Bola de Berlim é um bolo tradicional português. Sendo um dos mais deliciosos e vendidos nas pastelarias, o que significa que é um dos preferidos dos portugueses.
História e Origens
A Bola de Berlim tem origem, como o próprio nome indica, no norte da Alemanha e foi trazida para terras lusas durante a 2.ª Guerra Mundial.
Nesta época e sob o dominio ditatorial de António Oliveira Salazar, entre 1939 e 1945, Portugal manteve a neutralidade, atraindo às cidades de Lisboa e Porto um grande número de refugiados judeus que fugiam da Alemanha nazi, muitos deles com o objetivo de atravessar o Atlântico rumo à América.
Foi nesta época que uma família judia fugiu da Alemanha para Portugal: a família Davisohn.
A mãe desta família começou a reproduzir uma receita que aprendera na Alemanha: um frito de massa de farinha doce com açúcar no exterior e doce no interior. Era a Bola de Berlim, Berliner Pfannkuchen no original (Bolo de Berlim de frigideira).
Esta é uma história que é relatada no livro Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial da historiadora Irene Flunser Pimentel, que conta o que se passou a seguir: com o calor, as praias de Lisboa enchiam-se de refugiados judeus que aí comiam esta iguaria.
Com a guerra, os refugiados necessitaram de trabalhar para sustentar a família e muitos dos judeus tornaram-se funcionários de empresas nacionais, como pastelarias e cafés. Por este mesmo motivo, Lisboa e Porto começaram a vender este doce típico.
Com o passar do tempo, os pasteleiros nacionais desenvolveram a própria versão, passando a rechear com doce de ovos ou sem creme, ao invés de creme ou marmelada.
Variantes da Bola de Berlim
Com o tempo e a sua popularidade, a receita foi alterada. A Bola de Berlim é tradicionalmente recheada com creme amarelo de pasteleiro (feito de ovos), embora, ao longo dos anos, tenham surgido mais variações: chocolate, avelã, doce de leite, caramelo, frutos vermelhos, coco, limão…
No entanto, a versão original, importada da Alemanha, seria com recheio de compota de fruta, de morango ou de frutos vermelhos, tal como a senhora Davisohn fazia.
Sucesso da Bola de Berlim nas praias
Tendo em conta o tamanho e a forma redonda (ideal para agarrar só com uma mão), as Bolas de Berlim começaram a ser vendidas na rua. Mais tarde, chegaram às praias, onde foram um sucesso tão grande que se transformaram num ritual típico do Verão.
Depois de uma ida ao mar, o nosso corpo fica com uma camada de sal e sentimos um travo salgado na boca. O doce da Bola de Berlim contrasta na perfeição com o salgado do mar, ficando este sabor mais intensificado.
Por ser um bolo frito, de massa fofa e arejada, torna-se muito usual o seu consumo na praia, pois os alimentos secos provocam sede e este bolo além de não ser seco é extremamente delicioso.
A Bola de Berlim é um prazeroso e delicioso bolo que consola os sentidos e deleita o espirito.
Receita da Bola de Berlim
Ingredientes:
• Óleo • Açúcar
Massa: • 25g de fermento de padeiro fresco • 100ml de água morna • 500g de farinha de trigo sem fermento • 100g de manteiga • 6 ovos • 100g de açúcar
Recheio: • 2 c. de sopa de amido de milho • 250ml de leite • 1 casca de limão • 1 vagem de baunilha • 300g de açúcar • 3 gemas
Preparação:
1. Massa: Comece por diluir 25g de fermento de padeiro fresco em 100ml de água morna;
2. Numa taça, coloque 500g de farinha de trigo sem fermento, 100g de manteiga, o fermento diluído e 6 ovos inteiros. Se quiser, junte 100g de açúcar. Mexa e deixe repousar num local seco e quente, se preferir, pré-aqueça o forno, desligue e deixe repousar no seu interior;
3. Assim que a massa levedar, divida-a em vários pedaços. Polvilhe uma superfície com farinha e molde a massa em pequenas bolas. Coloque num tabuleiro e deixe levedar mais um pouco no forno com uma temperatura de 50ºC;
4. Recheio: Numa taça coloque 2 c. de sopa de amido de milho e 3c. de sopa de leite, de 250ml. Dissolva e reserve;
5. Num tacho aromatize o restante leite com 1 casca de limão e um pouco de polpa de 1 vagem de baunilha. Coe este leite para um copo e, no mesmo tacho, adicione 300g de açúcar, novamente o leite aromatizado, 3 gemas batidas e o amido de milho dissolvido anteriormente. Mexa até engrossar;
6. Leve as bolas já levedadas a um tacho com óleo quente. Frite e, de seguida, assim que arrefecerem um pouco, passe por açúcar. Faça um buraco e recheie com o creme.
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As calças de ganga / jeans, desde que foram criadas, são transversais a todas as pessoas, países, culturas, idades, géneros e classes sociais.
Democráticas, cosmopolitas e com uma forma easy-to-wear inigualável, as calças de ganga / jeans têm uma longa história no cenário fashion.
História e Origem
A história conta-nos que o tecido das calças de ganga / jeans apareceu por volta do ano de 1792. Foi em Nîmes, França, que se fabricou, pela primeira vez, o tecido que veio a caracterizar as calças de ganga, que ficou conhecido como “tecido de Nîmes”.
Com o tempo e com a popularidade que foi ganhando, a expressão começou a ser abreviada para “Denim”.
Numa primeira fase, o tecido “Denim” começou a ser utilizado essencialmente em roupas para trabalho no campo e pelos marinheiros italianos que trabalhavam no porto de Génova, por ser um tecido robusto e de grande durabilidade.
Levi Strauss – o visionário
Pouco tempo depois, já na era da Corrida do Ouro na Califórnia, o tecido – com toda a sua tecnologia resistente – chamou a atenção do alemão Levi Strauss.
Visionário, que no ano de 1853 abriu uma loja em São Francisco, onde começou por vender produtos secos e lona para as carroças dos mineiros.
Loeb “Levi” Strass // Crédito Fotográfico: Page North
Nessa altura, Levi Strauss apercebeu-se de que as roupas dos mineiros não eram adequadas para os trabalhos que tinham de desempenhar e, por isso, decidiu fazer umas calças com o tecido que vendia normalmente para cobrir as carroças.
Este novo produto, criado por Levi Strauss, tornou-se rapidamente um sucesso para os mineiros, mas havia um problema: a lona era pouco flexível para calças, o que dificultava os movimentos.
Perante esta questão fundamental, Levi Strauss foi à procura de um tecido mais flexível, resistente e confortável tendo encontrado, na Europa, o tecido “Denim”, feito de algodão sarjado.
A partir daí, o nome de Levi Strauss elevou-se para uma marca: a Levi Strauss & Co. E as primeiras calças fabricadas com o tecido “Denim”, na altura, de cor castanha, tornaram-se num modelo famoso e clássico.
Assim, em meados de 1860, nascia a primeira calça Levi’s, a 501. Na época bastante diferente da versão atual mas já patenteada e com a mesma potência convencional e de fácil absorção comercial.
A mestria de Jacob Davis
A par com Levi Strauss, também Jacob Davis, costureiro, se tornou famoso ao propor a ideia de reforçar as costuras das calças.
Em 1860, foram acrescentados os botões de metal e rebites, anos depois, coseram a etiqueta de couro no cós das calças.
Mais tarde, assistiu-se ao aparecimento da cor azul índigo, que se tornou popular em 1890 e assim continua até aos dias de hoje.
Já com grande sucesso, Levi Strauss e Jacob David decidiram requerer a patente do produto, a 20 de maio de 1873.
Patente de Rebites de Cobre // Crédito Fotográfico: Rope Dye
Ao longo dos anos, melhorias no design foram efectuadas: Levi Strauss adicionou um arco duplo de costura laranja para reforço adicional e para as identificar como Levi’s; zíperes substituíram os botões em alguns modelos em 1954.
Quando a patente de Levi Strauss e Jacob David venceu em 1890, outros fabricantes ficaram livres para reproduzir o estilo.
OshKosh B’Gosh entrou no mercado em 1895, Blue Bell (mais tarde Wrangler) em 1904 e Lee Mercantile em 1911.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os jeans Lee Union-Alls eram o padrão para todos os trabalhadores de guerra.
Sucesso mundial na década de 30
As calças de ganga / jeans atingiram a sua popularidade mundial por volta de 1930, quando vários filmes de sucesso começaram a retratar os famosos cowboys americanos.
Hollywood ajudou desta forma a romantizar as calças de ganga / jeans nas décadas de 1920 e 1930, vestindo as calças em cowboys interpretados por atores como John Wayne e Gary Cooper.
Esta nova imagem glamorosa chegou aos consumidores que procuravam roupas casuais e lúdicas para usar nos finais de semana e feriados.
Fotos publicitárias de atrizes como Ginger Rogers e Carole Lombard vestindo estas calças, ajudaram a convencer as mulheres de que o estilo era para elas também.
Na década de 1930, a Vogue deu o seu selo de aprovação, ao chamar as calças de ganga de “western chic”.
Década de 40
Em 1942, a estilista americana Claire McCardell vendeu mais de 75.000 exemplares do seu vestido de denim Popover .
Claire McCardell // Crédito Fotográfico: Irving Penn
Também a Segunda Guerra Mundial popularizou a imagem das calças de ganga, uma vez que o tecido “Denim” era utilizado nas fardas do exército americano.
Décadas de 50 e 60
Já em 1950 vem o boom absoluto em que as calças de ganga passaram a ser associadas à juventude rebelde e anti-establishment.
