Piódão é uma Aldeia Histórica portuguesa que é uma autêntica preciosidade escondida numa das íngremes encostas da Serra do Açor, sede da Freguesia de Piodão do Município de Arganil situada no centro de Portugal.
Os caminhos até à aldeia são muito tortuosos e com desfiladeiros enormes e bastante perigosos, no entanto, quando se chega ao destino encontra-se a calma e a beleza de poucos lugares do mundo.
Em socalcos pintalgados de azul, a cor que adorna as janelas e portas das casas de xisto, esta aldeia compõe um quadro único e repleto de beleza.
Incrustada na Serra do Açor (área de paisagem protegida), onde abundam panoramas deslumbrantes, nascentes e campos de pasto, esta aldeia histórica, lembra um presépio pela forma harmoniosa como as suas casas estão dispostas em anfiteatro e que, à noite quando se acende a iluminação, formam uma das suas melhores e deslumbrantes imagens.
A marca desta aldeia serrana de ruas estreitas e sinuosas é o xisto, material abundante na região, que é utilizado na construção das casas e no chão das ruas, formando uma mancha de cor uniforme interrompida pelo azul forte das janelas e das portas de algumas das casas
Esta nota de cor dissonante deve a sua origem a um factor prático pois conta-se que a única loja que fornecia a população só tinha tinta azul e dado o isolamento da aldeia não era fácil para as pessoas deslocarem-se a outro local.
Foi na realidade o isolamento e as dificuldades de deslocação que preservaram intactas as características desta antiquíssima povoação.
Do conjunto das pequenas casas de dois pisos destaca-se a Igreja Matriz dedicada à Nossa Senhora da Conceição, que a população construiu no início do séc. XIX com as suas economias.
É um monumento inconfundível por ser branco no meio das escuras casinhas de xisto. A construção fica logo na entrada da aldeia e tem torres cobertas por cones, com detalhes em azul.
No seu belo interior está um retábulo em talha dourada com imagens da Nossa Senhora da Conceição, de São Miguel e de São Sebastião.
Lazer
O melhor a fazer em Piódão é caminhar pelas ruelas de xisto, com passarelas e pequenas pontes, embaixo das quais passa toda a água que escorre da Serra do Açor.
As casinhas aparentam ser todas iguais, mas cada uma guarda detalhes únicos aos admiradores mais atentos e não será preciso ir muito longe para se deparar com paisagens que parecem um cenário de um conto de fadas.
Disposta em socalcos, em redor da encosta íngreme onde se insere, constitui um cenário ímpar cheio de belos lugares para visitar:
a Eira e a vista a partir dela;
a Fonte dos Algares;
o forno do pão;
a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição;
a capela das Almas;
a capela de São Pedro;
o museu onde também funciona o posto de turismo;
todas as escadarias e ladeiras;
e nos dias mais quentes, a praia fluvial de Piódão ganha destaque para aqueles que a visitam.
O prato mais icónico e irresistível da Aldeia Histórica do Piódão é a chanfana. Destacam-se também o arroz de coelho e, nas doçarias, o arroz doce e o pão-de-ló.
A população que aqui vive e se instalou a partir do século XV ainda pasta os seus rebanhos, espalha os cereais no local comunitário junto da Eira, sobe a calçada estreita, que recorda os tempos medievais e produz os sabores da terra, nomeadamente o licor de castanha e a aguardente de mel.
Enquadra-se na tipologia das “Aldeias Históricas”. Sabe-se que a aldeia do Piódão serviu de abrigo a muitos que se pretendiam esconder ou por questões políticas em épocas mais severas, ou por questões jurídicas. No entanto, não foram só foragidos que a procuraram.
No século XIX, o Cónego Manuel Fernandes Nogueira, fundou um colégio que preparava alunos para a entrada no seminário. Muitos rapazes da Beira Interior passaram pelo colégio entre 1886 e 1906.
A história da aldeia perde-se na noite dos tempos. Poucos são os vestígios que permitem reconstruir a história, no entanto, os achados arqueológicos de Chãs d’Égua são um importante testemunho da possível antiguidade da aldeia.
A Aldeia Histórica do Piódão constitui um conjunto arquitetónico de rara beleza pelo seu enquadramento natural, mas também pela sua antiguidade, unidade e estado de preservação das construções, sendo apelidada por muitos como a “aldeia presépio” dada a sua configuração que se espraia pela encosta do monte com as casas em xisto e lousa e as janelas e portas pintadas de azul, em anfiteatro.
Esta aldeia é um lugar único, bucólico e maravilhoso situada num cenário idílico de extraordinária beleza.
A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade.
Não perca a oportunidade de explorar tudo o que a Tuguinha tem para oferecer!
A praia é um dos destinos favoritos quando chega o Verão. Corpos passeiam livremente e descontraídos de fato de banho ou biquini. Mas nem sempre foi assim.
Nas zonas costeiras da Europa a moda de ir a banhos chegou, e Portugal, não foi excepção.
O pudor dos tempos antigos
Foi, com a burguesia e a aristocracia, ainda nos finais do século XIX que frequentavam as praias e usavam a água do mar para fins terapêuticos.
Touca, meias pretas, sapatos de lona, calções pela barriga das pernas e uma blusa tipo túnica… Esta era a toilette para se ir à praia em 1880.
Para garantir a boa decência, homens e mulheres tinham ainda zonas separadas.
Mostrar a pele? Nem pensar… Isso seria um escândalo. Aliás, ia-se à praia por questões de saúde e não para se ficar bronzeado.
Ir à praia, tornou-se um momento de socialização por toda a Europa e também uma questão de moda.
A realeza europeia, com pouco para fazer, descobria uma nova forma de passar o tempo e as outras classes sociais também não queriam ficar de parte.
Entretanto, a sociedade e os seus valores foram mudando e a moda balnear também.
Em 1891, os braços desnudam-se e causam um grande escândalo entre os mais puritanos.
Todavia, na primeira metade do século XX assistiu-se a uma redução da quantidade de tecido necessário para ir à praia.
Evolução do Design
Uma redução que não foi pacífica: em 1907, a nadadora australiana Annette Kellerman foi presa em Boston por estar a usar um fato de banho justo, apesar deste a cobrir do pescoço aos pés.
Anos depois, em 1913, o designer Carl Jantzen introduziu um conjunto de banho composto por um top e calções, peça que também foi totalmente bem recebida.
De um traje completo, que cobria o corpo da cabeça aos pés, evolui-se para um traje mais simples, mais leve e de tecidos diferentes.
Os fatos de banho em malha para as senhoras e o calção para os homens com ou sem peitilho, tornaram-se no último grito da moda nas praias.
Fato de banho na década de 1920 em Portugal
Da década de 1920 em diante, em Portugal, os fatos de banho, passam a ser vestidos com alça, que deixam ver os braços que caem sobre os pequenos calções.
A exposição do corpo estava, aliás, bastante regulada. Existiam editais que saiam nas capitanias que regulamentavam as barracas, os toldos e a colocação de barcos dos pescadores.
Haviam também prescrições relativamente à postura, nomeadamente quando à obrigatoriedade de usar fatos que resguardassem o corpo. As ordens eram acatadas sob o olhar vigilante dos cabos de mar.
Fato de Banho No Mundo
Na década de 1920, mostrar a pele era já menos atrevido, e na década de 1930 exibir as costas e um pouco do tronco era comum.
Dos lindos fatos de banho cortados de Claire McCardell ao aparecimento de estrelas como Jayne Mansfield, Rita Hayworth e Ava Gardner — para não mencionar inúmeras pin-ups e bailarinas — em peças mais reveladoras e, cada vez mais, em duas peças, a natureza do traje de praia aceitável foi mudando continuamente.
No entanto, nesta época, existia um problema: O Código Hays, um conjunto de regras impostas em Hollywood a partir de 1934, que proibia a exposição do umbigo em filmes, pelo que todas as partes inferiores da roupa de praia (mas não só) necessitavam de ser de cintura subida.
O Fato de banho nas suas múltiplas variantes, tornou-se um objecto de moda e produto de consumo.
História do Biquíni ou Bikíni
Na antiguidade, existem registos anteriores do uso de algo semelhante a um biquíni.
Mosaicos romanos do século IV, em que um deles, mostra duas mulheres a usar uma faixa para cobrir os seios e uma tanga na parte debaixo, usado nessa época, para praticar desporto.
Curiosamente esses modelos eram muito mais ousados do que aqueles que vimos surgir algumas centenas de anos depois!
Com o passar do tempo, a partir da década de 1920, versões da peça começaram a surgir, mas nada se compara com a criação e design de Louis Réard: o biquíni que teve o efeito de uma bomba na sociedade da época.
