Tag: História Internacional

  • Trabalhar na Idade Média: sobrevivência e comunidade

    Trabalhar na Idade Média: sobrevivência e comunidade

    Quando pensamos na Idade Média, é fácil imaginar castelos, cavaleiros e batalhas. Mas a vida da esmagadora maioria das pessoas não se passava no campo de batalha, passava‑se no campo de cultivo, na oficina ou na banca de mercado.

    Estima‑se que cerca de 90% da população europeia fosse camponesa, vivendo em pequenas aldeias agrícolas, a trabalhar sobretudo para garantir a própria sobrevivência e pagar rendas ao senhor local.

    A vida camponesa seguia o ritmo das estações.

    Na primavera lavrava‑se a terra e semeava‑se; no verão cuidava‑se do trabalho executado na primavera; no outono vinha a colheita; e o inverno era passado a reparar ferramentas, tratar de animais e tentar sobreviver com o que restava nos celeiros.

    A jornada começava ao nascer do sol e acabava ao anoitecer, com pausas curtas e poucas garantias: se a colheita falhasse, a fome era uma possibilidade real.

    Servitude

    Os camponeses não trabalhavam apenas para si. Muitos eram servos, obrigados a cultivar e a prestar dias de trabalho gratuito para poderem viver em pequenas casas localizadas na terras dos lordes da época.

    Estas casas eram simples, de uma só divisão, muitas vezes partilhadas com animais, chão de terra batida e fumo do fogo a encher o ar.

    Oficinas e mercados: o trabalho nas cidades

    Nas cidades e vilas medievais, o cenário mudava um pouco. Em vez de campos, o trabalho concentrava‑se em ruas estreitas, cheias de oficinas de carpinteiros, ferreiros, alfaiates, sapateiros, padeiros, talhantes, tecelões e muitos outros ofícios especializados. 

    O ruído de martelos, serras e sinos misturava‑se com o cheiro a fumo e a lixo. As condições de higiene eram muito precárias.

    Grande parte destes ofícios era organizada em guildas (ou confrarias): associações de artesãos e mercadores que regulavam preços, controlavam a qualidade dos produtos e decidiam quem podia exercer a profissão. 

    Para trabalhar numa profissão, um jovem começava como aprendiz, vivendo na casa do mestre, recebendo formação e, muitas vezes, apenas alimentação e abrigo em vez de salário. Com os anos e experiência, tornaria-se profissional e, com sorte e dinheiro, chegar a mestre com a sua própria oficina e aprendizes.

    O trabalho invisível

    Ao contrário da ideia de que as mulheres “ficavam em casa sem trabalhar”, muitas desempenhavam tarefas essenciais tanto no campo como na cidade.

    Nas aldeias, além de cuidarem da casa e das crianças, elas plantavam, colhiam, tratavam dos animais, moíam grão, faziam pão, fiavam e teciam, tudo trabalho real, mesmo que raramente reconhecido como tal.

    Nas cidades, algumas mulheres geriam tabernas ou estalagens, vendiam tecidos, alimentos e cerveja, ou trabalhavam em ofícios ligados ao têxtil, como fiar e tecer. 

    Haviam também viúvas que herdavam e mantinham negócios dos maridos.

    Ainda assim, a lei colocava‑nas quase sempre sob tutela de um homem seja o pai ou marido.

    Entre fé, festa e fadiga

    O trabalho medieval não era apenas uma questão económica, mas também espiritual. A semana era pontuada por dias santos, festas religiosas e períodos de jejum, todos organizados pela Igreja, que dominava o calendário e o ritmo social. 

    Para muitos camponeses, estas festas eram as raras oportunidades de descanso, convívio e música e mercado.

    Ao mesmo tempo, a fé dava sentido ao sofrimento ligado ao trabalho: a ideia de que o esforço e a paciência seriam recompensados no além ajudava a suportar as dificuldades de um mundo sem proteção social, onde a doença, a fome e a guerra podiam destruir, de um momento para o outro, o fruto de anos de esforço.

    O que podemos aprender hoje com o trabalho medieval?

    Nos dias de hoje, trabalhar na Idade Média parece quase inimaginável.

    Longas horas, pouco conforto, ausência de direitos laborais e total dependência da natureza e dos poderosos.

    No entanto, esse mundo também era marcado por uma forte vida comunitária, onde vizinhos se ajudavam nas colheitas, nas construções e nos momentos de crise, e onde o saber‑fazer passava de geração em geração, na prática e não em manuais.

    Olhar para o trabalho na Idade Média é lembrar que, durante séculos, “trabalhar” significou, antes de mais, sobreviver, integrado numa rede de obrigações e solidariedade local.

    Ao compararmos esse passado com o presente, percebemos melhor o valor das conquistas modernas: salários, tempo livre e segurança.

