Quando pensamos na Idade Média, é fácil imaginar castelos, cavaleiros e batalhas. Mas a vida da esmagadora maioria das pessoas não se passava no campo de batalha, passava‑se no campo de cultivo, na oficina ou na banca de mercado.
Estima‑se que cerca de 90% da população europeia fosse camponesa, vivendo em pequenas aldeias agrícolas, a trabalhar sobretudo para garantir a própria sobrevivência e pagar rendas ao senhor local.
A vida camponesa seguia o ritmo das estações.
Na primavera lavrava‑se a terra e semeava‑se; no verão cuidava‑se do trabalho executado na primavera; no outono vinha a colheita; e o inverno era passado a reparar ferramentas, tratar de animais e tentar sobreviver com o que restava nos celeiros.
A jornada começava ao nascer do sol e acabava ao anoitecer, com pausas curtas e poucas garantias: se a colheita falhasse, a fome era uma possibilidade real.
Servitude
Os camponeses não trabalhavam apenas para si. Muitos eram servos, obrigados a cultivar e a prestar dias de trabalho gratuito para poderem viver em pequenas casas localizadas na terras dos lordes da época.
Estas casas eram simples, de uma só divisão, muitas vezes partilhadas com animais, chão de terra batida e fumo do fogo a encher o ar.
Oficinas e mercados: o trabalho nas cidades
Nas cidades e vilas medievais, o cenário mudava um pouco. Em vez de campos, o trabalho concentrava‑se em ruas estreitas, cheias de oficinas de carpinteiros, ferreiros, alfaiates, sapateiros, padeiros, talhantes, tecelões e muitos outros ofícios especializados.
O ruído de martelos, serras e sinos misturava‑se com o cheiro a fumo e a lixo. As condições de higiene eram muito precárias.
Grande parte destes ofícios era organizada em guildas (ou confrarias): associações de artesãos e mercadores que regulavam preços, controlavam a qualidade dos produtos e decidiam quem podia exercer a profissão.
Para trabalhar numa profissão, um jovem começava como aprendiz, vivendo na casa do mestre, recebendo formação e, muitas vezes, apenas alimentação e abrigo em vez de salário. Com os anos e experiência, tornaria-se profissional e, com sorte e dinheiro, chegar a mestre com a sua própria oficina e aprendizes.
O trabalho invisível
Ao contrário da ideia de que as mulheres “ficavam em casa sem trabalhar”, muitas desempenhavam tarefas essenciais tanto no campo como na cidade.
Nas aldeias, além de cuidarem da casa e das crianças, elas plantavam, colhiam, tratavam dos animais, moíam grão, faziam pão, fiavam e teciam, tudo trabalho real, mesmo que raramente reconhecido como tal.
Nas cidades, algumas mulheres geriam tabernas ou estalagens, vendiam tecidos, alimentos e cerveja, ou trabalhavam em ofícios ligados ao têxtil, como fiar e tecer.
Haviam também viúvas que herdavam e mantinham negócios dos maridos.
Ainda assim, a lei colocava‑nas quase sempre sob tutela de um homem seja o pai ou marido.
Entre fé, festa e fadiga
O trabalho medieval não era apenas uma questão económica, mas também espiritual. A semana era pontuada por dias santos, festas religiosas e períodos de jejum, todos organizados pela Igreja, que dominava o calendário e o ritmo social.
Para muitos camponeses, estas festas eram as raras oportunidades de descanso, convívio e música e mercado.
Ao mesmo tempo, a fé dava sentido ao sofrimento ligado ao trabalho: a ideia de que o esforço e a paciência seriam recompensados no além ajudava a suportar as dificuldades de um mundo sem proteção social, onde a doença, a fome e a guerra podiam destruir, de um momento para o outro, o fruto de anos de esforço.
O que podemos aprender hoje com o trabalho medieval?
Nos dias de hoje, trabalhar na Idade Média parece quase inimaginável.
Longas horas, pouco conforto, ausência de direitos laborais e total dependência da natureza e dos poderosos.
No entanto, esse mundo também era marcado por uma forte vida comunitária, onde vizinhos se ajudavam nas colheitas, nas construções e nos momentos de crise, e onde o saber‑fazer passava de geração em geração, na prática e não em manuais.
Olhar para o trabalho na Idade Média é lembrar que, durante séculos, “trabalhar” significou, antes de mais, sobreviver, integrado numa rede de obrigações e solidariedade local.
Ao compararmos esse passado com o presente, percebemos melhor o valor das conquistas modernas: salários, tempo livre e segurança.
Nota-se também o que talvez tenhamos perdido: a sensação de pertença a uma comunidade pequena, onde todos sabiam exatamente de que trabalho cada pessoa dependia… e quem dependia do nosso.
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O Reino Unido costuma ser apontado como o berço do futebol, o que não admira: os 10 clubes mais antigos do mundo vêm todos de Inglaterra, Escócia ou País de Gales.
Há sempre polémica sobre quem é o “mais antigo”. Clubes como o Stoke City e o Notts County já reivindicaram esse título, e muitas dessas afirmações geram discussão, sobretudo quando não existem registos oficiais que as comprovem.
Aqui fica uma lista dos 10 clubes mais antigos do planeta, com um resumo que destaca a sua relevância no mundo do futebol.
Sheffield FC — fundado em 1857
O Sheffield FC é reconhecido pela FIFA e pela FA como o clube de futebol mais antigo do mundo, criado em Outubro de 1857.
Entrou formalmente para a Football Association em 1863, embora só tenha começado a jogar pelas regras da FA em 1878.
Hoje em dia joga em Dronfield, Derbyshire, e compete nas divisões mais baixas do futebol inglês.
Em 2004 recebeu a Ordem de Mérito da FIFA — um reconhecimento importante para um clube com tanta história.
Hallam FC — fundado em 1860
O Hallam fica em Crosspool, Sheffield, e foi fundado em 1860.
Está atualmente em divisões regionais do futebol inglês, mas é famoso pelo dérbi com o Sheffield FC, conhecido como o “The Rules Derby”.
O seu estádio, o Sandygate Road, é considerado pelo Guinness como o estádio de futebol mais antigo do mundo.
O clube também ganhou a Youdan Cup em 1867, um dos primeiros torneios competitivos da história.
Cray Wanderers — fundado em 1860
Também fundados em 1860, os Cray Wanderers foram criados por empregados ferroviários que se juntavam para jogar em St Mary Cray, em Bromley.
A equipa foi considerada profissional entre 1895 e 1907, mas hoje em dia são considerados semiprofissionais, jogando em divisões regionais.
Notts County — fundado em 1862
O Notts County é o clube profissional mais antigo do mundo, fundado em 1862. Foi um dos fundadores da English Football League, em 1888.
Ao longo da sua história teve alguns picos. A sua melhor classificação de sempre na liga foi o 3.º lugar em 1890/91 e a sua camisola às riscas inspirou a Juventus, que a adoptou mais tarde.
Hoje em dia joga nas divisões profissionais inferiores.