Mais uma vez, este boom foi protagonizado por celebridades de Hollywood como Marlon Brando e James Dean – o eterno bad boy que criou o look blue jeans & t-shirt, receita de estilo adorada e repetida incansavelmente por fashionistas até hoje.
Na época, até estrelas do rock’n’roll ajudaram a consolidar o estilo como cool; os hippies e os manifestantes anti-guerra usavam jeans nos anos 1960.
Na década de 1960, as calças de ganga passaram a simbolizar a contracultura. Algumas escolas de ensino médio proibiram o seu uso, o que só serviu para aumentar ainda mais o seu sucesso.
Marylin Monroe com o seu glamour sensual também entrou na onda do tecido na época, trazendo a proposta para um nível ainda mais comercial e de puro sucesso.
Marilyn Monroe // Philippe Halsman, 1952
Década de 70
No início dos anos 1970 como forma de mostrar apoio à classe trabalhadora as mulheres feministas e lutadoras da liberdade feminina escolheram estas calças como forma de demonstrar a igualdade de gênero.
Também nesta década entram em cena os hippies que tinham como indumentária o tie-dye e, claro, as calças de ganga / jeans estilo boca de sino.
No final dos anos 70 e início dos anos 80, a moda high-end também se começou a interessar pela peça.
Os jeans Buffalo 70 da Fiorucci eram justos, escuros, caros e difíceis de comprar – por outras palavras, o oposto exato da calça boca de sino desbotada preferida do público mais jovem. Estas calças tornaram-se um sucesso entre o jet set e o Studio 54.
Em 1976, Calvin Klein exibiu calças de ganga / jeans na passarela – o primeiro estilista a fazê-lo.
Gloria Vanderbilt apresentou os seus jeans de sucesso em 1979. Estes jeans de marca não foram apenas um sucesso comercial, pois foram também comercializados com uma imagem mais ousada.
Década de 80
Nos anos 80, estrelas do rock, modelos, artistas e cineastas também levantaram a bandeira “denim”, disseminando-o internacionalmente e trazendo o material também para a cena high fashion.
Foi nesta década que aconteceu a provocativa campanha Calvin Klein de Brooke Shields e os anúncios sensuais de Claudia Schiffer para a Guess que ajudaram a dar aos jeans um novo tipo de potencial sedutor.
Dos anos 1990 até ao presente, as calças de ganga / jeans passaram por várias transformações e – entre as novidades mais ousadas e construções com apelo statement – voltou às suas origens importando as versões mais clássicas para o topo da lista de must-haves mais vendidas.
Nesta década, casas de moda como Versace, Dolce & Gabbana e Dior também entraram no mercado das calças de ganga / jeans.
Ao longo das décadas, os tipos e estilos de jeans tornaram-se estratificados entre grupos e subgrupos: os estilos hip-hop do início da década de 1990 eram caracterizados por jeans oversized; intelectuais e modernos optaram pelo jeans escuro como forma de voltar às raízes do estilo; as estrelas pop preferiam as peças assinadas pela Diesel; os aficionados pagavam preços altos por Levi’s vintage e índigo japonês tingido à mão.
Hoje, quase todas as marcas de luxo e designers de alta costura já exibiram jeans nas passarelas; e eles estão disponíveis em ambas as extremidades do espectro de preços, com uma infinidade de estilos: largo, skinny, cintura alta, baixa, claro, escuro ou colorido.
“Eu sempre disse que gostaria de ter inventado o jeans”, disse Yves Saint Laurent ao New York Magazine em Novembro de 1983. “Eles têm expressão, modéstia, apelo sexual, simplicidade – tudo o que espero nas minhas roupas.”
Levi Strauss – imortal
Levi Strauss foi o pioneiro que se elevou com a forma como idealizou e produziu as calças de ganga como, atualmente, o mundo as conhece.
Nasceu em Buttenheim na Alemanha, no dia 26 de fevereiro de 1829 e faleceu a 26 de Setembro de 1902 em São Francisco, Estados Unidos, país onde revolucionou, o “mundo” das calças de ganga / jeans, a peça de roupa que une o interesse de homens e mulheres, miúdos e graúdos e é um grande sucesso ao longo de 150 anos.
O nome Levi Strauss & Co. estabeleceu-se como a assinatura das calças Levi’s, uma das marcas mais conhecidas do mundo.
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A história dos Faróis é rica e valiosa pois reflete os avanços na navegação, arquitetura e tecnologia.
Inicialmente, os faróis eram fogueiras simples construídas em terrenos elevados, servindo como auxílios à navegação para os marinheiros.
No entanto, à medida que o comércio marítimo se expandiu a necessidade de uma navegação mais segura tornou-se essencial, estes primeiros balizadores evoluíram para estruturas mais permanentes e elaboradas.
Os primeiros Faróis
O Farol de Pharos foi um dos primeiros faróis conhecidos, construído por volta de 280 a.C. na pequena ilha de Pharos, no Egito, também conhecido como o Farol de Alexandria, é um dos faróis mais icónicos e significativos da história.
Durante muitos séculos, foi a estrutura feita pelo homem mais alta do planeta.
Foi construído para guiar os marinheiros com segurança até ao porto de Alexandria, um dos portos comerciais mais importantes do mundo antigo.
O Farol de Pharos tornou-se um protótipo para os faróis ao redor do mundo, influenciando projetos subsequentes.
Tinha uma grande chama aberta no topo, que era usada para produzir luz, enquanto espelhos de bronze polido eram usados para refletir e amplificar o brilho da chama, permitindo que fosse vista a quilômetros de distância.
No século XV, o Farol de Pharos encontrava-se em ruínas, com os remanescentes deste a ser usados na construção da Cidadela de Qaitbay no mesmo local.
Um dos faróis mais antigos em funcionamento na Europa é o Farol de Hook, localizado em Hook Head, no Condado de Wexford, Irlanda. Foi construído durante a Idade Média com um design robusto e circular.
Renascimento e Período Moderno Inicial
Os séculos XVII e XVIII trouxeram avanços enormes na tecnologia, tais como a introdução nos faróis de lentes de vidro.
As primeiras lentes usadas eram espessas, excessivamente pesadas e de má qualidade, feitas de vidro. Portanto, não eram muito eficazes e tendiam a perder a luz através do vidro grosso.
A lente de Fresnel, inventada por Augustin-Jean Fresnel no início do século XIX, revolucionou o design de faróis, permitindo feixes de luz mais potentes e focados.
A lente de Fresnel ainda é usada hoje em dia em faróis em todo o mundo.
Expansão Europeia e a Era Moderna
No século XVIII, muitos países colocaram faróis ao longo das suas costas para ajudar na navegação marítima.
Devido ao comércio internacional através do Oceano Atlântico, a construção de faróis prosperou e esta época ficou conhecida como a era moderna da construção de faróis.
O primeiro farol a adotar uma estética e construção mais modernas foi o Farol de Eddystone, na Inglaterra.
A construção do Farol de Eddystone teve de ser o mais perfeita possível, pois as rochas no local eram extremamente perigosas.
O seu designer modelou a base do farol inspirado por árvores de carvalho e, após ter sido comprovado o sucesso, este método tornou-se um padrão na indústria.
Métodos de iluminação eficientes tornaram-se então o foco principal para os engenheiros de faróis.
Após experimentar vários tipos de óleos e técnicas de fluxo de ar, desenvolveu-se um sistema para o uso de gás. Este tornou-se o padrão para todos os faróis até que a engenharia elétrica se tornasse mais proeminente no final do século XVIII.
Com a invenção da lâmpada elétrica, a iluminação dos faróis mudou drasticamente para melhor.
Desde então, os faróis pouco evoluíram. Num mundo em constante evolução, os faróis são algo que se manteve praticamente inalterado durante centenas de anos.
Simbolismo
Quando a vida por momentos se torna uma viagem vigorosa com as ondas, chuva e dificuldades, o farol comunica e transmite com a sua luz que a segurança e o conforto estão muito perto e a umas remadas de distancia.
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O Mini é um icónico automóvel britânico que fascinou entusiastas de carros por todo o mundo desde as suas origens.
A história do Mini é uma viagem colorida e rica através dos anais da engenharia e design automóvel.
História e Origem
1956: A Crise do Suez e a Escassez de Combustível
A Crise do Suez começou em 29 de Outubro de 1956, quando as forças armadas israelitas avançaram no Egipto, em direção ao Canal de Suez, uma via navegável valiosa que controlava dois terços do petróleo utilizado pela Europa.
Em meados dos anos 1950, a Crise de Suez levou ao racionamento de combustível no Reino Unido, criando a necessidade de veículos mais eficientes no consumo de combustível.
Simultaneamente, havia um mercado crescente para pequenos carros acessíveis, os chamados ‘bubble cars’, como o BMW Isetta e o Messerschmitt KR200.
A British Motor Corporation (BMC) incumbiu Sir Alec Issigonis, um designer já reconhecido como o responsável pelo Morris Minor, de desenvolver um novo carro pequeno.
Issigonis, concebeu este carro para ser barato, compacto mas ao mesmo tempo com interiores espaçosos e eficiente em termos de combustível.
Para que este feito fosse possível, Sir Alec Issigonis, colocou o motor ao lado, o que criou mais espaço no interior do carro.
O resultado foi o Mini, lançado em Agosto de 1959.
Inicialmente foi comercializado sob duas marcas: o Austin Seven (mais tarde Austin Mini) e o Morris Mini-Minor, ambos essencialmente o mesmo veículo mas com emblemas diferentes.
A configuração do Mini era inovadora, utilizando 80% do espaço do piso do carro para passageiros e bagagem, o que proporcionava um amplo espaço dentro de uma dimensão muito compacta.
