o início do período mais brilhante da carreira de Beethoven, quando produziu as grandes sinfonias que lhe dariam a imortalidade. O gênio tinha memória auditiva e era capaz de criar composições na sua cabeça transformando-as, posteriormente, em partitura.
Últimos anos de Beethoven
Em 1815, a sua surdez ficou mais grave e ele mantinha “cadernos de conversa” para conseguir dialogar com os amigos.
Em 1824, envelhecido e doente, o compositor já não se empolgava com o êxito e a repercussão da sua música. De Inglaterra, editores encomendavam-lhe composições.
Luís XVIII, rei da França, enviou-lhe uma medalha de ouro cunhada com o seu nome, como tributo pela beleza da “Missa Solene em Ré Maior, Opus 123”.
Missa Solene em Ré Maior, Opus 123
Morte de Beethoven
Depois de várias crises de depressão, Beethoven é atingido por uma pneumonia, cirrose e infecção intestinal.
Ludwig van Beethoven faleceu na cidade de Viena, Áustria, com 56 anos, no dia 26 de Março de 1827.
A causa da morte do compositor ainda é um mistério, as principais suspeitas recaem sobre a tese de um envenenamento (intoxicação por chumbo) e um desgaste natural do corpo pela cirrose.
Beethoven foi considerado uma celebridade em vida. O seu cortejo fúnebre foi uma das provas desse reconhecimento, pois contou com a presença de cerca de 200 mil pessoas.
Características e obras primas de Beethoven
O compositor acreditava que a música não servia apenas para o lazer e sim para expressar ideias, por esse motivo, as suas obras são marcadas por um forte teor emocional seguindo as características do Romantismo, que dominava a arte europeia naquela época.
“Quinta Sinfonia”
Beethoven começou a trabalhar na “Quinta Sinfonia”, em 1804, mas só se dedicou profundamente a ela em 1807, tendo concluído o projeto no ano seguinte.
A primeira vez que a “Quinta Sinfonia” foi tocada, foi no dia 22 de Dezembro de 1808, no Theater an der Wien, em Viena, tendo sido dirigida pelo próprio Beethoven, que também executou a “Sexta Sinfonia” entre outras peças suas. Naquela noite de inverno, o público assistiu, durante quatro horas às composições exclusivamente produzidas por Beethoven e praticamente desconhecidas.
A “Quinta Sinfonia” era dedicada ao conde Razumovsky e ao príncipe Lobkowitz. Uma composição fora do seu tempo, a Sinfonia que era muito moderna para a ocasião em que foi apresentada, e se tornou no século XX, a composição mais famosa do mundo ocidental.
Os seus quatro acordes iniciais a tornaram extremamente conhecida do grande público, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Afinal, os três tempos curtos somados ao longo, significavam, no código Morse, o “V” de “vitória” (••• –).
Estas quatro notas repetem-se ao longo do primeiro movimento em várias seções da orquestra. O ouvinte precisa de estar atento, pois alterna-se a tensão e o descanso, não deixando ninguém indiferente.
A sua duração é de cerca de meia hora e esta obra possui quatro movimentos:
Allegro con brio Andante con moto Scherzo Allegro
Quinta Sinfonia de Beethoven
“Nona Sinfonia”
Quando criou a “Nona Sinfonia”, entre 1822 e 1824, Beethoven já estava surdo. No dia 7 de Maio de 1824 fez a primeira apresentação da “Sinfonia n.º 9”, Opus 125, famosa como “Coral”, por incluir o coro no seu quarto movimento, sugerido pela Ode à Alegria de Schiller.
No fim da apresentação, uma tempestade de aplausos saudou o compositor, que completamente distraído olhava fixamente para a partitura e continuava de costas para a plateia, como era habitual. Foi Karoline Unger, contralto solista, que virou o compositor de modo a que ele pudesse ver a reação do público.
Beethoven estava muito à frente do seu tempo, pois até então as composições desse tipo eram apenas instrumentais.