Stoke City — fundado em 1863
Fundado em 1863, o Stoke teve outros nomes como “Stoke Ramblers” e apenas “Stoke”, até virem a chamar‑se “Stoke City” em 1925.
Jogaram vários anos na Premier League nas últimas décadas e hoje estão em divisões profissionais competitivas.
Wrexham — fundado em 1864
O Wrexham nasceu em 1864 e tem um dos estádios mais antigos ainda em uso, o Racecourse Ground.
Em 2023 regressou à Football League depois de uma grande campanha de subida, também impulsionada pela compra do clube por Ryan Reynolds e Rob McElhenney, que trouxe muita atenção mediática ao clube galês.
Brigg Town — fundado em 1864
Também de 1864, o Brigg Town nunca chegou a grandes palcos nacionais e tem permanecido em níveis regionais do futebol inglês.
Foi presença assídua na Taça de Lincolnshire e foi membro fundador de ligas locais. É um bom exemplo de um clube histórico que manteve a sua comunidade e tradição ao longo das décadas.
Nottingham Forest — fundado em 1865
O Nottingham Forest foi fundado em 1865 e é o clube mais bem‑sucedido desta lista em termos de troféus: ganhou duas Taças dos Clubes Campeões Europeus consecutivas e um título de campeão inglês (1977/78), logo após ter subido de divisão.
Já venceu também duas FA Cups. É atualmente (dependendo da época) um clube com grande história e presença nas divisões principais.
Queen’s Park — fundado em 1867
O Queen’s Park é o clube mais antigo da Escócia, fundado em 1867, e teve enorme influência nos primórdios do futebol escocês.
No primeiro jogo internacional entre Escócia e Inglaterra (1872), quase toda a equipa da Escócia era formada por jogadores do Queen’s Park.
Historicamente teve muito sucesso nas taças escocesas, embora nunca tenha sido campeão nacional.
Sheffield Wednesday — fundado em 1867
Também iniciado em 1867, o Sheffield Wednesday nasceu como uma extensão do clube de críquete da cidade (Wednesday Cricket Club).
Tornou‑se profissional em 1887 e foi admitido na Football League pouco depois. Ao longo da sua história ganhou várias FA Cups e alguns títulos de topo; hoje é conhecido como um clube com grande tradição na cidade de Sheffield.
Os clubes mais antigos são testemunhos vivos de como o futebol evoluiu, resistiu e continuou a inspirar comunidades ao longo dos séculos.
Revisitar a história dos pioneiros do futebol é celebrar a durabilidade de um jogo que se reinventou sem perder as suas raízes.
Mais do que um desporto, o futebol é um fenómeno social que atravessa gerações e fronteiras.
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A história da humanidade está marcada por momentos de descoberta que mudaram radicalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com o mundo.
Aqui, vamos destacar cinco invenções que, cada uma à sua maneira, revolucionaram a vida das pessoas e o desenvolvimento das sociedades.
1. Eletricidade
A descoberta e domesticação da eletricidade permitiu avanços incomparáveis em todos os campos do saber e da tecnologia.
Antes da eletricidade, as pessoas dependiam de velas e lamparinas para iluminação e caldeiras ou lareiras para aquecimento.
Com a eletricidade, inventada por Thomas Edison em 1879, surgiram electrodomésticos, iluminação pública, fábricas mais eficientes e, mais recentemente, a revolução digital.
Sem eletricidade, simplesmente não existiria o mundo moderno como o conhecemos.
A descoberta da penicilina por Alexander Fleming em 1928 marca um ponto de viragem na medicina.
Até então, infecções bacterianas eram extremamente fatais.
A penicilina foi o primeiro antibiótico eficaz, e rapidamente salvou milhões de vidas por todo o mundo, tornando procedimentos médicos mais seguros e aumentando significativamente a esperança média de vida.
A invenção da refrigeração artificial transformou profundamente a vida quotidiana.
Antes do frigorífico, conservar alimentos durante longos períodos era um desafio.
A refrigeração não só permitiu melhorar significativamente a segurança alimentar e a dieta da população, como também facilitou o transporte de alimentos perecíveis entre continentes.
Além disso, tornou possível conservar medicamentos e vacinas, contribuindo de forma decisiva para a saúde pública e a longevidade.
A refrigeração artificial não teve um único inventor, mas sim vários cientistas e engenheiros que contribuíram para o seu desenvolvimento ao longo do tempo. No entanto, normalmente destacam-se:
William Cullen, médico e químico Escocês, que demonstrou o primeiro sistema de refrigeração artificial em 1748, em Edimburgo, utilizando evaporação de éter.
Jacob Perkins, engenheiro Americano, que em 1834 patenteou a primeira máquina de refrigeração por compressão de vapor. Jacob é considerado o “pai da refrigeração”.
Carl von Linde, engenheiro Alemão, desenvolveu em 1876 um sistema eficiente de compressão de amoníaco para refrigeração industrial, popularizando o uso do frigorífico.
Estas cinco invenções ilustram o poder do engenho humano para resolver problemas práticos e transformar sociedades inteiras.
Vivemos hoje num mundo que é resultado direto de inovações que surgiram muitas vezes como resposta a desafios aparentemente insuperáveis.
Ao olharmos para trás, percebemos que a criatividade e a persistência continuam a ser as nossas maiores ferramentas para construir um futuro melhor, mais seguro e mais sustentável para todos.
Para mergulhar ainda mais no fascinante universo da história, cultura, gastronomia, lugares, negócios, curiosidades e diversos outros temas, explore outros artigos aqui na Tuguinha. A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade. Não perca a oportunidade de explorar tudo o que a Tuguinha tem para oferecer!
O Cozido à Portuguesa é um dos pratos mais icônicos da gastronomia portuguesa.
Essa receita tradicional reúne uma variedade de vegetais, carnes e enchidos, tudo cozido de forma harmoniosa. Apesar de ter uma aparência simples, o cozido é um prato que exige cuidado e tradição, tendo sido aprimorado ao longo dos séculos.
Origem e História
A origem do Cozido à Portuguesa está diretamente ligada à necessidade económica e à gestão engenhosa de poucos recursos.
Em tempos de escassez, a solução para muitas famílias era aproveitar as sobras de alimentos, juntando tudo numa panela para cozer até obter uma refeição robusta e nutritiva.
Este prato, além de alimentar, cumpria a função de aquecer o corpo nos dias frios, sendo especialmente valorizado no inverno.
Curiosamente, variações desse tipo de prato são encontradas por toda a Europa.
França e Itália
A variação francesa deste prato é conhecida como “Pot-au-feu” e, na Itália, a sua variação é conhecida como “Bollito Misto”.
Em ambas as versões, os ingredientes-base são os mesmos: carnes e legumes cozidos em conjunto, criando um prato quente e saboroso.
Portugal
Em Portugal, no século XVII, Domingos Rodrigues, cozinheiro da Casa Real e autor do primeiro tratado de culinária em português,Arte de Cozinha (1680), descreveu um prato muito semelhante ao que hoje chamamos de Cozido à Portuguesa.
