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  • Biquíni e Fato de Banho: Censura e Provocação

    Biquíni e Fato de Banho: Censura e Provocação

    A praia é um dos destinos favoritos quando chega o Verão. Corpos passeiam livremente e descontraídos de fato de banho ou biquini. Mas nem sempre foi assim.

    Nas zonas costeiras da Europa a moda de ir a banhos chegou, e Portugal, não foi excepção.

    O pudor dos tempos antigos

    Foi, com a burguesia e a aristocracia, ainda nos finais do século XIX que frequentavam as praias e usavam a água do mar para fins terapêuticos.

    Touca, meias pretas, sapatos de lona, calções pela barriga das pernas e uma blusa tipo túnica… Esta era a toilette para se ir à praia em 1880.

    Para garantir a boa decência, homens e mulheres tinham ainda zonas separadas.

    Mostrar a pele? Nem pensar… Isso seria um escândalo. Aliás, ia-se à praia por questões de saúde e não para se ficar bronzeado.

    Ir à praia, tornou-se um momento de socialização por toda a Europa e também uma questão de moda.

    Fato de Banho, 1890-95 // The Met Museum

    A realeza europeia, com pouco para fazer, descobria uma nova forma de passar o tempo e as outras classes sociais também não queriam ficar de parte.

    Entretanto, a sociedade e os seus valores foram mudando e a moda balnear também.

    Em 1891, os braços desnudam-se e causam um grande escândalo entre os mais puritanos.

    Todavia, na primeira metade do século XX assistiu-se a uma redução da quantidade de tecido necessário para ir à praia.

    Evolução do Design

    Uma redução que não foi pacífica: em 1907, a nadadora australiana Annette Kellerman foi presa em Boston por estar a usar um fato de banho justo, apesar deste a cobrir do pescoço aos pés.

    Annette Kellerman // wikipedia.com

    Anos depois, em 1913, o designer Carl Jantzen introduziu um conjunto de banho composto por um top e calções, peça que também foi totalmente bem recebida.

    De um traje completo, que cobria o corpo da cabeça aos pés, evolui-se para um traje mais simples, mais leve e de tecidos diferentes.

    Os fatos de banho em malha para as senhoras e o calção para os homens com ou sem peitilho, tornaram-se no último grito da moda nas praias.

    Fato de banho na década de 1920 em Portugal

    Da década de 1920 em diante, em Portugal, os fatos de banho, passam a ser vestidos com alça, que deixam ver os braços que caem sobre os pequenos calções.

    A exposição do corpo estava, aliás, bastante regulada.
    Existiam editais que saiam nas capitanias que regulamentavam as barracas, os toldos e a colocação de barcos dos pescadores.

    Fato de banho ao longo dos anos // noticiasmagazine.pt

    Haviam também prescrições relativamente à postura, nomeadamente quando à obrigatoriedade de usar fatos que resguardassem o corpo.
    As ordens eram acatadas sob o olhar vigilante dos cabos de mar.

    Fato de Banho No Mundo

    Na década de 1920, mostrar a pele era já menos atrevido, e na década de 1930 exibir as costas e um pouco do tronco era comum.

    Dos lindos fatos de banho cortados de Claire McCardell ao aparecimento de estrelas como Jayne Mansfield, Rita Hayworth e Ava Gardner — para não mencionar inúmeras pin-ups e bailarinas — em peças mais reveladoras e, cada vez mais, em duas peças, a natureza do traje de praia aceitável foi mudando continuamente.

    Ava Gardner // Daily Mail

    No entanto, nesta época, existia um problema: O Código Hays, um conjunto de regras impostas em Hollywood a partir de 1934, que proibia a exposição do umbigo em filmes, pelo que todas as partes inferiores da roupa de praia (mas não só) necessitavam de ser de cintura subida.

    O Fato de banho nas suas múltiplas variantes, tornou-se um objecto de moda e produto de consumo.

    História do Biquíni ou Bikíni

    Na antiguidade, existem registos anteriores do uso de algo semelhante a um biquíni.