Mini Cooper
Em 1961, John Cooper, um amigo de Issigonis e proprietário da Cooper Car Company, viu o potencial para uma versão de desempenho do Mini.
Nascia assim o Mini Cooper, com um motor maior, carburadores duplos e travões de disco. Tornou-se um sucesso imediato, especialmente nos desportos a motor.
Em meados dos anos 60, o Mini tornou-se um ícone cultural, muitas vezes visto como um símbolo dos Anos 60 e da cultura popular britânica.
A sua associação com celebridades, como os membros dos Beatles, bem como o seu papel de destaque no filme de 1969 “The Italian Job”, cimentaram ainda mais o seu estatuto.
A BMC passou por várias fusões, tornando-se eventualmente parte da British Leyland Motor Corporation.
Apesar dos desafios corporativos, o Mini continuou a ser produzido e viu várias iterações e atualizações.
Mini Clubman e Outras Variantes
Durante este período, foram introduzidos vários modelos do Mini, incluindo o Mini Clubman, que apresentava uma frente redesenhada, e outras variantes como o Mini Van, Mini Moke (um veículo utilitário) e o Mini Pick-up.
Embora mantendo o charme estético do original, o novo MINI apresentou engenharia moderna, desempenho melhorado e características de segurança avançadas.
O novo MINI foi um sucesso imediato, atraindo tanto novos clientes como entusiastas do Mini clássico.
Expansão e Variantes
A BMW expandiu a gama MINI com vários modelos, como o MINI Convertible, MINI Clubman, MINI Countryman (um crossover compacto) e várias variantes de alto desempenho, como o John Cooper Works (JCW).
Nos últimos anos, o foco tem-se deslocado para a eletrificação, com a introdução do MINI Electric (MINI Cooper SE), demonstrando o compromisso da marca com a sustentabilidade enquanto mantém o seu design icónico e experiência de condução.
O caminho do Mini, desde o seu design revolucionário nascido de uma crise de combustível até se tornar um ícone cultural e uma lenda moderna da indústria automóvel, é um testemunho do seu apelo duradouro e espírito inovador.
Com uma evolução contínua e um leal seguimento global, o Mini continua a navegar pelo futuro da indústria automóvel, preservando sempre o seu património único e legado singular.
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Pão-de-Ló, é talvez o bolo mais tradicional do nosso País, um clássico da confeitaria com massa fofinha e leve iminentemente ligado à época da Páscoa que serve também de base para muitas outras receitas deliciosas.
História e Origens
Estima-se que o Pão-de-Ló tenha sido criado na segunda metade do século XVIII, quando o cozinheiro genovês Giobatta Carbona, enviado a Espanha pelo marquês Domenico Pallavicino (nomeado embaixador em 1747 pelo rei da Espanha Fernando VI), presenteou o rei espanhol, por ocasião de um banquete, com um bolo extremamente leve que designou como Pan di Spagna, em homenagem à corte espanhola da época.
A inovação dessa receita é justamente o modo de preparação da massa a frio e rica em ovos, com todos os ingredientes adicionados num recipiente e depois cozinhados em banho-maria. Com os anos, essa técnica de preparação foi abandonada.
Em Portugal
Em Portugal, diz a tradição que o Pão-de-Ló teve a sua origem nos conventos.
Dizem também que embora a origem do nome seja portuguesa, as suas raízes são espanholas descendentes de um biscoito similar ao Pão-de-Ló que era preparado nos mosteiros e conventos de Castela em Espanha.
Naquela época, o Pão-de-Ló estava sempre presente nas mesas dos padres mais abastados sendo o doce indicado para as dietas dos convalescentes, era também, o bolo enviado como presente e conforto a famílias de luto e oferecido aos condenados à morte junto com um copo de vinho, quando subiam à forca.
Variantes do Pão-de-Ló
Em Portugal, cada convento efetuou alterações no Pão-de-Ló, consoante a criatividade e especificidade de cada região, por esse motivo existem nos dias de hoje, várias formas de fazer o bolo.
Margaride, Ovar, Arouca, Alfeizerão (antigo Convento de Cós, perto de Alcobaça), de Vizela (bolinho, de formato retangular e regado com xarope de açúcar), Pão-de-Ló de Freitas (Amarante, feito com dois tipos de farinha – fécula e farinha de arroz), de Famalicão (Mosteiro de Landim que se bate por mais tempo), Pão-de-Ló de Mirandela, com limão, de Figueiró dos Vinhos, Alpiarça ou Rio Maior, são múltiplas as versões de um mesmo bolo batizado assim na Idade Média.
O Pão-de-Ló foi introduzido no Japão no século XVI, pelos primeiros portugueses que lá chegaram e levaram consigo a receita, que se converteu através dos tempos num dos doces mais típicos de Japão, o Kasutera, palavra derivada justamente de “Castela”.
Este bolo simples, mas com uma textura incomparável, na Itália é conhecido com o Pão-de-Ló genovês e pan di Spagna, na Inglaterra e nos Estados Unidos é o Sponge cake.
Origem do nome
A massa levíssima do bolo justifica o termo “ló”, que dá nome à receita. Com efeito, Ló, para quem não sabe, é um tecido finíssimo e delicado.
O Pão-de-Ló, mesmo com algumas variações de regiões ou de países, é sempre um fofinho, delicado e delicioso bolo para se saborear em todas as estações do ano e também em épocas festivas e especiais como a Páscoa e o Natal.
Pão-de-Ló de Margaride
O Pão de ló de Margaride é uma referência na doçaria tradicional portuguesa, tendo a Câmara Municipal de Felgueiras apresentado, em 2011, a sua candidatura às 7 Maravilhas da Gastronomia, na categoria de doces.
A qualidade e excelência deste doce regional foram reconhecidas pela Casa Real Portuguesa, tendo sido atribuído à sua criadora, D. Leonor Rosa da Silva, o título de “Doceira da Casa Real”.
O autêntico Pão-de-Ló de Margaride é cozido em forno de lenha, em formas de barro não vidrado. É considerado o melhor Pão-de-Ló seco de Portugal. A receita original, usada pela Casa Leonor Rosa da Silva, que o comercializa, está guardada a “sete chaves”.
Receita do Pão-de-Ló de Margaride
Ingredientes:
• 12 gemas • 3 ovos inteiros • 225 g açucar • 1 colher de café sal grosso • 100 g farinha fina ou extra fina sem fermento (Tipo 55) • 2 folhas papel almaço para forrar
Preparação:
• Bata os ovos com o açúcar e o sal na batedeira, em velocidade média, durante 15 minutos. Aumente para a velocidade máxima e bata durante mais 5 minutos. A massa vai crescer imenso! • Peneire a farinha diretamente para a massa e envolva delicadamente à mão, em movimentos circulares de baixo para cima, garantindo que a farinha é bem absorvida. • Forre uma forma de barro para pão de ló (ou outra de buraco, grande) com folhas de papel almaço, inclinadas e ligeiramente sobrepostas. • Verta a massa na forma, coloque uma tampa e leve a forno pré-aquecido a 200º C, durante cerca de 1 hora ou até estar cozido. Faça o teste do palito. • Retire do forno, tire a tampa e deixe arrefecer. Depois de frio retire-o da forma e sirva, preferencialmente na companhia de um bom vinho de Felgueiras.
Nota:
Se não tiver a forma tradicional de barro, use outra, desde que seja grande (nº 30);
Se não tiver papel almaço, use em alternativa, papel vegetal, papel A4 normal ou papel de cenário. Pode, em alternativa, fazer este Pão-de-Ló untando apenas a forma com manteiga e polvilhando com farinha;
Na forma de barro, o tempo é entre 1 hora, 1 hora e um quarto. Na de alumínio serão cerca de 50 minutos;
O pão de ló de Margaride não conhece a faca. É um bolo que se parte à mão.
Adaptada de uma receita antiga de Maria de Lurdes Modesto, recolhida junto de habitantes de Felgueiras.
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Ludwig van Beethoven foi um compositor, maestro, pianista e professor de piano alemão, nascido em Bonn, Alemanha, no dia 17 de Dezembro de 1770.
Beethoven produziu cerca de 200 obras entre as quais sonatas, sinfonias, concertos, quartetos para cordas. No entanto, escreveu apenas uma ópera, “Fidélio”. As principais criações do compositor foram a “Nona Sinfonia” e a “Quinta Sinfonia”.
É uma das figuras mais veneradas na história da música ocidental e as suas obras estão entre as mais executadas do reportório da música clássica que abrangem a transição do período clássico para a era romântica neste gênero musical, tendo o seu legado influenciado decisivamente a evolução posterior desta arte.
O compositor alemão captou as características do romantismo e escreveu obras que expressam ideias e sentimentos. Para além disso, foi um inovador ao aumentar o número de músicos de uma orquestra para executar as suas obras e ao usar um coro na sua última sinfonia.
Infância de Beethoven
Museu the Beethoven, casa onde nasceu
Neto e filho de músicos, o seu pai decidiu alcançar, através do filho, o prestígio que não tinha conseguido obter. Com apenas cinco anos de idade começou a estudar cravo, violino e viola e era severamente castigado à mais pequena pequena distração.
Com sete anos de idade, frequentou uma escola pública e tinha um comportamento triste e rebelde devido ao desentendimento com o pai, que era alcoólatra. Com oito anos participou num recital na Academia de Sternengassee onde foi apresentado pelo pai como um gênio.
A partir de 1781, passou a ter aulas com Christian Gottlob Neefe, principal tocador de orgãos da corte, que lhe abriu novos horizontes ao tocar a música de compositores famosos como Haydn e Mozart. Nessa época começou a aprender piano, instrumento no qual se destacaria mais tarde.