Biquíni = Bombástico
O fim da II Guerra Mundial trouxe consigo uma revolução nos costumes.
Depois de 5 anos de um conflito devastador, as pessoas queriam voltar a viver a sua vida, a divertirem-se.
1946, é a data fatídica. Louis Réard, um engenheiro mecânico e designer de roupas francês, apresenta na piscina Molitor de Paris, um conjunto de duas peças, em algodão estampado, que cabiam num cubo de apenas 10 cm.
Chamou-lhe biquíni em homenagem ao Atol de Bikini, no Pacífico, lugar onde foi testada a primeira bomba atómica.
As reações não se fizeram esperar: considerado como imoral, foi proibido em piscinas públicas, em países como Portugal ou Espanha e nos filmes de Hollywood.
Outro francês de nome Jacques Heim também não quis ficar atrás e desenhou o “Atome”, um modelo ainda mais pequeno.
Louis Réard respondeu com um biquíni ainda mais reduzido.
O biquíni do designer Louis Réard era composto por duas peças separadas, uma para a parte de cima e outra para a parte de baixo, que revelavam mais pele do que os trajes de banho tradicionais, o que foi um passo muito importante para a moda de praia que hoje conhecemos.
Este primeiro biquíni de duas peças foi feito com o objetivo de ser ousado e provocativo, desafiando as normas sociais da época.
Mentalidade da época
Na época, modelos recusaram vestir a peça, tornando Micheline Bernardini, “stripper” e bailarina do Casino de Paris, a primeira mulher a posar com ela. Com uma piscina como pano de fundo, a jovem de 19 anos aparece nas fotos com um biquíni estampado com o desenho de uma página de jornal.
Inicialmente, o biquíni enfrentou resistência e foi até mesmo banido em alguns países devido ao seu caráter considerado demasiado revelador.
No entanto, ao longo dos anos, tornou-se cada vez mais aceite e popular, especialmente com o apoio de figuras famosas da moda e do entretenimento.
Na década de 50, o biquíni é exibido no corpo de actrizes como Brigitte Bardot, mas ainda é rejeitado pela maior parte das mulheres. Pois as mulheres nesta época, eram muito contidas e recatadas.
Demorou ainda algum tempo, para que o biquíni se tornasse numa peça comum, tanto que inicialmente foi proibido em muitas praias.
Apogeu do Biquíni nos anos 60
Só nos anos 60 é que realmente o biquíni alcançou o seu auge.
Foi nesta década que Ursula Andress emergiu do mar com o conhecido e infame biquíni branco no filme da saga 007, Dr. No.
Foi também a década em que Raquel Welch usou um biquíni feito com peles de animais em One Million Years B.C e também quando Nancy Sinatra apareceu na capa do LP Sugar vestida com um biquíni rosa chiclete brilhante.
Os anos 60 libertaram o corpo e a mente do tradicionalismo das gerações passadas.
As praias foram invadidas por estes adolescentes com sede de diversão e nesta época nasceu o turismo de massa.
Monokini
A moda foi, entretanto, avançando. O monokini– apresentado por Rudi Gernreich – abriu caminho para o topless na década de 70… Modelos sem forro ou com a forma de triângulos fizeram furor…
Os próprios materiais evoluíram de uma forma extraordinária sendo a licra, em 1959, uma das maiores inovações: mantinha a sua forma, não desbotava e secava rapidamente.
Popularidade do Biquíni
A popularidade do biquíni continuou a aumentar na década de 1970, com tecidos como o crochê (veja-se Pam Grier em Coffy). De Pat Cleveland a Cheryl Tiegs, sem esquecer o trio original dos Anjos de Charlie, poucos foram aqueles que resistiram ao fascinio do biquíni.
A democratização do biquíni em Portugal, aconteceu com a Revolução dos cravos no dia 25 de Abril de 1974, que permitiu posteriormente o uso livre desta peça.
Na década de 1980, Phoebe Cates, do filme Fast Times in Ridgemont High, fez do biquíni vermelho uma peça cobiçada.
Com a chegada dos anos 90, foram explorados muitos estilos, do modelo mais sporty ao mais minimalista que mal poderia ser chamado de biquíni (como o micro biquíni da Chanel, apresentado em 1996).
Micro biquíni da Chanel // Alexis Duclos/Getty Images
O que é imediatamente claro é que a história do biquíni é também a história do corpo: uma história de carne, censura, provocação e, cada vez mais de algumas expectativas frustradas.
Ainda hoje, muitas das figuras que popularizaram o biquíni aos olhos do público foram aquelas cujo físico era considerado aspiracional, em conformidade com um conjunto culturalmente limitado de padrões de beleza.
Talvez o biquíni seja algo que existe nos olhos de quem o vê. Esta peça, que para uns tem sido uma ousada afirmação das liberdadas e das indumentárias, tornou-se, para outros, um símbolo do olhar masculino omnipresente e das pressões depositadas nas mulheres.
Seja pela discussão sobre a necessidade de uma maior inclusão aquando do casting das modelos que exibem na passerelle roupa de praia, seja pela hediondez de expressões como “bikini body”, seja pelas batalhas legais sobre o direito das mulheres muçulmanas em usar burkinis, o biquíni ainda não está totalmente em paz.
Não existe uma peça do vestuário feminino tão pequena e com tanto para contar como o biquíni.
A história das roupas que usamos na praia e na piscina cruza-se com as conquistas de libertação das mulheres que percorreu todo o século XX e continua a surpreender.
As restrições, as obrigações, os tabus e tantas interrogações a que as mulheres estão sujeitas, desde sempre, tiveram muita influência na evolução da roupa de banho feminina.
Hoje, há de tudo um pouco. Mais reduzidos, mais discretos, estampados, lisos, em licra, algodão ou em tricot, com ou sem alças, a escolha é muito variada. As grandes marcas nunca se esquecem de oferecer nas suas coleções, em cada Verão, os últimos modelos.
De fatos que cobriam quase totalmente o corpo ao monoquini, escolher o que vestir à beira-mar tem sido uma verdadeira saga para as mulheres com tentativas arriscadas, retrocessos, glamour e muita criatividade.
Por isso o fato de banho e o biquíni estão intrinsecamente ligados à história da libertação e das conquistas femininas.
Hoje, tudo é permitido e uma simples ida à praia prova-nos que a liberdade flui ao sabor das tendências de moda e das preferências pessoais.
A literatura distópica, oferece-nos um vislumbre de futuros sombrios, explora cenários onde a sociedade se desintegra ou se transforma sob regimes opressivos e ditatoriais, catástrofes ou desigualdades extremas, onde o estado e a sua classe dominante utilizam as ferramentas da ciência e da razão para o controle das massas populares.
Estes livros não atraem só os leitores com as suas narrativas envolventes, mas também suscitam reflexões profundas sobre os perigos e os desafios que a humanidade poderá enfrentar.
Alguns livros notáveis da literatura distópica destacam-se pela sua visão e perspetivas únicas, são eles:
”1984″ de George Orwell
Créditos de imagem: penguinbookshop.com
Romance, lançado em 8 de Junho de 1949.
A história desenvolve-se num futuro distópico onde o mundo está dividido em três super estados, todos caracterizados por um controle governamental opressivo e cheio de censura.
A figura central é Winston Smith, um homem que vive no super estado da Oceânia, que secretamente despreza o Partido e a sua figura representante. A sua vida decorre sob constante vigilância e Winston começa a procurar a verdade e a revolta num mundo onde o pensamento independente é severamente castigado.
“Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley
Créditos de imagem: wook.pt
Romance, lançado em 1932.
Situado numa sociedade futurista e tecnologicamente avançada conhecida como o Estado Mundial, este romance explora um mundo onde os seres humanos são geneticamente manipulados e condicionados para papéis específicos, e a estabilidade social é mantida através do uso de uma droga indutora de prazer chamada soma.
A história desenvolve-se no momento em que Bernard Marx e a sua amiga Lenina Crowne, conhecem John, o Selvagem, que cresceu fora do Estado Mundial em condições mais primitivas.
Este contraste levanta questões sobre a liberdade, a felicidade e o custo de uma sociedade aparentemente perfeita.
“A Estrada” de Cormac McCarthy
Créditos de imagem: Fnac.pt
Romance, lançado em 26 de Setembro de 2006.
Vencedor do Prémio Pulitzer, desenvolve-se num mundo pós-apocalíptico sombrio.
A história centra-se num homem sem nome e no seu jovem filho, enquanto viajam através de uma paisagem desoladamente devastada por uma catástrofe não especificada.
Eles lutam para sobreviver contra as adversidades, a escassez de comida e grupos de sobreviventes sem lei.
O livro concentra-se profundamente na relação entre o pai e o filho, explorando temas de esperança, humanidade e os laços duradouros do amor perante a devastação total.