    Mosaicos romanos do século IV, em que um deles, mostra duas mulheres a usar uma faixa para cobrir os seios e uma tanga na parte debaixo, usado nessa época, para praticar desporto.

    Curiosamente esses modelos eram muito mais ousados do que aqueles que vimos surgir algumas centenas de anos depois!

    Louis Réard // universityoffashion

    Com o passar do tempo, a partir da década de 1920, versões da peça começaram a surgir, mas nada se compara com a criação e design de Louis Réard: o biquíni que teve o efeito de uma bomba na sociedade da época.

    Biquíni = Bombástico

    O fim da II Guerra Mundial trouxe consigo uma revolução nos costumes.

    Depois de 5 anos de um conflito devastador, as pessoas queriam voltar a viver a sua vida, a divertirem-se.

    1946, é a data fatídica. Louis Réard, um engenheiro mecânico e designer de roupas francês, apresenta na piscina Molitor de Paris, um conjunto de duas peças, em algodão estampado, que cabiam num cubo de apenas 10 cm.

    Chamou-lhe biquíni em homenagem ao Atol de Bikini, no Pacífico, lugar onde foi testada a primeira bomba atómica.

    As reações não se fizeram esperar: considerado como imoral, foi proibido em piscinas públicas, em países como Portugal ou Espanha e nos filmes de Hollywood.

    Outro francês de nome Jacques Heim também não quis ficar atrás e desenhou o “Atome”, um modelo ainda mais pequeno.

    Atome // dsigno.es

    Louis Réard respondeu com um biquíni ainda mais reduzido.

    O biquíni do designer Louis Réard era composto por duas peças separadas, uma para a parte de cima e outra para a parte de baixo, que revelavam mais pele do que os trajes de banho tradicionais, o que foi um passo muito importante para a moda de praia que hoje conhecemos.

    Este primeiro biquíni de duas peças foi feito com o objetivo de ser ousado e provocativo, desafiando as normas sociais da época.

    Mentalidade da época

    Na época, modelos recusaram vestir a peça, tornando Micheline Bernardini, “stripper” e bailarina do Casino de Paris, a primeira mulher a posar com ela. Com uma piscina como pano de fundo, a jovem de 19 anos aparece nas fotos com um biquíni estampado com o desenho de uma página de jornal.

    Micheline Bernardini // welt.de

    Inicialmente, o biquíni enfrentou resistência e foi até mesmo banido em alguns países devido ao seu caráter considerado demasiado revelador.

    No entanto, ao longo dos anos, tornou-se cada vez mais aceite e popular, especialmente com o apoio de figuras famosas da moda e do entretenimento.

    Na década de 50, o biquíni é exibido no corpo de actrizes como Brigitte Bardot, mas ainda é rejeitado pela maior parte das mulheres. Pois as mulheres nesta época, eram muito contidas e recatadas.

    Demorou ainda algum tempo, para que o biquíni se tornasse numa peça comum, tanto que inicialmente foi proibido em muitas praias.

    Apogeu do Biquíni nos anos 60

    Só nos anos 60 é que realmente o biquíni alcançou o seu auge.

    Foi nesta década que Ursula Andress emergiu do mar com o conhecido e infame biquíni branco no filme da saga 007, Dr. No.

    Ursula Andress na saga 007 // CNN.com

    Foi também a década em que Raquel Welch usou um biquíni feito com peles de animais em One Million Years B.C e também quando Nancy Sinatra apareceu na capa do LP Sugar vestida com um biquíni rosa chiclete brilhante.

    Os anos 60 libertaram o corpo e a mente do tradicionalismo das gerações passadas.

    As praias foram invadidas por estes adolescentes com sede de diversão e nesta época nasceu o turismo de massa.

    Monokini

    A moda foi, entretanto, avançando. O monokini– apresentado por Rudi Gernreich – abriu caminho para o topless na década de 70… Modelos sem forro ou com a forma de triângulos fizeram furor…

    Monokini – Vogue

    Os próprios materiais evoluíram de uma forma extraordinária sendo a licra, em 1959, uma das maiores inovações: mantinha a sua forma, não desbotava e secava rapidamente.