Christian Gottlob Neefe
Com apenas onze anos, foi nomeado tocador de orgão suplente da corte. Ao mesmo tempo que se aperfeiçoava no violino com o mestre Rovantini.
Adolescência
Revelando-se notável e extraordinário em vários instrumentos, Beethoven tinha apenas 13 anos quando foi nomeado solista de cravo na corte de Bonn.
Beethoven começou a ter a proteção do Príncipe-Eleitor Maximilian Franz, governante de um dos trezentos pequenos Estados que formavam o Império da Alemanha.
Maximilian Franz
A primeira obra divulgada
Nessa época, surgiu a sua primeira obra divulgada: “Nove Variações para Piano Sobre uma Marcha de Ernest Christoph Dressler”. Em 1784 escreveu “Três Sonatinas para Piano”.
Em 1787 foi para Viena para estudar com Mozart levando uma carta de apresentação do Príncipe. Mozart ao ouvi-lo tocar ficou maravilhado e achou-o assombroso.
Dois meses depois, a doença e morte da sua mãe fê-lo regressar a Bonn. Pouco depois morreu a sua irmã. A trabalhar como cravista da corte, ele sustentava a casa.
Com 21 anos de idade, Beethoven já desfrutava de grande prestígio junto à nobreza de Bonn. As famílias mais influentes faziam questão da companhia do músico nas suas festas.
Mudança para Viena
Mesmo com um temperamento imprevisível, Beethoven conquistou sólidas amizades. Em 1788, conheceu o conde Ferdinand Ernest von Waldstein, que o protegeu e lhe encomendou várias obras. Uma das mais belas sonatas escritas para piano por Beethoven, chama-se justamente “Waldestein”, obra dedicada ao seu mecenas.
Ferdinand Ernest von Waldstein
Graças aos esforços de Waldstein, em 1792, Beethoven deixou a sua terra natal. Levava na bagagem uma obra volumosa que permanecia em manuscritos, pois não existiam editores em Bonn.
Quando chegou à capital da Áustria, Mozart falecera há um ano. Passou a ter aulas com Haydn, com quem não se entendeu e também com Johann Schenk, sem que Haydn soubesse. Após um ano, entrou em rutura com os dois.
Instalado no palácio de Karl Lichnowsky, Beethoven recebia uma pensão e o príncipe queria que ele se dedicasse inteiramente à música. Todas as sextas-feiras eram dias de recitais.
Primeira apresentação pública
Só em 1795, com 25 anos, Beethoven fez a sua primeira apresentação pública, onde executou um concerto para piano, pelo qual foi aplaudido em delírio. Pouco tempo depois deste concerto, uma prestigiada editora publicou “Três Trios para Piano, Violino e violoncelo, Opus 1″, dedicado ao príncipe Lichnowsky.
Em 1797, depois de publicar as “Três Sonatas para Piano, Opus 2”, conseguiu a edição de mais um trabalho, “Trio em Bi Bemol, para Violino, Viola e Violoncelo, Opus 3”.
O seu crescente prestígio atraía alunos e convites para recitais, o que lhe proporcionava estabilidade financeira e lhe permitia vestir-se com elegância tornando-se mais sociável. Beethoven era forte, baixo, circunspecto e tinha o rosto marcado pela varíola.
A surdez de Beethoven
Por volta de 1800, o compositor começa a sofrer de problemas auditivos, porém ele escondeu o problema de praticamente todos. O violonista Karl Amenda foi a primeira pessoa a quem Beethoven confessou o que lhe estava a acontecer. Numa carta escrita em 1798, dizia: “Tenho piorado da minha surdez e pergunto-me o que será dos meus ouvidos”.
Nessa época, apaixonou-se pela sua aluna Therese von Brunswick, mas não foi correspondido. Atirou-se com fúria ao trabalho e compôs “Sonata em Dó Menor, para Piano, Opus 13 (1799)”, que se tornou conhecida como “Patética”.
Therese von Brunswick
Na composição dessa obra prima musical Beethoven aplicara o profundo conhecimento que alcançara na infatigável pesquisa da técnica para piano, após ter abandonado o instrumento musical: cravo.
Em 1801, Beethoven escreveu para o seu médico relatando que estava há alguns anos a perder a audição. Essa perda progressiva do sentido, que mais usava, arrastou-se durante praticamente três décadas, aos 48 anos já estava surdo.
Alguns investigadores suspeitam, que a surdez do compositor teria sido consequência da varíola, do tifo ou de uma gripe quase constante que o atacou durante anos.
Porém, esse foi o início do período mais brilhante da carreira de Beethoven, quando produziu as grandes sinfonias que lhe dariam a imortalidade. O gênio tinha memória auditiva e era capaz de criar composições na sua cabeça transformando-as, posteriormente, em partitura.
Últimos anos de Beethoven
Em 1815, a sua surdez ficou mais grave e ele mantinha “cadernos de conversa” para conseguir dialogar com os amigos.
Em 1824, envelhecido e doente, o compositor já não se empolgava com o êxito e a repercussão da sua música. De Inglaterra, editores encomendavam-lhe composições.
Luís XVIII, rei da França, enviou-lhe uma medalha de ouro cunhada com o seu nome, como tributo pela beleza da “Missa Solene em Ré Maior, Opus 123”.
Missa Solene em Ré Maior, Opus 123
Morte de Beethoven
Depois de várias crises de depressão, Beethoven é atingido por uma pneumonia, cirrose e infecção intestinal.
Ludwig van Beethoven faleceu na cidade de Viena, Áustria, com 56 anos, no dia 26 de Março de 1827.
A causa da morte do compositor ainda é um mistério, as principais suspeitas recaem sobre a tese de um envenenamento (intoxicação por chumbo) e um desgaste natural do corpo pela cirrose.
Beethoven foi considerado uma celebridade em vida. O seu cortejo fúnebre foi uma das provas desse reconhecimento, pois contou com a presença de cerca de 200 mil pessoas.
Características e obras primas de Beethoven
O compositor acreditava que a música não servia apenas para o lazer e sim para expressar ideias, por esse motivo, as suas obras são marcadas por um forte teor emocional seguindo as características do Romantismo, que dominava a arte europeia naquela época.
“Quinta Sinfonia”
Beethoven começou a trabalhar na “Quinta Sinfonia”, em 1804, mas só se dedicou profundamente a ela em 1807, tendo concluído o projeto no ano seguinte.
A primeira vez que a “Quinta Sinfonia” foi tocada, foi no dia 22 de Dezembro de 1808, no Theater an der Wien, em Viena, tendo sido dirigida pelo próprio Beethoven, que também executou a “Sexta Sinfonia” entre outras peças suas. Naquela noite de inverno, o público assistiu, durante quatro horas às composições exclusivamente produzidas por Beethoven e praticamente desconhecidas.
A “Quinta Sinfonia” era dedicada ao conde Razumovsky e ao príncipe Lobkowitz. Uma composição fora do seu tempo, a Sinfonia que era muito moderna para a ocasião em que foi apresentada, e se tornou no século XX, a composição mais famosa do mundo ocidental.
Os seus quatro acordes iniciais a tornaram extremamente conhecida do grande público, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Afinal, os três tempos curtos somados ao longo, significavam, no código Morse, o “V” de “vitória” (••• –).
Estas quatro notas repetem-se ao longo do primeiro movimento em várias seções da orquestra. O ouvinte precisa de estar atento, pois alterna-se a tensão e o descanso, não deixando ninguém indiferente.
A sua duração é de cerca de meia hora e esta obra possui quatro movimentos:
Allegro con brio Andante con moto Scherzo Allegro
Quinta Sinfonia de Beethoven
“Nona Sinfonia”
Quando criou a “Nona Sinfonia”, entre 1822 e 1824, Beethoven já estava surdo. No dia 7 de Maio de 1824 fez a primeira apresentação da “Sinfonia n.º 9”, Opus 125, famosa como “Coral”, por incluir o coro no seu quarto movimento, sugerido pela Ode à Alegria de Schiller.
No fim da apresentação, uma tempestade de aplausos saudou o compositor, que completamente distraído olhava fixamente para a partitura e continuava de costas para a plateia, como era habitual. Foi Karoline Unger, contralto solista, que virou o compositor de modo a que ele pudesse ver a reação do público.
Beethoven estava muito à frente do seu tempo, pois até então as composições desse tipo eram apenas instrumentais.
Os quatro solistas, além do coro, participam na parte final da Nona Sinfonia inspirada nos versos de “Ode à Alegria”, escrita por Friedrich Schiller em 1785. A “Nona Sinfonia”, que foi a última das suas sinfonias, também é especialmente lembrada porque é nela que o compositor se aproxima do povo, provocando um sentimento de união e unidade.
Com cerca de 65 minutos de duração, a “Nona Sinfonia” é dividida em quatro movimentos:
Allegro ma non troppo, un poco maestoso Molto vivace Adagio molto cantabile, andante moderato Finale: Presto
O manuscrito original da “Nona Sinfonia”, praticamente integral, que contém mais de 200 páginas, faz parte do acervo do Departamento de Música da Biblioteca Estatal de Berlin, ao lado de outras obras-primas de Mozart e Bach. No manuscrito faltam apenas duas partes: uma delas (duas páginas) está em Bonn, na Casa de Beethoven, e outra parte (três páginas) se encontra na Biblioteca Nacional em Paris.
Nona Sinfonia de Beethoven
“Ode à Alegria”
A “Ode à Alegria”, também conhecida como “Hino à Alegria” (no original Ode An die Freude), encontra-se na parte final da Nona Sinfonia de Beethoven e louva a humanidade, que se passa a encontrar novamente reunida e em estado de felicidade.