O Cozido à Portuguesa é um prato que permite inúmeras adaptações, refletindo a riqueza gastronômica e cultural de cada região de Portugal. Embora possa variar bastante nos ingredientes, há um elemento indispensável: os enchidos, que são responsáveis pelo sabor único e acolhedor do prato.
Principais variantes regionais:
Minho
No Minho, o cozido adquire um toque especial com galinha gorda, presunto, salpicão e focinho de porco. A couve utilizada é a tronchuda, e o arroz é cozinhado no forno, ficando carregado de sabor.
Trás-os-Montes
Nesta região, o cozido é reforçado com enchidos tradicionais como a alheira, o chouriço de sangue e a farinheira.
Além disso, é frequente a mistura de diferentes tipos de couve, como a lombarda e coração. A variação de Trás-os-Montes inclui também toques de feijão-verde.
Alentejo
No Alentejo, o prato, conhecido como Cozido à Alentejana, dispensa a galinha, mas pode ser enriquecido com borrego.
O porco é absolutamente central; aproveitam-se quase todas as partes do animal, como joelho, orelha, entrecosto, rabo e toucinho.
Nesta versão, juntam-se inhame, toucinho fumado, carne de vaca e galinha, além de legumes como batata, cenoura, batata-doce e couves. Os enchidos mais utilizados são o chouriço e a morcela.
Madeira
Na Madeira, a versão tradicional do cozido à portuguesa é servida com fatias de pão e hortelã.
Há também uma variação mais típica da ilha, que combina cuscuz e tomilho, descartando os enchidos e utilizando apenas carne de porco magra e salgada.
Ingredientes Base Tradicionais
Apesar de cada região trazer as suas particularidades, pode-se afirmar que a receita-base do cozido tradicional é composta por:
Carnes: Vaca, porco e frango. Enchidos: Chouriço de carne, chouriço de sangue, farinheira e morcela. Legumes e tubérculos: Couve-portuguesa, couve-lombarda, cenoura, batata e nabo.
É esta versatilidade que torna o Cozido à Portuguesa um dos pratos mais representativos da alma gastronômica de Portugal!
Receita do Cozido à Portuguesa
Ingredientes
• 300 gramas de carne de vaca para estufar • ½ chispe 1 orelha de porco pequena • 300 gramas de toucinho entremeado • 300 gramas de entrecosto • 1 Chouriço de Carne • 1 Morcela • 1 Chouriço de Sangue • 1 Farinheira • 1 Couve portuguesa pequena • 1 Couve lombarda pequena • 2 Nabos médios • 2 Batatas Médias • 2 Cenouras • 1 medida de arroz (350ml) • 1 medida do caldo onde se cozeu as carnes • 1 medida de água • 2 latas de feijão branco 400gr
Preparação
1. Comece por cozer as carnes com os enchidos todos na mesma panela, com água, sal e pimenta. E conforme vão estando cozidos, vá reservando;
2. Primeiro a farinheira e o chouriço de sangue, depois a morcela e o chouriço de carne. A seguir o entrecosto e o toucinho entremeado. Por fim o chispe, a orelha e a carne de vaca, que são os que demoram mais;
3. Aproveite o caldo das carnes para preparar os restantes ingredientes do cozido;
4. Comece por aquecer 1 fio de azeite num tacho, frite 1 caneca de arroz – cerca de 350ml – e junte 1 medida do caldo e outra de água.
Tempere com pimenta e deixe cozinhar 18-20 minutos. Rectifique o sal, se achar que o caldo esta insosso;
5. Noutra panela reserve caldo para aquecer 2 latas pequenas de feijão branco;
6. A seguir trate dos legumes. Separe as folhas de uma couve portuguesa, lave bem, tire o talo e o veio central, parta em pedaços e junte à panela;
7. Depois a 1 couve lombarda: retire as folhas mais rijas, corte em 4 sem o talo central e junte;
8. Por fim batata, nabo e cenoura. Descasque, corte em pedaços e junte às couves. Tape e deixe cozer até estar tenrinho;
9. Enquanto isso aproveite para cortar as carnes e os enchidos;
10. Quando estiver tudo cozido e as carnes reaquecidas, é hora de empratar.
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O Sutiã é uma lingerie que revolucionou a forma de nos vestirmos e nos relacionarmos com o nosso corpo.
O sutiã, por muito tempo, foi usado apenas por baixo da roupa e para sustentar os seios. Hoje, transporta uma nova proposta: a de que a mulher se sinta ainda mais confiante, segura e poderosa.
História do Sutiã
A história do sutiã é repleta de curiosidades, procura de libertação feminina e muita evolução até chegarmos à lingerie que conhecemos hoje.
Era Pré-sutiãs
Embora não se saiba ao certo quando foi inventado o primeiro dos diversos precursores do sutiã, os historiadores encontraram referências a peças semelhantes a sutiãs em obras gregas antigas.
Ilíada de Homero, descreve a deusa Afrodite a remover uma “faixa curiosamente bordada” do peito e na Lisístrata, de Aristófanes, onde uma mulher, que está a castigar o marido não fazendo sexo com ele, o provoca dizendo-lhe que vai despir o strophion.
A historiadora Mireille Lee escreveu que, embora o strophion tivesse conotações sexuais e de género, é difícil determinar o que as mulheres dessa época vestiam sob as suas roupas – se é que vestiam alguma coisa – pois existe apenas uma reprodução artística da época que mostra uma mulher com um strophion sob a roupa.
Outro dos exemplos, são os arqueólogos que escavavam na Villa del Casale, na Sicília.
Estes arqueólogos descobriram um mosaico do século IV d.C. que mostrava mulheres romanas atléticas cujos seios estavam envoltos numa vestimenta que os estudiosos pensam poder ser um amictorium.
Outra cobertura para o peito romana, a mamillare, era feita a partir de um cabedal mais resistente.
No entanto, como o classicista Jan Radicke escreveu, embora as mulheres romanas parecessem ter “diversas opções para cobrirem e darem forma aos seus seios… não existem provas suficientes para chegar a uma conclusão” quanto ao aspecto da vestimenta ou se seria uma peça decorativa, sexual ou simplesmente para dar suporte ao peito.
Sacos Medievais
Em 2008, arqueólogos descobriram quatro sutiãs de pano num baú com artigos do século XV no Castelo de Lengberg, na Áustria.
As vestimentas, que se assemelhavam bastante a sutiãs contemporâneos, podem ser a prova dos primeiros “sacos para o peito” referidos por alguns autores medievais.
Na altura, explicam-nos as historiadoras especialistas em têxteis Rachel Case, Marion McNealy e Beatrix Nutz, os seios grandes não estavam na moda e as mulheres utilizavam vestimentas de suporte para reduzirem o seu tamanho e o falatório sobre os seus corpos.
Os “sacos para o peito” com 600 anos descobertos no Castelo de Lengberg tinham copas como os sutiãs contemporâneos e, nas palavras das historiadoras, “são obras-primas que usam o fio do tecido” para moldar e proporcionar suporte ao peito.