”Os Jogos da Fome” de Suzanne Collins
Créditos de imagem: Fnac.pt
Romance, lançado em 14 de Setembro de 2008.
Situado na nação distópica de Panem, este romance retrata uma sociedade onde a rica Capital exerce controlo sobre os distritos empobrecidos.
Todos os anos, crianças e jovens de cada distrito são selecionados para participar numa luta mortal televisiva chamada Jogos da Fome.
A protagonista, Katniss Everdeen, voluntaria-se para ocupar o lugar da sua irmã nos Jogos e durante o seu percurso, torna-se um símbolo de resistência contra o regime opressor.
“Fúria Vermelha” de Pierce Brown
Créditos de Imagem: Fnac.pt
Romance, lançado em 28 de Janeiro de 2014.
Em “Red Rising”, a sociedade distópica é caracterizada por uma estrutura hierárquica rígida onde os indivíduos são divididos em castas com códigos de cores baseados na sua perceção de superioridade genética.
Os Golds, no topo da hierarquia, são a classe governante, enquanto os Reds, na base, trabalham em condições duras para transformar Marte para as gerações futuras.
Este sistema de castas rígido, é mantido através de um condicionamento social e físico brutal, perpetuando um ciclo de opressão e subjugação.
Romances que Confrontam Medos Coletivos e Provocam Debates
O fascínio por livros distópicos está enraizado na capacidade destas histórias explorarem cenários extremos, exagerando problemas contemporâneos para destacar as suas consequências mais sombrias.
Estes romances, forçam-nos a confrontar os medos coletivos, como o autoritarismo, a desigualdade social e o colapso ambiental e ao mesmo tempo, provocam debates sobre a moralidade, a resistência e a essência da humanidade.
Frequentemente, as suas personagens são resilientes e valentes que lutam por um futuro melhor, oferecendo esperança e inspiração no meio do caos e da opressão.
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Nazaré, é uma bela e graciosa Vila portuguesa, sede de município, da região Oeste, situada na província histórica da Estremadura e no distrito de Leiria, sendo considerada uma das maiores pérolas do centro de Portugal.
Considerada por muitos como a mais típica praia de Portugal, com antigas tradições ligadas à arte da pesca, encanta os visitantes pela sua beleza natural.
A sua praia espetacular com o extenso areal em forma de meia-lua, que é também a frente do mar da cidade, é conhecido pela sua grandeza e pelos toldos de cores vivas que decoram a praia de areia branca em contraste com o azul da água.
Vila da Nazaré // partiupelomundo.com
O casario branco dos pescadores e enormes penhascos sobre o mar de um azul intenso, fazem desta Vila piscatória, um destino turístico de eleição, devido às suas características tradicionais.
Percorrer as ruas estreitas, perpendiculares ao mar, onde a vida decorre ao ritmo de ventos e marés, é descobrir a essência destas gentes.
Expansivas e alegres, escondem tristezas num sorriso aberto, falam a cantar e encantam pelo seu modo de ser e de vestir.
Praia do Norte // travel-in-portugal.com
O clima ameno, as gentes simpáticas e hospitaleiras, uma luz magnífica, as tradições e artes de pesca fizeram da Nazaré musa de pintores e artistas, celebrada em todo o mundo.
Tradições
Esta é a praia de Portugal onde as tradições de pesca são mais coloridas. Ainda se podem ver pescadores vestidos com camisas de xadrez e calças pretas, e as suas mulheres com as sete saias, como manda a tradição, a remendar as redes de pesca ou a secar o peixe sobre o areal, perto dos seus barcos coloridos.
Pescadores Nazarenos // gegn.blogspot.com
Aos sábados no fim da tarde nos meses de Verão, é imprescindível assistir ao interessante espetáculo da “Arte Xávega” em que chegam do mar as redes carregadas de peixe e as mulheres gritam os seus pregões de venda, muitas vezes utilizando códigos que só elas entendem.
Zonas Populacionais da Nazaré
Zona balnear de excelência, a Nazaré é constituida por três zonas populacionais distintas: o Sítio, a Praia e a Pederneira.
A formosa enseada nazarena é protegida e abrigada pelo seu majestoso promontório, no cimo do qual se encontra o Sítio da Nazaré.
Parte integrante da Vila, o Sítio é alcançado por um elevador que sobe 110 metros e proporciona uma vista memorável dos horizontes da praia, sendo direcionado ao pequeno santuário da Ermida da Memória.
No alto do Sítio, do Miradouro do Suberco, o olhar perde-se num dos mais belos panoramas marítimos do país. Aqui, lenda e religiosidade encontram-se no culto de Nossa Senhora da Nazaré.
Miradouro do Suberco // lpsphoto.top
A Pederneira, núcleo primitivo da comunidade piscatória, é a guardiã tranquila das memórias de outras eras.
Outrora porto de mar dos Coutos de Alcobaça e activo estaleiro naval, hoje contempla o desenvolvimento da praia que se estende a seus pés.
O Porto de Pesca e Recreio, a sul da praia, faz a síntese da história da Vila, onde passado e presente se aliam para melhorar o futuro dos nazarenos.
Lazer
Atualmente, a grande atração desta cidade são as ondas e o surf, graças ao “Canhão da Nazaré”, um fenómeno geomorfológico submarino que permite a formação de ondas gigantes e perfeitas.
Trata-se do maior desfiladeiro submerso da Europa, com cerca de 170 quilómetros ao longo da costa, que chega a ter 5000 metros de profundidade.
O surfista havaiano Garrett McNamara deu-lhe a visibilidade mundial quando, em 2011, fez a maior onda do mundo em fundo de areia, com cerca de 30 metros, na Praia do Norte, vencendo o prémio Billabong XXL Global BigWave Awards e batendo um record do Guiness Book. À sua semelhança, surfistas de todo o mundo visitam a Nazaré todos os anos para se aventurarem no mar, sobretudo durante o Inverno.
Canhão da Nazaré // empresashoje.pt
Entre Novembro e Março, aguarda-se pacientemente que as maiores ondas se revelem, durante uma longa etapa do campeonato mundial de ondas gigantes, o Nazaré Tow Surfing Challenge. Na praia, os banhos de sol também são apreciados numa excelente plateia para apreciar as proezas destes jovens.
Gastronomia
Envolta em cheiros de sal e maresia e para aqueles, que apreciam peixe e marisco, a Nazaré é quase um paraíso gastronómico: peixe fresquíssimo cozinhado de diferentes maneiras, desde a suculenta Caldeirada à Nazarena (com diferentes variedades de peixe) às sardinhas, cherne e robalo grelhados e aos deliciosos lavagantes, lagosta e santola, entre outras iguarias típicas da beira-mar.
Caldeirada à Nazarena // Teleculinária.pt
Atividades Económicas
O turismo é, a atividade com maior peso no concelho. Anualmente, milhares de turistas nacionais e estrangeiros procuram não só a época balnear, mas o Carnaval e a passagem de ano, que também têm características específicas.
O artesanato da Nazaré é a continuidade dos seus costumes e recria de forma exemplar as tradições e o modo de vida da sua população. Destaque para as miniaturas em madeira dos barcos típicos e as bonecas trajadas com as camisolas de flanela dos pescadores e sete saias das peixeiras.
As Sete Saias da Nazaré
Uma das mais pitorescas tradições de Portugal são as sete saias da Nazaré.
A mulher nazarena é conhecida por utilizar sete saias, um gesto que, apesar de levantar muitas teorias, ninguém sabe ao certo como surgiu.
A verdade é que o número sete tem um alto significado místico, espiritual e bíblico: são sete as virtudes, os pecados mortais, os dias da semana ou mesmo as cores do arco-íris.
Sete Saias da Nazaré // portugaldeantigamente.blogs.sapo.pt
Contudo, como em tudo na Nazaré, a explicação das sete saias parece estar conectada ao mar. Afinal de contas, a Vila e o oceano são quase um só e a identidade de um está intrinsecamente ligada ao outro.
A explicação mais óbvia tem então a ver com o frio que se fazia sentir junto à água, quando as mulheres nazarenas se encontravam na praia, fosse para trabalhar fosse para se despedirem dos maridos que iam para a faina. Para se protegerem do frio vento do Norte, as mulheres vestiam várias saias (que podiam ser bem mais que sete), e utilizavam para se tapar e cobrir os braços ou mesmo a cabeça.
Lenda
A lenda da imagem de Nossa Senhora da Nazaré remonta a tempos antigos.
Segundo a lenda da Nazaré, em pleno século IV, um monge grego de nome Ciríaco terá trazido ao Mosteiro de Cauliniana, localizado em Espanha, perto da cidade de Mérida, a dita imagem da Virgem.
