Tag: História Portuguesa

  • Puro Sangue Lusitano – Séculos de Evolução

    Puro Sangue Lusitano – Séculos de Evolução

    De origem Portuguesa, o Puro Sangue Lusitano é conhecido como o cavalo de sela mais antigo do mundo ocidental.

    Está presente nas pinturas e gravuras de rochas entre 13 mil e 30 mil anos antes de Cristo. Os desenhos foram encontrados nas grutas do Escoural, nas mediações de Andaluzia.

    O Puro-sangue Lusitano é descendente direto do cavalo Ibérico, o ancestral de todos os cavalos do mundo. É uma das quatro raças primitivas a partir das quais derivam todas as outras raças de cavalo, que se conseguiu desenvolver e evoluir devido ao isolamento da Europa em que foi originado.

    Ele é considerado uma herança genética de Andaluzia, em Portugal. Antigamente acreditava-se, inclusive, que as éguas traziam ao mundo filhos do vento. São, portanto, os cavalos mais velozes na antiguidade.

    Estima-se que seja montado há mais de cinco mil anos e foi reconhecido durante a antiguidade por Gregos e Romanos como o melhor cavalo de combate e de sela de então.

    A sua criação é mais expressiva no Ribatejo e no Alentejo.

    Na sua longa história, o Puro Sangue Lusitano já prestou provas de ser capaz de fazer quase tudo: foi usado na agricultura, na caça e até em batalhas.
    Figurou também como o cavalo de lazer das casas reais europeias durante a idade média, tendo um papel preponderante na equitação académica.

    Os séculos de evolução tornam-no por isso num cavalo muito versátil e com uma grande aptidão natural para os exercícios de Alta Escola (Haute École). O Lusitano revela-se exímio não só no toureio e equitação clássica, mas também nas disciplinas equestres federadas, tais como dressage, obstáculos, atrelagem e, em especial, equitação de trabalho, estando no mesmo patamar que os melhores especialistas da modalidade. É o cavalo de eleição na maior parte das touradas portuguesas.

    Por serem animais com grande agilidade e flexibilidade revelando inteligência, empatia e companheirismo, bem como coragem e tranquilidade, são há muito utilizados pela cavalaria portuguesa, sendo ainda hoje a raça utilizada pela Guarda Nacional Republicana.

    São uma raça de cavalos vibrantes, fortes e corajosos mas são, em simultâneo, submissos, flexíveis e seguros.

    O seu habitat de excelência é sem dúvida a extensa planície do sul da Península Ibérica, de clima quente.

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    Fonte de Fotografías/Conteúdo: RodeoWest, Dica Madeira, Univitta, MF Magazine, Ortigão Costa

  • Galo de Barcelos – Um dos maiores símbolos nacionais!

    Galo de Barcelos – Um dos maiores símbolos nacionais!

    A sua origem remonta a meados do século XIX, quando começa a ser representado em olaria, mas foi nos anos 1950 que ganhou asas e passou a ser o símbolo de Portugal, impulsionado pelo Estado Novo. Em 1935, fez a primeira incursão internacional, representando o País na Exposição de Arte Portuguesa em Genebra.

    Empenhado na universalização de Portugal enquanto destino turístico, este colorido Galo de Barcelos passou de um simples símbolo do povo a um grande ícone português que detém uma curiosa lenda.
    Desde panos de cozinha, loiça, porta-chaves, estatuetas e outros, este símbolo português pode ser adquirido em qualquer loja de recordações do país.

    Largo da Porta Nova

    Origem:

    Barcelos é uma terra de tradições onde se pode sentir o coração do Minho e percorrer diversos episódios da história de Portugal. Para além disto, também se pode destacar a sua comida e as suas belas paisagens repletas de verde e outras cores que transmitem vivacidade. Chegar aqui é chegar à terra do símbolo que identifica Portugal do resto do mundo – o famoso Galo de Barcelos.

    Lenda:

    A curiosa lenda do galo está associada ao cruzeiro medieval que faz parte do espólio do Paço dos Condes. Segundo esta lenda, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, com o facto de não se ter descoberto o criminoso que o cometera.


    Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém acreditou que o galego se dirigisse a Santiago de Compostela, em cumprimento de uma promessa, e que fosse fervoroso devoto de Santiago, S.Paulo e Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara.

    Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado que, nesse momento, se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa, exclamando: “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem”. Risos e comentários não se fizeram esperar mas, pelo sim pelo não, ninguém tocou no galo.

    O que parecia impossível tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidou das afirmações de inocência do condenado. O juiz correu à forca e viu, com espanto, o pobre homem de corda ao pescoço. Todavia, o nó lasso impedia o estrangulamento. Imediatamente solto foi mandado em paz. Passados alguns anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor a Santiago e à Virgem.

    O galo é associado a coisas positivas como à luz e ao sol que na lenda, acontece no momento em que o peregrino é salvo da forca e é provada a inocência do mesmo. Isto justifica a razão do galo já ter sido considerado um símbolo representativo de Cristo, como anunciador da nova luz e da ressurreição – daí a chamada Missa do Galo que ocorre na época natalícia.

    Para além disto, o Galo é um símbolo do povo, justamente pela sua aproximação doméstica. Devido ao seu canto, este também é associado à vitória e ao afastamento de bruxas e outros seres.

    Criador do Galo de Barcelos:

    Independentemente da sua veracidade, e de forma a eternizá-la, foi a partir daí que o artesão Domingos Côto criou o primeiro Galinho de Barcelos. Neste seguimento, e tendo em conta os dias de hoje, os efeitos da lenda ainda são visíveis. A realidade é que Barcelos é um dos pontos de paragem e passagem mais importante para quem faz o caminho central português até Santiago.

    Hoje em dia, o Galo de Barcelos é um ícone de Portugal que se encontra presente em diversas religiões e mitologias. A simbologia deste galo encontra-se nas profundas raízes da nossa cultura, inspiradas nos tempos gregos e romanos.

    A imagem do Galo de Barcelos surge, nesta altura, associada a um Portugal moderno, empenhado na sua universalização, enquanto destino turístico, e assume-se, definitivamente, como símbolo de identidade nacional, ultrapassando as fronteiras do concelho que lhe deu o nome.

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    Fontes & créditos fotográficos: 7maravilhas.pt; vortexmag.net; bestguide.pt; livingtours.com

  • Pastel de Nata – História e Receita

    Pastel de Nata – História e Receita

    O Pastel de Nata é uma popular especialidade da doçaria Portuguesa, de inspiração conventual.
    Em 1837, em Belém, próximo ao Mosteiro dos Jerónimos, numa tentativa de subsistência, os clérigos do mosteiro puseram à venda uns pastéis de nata. Nessa época, Belém e Lisboa eram duas localidades distintas com acesso assegurado por barcos a vapor. A presença do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém atraíam inúmeros turistas que contribuíram para difundir os pastéis de Belém.


    Na sequência da revolução liberal de 1820, em 1834 o mosteiro fechou. O pasteleiro do convento decidiu vender a receita ao empresário português vindo do Brasil, Domingos Rafael Alves, continuando até hoje, o segredo da receita na posse dos seus descendentes. No início, os pastéis foram postos à venda numa refinaria de açúcar situada próximo do Mosteiro dos Jerónimos. Em 1837 foram inauguradas as instalações num anexo, então transformado em pastelaria, a “A antiga confeitaria de Belém”. Tanto a receita original como o nome “Pastéis de Belém” estão patenteados.


    A receita ganhou diversas versões em Portugal em outros países, como Brasil, Macau, Hong Kong, Singapura e Taiwan, sendo difundida globalmente.


    Apenas os pastéis produzidos na Fábrica Pastéis de Belém podem ser chamados “Pastéis de Belém”. Os “outros” confeccionados noutros locais, são todos chamados de “Pastéis de Nata”, sendo estes o resultado da adaptação e reprodução dos “Pasteis de Belém”.


    Além disso, hoje em dia, podemos encontrar muitas versões de pasteis de nata, muitas variações, resultado do espírito criativo daqueles que gostam de pasteis de nata.
    A história do Pastel de Nata assemelha-se a um império construído sobre o poder do sentidos.