O desejo de celebrar a fraternidade e a igualdade entre os homens já acompanhava Beethoven há bastante tempo, desde que o compositor teve um maior contacto com os valores pregados durante a Revolução Francesa.
A parte instrumental da “Ode à Alegria” – apenas a melodia criada por Beethoven a partir dos versos do poema An die Freude, do alemão Friedrich Schiller (1759-1805), transformou-se em 1985, no hino oficial da União Europeia. Com o passar do tempo, a composição tornou-se um símbolo de paz e comunhão entre os povos. A criação possui um célebre verso que anuncia que “todos os homens se tornam irmãos”.
Ode à Alegria de Beethoven
Outras composições de Beethoven:
• Três Sonatas para Piano, Opus 2 (1797) • Trio em Mi Bemol, para Violino,Viola e Violoncelo, Opus 3 (1797) • Serenata em Ré, para Violino, Viola e Violoncelo, Opus 8 (1798) • Três Sonatas para Piano e Violino, Opus 12 (1799) • Sonata em Dó Menor para Piano, Opus 13 (1799) (Sonata Patética) • Duas Sonatas para Piano, Opus 14 • Septeto em Mi Bemol, Opus 20 (1800) (Dedicado à Imperatriz Maria Teresa da Áustria) • Sinfonia n.º 1 em Dó Maior, Opus 21 (1800) • Concerto n.º 3, em Dó Menor, para Piano e Orquestra, Opus 37 (1800) (Dedicado ao Rei Luís Fernando da Prússia) • Sonata Quase uma Fantasia, Opus 27 n.º 2 (Sonata ao Luar) • Sinfonia n.º 2 em Ré Maior, Opus 36 • Sinfonia n.º 3 em Mi Bemol Maior, Opus 55 (1805) (Heroica) (Título original “Sinfonia Grande – Titolata Bonaparte” (Ao saber que Napoleão se fizera imperador dos franceses, trocou o título para “Sinfonia Heróica”) • Ópera Fidelio (1805) • Sonata em Fá Menor para Piano, Opus 57 (1808) (Appassionata) (Representou o rompimento dos últimos elos que o ligavam ao classicismo e a adoção da linguagem emotiva que caracterizou a época romântica) • Concerto n.º 5, para Piano e Orquestra, Opus 73 (1809) (Imperador) • Bagatela para piano (Für Elise) (1810) • Sinfonias n.º 7 e n.º 8 (1812) • Sonatas para Piano, Opus 106, 109, 110 e 111 (1822) • Missa Solene em Ré Maior, Opus 123 (1823) • Quartetos para Cordas, Opus 127, 130, 131, 132 e 135 (1825) (suas últimas composições)
A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade.
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A praia é um dos destinos favoritos quando chega o Verão. Corpos passeiam livremente e descontraídos de fato de banho ou biquini. Mas nem sempre foi assim.
Nas zonas costeiras da Europa a moda de ir a banhos chegou, e Portugal, não foi excepção.
O pudor dos tempos antigos
Foi, com a burguesia e a aristocracia, ainda nos finais do século XIX que frequentavam as praias e usavam a água do mar para fins terapêuticos.
Touca, meias pretas, sapatos de lona, calções pela barriga das pernas e uma blusa tipo túnica… Esta era a toilette para se ir à praia em 1880.
Para garantir a boa decência, homens e mulheres tinham ainda zonas separadas.
Mostrar a pele? Nem pensar… Isso seria um escândalo. Aliás, ia-se à praia por questões de saúde e não para se ficar bronzeado.
Ir à praia, tornou-se um momento de socialização por toda a Europa e também uma questão de moda.
A realeza europeia, com pouco para fazer, descobria uma nova forma de passar o tempo e as outras classes sociais também não queriam ficar de parte.
Entretanto, a sociedade e os seus valores foram mudando e a moda balnear também.
Em 1891, os braços desnudam-se e causam um grande escândalo entre os mais puritanos.
Todavia, na primeira metade do século XX assistiu-se a uma redução da quantidade de tecido necessário para ir à praia.
Evolução do Design
Uma redução que não foi pacífica: em 1907, a nadadora australiana Annette Kellerman foi presa em Boston por estar a usar um fato de banho justo, apesar deste a cobrir do pescoço aos pés.
Anos depois, em 1913, o designer Carl Jantzen introduziu um conjunto de banho composto por um top e calções, peça que também foi totalmente bem recebida.
De um traje completo, que cobria o corpo da cabeça aos pés, evolui-se para um traje mais simples, mais leve e de tecidos diferentes.
Os fatos de banho em malha para as senhoras e o calção para os homens com ou sem peitilho, tornaram-se no último grito da moda nas praias.
Fato de banho na década de 1920 em Portugal
Da década de 1920 em diante, em Portugal, os fatos de banho, passam a ser vestidos com alça, que deixam ver os braços que caem sobre os pequenos calções.
A exposição do corpo estava, aliás, bastante regulada. Existiam editais que saiam nas capitanias que regulamentavam as barracas, os toldos e a colocação de barcos dos pescadores.
Haviam também prescrições relativamente à postura, nomeadamente quando à obrigatoriedade de usar fatos que resguardassem o corpo. As ordens eram acatadas sob o olhar vigilante dos cabos de mar.
Fato de Banho No Mundo
Na década de 1920, mostrar a pele era já menos atrevido, e na década de 1930 exibir as costas e um pouco do tronco era comum.
Dos lindos fatos de banho cortados de Claire McCardell ao aparecimento de estrelas como Jayne Mansfield, Rita Hayworth e Ava Gardner — para não mencionar inúmeras pin-ups e bailarinas — em peças mais reveladoras e, cada vez mais, em duas peças, a natureza do traje de praia aceitável foi mudando continuamente.
No entanto, nesta época, existia um problema: O Código Hays, um conjunto de regras impostas em Hollywood a partir de 1934, que proibia a exposição do umbigo em filmes, pelo que todas as partes inferiores da roupa de praia (mas não só) necessitavam de ser de cintura subida.
O Fato de banho nas suas múltiplas variantes, tornou-se um objecto de moda e produto de consumo.
História do Biquíni ou Bikíni
Na antiguidade, existem registos anteriores do uso de algo semelhante a um biquíni.
Mosaicos romanos do século IV, em que um deles, mostra duas mulheres a usar uma faixa para cobrir os seios e uma tanga na parte debaixo, usado nessa época, para praticar desporto.
Curiosamente esses modelos eram muito mais ousados do que aqueles que vimos surgir algumas centenas de anos depois!
Com o passar do tempo, a partir da década de 1920, versões da peça começaram a surgir, mas nada se compara com a criação e design de Louis Réard: o biquíni que teve o efeito de uma bomba na sociedade da época.
Biquíni = Bombástico
O fim da II Guerra Mundial trouxe consigo uma revolução nos costumes.
Depois de 5 anos de um conflito devastador, as pessoas queriam voltar a viver a sua vida, a divertirem-se.
1946, é a data fatídica. Louis Réard, um engenheiro mecânico e designer de roupas francês, apresenta na piscina Molitor de Paris, um conjunto de duas peças, em algodão estampado, que cabiam num cubo de apenas 10 cm.
Chamou-lhe biquíni em homenagem ao Atol de Bikini, no Pacífico, lugar onde foi testada a primeira bomba atómica.
As reações não se fizeram esperar: considerado como imoral, foi proibido em piscinas públicas, em países como Portugal ou Espanha e nos filmes de Hollywood.
Outro francês de nome Jacques Heim também não quis ficar atrás e desenhou o “Atome”, um modelo ainda mais pequeno.
Louis Réard respondeu com um biquíni ainda mais reduzido.
O biquíni do designer Louis Réard era composto por duas peças separadas, uma para a parte de cima e outra para a parte de baixo, que revelavam mais pele do que os trajes de banho tradicionais, o que foi um passo muito importante para a moda de praia que hoje conhecemos.
Este primeiro biquíni de duas peças foi feito com o objetivo de ser ousado e provocativo, desafiando as normas sociais da época.
Mentalidade da época
Na época, modelos recusaram vestir a peça, tornando Micheline Bernardini, “stripper” e bailarina do Casino de Paris, a primeira mulher a posar com ela. Com uma piscina como pano de fundo, a jovem de 19 anos aparece nas fotos com um biquíni estampado com o desenho de uma página de jornal.
Inicialmente, o biquíni enfrentou resistência e foi até mesmo banido em alguns países devido ao seu caráter considerado demasiado revelador.
No entanto, ao longo dos anos, tornou-se cada vez mais aceite e popular, especialmente com o apoio de figuras famosas da moda e do entretenimento.
Na década de 50, o biquíni é exibido no corpo de actrizes como Brigitte Bardot, mas ainda é rejeitado pela maior parte das mulheres. Pois as mulheres nesta época, eram muito contidas e recatadas.
Demorou ainda algum tempo, para que o biquíni se tornasse numa peça comum, tanto que inicialmente foi proibido em muitas praias.
Apogeu do Biquíni nos anos 60
Só nos anos 60 é que realmente o biquíni alcançou o seu auge.
Foi nesta década que Ursula Andress emergiu do mar com o conhecido e infame biquíni branco no filme da saga 007, Dr. No.
Foi também a década em que Raquel Welch usou um biquíni feito com peles de animais em One Million Years B.C e também quando Nancy Sinatra apareceu na capa do LP Sugar vestida com um biquíni rosa chiclete brilhante.
Os anos 60 libertaram o corpo e a mente do tradicionalismo das gerações passadas.
As praias foram invadidas por estes adolescentes com sede de diversão e nesta época nasceu o turismo de massa.