Quatro séculos mais tarde, o último rei visigodo da Península Ibérica – D. Rodrigo – chegava ao mosteiro fugido dos Mouros, após estrondosa derrota na batalha de Guadalete.
D. Rodrigo juntou-se a Frei Romano, um dos monges do mosteiro, que levou a imagem da Virgem na sua fuga, juntamente com as relíquias de São Bartolomeu e de São Brás.
De acordo com a lenda da Nazaré, a imagem da Virgem foi guardada numa lapa durante cerca de 400 anos, até ser descoberta por um grupo de pastores locais.
Dom Fuas Roupinho // 7maravilhas.pt
Segundo a lenda da Nazaré, o alcaide-mor do Castelo de Porto de Mós, Dom Fuas Roupinho, que tinha por hábito caçar naquela região, terá também descoberto a imagem da Virgem, passando a venerá-la com devoção.
A 14 de Setembro de 1182, D. Fuas Roupinho terá sido salvo pela Virgem. Reza a lenda que, nessa manhã de nevoeiro, D. Fuas Roupinho caçava um veado, que, toldado pela neblina, caiu por um precipício abaixo.
Ao ver a morte diante dos seus olhos, D. Fuas invocou a Virgem, que terá parado o cavalo antes do equídeo resvalar pela escarpa.
Ermida da Memória // atickettotakeoff.com
Para agradecer o milagre, D. Fuas Roupinho ordenou a construção da Ermida da Memória, venerada desde essa época.
Origem do nome
Segundo a lenda da Nazaré, a imagem deu assim nome ao local onde foi encontrada: Sítio de Nossa Senhora de Nazareth, que deu origem ao nome final Nazaré.
Nazaré, é uma Vila muito especial e singular, onde a tradição e a modernidade se aliam e apaixonam quem a visita.
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Vincent Van Gogh, é considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, um superior e grandioso representante do pós-impressionismo, tendo produzido mais de 2 mil obras durante os seus 37 anos de vida.
O seu legado é tão extraordinário que, em 1973, em Amsterdão, na Holanda, seu país-natal, foi criado um museu para expor as suas obras.
Com um percurso difícil, cheio de problemas emocionais, Van Gogh deixou uma obra comovente e vigorosa que constitui um dos maiores legados artísticos da humanidade.
O artista foi caracterizado por alguns, como um homem incompreendido, atormentado, intempestivo e com distúrbios comportamentais. Por isso, não só as suas obras como a sua vida provocam muita curiosidade até aos dias de hoje. Van Gogh foi tema de diversos livros, filmes e documentários.
Vida de Van Gogh
Vincent Willen Van Gogh, nasceu em 30 de Março de 1853, na vila Brabante de Zundert, no sul da Holanda. Filho de um pastor calvinista, era o primogénito de 6 filhos, sendo três raparigas e dois rapazes. Um deles chamava-se Theo, quatro anos mais novo, que foi o seu melhor amigo durante toda a sua vida.
Vicent Van Gogh em Janeiro de 1886 // arteref.com
Infância
O seu interesse pela arte teve início ainda na infância, a qual a mãe encorajava. O futuro artista gostava de pintar com aguarelas. Teve uma infância melancolica e solitária.
Ainda na Holanda, aos 11 anos, Van Gogh foi estudar para um colégio interno em Zevenbergen, o que, segundo a sua biografia: Van Gogh, A Vida, de Steven Naifeh e Gregory White Smith, deixou-o infeliz. Quando tinha 13 anos, frequentou o ensino médio em Tilburg.
Desintegrado no internato e insatisfeito com a estrutura da sociedade à qual pertencia, com 16 anos aceitou a sugestão do pai e foi para Haia trabalhar com o tio, que abriu a filial da Galeria Goupil, importante empresa francesa que comercializava livros e obras de arte.
Passados três anos, foi para Bruxelas e posteriormente para Londres, sempre ao serviço da galeria, onde permaneceu dois anos e meio.
Em 1875, Van Gogh conseguiu realizar o seu desejo de conhecer Paris, onde julgava poder libertar-se de todas as suas frustrações. Mas não gostou do emprego. Dedicou-se à leitura de livros sobre arte, formou a sua opinião e discutia com os clentes. Em Abril de 1876 foi demitido do grupo Goupil.
Galeria Goupil – Paris // Wikipedia
Van Gogh tinha 22 anos e muitas ilusões, muitas frustrações e nenhum plano para o futuro. Voltou para a casa da sua família, em Etten, mas as suas relações familiares eram muito difíceis, particularmente com o seu pai e só se sentia compreendido por Theo, o seu irmão mais novo.
Van Gogh teve uma relação intensa com a religião, uma forma de fugir da sociedade, da familia e da realidade que o cercava.
Resolveu partir para Inglaterra, onde aceitou o cargo de professor de francês e alemão, mas rapidamente foi dispensado pela escola.
Van Gogh voltou para a Holanda, tornou-se depressivo, com muitas crises nervosas, passando longos periodos de solidão.
Em 1877 foi trabalhar para uma livraria em Dordrecht, até que decidiu entrar no Seminário Teológico da Universidade de Amsterdão, donde saiu sem completar o curso, frequentando a seguir um curso trimestral da Escola Evangélica, em Bruxelas.
A pedido do pai, conseguiu o lugar de pregador missionário nas minas de carvão de Borinage, na Bélgica. Van Gogh, em vez de pregar e orientar os mineiros, envolveu-se intensamente com o trabalho desta comunidade e trabalhava nas mesmas condições deles.
Preocupava-se com os doentes e pregava pouco, o que incomodou os seus superiores. Assim foi afastado do cargo em 1879.
Na sua vida sentimental, não foi feliz, teve romances mal sucedidos, destacando-se paixões por uma prima e por uma prostituta.
O início da carreira como pintor
O seu irmão Theo, que foi o seu principal amigo e apoio durante toda a sua vida, ao ver os seus desenhos, estimulou o irmão a seguir a carreira artística.
Theo Van Gogh // mymodernmet.com
Em 1880 apoiou Van Gogh financeiramente, para estudar anatomia e perspectiva em Bruxelas onde este finalmente descobriu a sua vocação: ser pintor. Passava os dias a desenhar.
Em 1881 mudou-se para Haia, onde foi acolhido pelo pintor Mauve. Pintava aguarelas, nas quais aparecem marinheiros, pescadores e camponeses. Pintava gente viva e ativa.
Escreveu para o irmão: “Eu não quero pintar quadros, eu quero pintar a vida”. Realizou numerosos desenhos e pinturas a óleo. No ano seguinte voltou para a casa dos pais, onde passava os dias a ler e a pintar.
A primeira obra de destaque
Em março de 1885 o seu pai morre repentinamente. E foi em Abril de 1885, que Van Gogh pintou a sua primeira obra de relevo, “Os comedores de batatas”. É um quadro sombrio e escuro, que retrata camponeses durante uma refeição noturna.
Segundo a sua biografia, foi nessa pintura que se fez notar o interesse do artista na teoria das cores, luz, sombra, contrastes e pinceladas carregadas de tinta.
“Os Comedores de Batata” (1885) – Museu Van Gogh, Holanda
No final de 1885, Van Gogh viajou para Antuérpia, onde estudou na Escola local e se apaixonou pela cor, descobrindo a pintura japonesa.
Influências
Em Fevereiro, foi viver para Paris com seu irmão Theo. Esta foi a época mais sociável do pintor. Familiarizou-se com os impressionistas Claude Monet, Auguste Renoir e Camille Pissarro. Mais tarde, ficou amigo de Paul Gauguin.
A influência dos artistas impressionistas e a crescente admiração pela arte oriental levaram Van Gogh a desenvolver o seu estilo próprio.
Em 1888, Van Gogh estava mal de saúde e foi viver para o campo, em Arles, onde pintava muito ao ar livre.
Obras importantes
Nesta fase, Van Gogh pintou as suas obras mais importantes, pintou mais de 100 quadros entre eles: “Vista de Arles com Lírios”(1888), “Girassóis”(1888) e “Quarto em Arles” (1888)
Personalidade instável e perturbada
Durante a sua vida, Van Gogh teve episódios psicóticos e delírios, temia pela sua estabilidade mental e negligenciava frequentemente a sua saúde física, por um lado, ao não manter uma alimentação regular e, por outro lado, bebendo muito.
Na mesma época, a pedido de Theo, Gauguin vai morar com Van Gogh, com a condição de este continuar a vender as suas telas. Mas a personalidade autocentrada de Gauguin não era compatível com a sensibilidade de Van Gogh.
Esta diferença de personalidades desenvolveu grandes discussões entre eles, crises de humor e agressões a Gauguin que numa das crises Van Gogh tentou magoar com uma navalha. Foi nessa altura, que mutilou a sua própria orelha.