    Nota-se também o que talvez tenhamos perdido: a sensação de pertença a uma comunidade pequena, onde todos sabiam exatamente de que trabalho cada pessoa dependia… e quem dependia do nosso.


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  • Os 10 clubes de futebol mais antigos

    Os 10 clubes de futebol mais antigos

    O Reino Unido costuma ser apontado como o berço do futebol, o que não admira: os 10 clubes mais antigos do mundo vêm todos de Inglaterra, Escócia ou País de Gales.

    Há sempre polémica sobre quem é o “mais antigo”. Clubes como o Stoke City e o Notts County já reivindicaram esse título, e muitas dessas afirmações geram discussão, sobretudo quando não existem registos oficiais que as comprovem.

    Aqui fica uma lista dos 10 clubes mais antigos do planeta, com um resumo que destaca a sua relevância no mundo do futebol.

    Sheffield FC — fundado em 1857

    O Sheffield FC é reconhecido pela FIFA e pela FA como o clube de futebol mais antigo do mundo, criado em Outubro de 1857.

    Entrou formalmente para a Football Association em 1863, embora só tenha começado a jogar pelas regras da FA em 1878.

    Hoje em dia joga em Dronfield, Derbyshire, e compete nas divisões mais baixas do futebol inglês.

    Em 2004 recebeu a Ordem de Mérito da FIFA — um reconhecimento importante para um clube com tanta história.

    Hallam FC — fundado em 1860

    O Hallam fica em Crosspool, Sheffield, e foi fundado em 1860.

    Está atualmente em divisões regionais do futebol inglês, mas é famoso pelo dérbi com o Sheffield FC, conhecido como o “The Rules Derby”.

    O seu estádio, o Sandygate Road, é considerado pelo Guinness como o estádio de futebol mais antigo do mundo.

    O clube também ganhou a Youdan Cup em 1867, um dos primeiros torneios competitivos da história.

    Cray Wanderers — fundado em 1860

    Também fundados em 1860, os Cray Wanderers foram criados por empregados ferroviários que se juntavam para jogar em St Mary Cray, em Bromley.

    A equipa foi considerada profissional entre 1895 e 1907, mas hoje em dia são considerados semiprofissionais, jogando em divisões regionais.

    Notts County — fundado em 1862

    O Notts County é o clube profissional mais antigo do mundo, fundado em 1862. Foi um dos fundadores da English Football League, em 1888.

    Ao longo da sua história teve alguns picos. A sua melhor classificação de sempre na liga foi o 3.º lugar em 1890/91 e a sua camisola às riscas inspirou a Juventus, que a adoptou mais tarde.

    Hoje em dia joga nas divisões profissionais inferiores.

    Stoke City — fundado em 1863

    Fundado em 1863, o Stoke teve outros nomes como “Stoke Ramblers” e apenas “Stoke”, até virem a chamar‑se “Stoke City” em 1925.

    Jogaram vários anos na Premier League nas últimas décadas e hoje estão em divisões profissionais competitivas.

    Wrexham — fundado em 1864

    O Wrexham nasceu em 1864 e tem um dos estádios mais antigos ainda em uso, o Racecourse Ground.

    Em 2023 regressou à Football League depois de uma grande campanha de subida, também impulsionada pela compra do clube por Ryan Reynolds e Rob McElhenney, que trouxe muita atenção mediática ao clube galês.

    Brigg Town — fundado em 1864

    Também de 1864, o Brigg Town nunca chegou a grandes palcos nacionais e tem permanecido em níveis regionais do futebol inglês.

    Foi presença assídua na Taça de Lincolnshire e foi membro fundador de ligas locais. É um bom exemplo de um clube histórico que manteve a sua comunidade e tradição ao longo das décadas.

    Nottingham Forest — fundado em 1865

    O Nottingham Forest foi fundado em 1865 e é o clube mais bem‑sucedido desta lista em termos de troféus: ganhou duas Taças dos Clubes Campeões Europeus consecutivas e um título de campeão inglês (1977/78), logo após ter subido de divisão.

    Já venceu também duas FA Cups. É atualmente (dependendo da época) um clube com grande história e presença nas divisões principais.

    Queen’s Park — fundado em 1867

    O Queen’s Park é o clube mais antigo da Escócia, fundado em 1867, e teve enorme influência nos primórdios do futebol escocês.

    No primeiro jogo internacional entre Escócia e Inglaterra (1872), quase toda a equipa da Escócia era formada por jogadores do Queen’s Park.

    Historicamente teve muito sucesso nas taças escocesas, embora nunca tenha sido campeão nacional.

    Sheffield Wednesday — fundado em 1867

    Também iniciado em 1867, o Sheffield Wednesday nasceu como uma extensão do clube de críquete da cidade (Wednesday Cricket Club).