    Receita de Pastel de Nata

    Ingredientes:

    Massa Folhada
    •⁠ ⁠650 gr Água
    •⁠ ⁠1 kg Farinha
    •⁠ ⁠800 gr Margarina para folhados (textura maleável)

    Creme de Nata
    •⁠ ⁠1 L Leite
    •⁠ ⁠150 gr Farinha de trigo
    •⁠ ⁠40 gr Farinha Maizena
    •⁠ ⁠12 Gemas
    •⁠ ⁠1 Ovo

    Calda de Açúcar
    •⁠ ⁠1 kg Açúcar
    •⁠ ⁠500 gr Água
    •⁠ ⁠1 Pau de canela
    •⁠ ⁠1 Casca de limão

    Preparação:

    Amasse a farinha juntamente com a água até ter uma bola. Deixe repousar por 15 minutos. Estenda a massa num quadrado, sobreponha a margarina num losango e feche as pontas de forma a não sobrepor a massa (técnica igual à massa folhada). Dê duas voltas simples, com 15 minutos de descanso entre elas.

    Estique a massa de forma a que fique fina e pincele toda a superfície com água. Enrole a massa como se fosse uma torta. Corte discos e ponha-os nas formas. Deixe descansar 10 minutos. Com os dedos molhados, estique a massa até que saía ligeiramente do limite das formas. Reserve à parte.

    Para a calda, só precisa de ferver os ingredientes todos juntos durante 3 minutos.

    Reserve.

    Num tacho de cobre faça o seu creme de nata. Misture 200ml de leite com as farinhas e ferva os restantes 800ml noutro tacho. Aqueça ligeiramente o aparelho das farinhas com o leite fervido e depois misture todo o resto. Leve a cozer o aparelho (no tacho de cobre) até engrossar.

    Retire do lume e misture com a calda de açúcar. Adicione os ovos e as gemas. Encha as formas forradas com a massa folhada e leve a cozer a 300º/350º até a massa estar dourada e o creme bem caramelizado.

    Nota: não deixar ferver o aparelho do recheio

    (Receita cedida pela Escola de Turismo e Hotelaria de Lisboa, baseada na cozinha tradicional de Maria de Lourdes Modesto.)

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    Fontes: Visitportugal.com, pastel-de-nata.pt

  • A história da Ach. Brito – Tesouro Nacional

    A história da Ach. Brito – Tesouro Nacional

    Ach Brito, a primeira fábrica Portuguesa de sabonetes e perfumes, e uma das mais antigas da Península Ibérica, tendo construído ao longo dos tempos uma imagem de especialista na conceção e produção de sabonetes. Sob o lema ‘Preservar o Passado, Estimular o Presente, Desafiar o Futuro’ a Ach Brito diferencia-se pelas várias décadas de experiência, pela qualidade dos seus produtos e pelo design das suas embalagens.

    Produz produtos de higiene pessoal de qualidade, com aromas e texturas próprias, adotando e modernizando os métodos artesanais.

    O início 

    Achilles de Brito


    Foi em 1918 que Achilles de Brito e o irmão Affonso de Brito criaram, na cidade do Porto, a sua empresa de sabonetes e outros artigos de perfumaria, a Ach. Brito. O caminho da família Brito no mundo das fragrâncias começou vários anos antes, com a colaboração de Achilles de Brito na Claus & Schweder, inicialmente enquanto guarda-livros e mais tarde, em 1908, como sócio da empresa Claus & Schweder que foi primeira fábrica portuguesa de sabonetes e perfumes, fundada também no Porto. Depois da 1a guerra mundial e com a nacionalização desta empresa que acabaria por ser vendida. Nasce a Ach. Brito em 1918 fundada pelos irmãos Brito.

    Com conhecimentos sólidos adquiridos durante a passagem pela Claus & Schweder e com uma visão empreendedora, Achilles de Brito em 1925 adquiriu o espólio da Claus & Schweder, a fábrica criada em 1887 pelos alemães Ferdinand Claus e George Schweder e onde iniciou o seu percurso. A Ach. Brito torna-se proprietária de um acervo histórico único, designadamente de rótulos do final do século, que ainda hoje servem de inspiração para a Claus Porto, a marca premium, vendida em mais de 50 países.

    Fábrica antiga da Ach. Brito 

    Nos primeiros anos da empresa lançaram-se vários produtos de sucesso, alguns dos quais continuam em comercialização até aos dias de hoje, como a marca Luxo-Banho registada em 1927, as marcas Patti e Lavanda ambas registadas em 1929, a marca Triple Alfazema registada em 1932, a marca Musgo registada em 1939, entre várias outras.