Monokini
A moda foi, entretanto, avançando. O monokini– apresentado por Rudi Gernreich – abriu caminho para o topless na década de 70… Modelos sem forro ou com a forma de triângulos fizeram furor…
Os próprios materiais evoluíram de uma forma extraordinária sendo a licra, em 1959, uma das maiores inovações: mantinha a sua forma, não desbotava e secava rapidamente.
Popularidade do Biquíni
A popularidade do biquíni continuou a aumentar na década de 1970, com tecidos como o crochê (veja-se Pam Grier em Coffy). De Pat Cleveland a Cheryl Tiegs, sem esquecer o trio original dos Anjos de Charlie, poucos foram aqueles que resistiram ao fascinio do biquíni.
A democratização do biquíni em Portugal, aconteceu com a Revolução dos cravos no dia 25 de Abril de 1974, que permitiu posteriormente o uso livre desta peça.
Na década de 1980, Phoebe Cates, do filme Fast Times in Ridgemont High, fez do biquíni vermelho uma peça cobiçada.
Com a chegada dos anos 90, foram explorados muitos estilos, do modelo mais sporty ao mais minimalista que mal poderia ser chamado de biquíni (como o micro biquíni da Chanel, apresentado em 1996).
Micro biquíni da Chanel // Alexis Duclos/Getty Images
O que é imediatamente claro é que a história do biquíni é também a história do corpo: uma história de carne, censura, provocação e, cada vez mais de algumas expectativas frustradas.
Ainda hoje, muitas das figuras que popularizaram o biquíni aos olhos do público foram aquelas cujo físico era considerado aspiracional, em conformidade com um conjunto culturalmente limitado de padrões de beleza.
Talvez o biquíni seja algo que existe nos olhos de quem o vê. Esta peça, que para uns tem sido uma ousada afirmação das liberdadas e das indumentárias, tornou-se, para outros, um símbolo do olhar masculino omnipresente e das pressões depositadas nas mulheres.
Seja pela discussão sobre a necessidade de uma maior inclusão aquando do casting das modelos que exibem na passerelle roupa de praia, seja pela hediondez de expressões como “bikini body”, seja pelas batalhas legais sobre o direito das mulheres muçulmanas em usar burkinis, o biquíni ainda não está totalmente em paz.
Não existe uma peça do vestuário feminino tão pequena e com tanto para contar como o biquíni.
A história das roupas que usamos na praia e na piscina cruza-se com as conquistas de libertação das mulheres que percorreu todo o século XX e continua a surpreender.
As restrições, as obrigações, os tabus e tantas interrogações a que as mulheres estão sujeitas, desde sempre, tiveram muita influência na evolução da roupa de banho feminina.
Hoje, há de tudo um pouco. Mais reduzidos, mais discretos, estampados, lisos, em licra, algodão ou em tricot, com ou sem alças, a escolha é muito variada. As grandes marcas nunca se esquecem de oferecer nas suas coleções, em cada Verão, os últimos modelos.
De fatos que cobriam quase totalmente o corpo ao monoquini, escolher o que vestir à beira-mar tem sido uma verdadeira saga para as mulheres com tentativas arriscadas, retrocessos, glamour e muita criatividade.
Por isso o fato de banho e o biquíni estão intrinsecamente ligados à história da libertação e das conquistas femininas.
Hoje, tudo é permitido e uma simples ida à praia prova-nos que a liberdade flui ao sabor das tendências de moda e das preferências pessoais.
Nazaré, é uma bela e graciosa Vila portuguesa, sede de município, da região Oeste, situada na província histórica da Estremadura e no distrito de Leiria, sendo considerada uma das maiores pérolas do centro de Portugal.
Considerada por muitos como a mais típica praia de Portugal, com antigas tradições ligadas à arte da pesca, encanta os visitantes pela sua beleza natural.
A sua praia espetacular com o extenso areal em forma de meia-lua, que é também a frente do mar da cidade, é conhecido pela sua grandeza e pelos toldos de cores vivas que decoram a praia de areia branca em contraste com o azul da água.
Vila da Nazaré // partiupelomundo.com
O casario branco dos pescadores e enormes penhascos sobre o mar de um azul intenso, fazem desta Vila piscatória, um destino turístico de eleição, devido às suas características tradicionais.
Percorrer as ruas estreitas, perpendiculares ao mar, onde a vida decorre ao ritmo de ventos e marés, é descobrir a essência destas gentes.
Expansivas e alegres, escondem tristezas num sorriso aberto, falam a cantar e encantam pelo seu modo de ser e de vestir.
Praia do Norte // travel-in-portugal.com
O clima ameno, as gentes simpáticas e hospitaleiras, uma luz magnífica, as tradições e artes de pesca fizeram da Nazaré musa de pintores e artistas, celebrada em todo o mundo.
Tradições
Esta é a praia de Portugal onde as tradições de pesca são mais coloridas. Ainda se podem ver pescadores vestidos com camisas de xadrez e calças pretas, e as suas mulheres com as sete saias, como manda a tradição, a remendar as redes de pesca ou a secar o peixe sobre o areal, perto dos seus barcos coloridos.
Pescadores Nazarenos // gegn.blogspot.com
Aos sábados no fim da tarde nos meses de Verão, é imprescindível assistir ao interessante espetáculo da “Arte Xávega” em que chegam do mar as redes carregadas de peixe e as mulheres gritam os seus pregões de venda, muitas vezes utilizando códigos que só elas entendem.
Zonas Populacionais da Nazaré
Zona balnear de excelência, a Nazaré é constituida por três zonas populacionais distintas: o Sítio, a Praia e a Pederneira.
A formosa enseada nazarena é protegida e abrigada pelo seu majestoso promontório, no cimo do qual se encontra o Sítio da Nazaré.
Parte integrante da Vila, o Sítio é alcançado por um elevador que sobe 110 metros e proporciona uma vista memorável dos horizontes da praia, sendo direcionado ao pequeno santuário da Ermida da Memória.
No alto do Sítio, do Miradouro do Suberco, o olhar perde-se num dos mais belos panoramas marítimos do país. Aqui, lenda e religiosidade encontram-se no culto de Nossa Senhora da Nazaré.
Miradouro do Suberco // lpsphoto.top
A Pederneira, núcleo primitivo da comunidade piscatória, é a guardiã tranquila das memórias de outras eras.
Outrora porto de mar dos Coutos de Alcobaça e activo estaleiro naval, hoje contempla o desenvolvimento da praia que se estende a seus pés.
O Porto de Pesca e Recreio, a sul da praia, faz a síntese da história da Vila, onde passado e presente se aliam para melhorar o futuro dos nazarenos.
Lazer
Atualmente, a grande atração desta cidade são as ondas e o surf, graças ao “Canhão da Nazaré”, um fenómeno geomorfológico submarino que permite a formação de ondas gigantes e perfeitas.
Trata-se do maior desfiladeiro submerso da Europa, com cerca de 170 quilómetros ao longo da costa, que chega a ter 5000 metros de profundidade.
O surfista havaiano Garrett McNamara deu-lhe a visibilidade mundial quando, em 2011, fez a maior onda do mundo em fundo de areia, com cerca de 30 metros, na Praia do Norte, vencendo o prémio Billabong XXL Global BigWave Awards e batendo um record do Guiness Book. À sua semelhança, surfistas de todo o mundo visitam a Nazaré todos os anos para se aventurarem no mar, sobretudo durante o Inverno.
Canhão da Nazaré // empresashoje.pt
Entre Novembro e Março, aguarda-se pacientemente que as maiores ondas se revelem, durante uma longa etapa do campeonato mundial de ondas gigantes, o Nazaré Tow Surfing Challenge. Na praia, os banhos de sol também são apreciados numa excelente plateia para apreciar as proezas destes jovens.
Gastronomia
Envolta em cheiros de sal e maresia e para aqueles, que apreciam peixe e marisco, a Nazaré é quase um paraíso gastronómico: peixe fresquíssimo cozinhado de diferentes maneiras, desde a suculenta Caldeirada à Nazarena (com diferentes variedades de peixe) às sardinhas, cherne e robalo grelhados e aos deliciosos lavagantes, lagosta e santola, entre outras iguarias típicas da beira-mar.
Caldeirada à Nazarena // Teleculinária.pt
Atividades Económicas
O turismo é, a atividade com maior peso no concelho. Anualmente, milhares de turistas nacionais e estrangeiros procuram não só a época balnear, mas o Carnaval e a passagem de ano, que também têm características específicas.
O artesanato da Nazaré é a continuidade dos seus costumes e recria de forma exemplar as tradições e o modo de vida da sua população. Destaque para as miniaturas em madeira dos barcos típicos e as bonecas trajadas com as camisolas de flanela dos pescadores e sete saias das peixeiras.
As Sete Saias da Nazaré
Uma das mais pitorescas tradições de Portugal são as sete saias da Nazaré.
A mulher nazarena é conhecida por utilizar sete saias, um gesto que, apesar de levantar muitas teorias, ninguém sabe ao certo como surgiu.
A verdade é que o número sete tem um alto significado místico, espiritual e bíblico: são sete as virtudes, os pecados mortais, os dias da semana ou mesmo as cores do arco-íris.
Sete Saias da Nazaré // portugaldeantigamente.blogs.sapo.pt
Contudo, como em tudo na Nazaré, a explicação das sete saias parece estar conectada ao mar. Afinal de contas, a Vila e o oceano são quase um só e a identidade de um está intrinsecamente ligada ao outro.