    Popularidade do Biquíni

    A popularidade do biquíni continuou a aumentar na década de 1970, com tecidos como o crochê (veja-se Pam Grier em Coffy). De Pat Cleveland a Cheryl Tiegs, sem esquecer o trio original dos Anjos de Charlie, poucos foram aqueles que resistiram ao fascinio do biquíni.

    A democratização do biquíni em Portugal, aconteceu com a Revolução dos cravos no dia 25 de Abril de 1974, que permitiu posteriormente o uso livre desta peça.

    Na década de 1980, Phoebe Cates, do filme Fast Times in Ridgemont High, fez do biquíni vermelho uma peça cobiçada.

    Com a chegada dos anos 90, foram explorados muitos estilos, do modelo mais sporty ao mais minimalista que mal poderia ser chamado de biquíni (como o micro biquíni da Chanel, apresentado em 1996).

    Micro biquíni da Chanel // Alexis Duclos/Getty Images

    O que é imediatamente claro é que a história do biquíni é também a história do corpo: uma história de carne, censura, provocação e, cada vez mais de algumas expectativas frustradas.

    Ainda hoje, muitas das figuras que popularizaram o biquíni aos olhos do público foram aquelas cujo físico era considerado aspiracional, em conformidade com um conjunto culturalmente limitado de padrões de beleza.

    Talvez o biquíni seja algo que existe nos olhos de quem o vê. Esta peça, que para uns tem sido uma ousada afirmação das liberdadas e das indumentárias, tornou-se, para outros, um símbolo do olhar masculino omnipresente e das pressões depositadas nas mulheres.

    Seja pela discussão sobre a necessidade de uma maior inclusão aquando do casting das modelos que exibem na passerelle roupa de praia, seja pela hediondez de expressões como “bikini body”, seja pelas batalhas legais sobre o direito das mulheres muçulmanas em usar burkinis, o biquíni ainda não está totalmente em paz.

    Não existe uma peça do vestuário feminino tão pequena e com tanto para contar como o biquíni.

    Crédito Fotográfico: suburban men

    A história das roupas que usamos na praia e na piscina cruza-se com as conquistas de libertação das mulheres que percorreu todo o século XX e continua a surpreender.

    As restrições, as obrigações, os tabus e tantas interrogações a que as mulheres estão sujeitas, desde sempre, tiveram muita influência na evolução da roupa de banho feminina.

    Hoje, há de tudo um pouco. Mais reduzidos, mais discretos, estampados, lisos, em licra, algodão ou em tricot, com ou sem alças, a escolha é muito variada. As grandes marcas nunca se esquecem de oferecer nas suas coleções, em cada Verão, os últimos modelos.

    Fonte Fotográfica: Travel Caribou

    De fatos que cobriam quase totalmente o corpo ao monoquini, escolher o que vestir à beira-mar tem sido uma verdadeira saga para as mulheres com tentativas arriscadas, retrocessos, glamour e muita criatividade.

    Por isso o fato de banho e o biquíni estão intrinsecamente ligados à história da libertação e das conquistas femininas.

    Hoje, tudo é permitido e uma simples ida à praia prova-nos que a liberdade flui ao sabor das tendências de moda e das preferências pessoais.

    Fontes: artsandculture, mulherportuguesa, gizmodo, useamazona, Gralery

  • A Invenção do Telefone – Alexander Graham Bell

    A Invenção do Telefone – Alexander Graham Bell

    Oficialmente, a invenção do telefone é atribuída ao cientista de origem Escocesa Alexander Graham Bell nascido em 3 de Março de 1847 em Edimburgo, Escócia, Reino Unido.

    Interessou-se desde a juventude pela fala. O interesse por esse campo de pesquisa foi resultado de circunstâncias familiares. O seu pai estava envolvido com a educação de pessoas surdas e a sua mãe começou a perder a audição quando ele tinha 12 anos, o que motivou o seu interesse pela fala e pelo som.