    Inovadora desde o início, a Ach. Brito desde cedo se destacou pela qualidade das suas fórmulas e pela beleza e detalhe visual das suas embalagens. Os rótulos eram originalmente pintados à mão, o que lhes conferia um carácter ainda mais especial, distinguindo-os de forma clara no mundo da perfumaria.

    Rótulo antigo pintado à mão

    Sendo os rótulos produzidos fora da empresa até esta data, em 1953 criaram um estúdio litográfico e uma unidade de impressão. Assim, a Ach. Brito ficou responsável por todas as fases: do cultivo de ervas aromáticas para óleos essenciais, ao fabrico dos produtos e até design das embalagens.

    Com o surgimento da distribuição moderna nos anos 80, deu-se um estrangulamento do mercado da Ach. Brito e a empresa atravessou um momento particularmente difícil. 

    Em 1994 os bisnetos de Achilles de Brito, os irmãos Aquiles e Sónia Brito, decidem adquirir a totalidade da sociedade e iniciam uma reestruturação profunda no sentido de acompanhar as exigências do mercado. A estratégia foi redefinida, o portfolio de produtos reorganizado e as marcas reposicionadas. 

    Com a nova estratégia, a marca Ach. Brito passa a ser destinada especialmente ao mercado doméstico, agregando várias marcas, como a Lavanda, Patti, Luxo-Banho, entre outras. 

    Para se destacar da concorrência e das grandes multinacionais, a empresa preserva o processo produtivo de acordo com os métodos tradicionais, dá continuidade ao desenvolvimento de fórmulas de qualidade criadas a partir das melhores matérias primas e mantém o cuidado e o rigor com a estética das embalagens. Dá-se uma aposta na qualidade em detrimento da quantidade.

    Adicionando mais uma marca à empresa, em 2008, desta vez, a Bracarense Saboaria e Perfumaria Confiança S.A., a segunda fábrica de sabonetes mais antiga do país. Junta, assim, as duas empresas de sabonetes mais antigas da Península Ibérica: a Claus Porto, no segmento de luxo, e a Confiança, no segmento Premium, com os sabonetes Chipre. Em 2016 abre a sua primeira loja em Lisboa e em 2017 no Porto.

    Actuais escritórios da Ach. Brito

    A Ach. Brito é uma referência na cidade do Porto, em Portugal e no mundo. Teve muitos altos e baixos durante a sua longa existência, mas teve sempre a capacidade de se reerguer dos momentos menos bons recuperando o prestígio e o vigor de outros tempos e conquistando o seu espaço não só no mercado nacional mas também além fronteiras.

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    Fontes e Créditos Fotográficos: achbrito.com, timeout.pt, visitviladoconde.pt

  • Tripas à Moda do Porto – História e Receita

    Tripas à Moda do Porto – História e Receita

    As “Tripas à Moda do Porto” é um prato tradicional da região norte de Portugal, especialmente da cidade do Porto. Os habitantes da cidade do Porto são chamados de tripeiros, esta alcunha demonstra a sua tradição histórica de comer tripas e de fazer das tripas à moda do Porto um prato emblemático que orgulha a gastronomia nacional. 

    A lenda conta que este prato remonta à época em que se deu início à grande aventura portuguesa: os Descobrimentos. Dizem que foi no estaleiro de Lordelo do Ouro, no Porto, que se construíram grande parte das embarcações que partiram em direção a Ceuta.

    Infante D. Henrique

    Infante D. Henrique (o navegador) pediu todo o tipo de mantimentos, nomeadamente carne para abastecer as caravelas.

    A cidade do Porto, além de todo o trabalho na construção das caravelas, forneceu também tudo o que tinha para os mantimentos da frota. Os Portuenses deram toda a carne que possuiam, mantendo apenas as tripas como alimento, a partir das quais criaram um prato bastante humilde que ao longo dos tempos foi sendo aperfeiçoado.

    Devido a esse gesto, esse prato tornou-se parte da história da cidade do Porto e representa o sacrificio do povo do Porto em nome de Portugal.

    Receita

    Ingredientes das tripas à moda do Porto:

    • 1kg de tripas (também conhecido como folhos);
    • 1kg de feijão manteiga demolhado;
    • 1 mão de vitela;
    • 1 chouriço de carne;
    • 200gr de orelheira;
    • 200gr de toucinho ou presunto;
    • 200gr de carne de cabeça de porco;
    • 200gr de salpicão;
    • 1 frango;
    • 2 cenouras;
    • 2 cebolas;
    • Banha de porco;
    • Salsa;
    • Louro;
    • Sal;
    • Pimenta;
    • Cominhos.