A descoberta fez furor entre os historiadores do vestuário, sendo uma prova de que os sutiãs com copas – que se pensava terem surgido no século XIX – foram inventados mais cedo do que se pensava.
A criação do Sutiã contemporâneo
O sutiã tal como o conhecemos, surgiu quando os criadores do vestuário propuseram novas formas de moldar e suportar o peito.
No entanto, as opiniões sobre o inventor do sutiã contemporâneo variam.
Uns acreditam ter sido Herminie Cadolle, a retalhista francesa da década de 1880 que cortou um espartilho ao meio e o vendeu como um “sutiã-gorge” (suporte para a garganta); outros afirmam ter sido Olivia Flynt, a modista cujo substituto de espartilho “cintura Flynt” foi registado como patente nos EUA em 1873.
No final, quem ficou com os créditos desta invenção foi a socialite norte-americana chamada Mary Phelps Jacob ou Caresse Crosby, como era conhecida.
Em 1914, Mary foi convidada para um baile, tendo percebido que o espartilho tradicional não combinava com o vestido que queria usar, num momento de criatividade, usou dois lenços de seda e uniu-os com fitas, criando assim o primeiro protótipo do sutiã moderno.
Este design proporcionou uma liberdade e um conforto que as mulheres da época nunca tinham vivenciado antes.
Mary patenteou a sua invenção, tendo-a chamado de “Brassiere”, e pouco depois começou a vender às as suas amigas e outras mulheres.
O seu design foi revolucionário porque se afastava do desconfortável espartilho, oferecendo uma alternativa mais prática e confortável.
A criação de Mary marcou o início de uma nova era na moda íntima feminina.
Como não teve muito sucesso na venda da peça para as indústrias têxteis, vendeu a patente para os irmãos Warner, anos mais tarde.
A evolução do Sutiã
Apesar de Mary Phelps Jacob ser considerada a inventora do sutiã, a popularização desta lingerie só se deu algum tempo depois, com a produção em alta escala.
Década de 1920
Na década de 1920, a popularização do estilo “garçonne” trouxe mudanças significativas no design dos sutiãs. As mulheres procuravam um visual mais reto e andrógino o que levou à criação de novos tipos de sutiãs que achatavam o busto.
A estilista Coco Chanel, foi uma grande influência para o uso da peça.
Década de 1930
Já nos anos 1930, o foco voltou-se para a valorização das curvas femininas e começaram a ser desenhados para realçar e moldar o busto, introduzindo enchimentos e novas técnicas de costura.
Entre 1930 e 1940, surgiu o primeiro sutiã com com aro, para ressaltar o busto.
Década de 1940
A partir dos anos 1940, a indústria de lingerie começou a inovar rapidamente. A introdução do nylon revolucionou a produção de sutiãs, tornando-os mais acessíveis e duradouros.
Em 1945, um dos modelos mais conhecidos foi criado: o meia-copa. A história em torno dele é bastante curiosa, pois quem inventou o sutiã não foi um estilista, e sim um engenheiro de aviação!
O bilionário Howard Hughes desenhou o sutiã para a atriz Jane Russell, porque achava que os modelos de sutiã antigo não valorizavam o busto da musa.
Nos anos 1950, o sutiã ganhou ainda mais popularidade com o glamour de Hollywood, onde estrelas como Marilyn Monroe exibiam as suas curvas acentuadas com sutiãs pontudos e estruturados.
Este estilo continua muito popular nos dias de hoje. Este sutiã tem a característica de deixar o seio um pouco mais à mostra.
Décadas de 1960 e 1970
Entre 1960 e 1970, o movimento feminista influenciou a moda íntima e muitas mulheres começaram a ver o sutiã como um símbolo de opressão. Apesar disso, o sutiã continuou a evoluir, com designs que ofereciam mais liberdade e menos estrutura.
Nesta altura, são criados os sutiãs de desporto, que antes da sua criação, escreve a historiadora especialista em roupa desportiva Jaime Schultz, muitas mulheres usavam sutiãs normais ou atavam o peito com faixas semelhantes às das “Mulheres de Biquíni” da Roma Antiga.
Na década de 1970, duas corredoras inspiraram-se na protecção para os testículos utilizada pelos homens para fazer o Jockbra, que é actualmente considerado o primeiro sutiã desportivo da época contemporânea.
Em 1968, os sutiãs modeladores eram tão omnipresentes e estavam de tal forma associados às normas de sexualidade e beleza feminina que as feministas efectuaram um protesto contra o machismo no dia 7 de setembro em Atlantic City, nos Estados Unidos.
Este protesto, teve como objetivo criticar o concurso de Miss America e tudo o que o evento representava.
A manifestação ficou conhecida como “Bra-Burning” que, traduzido do inglês, significa “Queima de Sutiãs”.
Além da lingerie, as mulheres colocaram no chão e no lixo: sapatos, cílios postiços, maquilhagem, revistas femininas e outros objetos relacionados com o universo feminino.
O episódio ainda é lembrado nos dias hoje e é um marco sobre a relação das mulheres com a lingerie.
Embora estigmatizadas como “queimadoras de sutiãs” pela cultura popular, as manifestantes nunca queimaram os seus sutiãs: “Pensamos em queimar (uma lata de lixo de sutiãs no passeio de Atlantic City) disse Carol Hanisch, a organizadora da manifestação, à NPR em 2008, “mas a polícia… não nos deixou queimar nada.”
Década de 1990
A introdução do sutiã sem costura nos anos 1990 e a popularização do sutiã desportivo mostraram como essa peça se adaptou às necessidades das mulheres ao longo do tempo, oferecendo cada vez mais opções de conforto e estilo.
Foi em 1999 que os sutiãs de desporto se tornaram verdadeiramente aceites como peças de vestuário por conta própria devido a Brandi Chastain, a famosa futebolista dos EUA que despiu a sua camisola quando venceu o campeonato do mundo, tendo celebrado no campo vestida apenas com o seu sutiã desportivo – algo a que Schultz chamou “a saída do armário” desta peça.
O sutiã é uma peça fundamental não apenas pelo conforto e suporte que proporciona, mas também pelo seu impacto na moda e na auto expressão das mulheres.
Esta peça, permite que as roupas se ajustem melhor ao corpo, ajudando a criar silhuetas elegantes e proporcionando confiança a quem os usa.
A moda íntima evoluiu para incluir uma variedade de estilos e designs que atendem às diferentes preferências e necessidades, desde o sutiã básico ao sutiã luxuoso.
Além disso, o sutiã desempenha um papel fundamental na saúde e bem-estar das mulheres. Ele oferece o suporte necessário para prevenir desconfortos e dores, especialmente para as mulheres com bustos maiores.
A diversidade de modelos disponíveis hoje, reflete a crescente conscientização sobre a importância de uma boa lingerie que combine funcionalidade com estética.
O sutiã é muito mais do que apenas uma peça de roupa, ele é uma celebração da diversidade e da individualidade feminina.
É tudo uma questão de livre escolha, pois o sutiã tem o poder de realçar e ilustrar no corpo da mulher a beleza, a sensualidade, o conforto, a ousadia, a confiança e a descontração.