    Dedicou parte de sua vida a ensinar dicção e terapia da fala em instituições na Escócia e posteriormente em Londres.

    Em 1870, Alexander Graham Bell, emigra com a familia para o Canadá. Mais tarde, ao conseguir uma vaga de fisiologia vocal e elocução na Universidade de Boston, mudou-se para os Estados Unidos da América e foi nessa altura, que conheceu Mabel Hubbard, sendo esta também surda, tendo casado no dia 11 Julho de 1877, tornado-se cidadão natural dos Estados Unidos.

    Alexander Graham Bell era um fonoaudiólogo que pesquisava formas de aperfeiçoar os seus estudos com as pessoas surdas.

    A ideia era recolher as vibrações dos sons e transformá-las em vibrações elétricas.
    Ele procurava um meio de transmitir palavras por ondas elétricas aos seus pacientes. Foi assim que iniciou os projetos que levaram à invenção do telefone.

    A invenção do telefone ocorreu de forma acidental para aperfeiçoar as transmissões do telégrafo que possuia conceitos estruturais muito semelhantes.

    Ao telégrafo, contudo, era possivel a transmissão de apenas uma mensagem de cada vez. Tendo bons conhecimentos de música, Graham Bell, percebeu a possibilidade de transmitir mais de uma mensagem ao longo do mesmo fio de uma só vez na concepção de “telégrafo múltiplo”

    Este era um conceito novo. Outros tentaram, mas Graham Bell foi quem conseguiu esse progresso e utilizou a electricidade para conduzir a voz humana.

    No início de Junho de 1875, Graham Bell e o seu assistente Thomas Watson (1854-1934) fizeram muitas experiências com dispositivos sonoros e elétricos.
    A ideia era recolher as vibrações dos sons e transformá-las em vibrações elétricas.
    Nesse mesmo mês e devido a essas experiências, o seu assistente Thomas Watson foi o primeiro a ouvir uma voz humana pelo dispositivo denominado telefone.


    As pesquisas posteriores, tiveram como objetivo o desenvolvimento de uma membrana para transformar o som em corrente e reproduzi-lo novamente no outro lado.

    Assim, foi criado o primeiro telefone, um aparelho rudimentar feito em madeira chamado telefone de forca.

    No ano seguinte e com o financiamento do seu sogro americano, em 7 de Março de 1876, o Escritório de Patentes dos Estados Unidos concedeu a Alexander Graham Bell a patente número 174 465 que cobre “o método de, e o instrumento para, transmitir sons vocais ou outros telegraficamente, causando ondulações eléctricas, similares às vibrações do ar que acompanham o som vocal”, ou seja o telefone, que revolucionaria a comunicação em todo mundo.

    Mas foi 3 dias depois, em 10 de Março daquele ano, que a primeira transmissão completa foi realizada. Por esse motivo o dia 10 de Março ficou marcado posteriormente como o dia do telefone.

    Segundo consta, a primeira frase transmitida foi dita por Graham Bell a Thomas Watson que escutou:
    “Senhor Watson venha cá. Preciso de falar com você “

    Um dos primeiros telefones utilizados com a patente de Bell (1977)

    No ano seguinte, Graham Bell, fundou a companhia Telefónica Bell que se tornou posteriormente a American Telephone & Telegraph, a maior companhia telefónica do mundo.

    Outro nome que também é apontado como o responsável pela criação do aparelho, é o do italiano António Meucci (1808-1889) reconhecido como o autor de um dispositivo semelhante em 1860. Esse dispositivo foi apelidado de “telégrafo falante”.
    Ele infelizmente, não tinha recursos suficientes para patentiar a sua invenção e o seu trabalho só foi reconhecido muitos anos após a sua morte.

    Existe ainda outro autor que disputou a patente do telefone, o engenheiro electricista Elisha Gray (1835-1901).