“Com a Orelha Cortada” (1888) // BBC
Van Gogh foi internado no hospital Saint-Paul para doentes mentais. Depois de dez dias, foi para casa e pintou o autorretrato “Com a Orelha Cortada”(1888)
A obra mais aclamada
Em Maio de 1889 voltou a ser internado e fê-lo voluntariamente no Hospital Saint-Rémy-de-Provance.
O seu quarto foi transformado num ateliê. Nesse período pintou mais de duzentos quadros e centenas de desenhos, entre eles, uma das suas obras mais aclamadas: “A Noite Estrelada”( 1889).
“A Noite Estrelada” (1889) – Metropolitan Museum, Nova York
O artista deixou Saint-Rémy em Maio de 1890. Foi para Auvers, sob os cuidados do Dr. Gachet, que o examinou e disse que a situação era grave.
De acordo com a sua biografia, apesar do seu temperamento muitas vezes intempestivo, melancólico e com acessos de raiva, Van Gogh pintava em momentos de clareza mental, não durante surtos.
Autorretratos
Os autorretratos de Van Gogh tiveram muito destaque no legado do pintor. Foram registadas mais de 40 pinturas. A maioria apresentava a sua figura com olhares expressivos.
“Autorretrato com chapéu de feltro cinza” (1887) — Museu Van Gogh, Holanda
A única obra vendida em vida
Van Gogh, teve pouco reconhecimento como artista durante a sua vida. “A Vinha Encarnada”, produzida em 1888, foi a sua única obra vendida em vida.
O artista gostava de pintar ao ar livre, hábito que conservou até morrer.
Segundo a sua biografia, a técnica de pinceladas firmes e carregadas que criou para o seu próprio uso, aplicadas sem hesitação, permitiu-lhe pintar rapidamente e produzir um vasto número de obras nos últimos dois anos e meio da sua vida.
Van Gogh faleceu aos 37 anos no dia 29 de Julho de 1890, em Auvers-sur-Oise, dois dias após receber um tiro no peito. A versão mais conhecida sobre o trágico acontecimento aponta para o suicídio.
No dia de sua morte, no sótão da Galeria Goupil, em Paris, 700 quadros amontoavam-se sem comprador.
A fama só veio após a sua morte. Grande parte de sua história está descrita nas 750 cartas que escreveu para seu irmão Theo e que evidenciavam a forte ligação entre os dois.
Seis meses depois da sua morte, o irmão Theo também faleceu, sendo sepultado ao lado de Van Gogh, em Auvers-Sur-Oise, França.
Com um estilo ousado, Van Gogh inovou as técnicas dos impressionistas, trazendo dinamicidade e drama, contribuindo para o surgimento de diversos movimentos artísticos no início do século 20, sobretudo o expressionismo.
Van Gogh, teve uma carreira relativamente curta, mas sua obsessão pela pintura fez com que deixasse uma quantidade impressionante de telas e obras-primas e um dos maiores legados da arte ocidental.
Obras de Vincent Van Gogh
A produção de Van Gogh foi intensa, onde se destacam algumas obras importantes:
“A Igreja de Auvers” (1890) – Museu de Orsay, Paris
• A Igreja em Nuenen, 1884 • Os Comedores de Batata, 1885 • A Casa Paroquial de Nuenen, 1885 • Caveira com Cigarro Aceso, 1886 • Guinguette de Montmartre, 1886 • A Italiana, 1887 • A Ponte Debaixo da Chuva, 1887 • Natureza Morta com Absinto, 1887 • Dois Girassóis Cortados, 1887 • Autorretrato com Chapéu de Palha, 1887 • Pai Tanguy, 1887-1888 • Autorretrato Dedicado a Gauguin, 1888 • Terraço do Café na Praça do Fórum, 1888 • A Casa Amarela, 1888 • Barcos de Saintes-Maries, 1888 • Vista de Arles com Lírios, 1888 • O Velho Moinho, 1888 • La Mousmé, 1888 • A Vinha Encarnada, 1888 • Os Girassóis, 1888 • O Quarto em Arles, 1889 • A Noite Estrelada, 1889 • Autorretrato com Orelha Cortada, 1888 • Oliveiras, 1889 • Os Ciprestes, 1889 • A Sesta, 1890 • A Ronda dos Prisioneiros, 1890 • Amendoeiras, 1890 • A Igreja de Auvers, 1890 • Campo de Trigo com Corvos, 1890 • Retrato de Dr. Gachet, 1890
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Na mesa de doces de Natal esta iguaria em forma de coroa, é o rei da festa, em todo o seu esplendor. Uma delicia ao olhar e ao paladar.
Tornou-se uma tradição de Natal e está enraizada na cultura portuguesa há mais de um século.
Lenda e tradição
De acordo com a lenda, o bolo-rei foi criado para homenagear os Reis Magos. Por isso possui uma forma redonda com um grande buraco no meio, enfeitado de frutos secos e cristalizados, de cores variadas. Desse modo assemelha-se a uma coroa incrustada de pedras preciosas.
Esta doce iguaria representa ainda os presentes que os três Reis Magos deram ao Menino Jesus aquando do seu nascimento: assim, a côdea simboliza o ouro. As frutas, cristalizadas e secas, representam a mirra. Por fim, o aroma intenso do bolo assinala o incenso.
Durante muito tempo, o bolo-rei escondia a fava ou brinde. Quem recebia a fatia com a fava tinha que comprar o bolo do próximo ano e muitos dentes se partiam no brinde de metal. Esta tradição que se perdeu no tempo, vinha de rituais pagãos: o brinde uma descendência da ideia de encontro com Caronte (o mítico barqueiro de Hades que transporta as almas mortas ao seu destino e exige um pagamento) e a fava da tradição romana de eleger o rei da festa com o sorteio desta planta.
História e Origens
Apesar dos antigos registos históricos, os primeiros grandes vestígios deste doce de massa lêveda adornado com frutas cristalizadas, surgiram em França, no século XVI, durante o reinado de D. Luís XIV, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis.
Em Portugal
O gâteau des rois (bolo dos reis) popularizado em Portugal no século XIX segue uma receita originária do sul de Loire, um bolo em forma de coroa feito de massa lêveda.
Numa visita a França, o filho do fundador da icónica Confeitaria Nacional, na Baixa Lisboeta, ficou maravilhado com este bolo e contratou Gregoire (ou Gregório, como ficou conhecido pelos portugueses), um confeiteiro francês, para adaptar a receita do gâteau des rois (bolo dos reis).
Confeitaria Nacional
Em 1869, a Confeitaria Nacional tornou-se a primeira “casa” em Portugal a vender o bolo-rei que hoje conhecemos. Mais tarde, foram várias as pastelarias que adotaram a receita e passaram a comercializá-la.
Variantes do bolo
Por sua vez, o gâteau des rois remonta a tempos romanos, mais precisamente aos festivais de celebração de Saturno (o deus romano da abundância) que decorriam por volta do solstício de inverno. Acredita-se que esta seja também a origem do bolo-rei espanhol, o roscón de reyes, consumido no Dia de Reis. Ao longo dos anos, as diferentes versões deste bolo passaram a ser atribuídas à lenda cristã dos Três Reis Magos (Baltasar, Gaspar e Melchior). Esta associação espalhou-se a países de tradição cristã como Alemanha e Suíça, onde é conhecido como dreikönigskuchen (bolo dos três reis).
Roscón de Reyes
Proibição
Curiosamente, devido ao nome e à conotação com a realeza, o bolo dos reis foi proibido após a Revolução Francesa, em 1789, tendo os pasteleiros mudado o nome do bolo para Gâteau des Sans-culottes para o poderem continuar a confeccionar. Em Portugal, depois da proclamação da República em 1910, a proibição do bolo-rei esteve também prestes a acontecer e muitos tentaram mudar o seu nome, mas sem sucesso.
Variações
O Bolo-Rei continua a ser o símbolo máximo da gastronomia na quadra natalícia e apesar de terem aparecido entretanto variações da receita (bolo rainha, bolo rei de chocolate, bolo rei com ovos moles, bolo rei entrançado ou trança de natal, bolo rei escangalhado) o tradicional continua a ter o seu trono assegurado.
Bolo Rainha
Há outro elemento comum, e que se mantém até aos dias de hoje: seja no Natal, no Ano Novo ou no Dia de Reis, em França, Portugal ou qualquer outro país, o bolo-rei simboliza momentos de partilha, convívio e celebração.
Receita do Bolo-Rei tradicional
Primeira massa
• 500gr farinha de trigo tipo 55 • 50gr fermento padeiro • 2,5dl água
Segunda massa
• 1kg farinha • 350gr açúcar • 350gr margarina • 20gr sal • 6 ovos • Raspa de 2 laranjas • Raspa de 2 limões
Para perfumar a massa Q.B.