A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade.
Não perca a oportunidade de explorar tudo o que a Tuguinha tem para oferecer!
Baruch Spinoza, também conhecido como Bento de Espinosa e Benedictus de Spinoza, nasceu a 24 de Novembro de 1632, em Amesterdão, numa família Portuguesa de origem Judaica.
Spinoza foi excomungado da comunidade Judaica Portuguesa em 1656, o que contribuiu para a sua reputação de figura controversa.
Apesar disso, ganhou reconhecimento postumamente, e os estudiosos de hoje, continuam a examinar e a celebrar os seus pensamentos, integrando-os no discurso filosófico moderno.
A filosofia de Baruch Spinoza é rica e complexa, abrangendo várias ideias que desafiam as visões tradicionais sobre Deus, a natureza e a humanidade.
Neste artigo iremos explorar alguns dos seus principais conceitos filosóficos.
Principais conceitos filosóficos
Panteísmo
Spinoza está frequentemente associado ao panteísmo, a crença de que Deus e a Natureza são uma só coisa.
Determinismo
Spinoza acreditava que tudo no universo segue leis naturais. Os seres humanos, tal como todos os outros aspectos da natureza, são determinados por causas e condições, levando à rejeição do livre-arbítrio no sentido tradicional.
Ética e Emoções
Na sua obra, Spinoza explorou a natureza das emoções humanas e sugeriu que compreender estas emoções através da razão leva à liberdade e felicidade. Baruch enfatizou a importância do conhecimento racional na dominação das paixões.
Tipos de Conhecimento
Spinoza classificou o conhecimento em três tipos:
Conhecimento Imaginativo: Derivado da experiência sensorial e frequentemente enganoso.
Conhecimento Racional: Conhecimento obtido através do uso da razão e da dedução lógica.
Conhecimento Intuitivo: A compreensão direta da essência das coisas.
Natureza de Deus
O Filósofo Português rejeitou a concepção antropomórfica de Deus.
Para Spinoza, Deus não possui qualidades humanas, como vontade ou emoção. Na teoria de Baruch, tudo o que acontece é resultado das leis naturais inerentes ao universo.
Filosofia Política
No seu livro “Tractatus Theologico-Politicus”, Spinoza discutiu a relação entre a religião e o estado, defendendo a liberdade de pensamento e a separação da igreja do estado.
Ele argumentou que uma sociedade bem governada deveria garantir a liberdade e a segurança dos seus cidadãos, independentemente das suas crenças.
Liberdade Humana
Embora tenha rejeitado o livre-arbítrio no sentido tradicional, Spinoza defendeu que a verdadeira liberdade é compreender a necessidade das nossas emoções e desejos.
Viver de acordo com a razão permite que os indivíduos alcancem um tipo de liberdade e paz.
Unidade da Existência
Spinoza enfatizou a unidade de toda a existência, propondo que tudo está interconectado e faz parte da mesma substância divina, o que oferece uma visão holística da realidade.
Principais Obras
“Tractatus Theologico-Politicus”: Explora a relação entre a religião e o estado, argumentando a favor da separação da filosofia e da teologia.
“Ethices”: A sua obra mais famosa, escrita em estilo geométrico, apresenta as suas visões sobre Deus, a natureza e a emoção humana, enfatizando a importância da compreensão racional.
Baruch Spinoza foi influenciado por vários filósofos e tradições filosóficas, mas muitos argumentariam que a influência mais significativa nos seus pensamentos foi René Descartes.
A ênfase de Descartes no racionalismo e lógica influenciou profundamente Spinoza.
Spinoza envolveu-se profundamente com a filosofia cartesiana, particularmente no que diz respeito ao dualismo e à natureza da substância.
Embora tenha adotado o método de Descartes de usar a geometria para expressar argumentos filosóficos, Spinoza rejeitou a ideia de duas substâncias distintas (mente e corpo) e propôs uma visão em que a mente e o corpo estão interconectados.
O filósofo foi também fortemente influenciado pelos avanços em Matemática e pela revolução científica do seu tempo.
Legado
Spinoza foi um precursor do Iluminismo e influenciou uma ampla gama de pensadores, incluindo Idealistas alemães e filósofos posteriores, como Nietzsche e Kant.
As suas ideias sobre liberdade, democracia e a natureza tiveram um impacto duradouro na filosofia e na política.
Recentemente, as ideias de Spinoza ganharam um novo interesse em várias áreas, incluindo teoria política, ética ambiental e metafísica.
A sua ênfase na interconexão e na unidade da existência ressoa com discussões contemporâneas sobre filosofia ecológica e pensamento sistémico.
Em conclusão, o legado de Baruch Spinoza é caracterizado pela sua ousada reinterpretação de conceitos fundamentais relativos a Deus, à natureza, à ética e à sociedade.
Spinoza continua a ser uma figura fundamental na história do pensamento, inspirando discussões sobre liberdade, conhecimento e a natureza da realidade no nosso mundo contemporâneo.
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O Pai Natal, também conhecido como São Nicolau, tem uma longa história repleta de tradições natalinas.
Nos dias de hoje, o Pai Natal, é visto principalmente como o velhinho alegre vestido de vermelho que traz brinquedos a quem se porta bem durante o ano.
A sua história remonta ao século III, quando São Nicolau percorreu a mundo e se tornou o santo padroeiro das crianças e dos marinheiros.
Acredita-se que Nicolau, nasceu por volta do ano 280 d.C. perto de Myra, na atual Turquia.
Sendo um monge muito admirado pela sua piedade e compaixão, São Nicolau tornou-se numa lenda.
Diz-se que com a sua fortuna herdada, costumava ajudar os mais necessitados oferecendo-lhes dinheiro anonimamente e que segundo a lenda, deixava sacos de moedas junto das chaminés das casas.
O seu dia de festa é comemorado no aniversário da sua morte, a 6 de Dezembro.
Este dia era tradicionalmente considerado um dia de sorte para fazer grandes compras ou para casamentos.
Durante o Renascimento, São Nicolau era o santo mais popular da Europa.
Mesmo após a Reforma Protestante, quando a veneração dos santos começou a ser desencorajada, São Nicolau manteve uma reputação positiva, especialmente na Holanda.
O nome Santa Claus
São Nicolau fez as suas primeiras incursões na cultura popular americana no final do século XVIII.
Em Dezembro de 1773, e novamente em 1774, um jornal de Nova Iorque noticiou que vários grupos de famílias holandesas se reuniam para honrar o aniversário da sua morte.
O nome Santa Claus evoluiu a partir do apelido holandês de Nicolau, Sinter Klaas, uma forma abreviada de Sint Nikolaas (holandês para São Nicolau).
Em 1804, John Pintard, um membro da Sociedade Histórica de Nova Iorque, distribuiu gravuras de São Nicolau na reunião anual da sociedade.
O fundo da gravura continha imagens de Natal muito familiares, incluindo meias cheias de brinquedos e frutas penduradas sobre uma lareira.