    O registo da patente de invenção do telefone em Março de 1876, deu início a uma das mais longas batalhas judiciais por patentes da história.

    Embora Alexander Graham Bell seja apontado como o inventor do telefone, é importante reconhecer que a invenção do telefone surgiu da contribuição de vários inventores em vários Países ao longo do tempo: na Alemanha, Johann-Philipp Reis; na França, Charles Bourseul, além dos já supracitados.

    No tribunal dos EUA foram movidas por Gray cerca de 600 ações reivindicando a invenção. No entanto Bell ganhou todas.

    Em 11 de Junho de 2002, o Congresso Americano reconheceu o Italiano Antonio Meucci como o verdadeiro inventor do telefone, através da resolução N°. 269.[3] Meucci vendeu o protótipo do aparelho a Bell na década de 1870. Porém, 10 dias depois, o Congresso Canadense reconheceu Bell.

    Este conflito de patentes acontece há décadas, sem uma definição.

    Além do telefone Alexander Graham Bell, foi responsável por outras invenções relacionadas ao som e também à aeronáutica.

    Em 1888, Alexander Graham Bell foi um dos fundadores da National Geographic Society e em 7 de janeiro de 1898 assumiu a presidência da instituição.

    Além do trabalho como cientista e inventor, Bell era favorável à esterilização compulsiva, tendo liderado algumas organizações favoráveis à eugenia. Um facto muito controverso na sua biografia é a sua forte identificação com o pensamento eugenista, que, em linhas gerais, prega que determinados grupos humanos não se deveriam reproduzir ou se misturar com outras etnias para não comprometer uma ideia de raça pura.

    Morreu em 2 de agosto de 1922 com 75 anos, em Beinn Bhreagh, Nova Escócia, Canadá, onde se encontra sepultado.

    “O inventor é um homem que olha ao redor do mundo e não se contenta com as coisas como elas são. Ele quer melhorar o que vê, quer beneficiar o mundo; ele é assombrado por uma ideia. O espírito de invenção o possui, buscando a materialização.”

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    Fontes Fotográficas/Conteúdo: eBiografia, todamateria, DW, Wikipedia, Britannica, Science Museum Group

  • Thomas Edison – O criador da lâmpada elétrica

    Thomas Edison – O criador da lâmpada elétrica

    Thomas Alvas Edison, nasceu no dia 11 de Fevereiro de 1847 em Ohio, e é o cientista norte-americano que deu vida à lâmpada elétrica.

    Foi Inventor, cientista e empresário. Durante toda a sua vida, Thomas Edison registou 2.332 patentes de diversas criações e inovações, como a lâmpada incandescente, o fonógrafo e a primeira câmera cinematográfica.

    Antes das suas invenções, Thomas Edison teve diversas funções, como jornaleiro e telégrafo, contribuindo muito com as suas invenções, para o avanço científico. A lâmpada elétrica é sem dúvida uma das grandes criações da humanidade, responsável por uma revolução na vida em sociedade.

    Ainda na adolescência ele teve interesse por por telégrafos. Foi nessa época, aos 14 anos, que sofreu um acidente de comboio que prejudicou seriamente a sua audição.
    Durante a sua juventude, Thomas Edison enfrentou desafios educacionais devido aos seus problemas auditivos e um estilo de aprendizagem não convencional, o que levou a sua mãe, uma ex-professora, a educá-lo em casa. Este período de formação foi fundamental, pois incutiu nele uma paixão pelas experiências e uma aprendizagem autodidata.

    Desde jovem, Thomas Edison mostrou um fascínio pela ciência e mecânica. Ele passava horas a ler livros de ciências e a realizar experiências. A sua curiosidade levou-o a montar um laboratório de química no porão da sua casa e mais tarde, um laboratório improvisado num vagão de comboio, enquanto trabalhava como telégrafo itinerante. Essas experiências iniciais moldaram o seu caminho para se tornar um grande inventor.
    Aos 22 anos, mudou-se para Nova York, onde as suas habilidades e inovações começaram a ganhar reconhecimento. As suas primeiras invenções, incluindo um contador elétrico para empresas de telegrafia, abriram caminho para as suas realizações futuras.