• 2,0dl Cerveja preta artesanal • 2,0dl Licor Beirão • 2,0dl Licor Anis • 2,0dl Aguardente • 2,0dl Vinho do Porto • 2,0dl Triplesec • 600 gr frutos cristalizados (em pequenos pedaços) • 500 gr frutos secos
Decoração
• 1 Ovo • 1 Gema • Q.b. Abóbora cristalizada de várias cores • Figos cristalizados • Tangerinas cristalizadas • Cerejas cristalizadas • Amêndoa Palitada
Torrão de Açúcar
• 100 Açúcar • 100 Açúcar em Pó • q.b. Água
Preparação
Comece por amassar a primeira massa, que servirá de fermento. Reserve-a à parte.
Amasse todos os outros ingredientes da segunda massa (exceto os frutos secos e as frutas cristalizadas), por 5 minutos.
Adicione a primeira massa e deixe amassar até que a massa descole da cuba da batedeira.
Estique a massa numa bancada, adicione os frutos secos e os cristalizados. Amasse à mão até que todos estejam bem envolvidos.
Deixe a massa descansar durante a noite no frio.
De manhã, divida em porções e faça um buraco no meio de cada uma para que fiquem com um formato semelhante a um donut e deixe levedar (como se tratasse de um brioche). Uma vez levedados, pincele com a mistura de ovos e gemas.
Decoração
Decore com abóbora cristalizada de várias cores, figos cristalizados, tangerinas cristalizadas, cerejas cristalizadas. Misture os açúcares (decoração) e adicione água o suficiente para criar um bloco de açúcar ao pressionar. Disponha três deles em cima do bolo. Ponha as amêndoas palitadas à volta do bolo onde não houver decoração.
Leve a cozer a 180ºC
(Receita cedida pela Escola de Turismo e Hotelaria de Lisboa, baseada na cozinha tradicional de Maria de Lourdes Modesto)
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A Filigrana é uma arte manual de grande beleza, que exige extrema perícia para trabalhar os finíssimos fios de prata ou ouro entrelaçados e soldados que compõem cada peça, sendo por isso reconhecida internacionalmente pela sua qualidade.
Nas oficinas resistentes, onde ainda se entrelaça a filigrana portuguesa, existe um orgulho, ou como os minhotos dizem, uma “Chieira” de fazer tudo à mão e com muita paciência. As máquinas bem tentam rivalizar na produção da filigrana, mas esta arte mantém um laço forte com a manualidade.
Hoje, esta arte, assume diversas formas, desde peças delicadas, decoradas com motivos religiosos, até criações com um design polido e contemporâneo.
A filigrana, ao longo do tempo, transcende as suas origens festivas, tornando-se numa expressão artística que combina tradição e modernidade.
A filigrana ganhou uma nova vida nas mãos de designers de joalharia, que recriam a sua essência e libertam-na do conceito religioso.
As marcas portuguesas de joias, que criam peças em filigrana também se lançaram no caminho da contemporaneidade, sem esquecer as raizes da tradição, apostando numa fusão harmoniosa entre ambos os conceitos.
Estas marcas, reconheceram o potencial desta tradição portuguesa e têm contribuído para dar a conhecer este recanto da Europa a outros países.
Assim, a filigrana, outrora ligada a significados religiosos, floresce agora como expressão artística moderna, mostrando ao mundo a beleza e a habilidade dos mestres filigraneiros portugueses.
A história da filigrana continua a desdobrar-se, entre tradição e inovação, como uma narrativa que transcende fronteiras e encanta admiradores por todo o mundo.
História da Filigrana
A origem da filigrana remonta ao terceiro milénio antes de Cristo, na Mesopotâmia. As peças mais antigas datam de 2500 a.C. e foram descobertas nas sepulturas do Ur, no atual Iraque. Outras peças, descobertas na Síria, são de aproximadamente 2100 a.C..
Dos factos existentes, podemos afirmar que é uma técnica milenar conhecida em muitas das civilizações do mundo antigo.
Em Portugal foram encontrados exemplos desta técnica que datam de cerca de 2000 a.C., com origem fenícia, mas joias em filigrana produzidas em território nacional surgem durante o domínio muçulmano da Península, por volta do século VIII d.C.
Mas foi na gloriosa época dos Descobrimentos, no século XV, quando os nossos navegadores alcançaram feitos incomparáveis e sem precedente, que a coroa Portuguesa trouxe pedras preciosas e metais das suas provincias ultramarinas. Foi então que os nossos ancestrais começaram a trabalhar o ouro e a prata. Foi este o despertar da filigrana.
Nas peças de filigrana, os nossos ancestrais reproduziam o que viam à sua volta: a natureza, o amor, a religião e das suas mãos saíram peças de incrível delicadeza e beleza.
A técnica é transmitida de geração em geração. As peças são feitas num trabalho de produção manual, entre as “filigraneiras”, e as oficinas. A arte milenar da filigrana, de formas predominantemente barrocas, desenvolveu-se no século XIX, particularmente no Minho (norte de Portugal) e foi levada a uma rara perfeição pelos artesãos portugueses.
Em Portugal, os artesãos usaram e continuam a usar a filigrana como forma de expressão artística na joalharia tradicional, mas também da cultura portuguesa através dos seus desenhos em forma de flores, ondas ou escamas de peixe.
Coração de Viana
Este coração, utilizado como símbolo da cidade de Viana do Castelo, surgiu no Norte de Portugal nos finais do séc.XVIII, e tem uma forte ligação com a religião católica. Terá sido a rainha D. Maria I que, grata pela “bênção” de lhe ter sido concedido um filho varão, mandou executar um coração em ouro. O coração de Viana representa o Sagrado Coração de Jesus em chamas. A parte superior do coração simboliza as chamas da terra e o calor do amor.
A tradição de ostentar este símbolo ao peito teve início em Viana do Castelo. Contudo, a filigrana é, meticulosamente moldada em terras vizinhas, nomeadamente na Póvoa de Lanhoso e Gondomar.
O coração de Viana tornou-se um símbolo icónico da Filigrana Portuguesa, e património emocional de Portugal
Brincos Rainha
Os brincos rainha apareceram em Portugal durante o reinado da Rainha D. Maria I (1734 – 1816). A origem do nome, parece remontar ao reinado de D. Maria II (1819 – 1853), que usou um par destes brincos numa visita a Viana do Castelo em 1952. Depois desta visita, popularizaram-se como símbolo de riqueza e de status e ganharam o nome “brincos rainha”.
Tradições
É na romaria D’Agonia em Viana do Castelo, que as mordomas e as Noivas de Viana do Castelo desfilam as suas peças de filigrana dourada, numa tentativa de atrair a atenção dos rapazes. Pendentes imponentes em forma de coração de Viana, ou pequenos com o formato de relicário, brincos à rainha, ou os tradicionais brincos de fuso, colares compridos de contas e outros mais curtos — vale tudo para exibir a riqueza da filigrana portuguesa.
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Óbidos, é uma bela e encantadora Vila portuguesa, de origem romana e circundada por fortes muralhas, sede do município da região Oeste, situada na província histórica da Estremadura e no distrito de Leiria.
É uma verdadeira e encantadora “joia portuguesa”, com edifícios históricos e casas brancas pitorescas com janelas coloridas e floridas, que dão ainda mais encanto e charme ao local.
Com uma atmosfera muito simpática e pacata que transporta quem a visita para o período da Idade Média, época que esta vila viveu com todo o seu esplendor.
Com ruas de pedra e as lojas que as preenchem repletas de artesanato e um grandioso castelo que fica na parte mais alta da vila, a região é o destino perfeito para quem gosta de explorar as histórias e tradições locais e poder participar nas maravilhosas festas medievais, comemorações natalícias e nos deliciosos festivais de chocolate.
Dos recantos e jardins fechados da zona da antiga medina à presença do Gótico, passando pelo renascimento e Barroco, a Vila é uma extensa obra de arte talhada, reconstruída ao longo de vários séculos.
Cultura
Também conhecida como Vila literária e Vila Natal recebe estas denominações fruto da criatividade e graças aos prolongados eventos que aqui têm palco ao longo de todo o ano, aliados ao facto de ser uma vila repleta de história e de cultura, Óbidos renova-se a cada dia.
A vida cultural é intensa e única. Grandes eventos temáticos marcam os dias do ano e a Literatura veio dar novo fôlego com um encanto e ambiente propícios a momentos especiais em família.
Lazer
A Lagoa de Óbidos, que divide os concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos, é local de prática de desportos aquáticos ao longo de todo o ano. Aqui poderá desfrutar de momentos relaxantes e de lazer enquanto pratica vela, windsurf, canoagem, remo, kiteboard, jet ski náutico, stand up e paddleboarding.