A explicação mais óbvia tem então a ver com o frio que se fazia sentir junto à água, quando as mulheres nazarenas se encontravam na praia, fosse para trabalhar fosse para se despedirem dos maridos que iam para a faina. Para se protegerem do frio vento do Norte, as mulheres vestiam várias saias (que podiam ser bem mais que sete), e utilizavam para se tapar e cobrir os braços ou mesmo a cabeça.
Lenda
A lenda da imagem de Nossa Senhora da Nazaré remonta a tempos antigos.
Segundo a lenda da Nazaré, em pleno século IV, um monge grego de nome Ciríaco terá trazido ao Mosteiro de Cauliniana, localizado em Espanha, perto da cidade de Mérida, a dita imagem da Virgem.
Quatro séculos mais tarde, o último rei visigodo da Península Ibérica – D. Rodrigo – chegava ao mosteiro fugido dos Mouros, após estrondosa derrota na batalha de Guadalete.
D. Rodrigo juntou-se a Frei Romano, um dos monges do mosteiro, que levou a imagem da Virgem na sua fuga, juntamente com as relíquias de São Bartolomeu e de São Brás.
De acordo com a lenda da Nazaré, a imagem da Virgem foi guardada numa lapa durante cerca de 400 anos, até ser descoberta por um grupo de pastores locais.
Dom Fuas Roupinho // 7maravilhas.pt
Segundo a lenda da Nazaré, o alcaide-mor do Castelo de Porto de Mós, Dom Fuas Roupinho, que tinha por hábito caçar naquela região, terá também descoberto a imagem da Virgem, passando a venerá-la com devoção.
A 14 de Setembro de 1182, D. Fuas Roupinho terá sido salvo pela Virgem. Reza a lenda que, nessa manhã de nevoeiro, D. Fuas Roupinho caçava um veado, que, toldado pela neblina, caiu por um precipício abaixo.
Ao ver a morte diante dos seus olhos, D. Fuas invocou a Virgem, que terá parado o cavalo antes do equídeo resvalar pela escarpa.
Ermida da Memória // atickettotakeoff.com
Para agradecer o milagre, D. Fuas Roupinho ordenou a construção da Ermida da Memória, venerada desde essa época.
Origem do nome
Segundo a lenda da Nazaré, a imagem deu assim nome ao local onde foi encontrada: Sítio de Nossa Senhora de Nazareth, que deu origem ao nome final Nazaré.
Nazaré, é uma Vila muito especial e singular, onde a tradição e a modernidade se aliam e apaixonam quem a visita.
A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade.
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Vincent Van Gogh, é considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, um superior e grandioso representante do pós-impressionismo, tendo produzido mais de 2 mil obras durante os seus 37 anos de vida.
O seu legado é tão extraordinário que, em 1973, em Amsterdão, na Holanda, seu país-natal, foi criado um museu para expor as suas obras.
Com um percurso difícil, cheio de problemas emocionais, Van Gogh deixou uma obra comovente e vigorosa que constitui um dos maiores legados artísticos da humanidade.
O artista foi caracterizado por alguns, como um homem incompreendido, atormentado, intempestivo e com distúrbios comportamentais. Por isso, não só as suas obras como a sua vida provocam muita curiosidade até aos dias de hoje. Van Gogh foi tema de diversos livros, filmes e documentários.
Vida de Van Gogh
Vincent Willen Van Gogh, nasceu em 30 de Março de 1853, na vila Brabante de Zundert, no sul da Holanda. Filho de um pastor calvinista, era o primogénito de 6 filhos, sendo três raparigas e dois rapazes. Um deles chamava-se Theo, quatro anos mais novo, que foi o seu melhor amigo durante toda a sua vida.
Vicent Van Gogh em Janeiro de 1886 // arteref.com
Infância
O seu interesse pela arte teve início ainda na infância, a qual a mãe encorajava. O futuro artista gostava de pintar com aguarelas. Teve uma infância melancolica e solitária.
Ainda na Holanda, aos 11 anos, Van Gogh foi estudar para um colégio interno em Zevenbergen, o que, segundo a sua biografia: Van Gogh, A Vida, de Steven Naifeh e Gregory White Smith, deixou-o infeliz. Quando tinha 13 anos, frequentou o ensino médio em Tilburg.
Desintegrado no internato e insatisfeito com a estrutura da sociedade à qual pertencia, com 16 anos aceitou a sugestão do pai e foi para Haia trabalhar com o tio, que abriu a filial da Galeria Goupil, importante empresa francesa que comercializava livros e obras de arte.
Passados três anos, foi para Bruxelas e posteriormente para Londres, sempre ao serviço da galeria, onde permaneceu dois anos e meio.
Em 1875, Van Gogh conseguiu realizar o seu desejo de conhecer Paris, onde julgava poder libertar-se de todas as suas frustrações. Mas não gostou do emprego. Dedicou-se à leitura de livros sobre arte, formou a sua opinião e discutia com os clentes. Em Abril de 1876 foi demitido do grupo Goupil.
Galeria Goupil – Paris // Wikipedia
Van Gogh tinha 22 anos e muitas ilusões, muitas frustrações e nenhum plano para o futuro. Voltou para a casa da sua família, em Etten, mas as suas relações familiares eram muito difíceis, particularmente com o seu pai e só se sentia compreendido por Theo, o seu irmão mais novo.
Van Gogh teve uma relação intensa com a religião, uma forma de fugir da sociedade, da familia e da realidade que o cercava.
Resolveu partir para Inglaterra, onde aceitou o cargo de professor de francês e alemão, mas rapidamente foi dispensado pela escola.
Van Gogh voltou para a Holanda, tornou-se depressivo, com muitas crises nervosas, passando longos periodos de solidão.
Em 1877 foi trabalhar para uma livraria em Dordrecht, até que decidiu entrar no Seminário Teológico da Universidade de Amsterdão, donde saiu sem completar o curso, frequentando a seguir um curso trimestral da Escola Evangélica, em Bruxelas.
A pedido do pai, conseguiu o lugar de pregador missionário nas minas de carvão de Borinage, na Bélgica. Van Gogh, em vez de pregar e orientar os mineiros, envolveu-se intensamente com o trabalho desta comunidade e trabalhava nas mesmas condições deles.
Preocupava-se com os doentes e pregava pouco, o que incomodou os seus superiores. Assim foi afastado do cargo em 1879.
Na sua vida sentimental, não foi feliz, teve romances mal sucedidos, destacando-se paixões por uma prima e por uma prostituta.
O início da carreira como pintor
O seu irmão Theo, que foi o seu principal amigo e apoio durante toda a sua vida, ao ver os seus desenhos, estimulou o irmão a seguir a carreira artística.
Theo Van Gogh // mymodernmet.com
Em 1880 apoiou Van Gogh financeiramente, para estudar anatomia e perspectiva em Bruxelas onde este finalmente descobriu a sua vocação: ser pintor. Passava os dias a desenhar.
Em 1881 mudou-se para Haia, onde foi acolhido pelo pintor Mauve. Pintava aguarelas, nas quais aparecem marinheiros, pescadores e camponeses. Pintava gente viva e ativa.
Escreveu para o irmão: “Eu não quero pintar quadros, eu quero pintar a vida”. Realizou numerosos desenhos e pinturas a óleo. No ano seguinte voltou para a casa dos pais, onde passava os dias a ler e a pintar.
A primeira obra de destaque
Em março de 1885 o seu pai morre repentinamente. E foi em Abril de 1885, que Van Gogh pintou a sua primeira obra de relevo, “Os comedores de batatas”. É um quadro sombrio e escuro, que retrata camponeses durante uma refeição noturna.
Segundo a sua biografia, foi nessa pintura que se fez notar o interesse do artista na teoria das cores, luz, sombra, contrastes e pinceladas carregadas de tinta.
“Os Comedores de Batata” (1885) – Museu Van Gogh, Holanda
No final de 1885, Van Gogh viajou para Antuérpia, onde estudou na Escola local e se apaixonou pela cor, descobrindo a pintura japonesa.
Influências
Em Fevereiro, foi viver para Paris com seu irmão Theo. Esta foi a época mais sociável do pintor. Familiarizou-se com os impressionistas Claude Monet, Auguste Renoir e Camille Pissarro. Mais tarde, ficou amigo de Paul Gauguin.
A influência dos artistas impressionistas e a crescente admiração pela arte oriental levaram Van Gogh a desenvolver o seu estilo próprio.
Em 1888, Van Gogh estava mal de saúde e foi viver para o campo, em Arles, onde pintava muito ao ar livre.
Obras importantes
Nesta fase, Van Gogh pintou as suas obras mais importantes, pintou mais de 100 quadros entre eles: “Vista de Arles com Lírios”(1888), “Girassóis”(1888) e “Quarto em Arles” (1888)
Personalidade instável e perturbada
Durante a sua vida, Van Gogh teve episódios psicóticos e delírios, temia pela sua estabilidade mental e negligenciava frequentemente a sua saúde física, por um lado, ao não manter uma alimentação regular e, por outro lado, bebendo muito.
Na mesma época, a pedido de Theo, Gauguin vai morar com Van Gogh, com a condição de este continuar a vender as suas telas. Mas a personalidade autocentrada de Gauguin não era compatível com a sensibilidade de Van Gogh.
Esta diferença de personalidades desenvolveu grandes discussões entre eles, crises de humor e agressões a Gauguin que numa das crises Van Gogh tentou magoar com uma navalha. Foi nessa altura, que mutilou a sua própria orelha.
“Com a Orelha Cortada” (1888) // BBC
Van Gogh foi internado no hospital Saint-Paul para doentes mentais. Depois de dez dias, foi para casa e pintou o autorretrato “Com a Orelha Cortada”(1888)
A obra mais aclamada
Em Maio de 1889 voltou a ser internado e fê-lo voluntariamente no Hospital Saint-Rémy-de-Provance.