    A invenção da lâmpada foi fruto do esforço de diversos cientistas ao longo do tempo. Foram muitas as experiências e tentativas até se chegar a um dispositivo prático que pudesse ser amplamente difundido.
    O grande desafio estava em conseguir encontrar um filamento que não queimasse ao passar eletricidade.


    Thomas Edison alcançou o seu objetivo, resultado e êxito definitivo em 1879 quando patentiou o que seria a sua maior criação, uma lâmpada feita a partir de um filamento de carbono e uma cápsula de vidro em vácuo. Foi possível manter a lâmpada incandescente por 48h, sendo esta a primeira lâmpada bem sucedida o suficiente para ser comercializada.

    Segundo a história, foram feitas mais de 1.000 tentativas e testados cerca de 6.000 materiais diferentes até se chegar a um resultado de sucesso, e foi a partir daí que Thomas Edison inspirou diversas pessoas a persistirem sempre nos seus objetivos, já que para ele as tentativas não tinham sido falhas e sim descobertas de fazer uma lâmpada de mil maneiras.

    Thomas Edison não foi apenas um inventor prolífico, mas também um empreendedor visionário, que soube transformar as suas invenções em bem-sucedidos empreendimentos comerciais. A sua capacidade de ver além do laboratório e compreender o potencial industrial e comercial das suas inovações foi fundamental para a modernização da produção e do consumo.

    Um exemplo marcante dessa visão empreendedora foi a fundação da Edison Electric Light Company em 1878, que mais tarde se tornou a General Electric, uma das maiores e mais diversificadas empresas industriais do mundo.

    A General Electric foi pioneira na industrialização da produção de energia elétrica e equipamentos, desempenhando um papel crucial na eletrificação dos Estados Unidos e posteriormente de outras partes do mundo.
    Além disso, as suas realizações abrangem uma variedade de campos, incluindo telecomunicações, gravação de som e produção cinematográfica. A sua abordagem empresarial para a inovação estabeleceu um modelo para a pesquisa e desenvolvimento modernos, combinando criatividade técnica com visão comercial.

    Thomas Edison no seu laboratório em West Orange, New Jersey em 1901

    A sua contribuição mais notável, a lâmpada incandescente, transformou para sempre a forma como a humanidade usa a energia, inaugurando uma nova era na iluminação e no consumo de energia, pois permitiu uma renovação nas indústrias, na tecnologia, na iluminação de casas, cidades e indústrias e na forma como as pessoas passaram a encarar trabalho e momentos de lazer. A persistência, determinação e vontade de criar, fizeram de Thomas Edison um dos maiores inventores da história.

    Thomas Edison morreu aos 84 anos, no dia 18 de Outubro de 1931 em West Orange, nos EUA e ao longo da sua vida, expressou uma série de frases memoráveis e inspiradoras. Levando em consideração o seu trabalho de inventor, autodidata e empreendedor, talvez a mais famosa delas seja : “A nossa maior fraqueza está em desistir. A maneira mais certa de ter sucesso é sempre tentar mais uma vez.”

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    Fontes Fotográficas/Conteúdo: Biblioteca do congresso
    dos EUA
    , britannica.com, Instituto Liberal, Glight, Quero Bolsa, eBiografia

  • Fernando Pessoa – O mais estudado escritor Nacional

    Fernando Pessoa – O mais estudado escritor Nacional


    Fernando Pessoa nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888. Foi um Poeta, ficcionista, dramaturgo, filósofo e prosador.

    É, inequivocamente, a mais complexa personalidade literária portuguesa e europeia do século XX.

    O falecimento precoce do pai, quando Fernando Pessoa tinha apenas 5 anos, fez dele uma personalidade tímida, refugiada na sua imaginação e genialidade. Com 7 anos viajou para Durban, na África do Sul, acompanhando a sua mãe que tinha casado segunda vez com um cônsul Português, onde viveu 9 anos com a família e regressou a Portugal em 1905.