Um extenso areal, a perder de vista, traça o caminho natural para belos passeios ao longo das margens da lagoa, que se constitui como o sistema lagunar mais extenso da costa portuguesa.
Lagoa de Óbidos
Terá cenários deslumbrantes e um profundo encontro com a Natureza ao observar a vida selvagem de várias espécies no local.
Gastronomia
No que diz respeito à gastronomia, o grande destaque vai para a Ginja de Óbidos, bebida em copo de chocolate. Mas também para a caldeirada de peixe da Lagoa de Óbidos, as enguias fritas e o ensopado. Na doçaria imperam os doces conventuais como a lampreia das Gaeiras, os alcaides ou os pastéis de Moura.
Festival do Chocolate de Óbidos
Atividades Económicas
As principais atividades económicas que aqui se praticam são o turismo, a agricultura e o comércio. Na agricultura, destacam-se a produção de fruta, produtos hostículas e vinha. No concelho, as indústrias dominantes são as alimentares, de bebibas, proteção civil, têxtil (vestuário e calçado), imobiliário e a extrativa. Dependentes da lagoa, existem ainda a pesca e a apanha de moluscos bivalves.
Artesanato
A cerâmica é um produto tradicional da região, e neste campo, destaca-se a artista Josefa de Óbidos que, para além da pintura, dirigiu ainda uma oficina de cerâmica artística que influenciou em grande escala as tipologias de cerâmica que na vila se produziam.
Sobressaem também os trabalhos em verga, os cestos em vime, verga de cerâmica, olaria tradicional, miniaturas, mantas de retalhos e trapos, azulejaria e bordados.
História da Vila de Óbidos
Habitada desde a época do Paleolítico Inferior, a zona de Óbidos sempre se mostrou apelativa ao homem.
Os primeiros sinais de uma ocupação mais organizada correspondem ao povo Celta, num castro voltado a poente, cuja fundação terá ocorrido por volta de 308 a.C..
Sabe-se que houve tentativa de conquista por parte dos Fenícios que, ao fracassar, travaram comércio com o povo que dominava a região. No século I d.C., no entanto, as defesas celtas falharam perante os Romanos, que tomaram a vila através da água da lagoa que banhava o castelo nessa altura.
A Origem do Nome
Daqui surge, segundo alguns autores, o nome que viria a denominar a Vila, pois, na formalização da conquista, o chefe do exércitos romano terá reportado a Júlio César a sua vitória indicando que tal só teria sido possível pelo braço de mar, portanto devido a “Ob id os” (“por causa desta boca”), embora se defenda também que o nome Óbidos descenda da denominação mais apropriada de “Oppidum”, que significa Vila fortificada.
Com o declínio do Império Romano, vários povos tomaram conta da Lusitânia ou Portugal, entre eles os Alanos, os Suevos e os Godos, e aos quais se sucederam as invasões Árabes, que permaneceram nesta terra entre 711 e 1148, tendo, entre outras coisas, desenvolvidos as ciências.
A Porta da Traição
Em Novembro de 1147, e após conquista de Lisboa aos mouros, D. Afonso Henriques decide-se pela conquista de Óbidos por saber que esta era uma praça muito mais forte que outras como Torres Vedras ou Alenquer.
Assim, liderados por Gonçalo Mendes da Maia, “O Lidador”, um grupo de cavaleiros investiu durante a noite pela parte nascente da terra enquanto os restantes militares portugueses chamavam a atenção dos Árabes na porta do Castelo a poente, hoje chamada “Porta da Vila”.
Porta da Vila
A Reconquista
Desta forma, puderam os cavaleiros deslocar-se na parte nascente do Castelo, cobertos de arbustos e moitas, tendo apenas sido descobertos pela filha de Ismael, o Alcaide moiro, que suspeitou das moitas andantes. O Alcaide ao ver que estava a ser invadido, julgando que para ali conseguirem os portugueses chegar só poderia ter sido traído por algum dos seus, gritou como sinal de alarme as palavras “traição, traição”, pelo que esta porta, que se encontra na base da torre D. Diniz, ficou conhecida como a “Porta da Traição”.
De acordo com a história, foi valente a batalha, quer pelos cavaleiros quer pelos restantes militares que, sabendo da entrada dos cavaleiros por norte, se dispuseram a entrar pela porta da frente, permitindo a conquista do Castelo de Óbidos aos Mouros em 10 de Janeiro de 1148.
Graças ao modo relativamente fácil em como o Castelo tinha sido tomado pelos Cavaleiros de D. Afonso Henriques, foi fundada uma memória a Jesus crucificado e à Virgem da Piedade. Intitulado o Cruzeiro da Memória, podemos encontrar uma Cruz de Pedra onde permanecem de um lado Cristo Crucificado e do outro Nossa Senhora da Piedade.
Santuário do Senhor Jesus da Pedra
Levou a cabo também a concretização de um pequeno nicho à Porta da Vila onde mandou colocar uma imagem de nossa Senhora da Piedade.
A vila fez ainda parte do pentágono defensivo estratégico idealizado pelos Templários.
Óbidos – A casa das Rainhas de Portugal
Foram muitas as rainhas que por Óbidos passaram e contribuíram para o desenvolvimento da vila. D. Catarina, por exemplo, mandou edificar o aqueduto e chafarizes pela vila.
O terramoto de 1755 fez-se sentir com grande intensidade, tendo várias partes da muralha, alguns templos e edifícios cedido.
Uma vila de grandes batalhas
A região de Óbidos foi ainda palco de várias batalhas da guerra peninsular contra os franceses.
Já em 1973, num contexto diferente, Óbidos foi palco de uma das reuniões que levaram ao Movimento dos Capitães, na Sede da Sociedade Musical Recreativa Obidense, que desencadeou a revolução de 25 de Abril de 1974.
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Oficialmente, a invenção do telefone é atribuída ao cientista de origem Escocesa Alexander Graham Bell nascido em 3 de Março de 1847 em Edimburgo, Escócia, Reino Unido.
Interessou-se desde a juventude pela fala. O interesse por esse campo de pesquisa foi resultado de circunstâncias familiares. O seu pai estava envolvido com a educação de pessoas surdas e a sua mãe começou a perder a audição quando ele tinha 12 anos, o que motivou o seu interesse pela fala e pelo som.
Dedicou parte de sua vida a ensinar dicção e terapia da fala em instituições na Escócia e posteriormente em Londres.
Em 1870, Alexander Graham Bell, emigra com a familia para o Canadá. Mais tarde, ao conseguir uma vaga de fisiologia vocal e elocução na Universidade de Boston, mudou-se para os Estados Unidos da América e foi nessa altura, que conheceu Mabel Hubbard, sendo esta também surda, tendo casado no dia 11 Julho de 1877, tornado-se cidadão natural dos Estados Unidos.
Alexander Graham Bell era um fonoaudiólogo que pesquisava formas de aperfeiçoar os seus estudos com as pessoas surdas.
A ideia era recolher as vibrações dos sons e transformá-las em vibrações elétricas. Ele procurava um meio de transmitir palavras por ondas elétricas aos seus pacientes. Foi assim que iniciou os projetos que levaram à invenção do telefone.
A invenção do telefone ocorreu de forma acidental para aperfeiçoar as transmissões do telégrafo que possuia conceitos estruturais muito semelhantes.
Ao telégrafo, contudo, era possivel a transmissão de apenas uma mensagem de cada vez. Tendo bons conhecimentos de música, Graham Bell, percebeu a possibilidade de transmitir mais de uma mensagem ao longo do mesmo fio de uma só vez na concepção de “telégrafo múltiplo”
Este era um conceito novo. Outros tentaram, mas Graham Bell foi quem conseguiu esse progresso e utilizou a electricidade para conduzir a voz humana.
No início de Junho de 1875, Graham Bell e o seu assistente Thomas Watson (1854-1934) fizeram muitas experiências com dispositivos sonoros e elétricos. A ideia era recolher as vibrações dos sons e transformá-las em vibrações elétricas. Nesse mesmo mês e devido a essas experiências, o seu assistente Thomas Watson foi o primeiro a ouvir uma voz humana pelo dispositivo denominado telefone.
As pesquisas posteriores, tiveram como objetivo o desenvolvimento de uma membrana para transformar o som em corrente e reproduzi-lo novamente no outro lado.
Assim, foi criado o primeiro telefone, um aparelho rudimentar feito em madeira chamado telefone de forca.
No ano seguinte e com o financiamento do seu sogro americano, em 7 de Março de 1876, o Escritório de Patentes dos Estados Unidos concedeu a Alexander Graham Bell a patente número 174 465 que cobre “o método de, e o instrumento para, transmitir sons vocais ou outros telegraficamente, causando ondulações eléctricas, similares às vibrações do ar que acompanham o som vocal”, ou seja o telefone, que revolucionaria a comunicação em todo mundo.