    Tornou‑se profissional em 1887 e foi admitido na Football League pouco depois. Ao longo da sua história ganhou várias FA Cups e alguns títulos de topo; hoje é conhecido como um clube com grande tradição na cidade de Sheffield.

    Os clubes mais antigos são testemunhos vivos de como o futebol evoluiu, resistiu e continuou a inspirar comunidades ao longo dos séculos.

    Revisitar a história dos pioneiros do futebol é celebrar a durabilidade de um jogo que se reinventou sem perder as suas raízes.

    Mais do que um desporto, o futebol é um fenómeno social que atravessa gerações e fronteiras.


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  • As 5 Invenções Mais Importantes da História

    As 5 Invenções Mais Importantes da História

    A história da humanidade está marcada por momentos de descoberta que mudaram radicalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com o mundo.

    Aqui, vamos destacar cinco invenções que, cada uma à sua maneira, revolucionaram a vida das pessoas e o desenvolvimento das sociedades.

    1. Eletricidade

    A descoberta e domesticação da eletricidade permitiu avanços incomparáveis em todos os campos do saber e da tecnologia.

    Antes da eletricidade, as pessoas dependiam de velas e lamparinas para iluminação e caldeiras ou lareiras para aquecimento.

    Com a eletricidade, inventada por Thomas Edison em 1879, surgiram electrodomésticos, iluminação pública, fábricas mais eficientes e, mais recentemente, a revolução digital.

    Sem eletricidade, simplesmente não existiria o mundo moderno como o conhecemos.

    Thomas Edison // Britannica.com

    2. Máquina de imprensa

    Inventada por Johannes Gutenberg, a máquina de imprensa permitiu pela primeira vez a impressão em massa de livros e documentos.

    Esta tecnologia democratizou o conhecimento, tornou a leitura mais acessível e acelerou a disseminação de ideias.

    A imprensa foi crucial para a Revolução Científica, fomentando sociedades mais informadas e críticas.

    Johannes Gutenberg // worldhistory.org

    3. Penicilina

    A descoberta da penicilina por Alexander Fleming em 1928 marca um ponto de viragem na medicina.

    Até então, infecções bacterianas eram extremamente fatais.

    A penicilina foi o primeiro antibiótico eficaz, e rapidamente salvou milhões de vidas por todo o mundo, tornando procedimentos médicos mais seguros e aumentando significativamente a esperança média de vida.

    Alexander Fleming // smithsonianmag.com

    4. Telefone

    O telefone, criado por Alexander Graham Bell em 1876, tornou possível comunicar em tempo real a longas distâncias.

    Esta invenção revolucionou relações pessoais e profissionais, permitindo a proximidade entre pessoas geograficamente distantes.

    O telefone foi também um catalisador para a globalização dos negócios e o inicio das telecomunicações modernas.

    Alexander Graham Bell // Britannica.com

    5. Refrigeração

    A invenção da refrigeração artificial transformou profundamente a vida quotidiana.

    Antes do frigorífico, conservar alimentos durante longos períodos era um desafio.

    A refrigeração não só permitiu melhorar significativamente a segurança alimentar e a dieta da população, como também facilitou o transporte de alimentos perecíveis entre continentes.

    Além disso, tornou possível conservar medicamentos e vacinas, contribuindo de forma decisiva para a saúde pública e a longevidade.

    A refrigeração artificial não teve um único inventor, mas sim vários cientistas e engenheiros que contribuíram para o seu desenvolvimento ao longo do tempo. No entanto, normalmente destacam-se:

    • William Cullen, médico e químico Escocês, que demonstrou o primeiro sistema de refrigeração artificial em 1748, em Edimburgo, utilizando evaporação de éter.
    • Jacob Perkins, engenheiro Americano, que em 1834 patenteou a primeira máquina de refrigeração por compressão de vapor. Jacob é considerado o “pai da refrigeração”.
    • Carl von Linde, engenheiro Alemão, desenvolveu em 1876 um sistema eficiente de compressão de amoníaco para refrigeração industrial, popularizando o uso do frigorífico.
    Carl von Linde // sciencehistory.org

    Conclusão

    Estas cinco invenções ilustram o poder do engenho humano para resolver problemas práticos e transformar sociedades inteiras.

    Vivemos hoje num mundo que é resultado direto de inovações que surgiram muitas vezes como resposta a desafios aparentemente insuperáveis.

    Ao olharmos para trás, percebemos que a criatividade e a persistência continuam a ser as nossas maiores ferramentas para construir um futuro melhor, mais seguro e mais sustentável para todos.