    Pouco depois de completar 17 anos e de regresso a Lisboa para entrar no Curso Superior de Letras, que abandonou depois de dois anos, sem ter feito um único exame. Preferiu estudar por si próprio na Biblioteca Nacional, onde leu livros de filosofia, de religião, de sociologia e de literatura (portuguesa em particular) a fim de completar e expandir a educação tradicional inglesa que recebera na África do Sul.

    Vivendo por vezes com parentes, outras vezes em quartos alugados. Embora solitário por natureza, com uma vida social limitada e quase sem vida amorosa, sobrevive como correspondente comercial de inglês e dedica-se a uma vida literária intensa.

    A sua produção de poesia e de prosa em inglês foi intensa durante este período, e por volta de 1910, já escrevia também muito em português. Publicou o seu primeiro ensaio de crítica literária em 1912, o primeiro texto de prosa criativa (um trecho do Livro do Desassossego) em 1913, e os primeiros poemas de adulto em 1914. Desenvolve colaboração com publicações (algumas delas dirigidas por si) como A República, Teatro, A Águia, A Renascença, Eh Real, O Jornal, A Capital, Exílio, Centauro, Portugal Futurista, Athena, Contemporânea, Revista Portuguesa, Presença, O Imparcial, O Mundo Português, Sudoeste, Momento.

    Foi um dos mais importantes poetas da língua portuguesa e figura central do Modernismo português.

    Poeta lírico e nacionalista cultivou uma poesia voltada aos temas tradicionais de Portugal e ao seu lirismo saudosista, que expressa reflexões sobre seu “eu profundo”, suas inquietações, sua solidão e seu tédio.

    Fernando Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo, criou heterônimos – poetas com personalidades próprias – Ricardo Reis, Alvaro de Campos e Alberto Caeiro- cada um deles portador de uma identidade própria, de uma arte poética distinta, de uma evolução literária pessoal e ainda capazes de comentar as relações literárias que estabelecem entre si. Com eles procurou detectar, sob vários ângulos, os dramas do homem de seu tempo.
    Ao longo da sua vida transfigurou-se em múltiplas identidades, escapando através delas da vida quotidiana. Na sua poesia o génio, que era muitos, desdobrou-se em mais de uma centena de pseudónimos e alter-egos com ocupações tão distintas quanto um tradutor, um escritor, um ensaísta, um filósofo, um médico, um astrólogo e até um frade, cada um deles com uma visão ideológica própria e muito distinta. Apesar de se ter fragmentado em muitas personalidades literárias pautadas pela ficção – que viriam a enriquecer o seu legado literário, a heteronímia é o grande marco da sua obra. Dotados de biografia, o poeta justificava os seus três heterónimos como “um traço de histeria que existe em mim. (…) A origem mental dos meus heterónimos está na minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação”.
    É importante destacar que Fernando Pessoa foi um explorador no campo da astrologia, sendo um exímio astrólogo e apreciador do ocultismo.

    Com Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros, entre outros, leva a cabo, em 1915, o projeto de Orpheu, revista que assinala a afirmação do modernismo português e cujo impacto cultural e literário só pôde cabalmente ser avaliado por gerações posteriores.

    Tendo publicado em vida, em volume, apenas os seus poemas ingleses e o poema épico Mensagem, a bibliografia que legou à contemporaneidade é de tal forma extensa que o conhecimento da sua obra se encontra em curso, sendo alargado ou aprofundado à medida que vão saindo para o prelo os textos que integram um vastíssimo espólio. Mais do que a dimensão dessa obra, cujos contornos ainda não são completamente conhecidos, profícua em projetos literários, em esboços de planos, em versões de textos, em interpretações e reflexões sobre si mesma, impõe-se, porém, a complexidade filosófica e literária de que se reveste.

    Fernando Pessoa, que tinha o desejo de ser extraordinário, morreu a 30 de Novembro de 1935, aos 47 anos, na mesma cidade onde nasceu. Grande parte da sua obra só foi conhecida depois da sua morte, quando se abriu a famosa arca de madeira, brindando o mundo com tesouros literários de riqueza incalculável.