A troca de presentes, centrada principalmente nas crianças, tem sido uma parte importante da celebração do Natal desde a revitalização das festividades no início do século XIX.
As lojas começaram a anunciar as compras de Natal em 1820, e na década de 1840, os jornais começaram a criar secções separadas para anúncios de festas de Natal, que frequentemente apresentavam imagens do recém-popular Pai Natal.
Em 1841, milhares de crianças visitaram uma loja na Filadélfia para ver um modelo de Pai Natal em tamanho real.
Foi apenas uma questão de tempo, até que as lojas começassem a atrair as crianças e os seus pais com a promessa de um encontro com o Pai Natal de carne e osso.
No início da década de 1890, o Exército da Salvação precisava de dinheiro para pagar as refeições de Natal gratuitas que ofereciam a famílias necessitadas.
Começaram a vestir homens desempregados, com trajes de Pai Natal e a enviá-los às ruas de Nova Iorque para solicitar doações. Esses conhecidos Pais Natal do Exército da Salvação têm tocado sinos nos cruzamentos das cidades americanas desde então.
A imagem que conhecemos
Em 1881, o cartunista político Thomas Nast baseou-se num poema de Clement Clarke Moore, um ministro Episcopal, para criar a primeira imagem que corresponde à nossa visão moderna do Pai Natal.
O seu desenho, que apareceu na Harper’s Weekly, retratava o Pai Natal como um homem corpulento e alegre, com uma barba branca farta, a segurar um saco cheio de brinquedos.
Foi Nast, com a sua ilustração, quem idealizou o Pai Natal no seu traje vermelho brilhante, no seu ateliê no Pólo Norte, os elfos e a sua esposa, Sra. Claus.
O Pai Natal pelo mundo
Até meados dos anos 1980, Portugal era um dos países europeus em que os pedidos natalícios das crianças eram dirigidos ao Menino Jesus, durante essa década é que se criou a tradição de fazer os pedidos ao Pai Natal.
O Pai Natal da América do século XVIII não foi o único doador de presentes inspirado em São Nicolau a aparecer durante esta época.
Existem figuras semelhantes e tradições de Natal em todo o mundo. O “Christkind” ou “Kris Kringle” era acreditado como o responsável por entregar presentes às crianças bem-comportadas da Suíça e da Alemanha.
Significando “criança de Cristo”, o “Christkind” é uma figura angelical frequentemente acompanhada por São Nicolau nas suas missões natalinas.
Na Escandinávia, um alegre elfo chamado “Jultomten” era considerado o responsável por entregar presentes num trenó puxado por cabras.
A lenda inglesa diz que o Pai Natal visita cada lar na véspera de Natal para encher as meias das crianças com guloseimas festivas.
O Père Noël é encarregado de encher os sapatos das crianças francesas.
Na Itália, há a história de uma mulher chamada “La Befana”, uma bruxa bondosa que desce pela chaminé das casas italianas montada na sua vassoura para entregar brinquedos.
Enquanto celebramos a época natalícia, é fascinante refletir sobre como as tradições em torno do Pai Natal evoluíram ao longo dos séculos, lembrando-nos da alegria de dar e do espírito duradouro do Natal em todo o mundo.
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Café Procope, é um café histórico localizado em Paris, França.
É conhecido como um dos cafés mais antigos do mundo, fundado em 1686 por Francesco Procopio dei Coltelli, um imigrante siciliano.
Ao longo dos séculos, o Café Procope tornou-se um ponto de encontro muito popular para intelectuais, escritores e revolucionários, desempenhando um papel significativo na vida social e cultural de Paris.
Origem
Francesco Procopio aprendeu a actividade sob a liderança de um imigrante arménio chamado Pascal, que tinha um espaço na rue de Tournon onde vendia refrescos, incluindo limonada e café.
A tentativa de Pascal de gerir este tipo de negócio em Paris não foi bem sucedida e foi para Londres em 1675, deixando o espaço para Procopio.
O Café Procope abriu durante a era em que os cafés se tornaram centros importantes para encontros sociais e discussões intelectuais na Europa.
Inicialmente, era referido como um “antre” (caverna ou gruta) porque era muito escuro no seu interior, mesmo quando o sol brilhava no exterior. Após várias renovações, Procopio instalou no seu novo café, peças que no presente são padrão nos cafés europeus modernos, tais como os candelabros de cristal, espelhos de parede e mesas de mármore.
Sorte
Em 1689, a Comédie-Française abriu as suas portas no teatro em frente ao Café Procope.
Desta forma, o café começou a ser frequentado por muitos atores, escritores, músicos, poetas, filósofos, revolucionários, estadistas, cientistas, dramaturgos, artistas de palco, autores e críticos literários.
Clientes Famosos
O café recebeu muitas figuras notáveis ao longo da sua história. Os filósofos do Iluminismo, Voltaire, Rousseau e Diderot eram visitas frequentes, assim como os líderes revolucionários posteriores, Marat, Danton, Robespierre e Paul Verlaine. No século XIX, atraiu escritores como Victor Hugo e Honoré de Balzac.
O Café Procope foi um centro de debate político durante a Revolução Francesa. Diz-se que as figuras revolucionárias da época usaram o café como local para trocar ideias e traçar estratégias.
O Club des Cordeliers costumava realizar as suas reuniões no Café Procope, juntamente com Danton e Marat, que praticamente viviam no seu pátio. O local impulsionava o movimento revolucionário, sendo muito frequentado por Robespierre e os Jacobinos.
O Café Procope além de ser um local de consumo de café em Paris, também introduziu o hábito dos gelados aos parisienses, numa época em que estas iguarias eram consideradas luxuosas.
O Café Procope, nos dias de hoje, mantém muito do seu charme histórico, com a decoração e mobiliário da época que evocam a sua longa história. É um lugar popular para turistas curiosos e interessados no seu enorme legado e vastíssima herança.
O restaurante tem dois pisos; com muitos salões decorados ao estilo francês do século XVIII.
O Café Procope continua a funcionar como café e restaurante, atraindo tanto cidadãos locais como turistas. Oferece um menu com cozinha tradicional francesa e mantém uma atmosfera que reflete o seu passado ilustre, com os preços a combinar.
O Café Procope permanece como um testemunho do legado cultural duradouro de Paris, combinando a sua rica história com experiências gastronómicas modernas.
Apesar da sua fama, fechou em 1872 devido a problemas financeiros, reabrindo na decada de 1920, como café, sob um formato diferente, mas mantendo o mesmo nome, em homenagem ao café original. Desde o seu renascimento, o café tem acolhido várias cerimônias de entrega de prémios literários, incluindo o Prix Procope des Lumières, dedicado a ensaios políticos, filosóficos e sociais.
O Café Procope adquiriu o status de maior café literário do mundo e, por mais de 200 anos, todos aqueles que tinham um nome ou aspiravam a fazer um, fosse no mundo das letras, das artes ou da política, frequentavam o local.
Café Procope, um património cultural com centenas de anos, sem fim à vista!