O seu quarto foi transformado num ateliê. Nesse período pintou mais de duzentos quadros e centenas de desenhos, entre eles, uma das suas obras mais aclamadas: “A Noite Estrelada”( 1889).
“A Noite Estrelada” (1889) – Metropolitan Museum, Nova York
O artista deixou Saint-Rémy em Maio de 1890. Foi para Auvers, sob os cuidados do Dr. Gachet, que o examinou e disse que a situação era grave.
De acordo com a sua biografia, apesar do seu temperamento muitas vezes intempestivo, melancólico e com acessos de raiva, Van Gogh pintava em momentos de clareza mental, não durante surtos.
Autorretratos
Os autorretratos de Van Gogh tiveram muito destaque no legado do pintor. Foram registadas mais de 40 pinturas. A maioria apresentava a sua figura com olhares expressivos.
“Autorretrato com chapéu de feltro cinza” (1887) — Museu Van Gogh, Holanda
A única obra vendida em vida
Van Gogh, teve pouco reconhecimento como artista durante a sua vida. “A Vinha Encarnada”, produzida em 1888, foi a sua única obra vendida em vida.
O artista gostava de pintar ao ar livre, hábito que conservou até morrer.
Segundo a sua biografia, a técnica de pinceladas firmes e carregadas que criou para o seu próprio uso, aplicadas sem hesitação, permitiu-lhe pintar rapidamente e produzir um vasto número de obras nos últimos dois anos e meio da sua vida.
Van Gogh faleceu aos 37 anos no dia 29 de Julho de 1890, em Auvers-sur-Oise, dois dias após receber um tiro no peito. A versão mais conhecida sobre o trágico acontecimento aponta para o suicídio.
No dia de sua morte, no sótão da Galeria Goupil, em Paris, 700 quadros amontoavam-se sem comprador.
A fama só veio após a sua morte. Grande parte de sua história está descrita nas 750 cartas que escreveu para seu irmão Theo e que evidenciavam a forte ligação entre os dois.
Seis meses depois da sua morte, o irmão Theo também faleceu, sendo sepultado ao lado de Van Gogh, em Auvers-Sur-Oise, França.
Com um estilo ousado, Van Gogh inovou as técnicas dos impressionistas, trazendo dinamicidade e drama, contribuindo para o surgimento de diversos movimentos artísticos no início do século 20, sobretudo o expressionismo.
Van Gogh, teve uma carreira relativamente curta, mas sua obsessão pela pintura fez com que deixasse uma quantidade impressionante de telas e obras-primas e um dos maiores legados da arte ocidental.
Obras de Vincent Van Gogh
A produção de Van Gogh foi intensa, onde se destacam algumas obras importantes:
“A Igreja de Auvers” (1890) – Museu de Orsay, Paris
• A Igreja em Nuenen, 1884 • Os Comedores de Batata, 1885 • A Casa Paroquial de Nuenen, 1885 • Caveira com Cigarro Aceso, 1886 • Guinguette de Montmartre, 1886 • A Italiana, 1887 • A Ponte Debaixo da Chuva, 1887 • Natureza Morta com Absinto, 1887 • Dois Girassóis Cortados, 1887 • Autorretrato com Chapéu de Palha, 1887 • Pai Tanguy, 1887-1888 • Autorretrato Dedicado a Gauguin, 1888 • Terraço do Café na Praça do Fórum, 1888 • A Casa Amarela, 1888 • Barcos de Saintes-Maries, 1888 • Vista de Arles com Lírios, 1888 • O Velho Moinho, 1888 • La Mousmé, 1888 • A Vinha Encarnada, 1888 • Os Girassóis, 1888 • O Quarto em Arles, 1889 • A Noite Estrelada, 1889 • Autorretrato com Orelha Cortada, 1888 • Oliveiras, 1889 • Os Ciprestes, 1889 • A Sesta, 1890 • A Ronda dos Prisioneiros, 1890 • Amendoeiras, 1890 • A Igreja de Auvers, 1890 • Campo de Trigo com Corvos, 1890 • Retrato de Dr. Gachet, 1890
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Arroz, (Oryza sativa), é um grão de cereal comestível proveniente de uma planta herbácea da família Poaceae. Aproximadamente metade da população mundial, incluindo praticamente toda a Ásia Oriental e Sudeste Asiático, depende inteiramente do arroz como parte da sua alimentação.
Oryza Sativa // Ouriques Farm
Muitas culturas apontam terem sido as primeiras a cultivar o arroz, incluindo a China, a Índia e as civilizações do Sudeste Asiático.
No entanto, as evidências arqueológicas mais antigas aparecem na China central e oriental e têm data de 7.000 a.C e 5.000 a.C.
Mais de 90 por cento do arroz mundial é cultivado na Ásia, principalmente na China, na Índia, na Indonésia e no Bangladesh.
Uma equipa de Arqueólogos ao escavar na Índia, descobriu que a data determinada do arroz poderia ser de 4.530 a.C. No entanto, a primeira referência registada tem origem na China em 2.800 a.C.
O imperador chinês, Shennong, percebeu a importância do arroz para o seu povo e para homenagear o grão, estabeleceu cerimónias anuais do arroz a serem realizadas na época da sementeira, com o imperador a espalhar as primeiras sementes da época.
Imperador Shennong // tulay.ph
Actualmente, existem controvérsias sobre o inicio do cultivo do arroz e em que país aconteceu, sendo necessário considerar a diferença entre a domesticação e a colheita da planta em estado ainda selvagem.
Por exemplo, recentemente na Índia, grãos de arroz e cerâmicas antigas, com data de 6.500 a.C, foram encontrados em Lahuradewa em Uttar Pradesh.
Estes descobrimentos, indicam o cultivo muito precoce do arroz, cerca de 4.000 anos antes do que se supunha frequentemente nesta região.
No entanto, outros estudiosos argumentam que estas primeiras descobertas do arroz, podem ter sido colhidas de populações selvagens e concluem que são necessárias mais evidências para provar o cultivo ou domesticação.
Da mesma forma, na arqueologia chinesa, pressupõe-se que as primeiras descobertas do arroz cultivado foi por volta de de 7.000 a.C. mas, métodos anteriores de análise de amostras, não estabeleceram evidências de comportamentos de cultivo ou de traços físicos de domesticação no arroz.
Yangtze // visitourchina.com
Uma reavaliação recente indica que os grãos de arroz, especialmente do Baixo Yangtze, demonstram um aumento progressivo de tamanho, entre 6.000 a.C. e 3.500 a.C., e que esse aumento de tamanho sugere um processo de domesticação.
Embora não se possa afirmar, que a origem da planta do arroz tenha sido na China, na Índia ou na Tailândia, pode-se certamente confirmar que teve a sua origem na Ásia.
Existe no entanto, informação da forma como o arroz foi introduzido na Europa e na América. Os viajantes (exploradores, soldados, comerciantes, peregrinos) daquela época, tiveram um papel fundamental, ao levarem consigo para os mais variados destinos, as sementes das culturas que cresciam nas suas terras natais ou em terras estrangeiras.
No Ocidente, em algumas zonas da América e em certas regiões da Europa, como por ex: Itália e Espanha, que têm um clima adequado e acesso à água, o cultivo do arroz prosperava. Alguns historiadores acreditam que o arroz chegou à América em 1694, num navio britânico com destino a Madagascar.
Desviado do seu percurso para o porto de Charleston na Carolina do Sul, em vez de Madagascar onde era esperado, os colonos amigáveis, ajudaram a tripulação a reparar o navio. Para demostrar a sua gratidão, o capitão do navio, John Thurber, ofereceu a Henry Woodward algumas sementes de arroz.
Plantação de Arroz na Carolina do Sul // bunkhistory.org
Durante a Revolução Americana, toda a área de Charleston foi ocupada, tendo os invasores, enviado para casa todo o arroz colhido, sem deixar nenhuma semente para a colheita do ano seguinte!
A indústria do arroz americana sobreviveu a este contratempo e o cultivo continuou, graças ao Presidente Thomas Jefferson, que rompeu com uma lei italiana ao fazer contrabando de sementes de arroz para fora da Itália durante uma missão diplomática no final do século XVIII. A indústria do arroz transplantou-se assim da Carolina do Sul para os estados do sul ao redor da bacia do Mississippi.
O arroz é essencial e muito importante para várias culturas. Está diretamente associado à prosperidade, ao folclore e a lendas, que foram criadas por causa deste grão.
Em muitas culturas e sociedades, o arroz está diretamente integrado nas crenças religiosas.
O arroz também está ligado à fertilidade e, por essa razão, existe o costume de atirar arroz aos casais recém-casados. Na Índia, o arroz é sempre o primeiro alimento oferecido aos noivos, para garantir a fertilidade no casamento e o primeiro alimento sólido que as crianças comem.
Desde os seus primórdios até aos dias de hoje, o arroz continua a desempenhar um papel fundamental em sustentar os apetites do mundo e as tradições culturais.
D.Dinis O Lavrador // aejms.net
Em Portugal, foi no reinado de D. Dinis, o Lavrador (1279-1325), que surgiram as primeiras referências escritas à cultura do arroz.
Aqueça um fio de azeite num tacho, junte a cebola e deixe cozinhar até ficar macia.
Passe o arroz por água com a ajuda de um coador, escorra-o bem e junte-o à cebola. Mexa e deixe fritar um pouco até o arroz ficar translúcido.
Tempere com sal e junte a água quente. Tape e mal comece a fervilhar reduza o lume e deixe cozinhar. Desligue o lume e deixe terminar de cozinhar no próprio vapor.
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