Mas foi 3 dias depois, em 10 de Março daquele ano, que a primeira transmissão completa foi realizada. Por esse motivo o dia 10 de Março ficou marcado posteriormente como o dia do telefone.
Segundo consta, a primeira frase transmitida foi dita por Graham Bell a Thomas Watson que escutou: “Senhor Watson venha cá. Preciso de falar com você “
Um dos primeiros telefones utilizados com a patente de Bell (1977)
No ano seguinte, Graham Bell, fundou a companhia Telefónica Bell que se tornou posteriormente a American Telephone & Telegraph, a maior companhia telefónica do mundo.
Outro nome que também é apontado como o responsável pela criação do aparelho, é o do italiano António Meucci (1808-1889) reconhecido como o autor de um dispositivo semelhante em 1860. Esse dispositivo foi apelidado de “telégrafo falante”. Ele infelizmente, não tinha recursos suficientes para patentiar a sua invenção e o seu trabalho só foi reconhecido muitos anos após a sua morte.
Existe ainda outro autor que disputou a patente do telefone, o engenheiro electricista Elisha Gray (1835-1901).
O registo da patente de invenção do telefone em Março de 1876, deu início a uma das mais longas batalhas judiciais por patentes da história.
Embora Alexander Graham Bell seja apontado como o inventor do telefone, é importante reconhecer que a invenção do telefone surgiu da contribuição de vários inventores em vários Países ao longo do tempo: na Alemanha, Johann-Philipp Reis; na França, Charles Bourseul, além dos já supracitados.
No tribunal dos EUA foram movidas por Gray cerca de 600 ações reivindicando a invenção. No entanto Bell ganhou todas.
Em 11 de Junho de 2002, o Congresso Americano reconheceu o Italiano Antonio Meucci como o verdadeiro inventor do telefone, através da resolução N°. 269.[3] Meucci vendeu o protótipo do aparelho a Bell na década de 1870. Porém, 10 dias depois, o Congresso Canadense reconheceu Bell.
Este conflito de patentes acontece há décadas, sem uma definição.
Além do telefone Alexander Graham Bell, foi responsável por outras invenções relacionadas ao som e também à aeronáutica.
Em 1888, Alexander Graham Bell foi um dos fundadores da National Geographic Society e em 7 de janeiro de 1898 assumiu a presidência da instituição.
Além do trabalho como cientista e inventor, Bell era favorável à esterilização compulsiva, tendo liderado algumas organizações favoráveis à eugenia. Um facto muito controverso na sua biografia é a sua forte identificação com o pensamento eugenista, que, em linhas gerais, prega que determinados grupos humanos não se deveriam reproduzir ou se misturar com outras etnias para não comprometer uma ideia de raça pura.
Morreu em 2 de agosto de 1922 com 75 anos, em Beinn Bhreagh, Nova Escócia, Canadá, onde se encontra sepultado.
“O inventor é um homem que olha ao redor do mundo e não se contenta com as coisas como elas são. Ele quer melhorar o que vê, quer beneficiar o mundo; ele é assombrado por uma ideia. O espírito de invenção o possui, buscando a materialização.”
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Fernando Pessoa nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888. Foi um Poeta, ficcionista, dramaturgo, filósofo e prosador.
É, inequivocamente, a mais complexa personalidade literária portuguesa e europeia do século XX.
O falecimento precoce do pai, quando Fernando Pessoa tinha apenas 5 anos, fez dele uma personalidade tímida, refugiada na sua imaginação e genialidade. Com 7 anos viajou para Durban, na África do Sul, acompanhando a sua mãe que tinha casado segunda vez com um cônsul Português, onde viveu 9 anos com a família e regressou a Portugal em 1905.
Pouco depois de completar 17 anos e de regresso a Lisboa para entrar no Curso Superior de Letras, que abandonou depois de dois anos, sem ter feito um único exame. Preferiu estudar por si próprio na Biblioteca Nacional, onde leu livros de filosofia, de religião, de sociologia e de literatura (portuguesa em particular) a fim de completar e expandir a educação tradicional inglesa que recebera na África do Sul.
Vivendo por vezes com parentes, outras vezes em quartos alugados. Embora solitário por natureza, com uma vida social limitada e quase sem vida amorosa, sobrevive como correspondente comercial de inglês e dedica-se a uma vida literária intensa.
A sua produção de poesia e de prosa em inglês foi intensa durante este período, e por volta de 1910, já escrevia também muito em português. Publicou o seu primeiro ensaio de crítica literária em 1912, o primeiro texto de prosa criativa (um trecho do Livro do Desassossego) em 1913, e os primeiros poemas de adulto em 1914. Desenvolve colaboração com publicações (algumas delas dirigidas por si) como A República, Teatro, A Águia, A Renascença, Eh Real, O Jornal, A Capital, Exílio, Centauro, Portugal Futurista, Athena, Contemporânea, Revista Portuguesa, Presença, O Imparcial, O Mundo Português, Sudoeste, Momento.
Foi um dos mais importantes poetas da língua portuguesa e figura central do Modernismo português.
Poeta lírico e nacionalista cultivou uma poesia voltada aos temas tradicionais de Portugal e ao seu lirismo saudosista, que expressa reflexões sobre seu “eu profundo”, suas inquietações, sua solidão e seu tédio.
Fernando Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo, criou heterônimos – poetas com personalidades próprias – Ricardo Reis, Alvaro de Campos e Alberto Caeiro- cada um deles portador de uma identidade própria, de uma arte poética distinta, de uma evolução literária pessoal e ainda capazes de comentar as relações literárias que estabelecem entre si. Com eles procurou detectar, sob vários ângulos, os dramas do homem de seu tempo. Ao longo da sua vida transfigurou-se em múltiplas identidades, escapando através delas da vida quotidiana. Na sua poesia o génio, que era muitos, desdobrou-se em mais de uma centena de pseudónimos e alter-egos com ocupações tão distintas quanto um tradutor, um escritor, um ensaísta, um filósofo, um médico, um astrólogo e até um frade, cada um deles com uma visão ideológica própria e muito distinta. Apesar de se ter fragmentado em muitas personalidades literárias pautadas pela ficção – que viriam a enriquecer o seu legado literário, a heteronímia é o grande marco da sua obra. Dotados de biografia, o poeta justificava os seus três heterónimos como “um traço de histeria que existe em mim. (…) A origem mental dos meus heterónimos está na minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação”. É importante destacar que Fernando Pessoa foi um explorador no campo da astrologia, sendo um exímio astrólogo e apreciador do ocultismo.
Com Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros, entre outros, leva a cabo, em 1915, o projeto de Orpheu, revista que assinala a afirmação do modernismo português e cujo impacto cultural e literário só pôde cabalmente ser avaliado por gerações posteriores.
Tendo publicado em vida, em volume, apenas os seus poemas ingleses e o poema épico Mensagem, a bibliografia que legou à contemporaneidade é de tal forma extensa que o conhecimento da sua obra se encontra em curso, sendo alargado ou aprofundado à medida que vão saindo para o prelo os textos que integram um vastíssimo espólio. Mais do que a dimensão dessa obra, cujos contornos ainda não são completamente conhecidos, profícua em projetos literários, em esboços de planos, em versões de textos, em interpretações e reflexões sobre si mesma, impõe-se, porém, a complexidade filosófica e literária de que se reveste.
Fernando Pessoa, que tinha o desejo de ser extraordinário, morreu a 30 de Novembro de 1935, aos 47 anos, na mesma cidade onde nasceu. Grande parte da sua obra só foi conhecida depois da sua morte, quando se abriu a famosa arca de madeira, brindando o mundo com tesouros literários de riqueza incalculável.
Primeira edição de “Mensagem”
Mensagem, é um livro de 44 poemas de Fernando Pessoa cuja primeira edição foi em 1934 e a única obra que o poeta publicou em português, em vida. Este tesouro literário retrata o glorioso passado de Portugal, tentando encontrar um sentido para a grandiosidade dos feitos portugueses da época dos Descobrimentos, glorificando o seu valor simbólico e acreditando que o revivalismo das suas palavras traria à nação o esplendor de outrora
Publicado pela primeira vez em 1982, quase meio século após a morte de Fernando Pessoa, o Livro do Desassossego é uma obra-prima pouco convencional, resistente às habituais classificações literárias. A palavra desassossego refere-se à angústia existencial do narrador, sim, mas também à sua recusa em ficar quieto, parado. Sem sair de Lisboa, este viaja constantemente na sua maneira de ver, sentir e dizer. Ler este livro, repleto de emoção e observações penetrantes, é uma experiência estranhamente libertadora.
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