Sintra é uma linda e romântica vila portuguesa situada no distrito e área metropolitana de Lisboa. É Património Mundial da Humanidade e Paisagem Cultural classificada pela UNESCO.
Sintra é um verdadeiro Tesouro Histórico, onde se encontram vestígios desde a idade do Bronze às diversas épocas da História de Portugal, sem descurar a época romana e a ocupação muçulmana.
Apesar de ser um dos centros urbanos mais populosos de Portugal, tem recusado ser elevada ao estatuto de Cidade.
Sintra é um testemunho de quase todas as épocas da história portuguesa e, no âmbito contextual de natureza, arquitetura e ocupação humana, Sintra evidencia o que hoje se considera uma paisagem cultural única no panorama da história portuguesa.
Sintra é seguramente um dos destinos mais belos e românticos de Portugal, onde reis e rainhas se apaixonaram e que escritores e poetas, como Eça de Queiroz e Lord Byron, registaram para sempre nas suas obras.
Lazer
Descobrir Sintra:
Um passeio pelas praias, os jardins exóticos, os parques exuberantes com caminhos entre árvores centenárias, os palácios de decoração fantástica, os pequenos lagos com recantos e as ruínas fingidas no meio da natureza, são decerto inspiradores para os maravilhosos lugares que pode visitar:
Monte da Lua
O Monte da Lua é um daqueles lugares cheios de magia e mistério onde a natureza e o Homem se conjugaram numa simbiose tão perfeita, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.
Na praça principal, vemos o Palácio da Vila com as suas duas chaminés cónicas, tão caraterísticas, que servem de bússola para voltar a este ponto de encontro.
Datado de finais do século XIV, foi lugar de passeio de muitos reis ao longo da História de Portugal.
Cada sala é decorada de forma diferente e tem uma história a conhecer, para além de o interior ser uma surpresa, pois é um verdadeiro museu do azulejo, com aplicações desde o séc. XVI, do início da sua utilização em Portugal.
É um palácio do séc. XIX, embora pareça ser mais antigo, com uma decoração que impressiona, rica em simbologia maçónica.
Muito perto da entrada da Regaleira, fica Seteais, um palácio do séc. XVIII atualmente transformado em hotel. Vale a pena entrar nos jardins e ir até ao miradouro, de onde se vê o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e o mar ao longe.
Antes de entrar no refúgio botânico do Parque da Pena, visite o Chalet da Condessa D’Edla e suba ao Palácio que Richard Strauss apelidou de “Castelo do Santo Graal”. Pelo caminho, é imperativo passar pelo Castelo dos Mouros. É um testemunho da presença islâmica na região, construído entre os séculos VIII e IX e ampliado depois da Reconquista.
Um dos palácios mais românticos de Portugal, uma reconstituição fantasiosa e revivalista, ao gosto do romantismo oitocentista, que se ficou a dever à paixão e imaginação do rei artista D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, consorte de D. Maria II.
Para além de outros museus de interesse, merecem grande destaque o Parque de Monserrate, com o seu exótico palácio neogótico, e o Convento dos Capuchos, construído no séc. XVI utilizando cortiça como revestimento dos pequenos espaços, seguindo os preceitos de pobreza da Ordem de São Francisco de Assis, contrastando com os outros palácios.
Perto de Lisboa, as praias da costa de Sintra, de areia dourada e fina, são das mais procuradas.
Praia das Maçãs
Enquanto a Praia das Maçãs, é mais apreciada para banhos de sol e mar, os desportistas preferem a Praia Grande, onde se realizam diversas competições nacionais e internacionais ligadas ao surf, bodyboard e ao skimming. No entanto, há uma piscina de água salgada para quem gostar de um “mar” mais tranquilo.
As Azenhas do Mar, com o casario na falésia, também com a sua piscina de água salgada e uma pequena praia que desaparece na maré cheia, é uma das mais cénicas e vale bem o passeio, Assim como a Praia da Adraga, entre as arribas.
Cabo da Roca
Para completar o percurso pela costa de Sintra, há que ir ao ponto mais ocidental do continente Europeu, o Cabo da Roca, «onde a terra acaba e o mar começa», e deslumbrarmo-nos com a vista e a força do mar.
Para superar limites, existem locais com boas condições para praticar escalada. A Pedra Amarela e o Penedo da Amizade são conhecidos pela dificuldade, mas a sensação de liberdade ao atingir o topo é indescritível, ao ter a melhor vista sobre a Vila de Sintra.
Num dia bonito, e sem nuvens, a serra é também um lugar de excelência para a prática de parapente e asa delta.
Trilhos
Existem também muitos trilhos para passeios pedestres e rotas de orientação para conhecer os mistérios desta paisagem.
De duração variável e dedicados a várias temáticas, desde a natureza à cultura, adaptam-se a todos os graus de dificuldade.
Um dos mais bonitos vai da Praia Grande, onde é possível ver uma jazida de onze trilhos de dinossauros e pegadas isoladas gravada na falésia, até ao Cabo da Roca, a 100 m acima do oceano.
Gastronomia
Dos pratos de carne, destacam-se o leitão de Negrais, a carne de porco às Mercês, o cabrito e a vitela assada.
O litoral da região de Sintra é abundante em peixe fino, mariscos e moluscos. Assim, é possível comer um apetitoso robalo ou sargo, deleitar-se com um polvo, ou saborear mexilhões e percebes.
Na doçaria, o destaque vai, inevitavelmente, para as queijadas de Sintra, doce ancestral que vem, pelo menos, da Idade Média.
Mas há outros que merecem ser provados: os travesseiros, os pastéis da Pena, as nozes de Galamares, os fofos de Belas, a par de um conjunto de compotas tradicionais fabricadas segundo métodos tradicionais.
A acompanhar qualquer refeição, é indispensável o vinho de Colares, com a famosa casta Ramisco, um dos primeiros da carta de vinhos de Portugal.
Atividades económicas
O turismo é uma das principais atividades económicas no concelho, devido ao vastíssimo património arquitetónico existente e também devido aos seus recursos naturais.
História
Do Paleolítico e Neolítico à Idade do Bronze e do Ferro, passando pelo Período Romano, depois pelo domínio muçulmano, da fundação de Portugal (a 9 de Janeiro de 1154, D. Afonso Henriques outorga Carta de Foral à Vila de Sintra) aos Descobrimentos, Sintra que sobreviveu ao Terramoto de 1755, tem o seu período áureo situado entre o final do séc. XVIII e todo o séc. XIX.
Aqui chega, no Verão de 1787, William Beckford, hóspede do 5° marquês de Marialva, estribeiro-mor do reino, residente na sua propriedade de Seteais e é aqui que a ainda princesa D. Carlota Joaquina, mulher do regente D. João, compra, no princípio do século XIX, a Quinta e o Palácio do Ramalhão.
Entre 1791 e 1793 Gerard Devisme constrói na sua extensa Quinta de Monserrate o palacete neo-gótico.
O apogeu deste desenvolvimento extraordinário da paisagem de Sintra foi atingido com o reinado de D. Fernando II da dinastia de Saxe-Coburgo-Gotha (1836-1885).