Os quatro solistas, além do coro, participam na parte final da Nona Sinfonia inspirada nos versos de “Ode à Alegria”, escrita por Friedrich Schiller em 1785. A “Nona Sinfonia”, que foi a última das suas sinfonias, também é especialmente lembrada porque é nela que o compositor se aproxima do povo, provocando um sentimento de união e unidade.
Com cerca de 65 minutos de duração, a “Nona Sinfonia” é dividida em quatro movimentos:
Allegro ma non troppo, un poco maestoso Molto vivace Adagio molto cantabile, andante moderato Finale: Presto
O manuscrito original da “Nona Sinfonia”, praticamente integral, que contém mais de 200 páginas, faz parte do acervo do Departamento de Música da Biblioteca Estatal de Berlin, ao lado de outras obras-primas de Mozart e Bach. No manuscrito faltam apenas duas partes: uma delas (duas páginas) está em Bonn, na Casa de Beethoven, e outra parte (três páginas) se encontra na Biblioteca Nacional em Paris.
Nona Sinfonia de Beethoven
“Ode à Alegria”
A “Ode à Alegria”, também conhecida como “Hino à Alegria” (no original Ode An die Freude), encontra-se na parte final da Nona Sinfonia de Beethoven e louva a humanidade, que se passa a encontrar novamente reunida e em estado de felicidade.
O desejo de celebrar a fraternidade e a igualdade entre os homens já acompanhava Beethoven há bastante tempo, desde que o compositor teve um maior contacto com os valores pregados durante a Revolução Francesa.
A parte instrumental da “Ode à Alegria” – apenas a melodia criada por Beethoven a partir dos versos do poema An die Freude, do alemão Friedrich Schiller (1759-1805), transformou-se em 1985, no hino oficial da União Europeia. Com o passar do tempo, a composição tornou-se um símbolo de paz e comunhão entre os povos. A criação possui um célebre verso que anuncia que “todos os homens se tornam irmãos”.
Ode à Alegria de Beethoven
Outras composições de Beethoven:
• Três Sonatas para Piano, Opus 2 (1797) • Trio em Mi Bemol, para Violino,Viola e Violoncelo, Opus 3 (1797) • Serenata em Ré, para Violino, Viola e Violoncelo, Opus 8 (1798) • Três Sonatas para Piano e Violino, Opus 12 (1799) • Sonata em Dó Menor para Piano, Opus 13 (1799) (Sonata Patética) • Duas Sonatas para Piano, Opus 14 • Septeto em Mi Bemol, Opus 20 (1800) (Dedicado à Imperatriz Maria Teresa da Áustria) • Sinfonia n.º 1 em Dó Maior, Opus 21 (1800) • Concerto n.º 3, em Dó Menor, para Piano e Orquestra, Opus 37 (1800) (Dedicado ao Rei Luís Fernando da Prússia) • Sonata Quase uma Fantasia, Opus 27 n.º 2 (Sonata ao Luar) • Sinfonia n.º 2 em Ré Maior, Opus 36 • Sinfonia n.º 3 em Mi Bemol Maior, Opus 55 (1805) (Heroica) (Título original “Sinfonia Grande – Titolata Bonaparte” (Ao saber que Napoleão se fizera imperador dos franceses, trocou o título para “Sinfonia Heróica”) • Ópera Fidelio (1805) • Sonata em Fá Menor para Piano, Opus 57 (1808) (Appassionata) (Representou o rompimento dos últimos elos que o ligavam ao classicismo e a adoção da linguagem emotiva que caracterizou a época romântica) • Concerto n.º 5, para Piano e Orquestra, Opus 73 (1809) (Imperador) • Bagatela para piano (Für Elise) (1810) • Sinfonias n.º 7 e n.º 8 (1812) • Sonatas para Piano, Opus 106, 109, 110 e 111 (1822) • Missa Solene em Ré Maior, Opus 123 (1823) • Quartetos para Cordas, Opus 127, 130, 131, 132 e 135 (1825) (suas últimas composições)
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