    Confecção

    • Em primeiro lugar, começa por demolhar 1kg de feijão manteiga. Para isso precisas de colocá-lo numa bacia com o triplo da água (até ficar submerso e com espaço para poder crescer). Deixa a demolhar de um dia para o outro (24h);
    • No dia de preparares a feijoada, coa a água do feijão e reserva-o;
    • Lava bem as tripas e esfrega com sal e limão. Lava também a mão de vitela e leva tudo a cozer num tacho com água e sal;
    • Noutro tacho, coloca as restantes carnes e o frango em água e sal e leva a cozer. Vai retirando as carnes à medida que forem cozendo;
    • Num tacho coze o feijão com as cenouras às rodelas e com 1 cebola aos gomos;
    • Noutro tacho, adiciona a outra cebola picada, 1 colher de sopa de banha de porco e junta todas as carnes cortadas. Deixa-se apurar e de seguida adiciona-se o feijão; Tempera com sal, pimenta preta moída, louro, salsa e cominhos. Deixa apurar muito bem;
    • Assim que estiver tudo cozido, retira a salsa e serve numa terrina de barro, polvilhando com mais cominhos. Serve com arroz branco seco.

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    Fontes: agendaculturalportowalkinportosolteiros contra casados

  • A história do Vinho do Porto

    A história do Vinho do Porto

    O Vinho do Porto remonta aos séculos III e IV, onde se encontram vestígios de prensas manuais por toda a região do Douro.

    Devido ao rápido crescimento das exportações de vinho, a designação “Porto” só começa a existir na segunda metade do século XVII.A aliança luso-britânica durante períodos de guerra com outros países gerou um grande interesse por este vinho português específico, à medida que as transações comerciais aumentavam entre ambos os países. 

    Algodão inglês por vinho português. Com este comércio, começaram a surgir outros problemas, como dúvidas sobre manipulação de preços e adulteração do produto.

    Em 10 de setembro de 1756, foi fundada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, para assegurar a qualidade do produto, evitar adulterações, equilibrar produção e comércio, e estabilizar preços.

    Foi então que se iniciou o primeiro “marcação das quintas”. Foram colocados 355 marcos de pedra para garantir que apenas os vinhos feitos a partir de uvas da mais alta qualidade, todas colhidas dentro desta área marcada, fossem exportados para Inglaterra.

    Devido a pragas ocorridas na segunda metade do século XIX, essa área marcada teve que ser expandida. Esta mudança levou ao estabelecimento do regime de comércio livre.

    Com o início do regime de comércio livre em 1856, surgiram novas práticas de preparação do terreno, mudaram-se os métodos de plantio da vinha, e foram selecionadas as melhores castas regionais para enxertia.

    Durante o tempo de João Franco, o controverso Primeiro-Ministro de D. Carlos, foi assinado um decreto.Este decreto regulamentaria a produção, venda, exportação e inspeção do vinho do Porto. Foi feita uma nova demarcação da área do Vinho do Porto, incluindo agora a região do “Douro Superior”. 

    A exportação só poderia ser feita através do Porto de Leixões (localizado em Matosinhos, Porto) e de Barra do Douro. Esta área só seria expandida novamente em 1926 para incluir Vila Nova de Gaia como um centro exclusivo para armazenamento e envelhecimento do vinho.

    Porto de Leixões, 1906

    Nesta fase, ficou estabelecido que apenas vinhos com um teor alcoólico mínimo de 16,5% poderiam ser considerados como Porto.

    Em 1933, foi fundada a Guilda dos Exportadores de Vinho do Porto, uma associação formada para garantir disciplina comercial.Os registos vitivinícolas foram atualizados e, com base na localização, características do terreno, variedades de uva e idade das vinhas, o Instituto do Vinho do Porto atribui anualmente a cada proprietário de vinha uma autorização para produzir uma quantidade específica de diferentes tipos de Vinho do Porto. Preço também fica definido.

    Após 1974, a Guilda mudou de nome para Associação das Empresas de Vinho do Porto, onde algumas das empresas começaram a investir na compra de novas terras e na exportação direta, uma prática não vista desde 1926.

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