Muito ligado a Sintra e à sua paisagem, pela qual nutria um grande afecto, este rei-artista implantaria aqui o Romantismo de uma forma esplêndida e única para as regiões mediterrânicas.
O rei adquiriu o Convento da Pena situado sobre uma montanha escarpada e transformou-o num palácio fabuloso e mágico, dando-lhe a dimensão máxima que apenas um romântico de uma grande visão artística e de uma grande sensibilidade estética podia sonhar.
Além disso, D. Fernando II rodeou o palácio de um vasto parque romântico plantado com árvores raras e exóticas, decorado com fontes, de cursos de água e de cadeias de lagos, de chalets, capelas, falsas ruínas, e percorrido de caminhos mágicos sem paralelo em nenhum outro lugar.
O rei tomou também o cuidado de restaurar as florestas da Serra onde milhares de árvores foram plantadas, principalmente carvalhos e pinheiros mansos indígenas, ciprestes mexicanos, acácias da Austrália, e tantas outras espécies que contribuem perfeitamente para o carácter romântico da Serra.
Sintra: Inspiração
Entre a segunda metade do século XIX e os primeiros decénios do século XX, Sintra tornou-se um lugar privilegiado para artistas.
Músicos como Viana da Motta; músicos-pintores como Alfredo Keil; pintores como Cristino da Silva (o autor de uma das mais célebres telas do romantismo português, Cinco Artistas em Sintra); escritores como Eça de Queiróz ou Ramalho Ortigão, todos eles aqui residiram, trabalharam ou procuraram inspiração.
Muitos outros artistas foram seduzidos por Sintra. Sintra foi transformada em arte escrita, pintada, cantada e recordada por Byron, Christian Andersen, Richard Strauss e William Burnett, entre outros.
Sintra é a verdadeira e única capital do Romantismo.
“Sintra é o único lugar do país em que a História se fez jardim, porque toda a sua legenda converge para aí e os seus próprios monumentos falam menos do passado do que de um eterno presente de verdura.
E a memória do que foi mesmo em tragédia desvanece-se no ar ou reverdece numa hera de um muro antigo, em Sintra não se morre – passa-se vivo para o outro lado.
Porque a morte é impossivel no vigor da beleza. E a memória do que passou fica nela para colaborar.” “Louvar Amar”, Vergilio Ferreira.
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Bola de Berlim é um bolo tradicional português. Sendo um dos mais deliciosos e vendidos nas pastelarias, o que significa que é um dos preferidos dos portugueses.
História e Origens
A Bola de Berlim tem origem, como o próprio nome indica, no norte da Alemanha e foi trazida para terras lusas durante a 2.ª Guerra Mundial.
Nesta época e sob o dominio ditatorial de António Oliveira Salazar, entre 1939 e 1945, Portugal manteve a neutralidade, atraindo às cidades de Lisboa e Porto um grande número de refugiados judeus que fugiam da Alemanha nazi, muitos deles com o objetivo de atravessar o Atlântico rumo à América.
Foi nesta época que uma família judia fugiu da Alemanha para Portugal: a família Davisohn.
A mãe desta família começou a reproduzir uma receita que aprendera na Alemanha: um frito de massa de farinha doce com açúcar no exterior e doce no interior. Era a Bola de Berlim, Berliner Pfannkuchen no original (Bolo de Berlim de frigideira).
Esta é uma história que é relatada no livro Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial da historiadora Irene Flunser Pimentel, que conta o que se passou a seguir: com o calor, as praias de Lisboa enchiam-se de refugiados judeus que aí comiam esta iguaria.
Com a guerra, os refugiados necessitaram de trabalhar para sustentar a família e muitos dos judeus tornaram-se funcionários de empresas nacionais, como pastelarias e cafés. Por este mesmo motivo, Lisboa e Porto começaram a vender este doce típico.
Com o passar do tempo, os pasteleiros nacionais desenvolveram a própria versão, passando a rechear com doce de ovos ou sem creme, ao invés de creme ou marmelada.
Variantes da Bola de Berlim
Com o tempo e a sua popularidade, a receita foi alterada. A Bola de Berlim é tradicionalmente recheada com creme amarelo de pasteleiro (feito de ovos), embora, ao longo dos anos, tenham surgido mais variações: chocolate, avelã, doce de leite, caramelo, frutos vermelhos, coco, limão…
No entanto, a versão original, importada da Alemanha, seria com recheio de compota de fruta, de morango ou de frutos vermelhos, tal como a senhora Davisohn fazia.
Sucesso da Bola de Berlim nas praias
Tendo em conta o tamanho e a forma redonda (ideal para agarrar só com uma mão), as Bolas de Berlim começaram a ser vendidas na rua. Mais tarde, chegaram às praias, onde foram um sucesso tão grande que se transformaram num ritual típico do Verão.
Depois de uma ida ao mar, o nosso corpo fica com uma camada de sal e sentimos um travo salgado na boca. O doce da Bola de Berlim contrasta na perfeição com o salgado do mar, ficando este sabor mais intensificado.
Por ser um bolo frito, de massa fofa e arejada, torna-se muito usual o seu consumo na praia, pois os alimentos secos provocam sede e este bolo além de não ser seco é extremamente delicioso.
A Bola de Berlim é um prazeroso e delicioso bolo que consola os sentidos e deleita o espirito.
Receita da Bola de Berlim
Ingredientes:
• Óleo • Açúcar
Massa: • 25g de fermento de padeiro fresco • 100ml de água morna • 500g de farinha de trigo sem fermento • 100g de manteiga • 6 ovos • 100g de açúcar
Recheio: • 2 c. de sopa de amido de milho • 250ml de leite • 1 casca de limão • 1 vagem de baunilha • 300g de açúcar • 3 gemas
Preparação:
1. Massa: Comece por diluir 25g de fermento de padeiro fresco em 100ml de água morna;
2. Numa taça, coloque 500g de farinha de trigo sem fermento, 100g de manteiga, o fermento diluído e 6 ovos inteiros. Se quiser, junte 100g de açúcar. Mexa e deixe repousar num local seco e quente, se preferir, pré-aqueça o forno, desligue e deixe repousar no seu interior;
3. Assim que a massa levedar, divida-a em vários pedaços. Polvilhe uma superfície com farinha e molde a massa em pequenas bolas. Coloque num tabuleiro e deixe levedar mais um pouco no forno com uma temperatura de 50ºC;
4. Recheio: Numa taça coloque 2 c. de sopa de amido de milho e 3c. de sopa de leite, de 250ml. Dissolva e reserve;
5. Num tacho aromatize o restante leite com 1 casca de limão e um pouco de polpa de 1 vagem de baunilha. Coe este leite para um copo e, no mesmo tacho, adicione 300g de açúcar, novamente o leite aromatizado, 3 gemas batidas e o amido de milho dissolvido anteriormente. Mexa até engrossar;
6. Leve as bolas já levedadas a um tacho com óleo quente. Frite e, de seguida, assim que arrefecerem um pouco, passe por açúcar. Faça um buraco e recheie com o creme.
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