    Primeira edição de “Mensagem”

    Mensagem, é um livro de 44 poemas de Fernando Pessoa cuja primeira edição foi em 1934 e a única obra que o poeta publicou em português, em vida. Este tesouro literário retrata o glorioso passado de Portugal, tentando encontrar um sentido para a grandiosidade dos feitos portugueses da época dos Descobrimentos, glorificando o seu valor simbólico e acreditando que o revivalismo das suas palavras traria à nação o esplendor de outrora

    Publicado pela primeira vez em 1982, quase meio século após a morte de Fernando Pessoa, o Livro do Desassossego é uma obra-prima pouco convencional, resistente às habituais classificações literárias. A palavra desassossego refere-se à angústia existencial do narrador, sim, mas também à sua recusa em ficar quieto, parado. Sem sair de Lisboa, este viaja constantemente na sua maneira de ver, sentir e dizer. Ler este livro, repleto de emoção e observações penetrantes, é uma experiência estranhamente libertadora.

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    Fontes Fotográficas/Conteúdo: Gulbenkian.pt casafernandopessoa.pt, ebiografia.com, todamateria.com, abrasileira.pt, Infopedia.pt, Assírio & Alvim

  • Puro Sangue Lusitano – Séculos de Evolução

    Puro Sangue Lusitano – Séculos de Evolução

    De origem Portuguesa, o Puro Sangue Lusitano é conhecido como o cavalo de sela mais antigo do mundo ocidental.

    Está presente nas pinturas e gravuras de rochas entre 13 mil e 30 mil anos antes de Cristo. Os desenhos foram encontrados nas grutas do Escoural, nas mediações de Andaluzia.

    O Puro-sangue Lusitano é descendente direto do cavalo Ibérico, o ancestral de todos os cavalos do mundo. É uma das quatro raças primitivas a partir das quais derivam todas as outras raças de cavalo, que se conseguiu desenvolver e evoluir devido ao isolamento da Europa em que foi originado.

    Ele é considerado uma herança genética de Andaluzia, em Portugal. Antigamente acreditava-se, inclusive, que as éguas traziam ao mundo filhos do vento. São, portanto, os cavalos mais velozes na antiguidade.

    Estima-se que seja montado há mais de cinco mil anos e foi reconhecido durante a antiguidade por Gregos e Romanos como o melhor cavalo de combate e de sela de então.

    A sua criação é mais expressiva no Ribatejo e no Alentejo.

    Na sua longa história, o Puro Sangue Lusitano já prestou provas de ser capaz de fazer quase tudo: foi usado na agricultura, na caça e até em batalhas.
    Figurou também como o cavalo de lazer das casas reais europeias durante a idade média, tendo um papel preponderante na equitação académica.

    Os séculos de evolução tornam-no por isso num cavalo muito versátil e com uma grande aptidão natural para os exercícios de Alta Escola (Haute École). O Lusitano revela-se exímio não só no toureio e equitação clássica, mas também nas disciplinas equestres federadas, tais como dressage, obstáculos, atrelagem e, em especial, equitação de trabalho, estando no mesmo patamar que os melhores especialistas da modalidade. É o cavalo de eleição na maior parte das touradas portuguesas.

    Por serem animais com grande agilidade e flexibilidade revelando inteligência, empatia e companheirismo, bem como coragem e tranquilidade, são há muito utilizados pela cavalaria portuguesa, sendo ainda hoje a raça utilizada pela Guarda Nacional Republicana.

    São uma raça de cavalos vibrantes, fortes e corajosos mas são, em simultâneo, submissos, flexíveis e seguros.

    O seu habitat de excelência é sem dúvida a extensa planície do sul da Península Ibérica, de clima quente.

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    Fonte de Fotografías/Conteúdo: RodeoWest, Dica Madeira, Univitta, MF Magazine, Ortigão Costa