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  • Frascos Mason: O Ícone da Conserva e Decoração

    Frascos Mason: O Ícone da Conserva e Decoração

    Frascos Mason são recipientes de vidro com gargalos roscados e tampas de enroscar, inventados em 1858 por John Landis Mason.

    Estes frascos revolucionaram a preservação de alimentos em casa e desde então tornaram-se símbolos duradouros de autossuficiência e charme rústico.

    Estes recipientes de vidro transformaram a forma como as famílias conservavam alimentos, substituindo métodos pouco fiáveis de selagem com cera.

    O que começou como uma solução prática para conservar as colheitas sazonais durante os meses de Inverno, evoluiu para um dos objetos domésticos mais reconhecíveis, transcendendo o seu propósito original.

    Os frascos Mason tornaram-se num ícone cultural, adoptado por todos, desde agricultores a donas de casa urbanas.

    John Landis Mason // thetakeout.com

    A Patente Revolucionária de 1858

    A patente registada a 30 de Novembro de 1858 transformou a conservação caseira de alimentos.

    O design original dos frascos Mason apresentava vários elementos inovadores:

    • Vidro transparente — permitindo inspecionar visualmente o conteúdo sem abrir o frasco;
    • Gargalo roscado de geometria precisa — garantindo uma selagem hermética consistente;
    • Sistema de tampa de rosca — proporcionando um mecanismo de fecho reutilizável e fiável.

    O elemento essencial – o anel de vedação de borracha – só foi patenteado em 1869, o que provocou enormes prejuízos financeiros a Mason.

    Frasco Mason patenteado // experiment.com

    Esta junta de borracha, posicionada entre a tampa e o ombro do frasco, criou a vedação verdadeiramente hermética, o que tornou a cera desnecessária e revolucionou a conservação de alimentos.

    Expiração da Patente e Proliferação da Indústria

    A patente de Mason expirou em 1879, desencadeando uma explosão do fabrico por parte de outras empresas.

    Ironicamente, esta concorrência, assegurou a adoção generalizada dos Frascos Mason, ao mesmo tempo que lhe negou o sucesso financeiro.

    Grandes fabricantes rapidamente aproveitaram o design tornado público, com os irmãos Ball a tornarem-se produtores dominantes após adquirirem a Wooden Jacket Can Company em 1880.

    Irmãos Ball // minnetrista.net

    Mason morreu na pobreza em 1902, tendo perdido o controlo da sua invenção devido a parcerias comerciais falhadas e batalhas judiciais.

    Legado de Produção e Evolução das Marcas

    A era pós-patente viu uma notável proliferação de marcas, com os fabricantes a produzirem frascos em várias cores, incluindo rosa, azul-cobalto, azul-aquático, âmbar e violeta.

    Estas variações de cor tinham um propósito funcional — bloquear a luz e evitar a deterioração dos alimentos. Com o tempo tornaram-se objectos de colecção muito valorizados.

    Frasco Mason em Azul // http://magazine.bsu.edu

    Tempos de Guerra e Impacto Cultural

    Os frascos Mason tornaram-se símbolos de autossuficiência patriótica durante as duas Guerras Mundiais, com propaganda governamental a destacar estes recipientes.

    Os frascos permitiram às famílias conservar excedentes das suas hortas caseiras, aumentando a disponibilidade de stock alimentar destinados aos militares.

    Soluções Contemporâneas de Armazenamento

    Despensas

    A organização moderna de despensas adotou os frascos Mason como sistema de armazenamento transparente e herméticos que aliam funcionalidade a estilo. Os cozinheiros caseiros utilizam frascos de diferentes dimensões para guardar cereais, leguminosas, frutos secos e especiarias em prateleiras abertas, criando despensas visualmente organizadas onde tudo está à vista e acessível.

    Crédito de imagem: foodinjars.com/

    Frigoríficos

    Na organização de frigoríficos, os frascos Mason são ideais para controlar porções e preparar refeições, sendo utilizados para armazenar legumes cortados, molhos caseiros, papas de aveia e snacks prontos a consumir.

    O vidro evita a transferência de sabores e, por serem empilháveis, maximizam o espaço disponível.

    Escritórios e Oficinas

    No escritório ou oficina, os frascos Mason tornam-se soluções práticas para organizar pequenos objetos que normalmente geram desordem.

    São usados para guardar botões, pincéis e tesouras, enquanto nos escritórios domésticos armazenam canetas, clipes e alfinetes em recipientes de fácil acesso.

    Casas de banho

    Nas casas de banho, os frascos Mason aproveitam a sua resistência à humidade, sendo usados para guardar algodão, cotonetes, pincéis de maquilhagem e produtos de higiene.

    Crédito de Imagem: http://woodenheartsinc.com

    Adaptações Modernas Especializadas

    Fabricantes de acessórios desenvolveram tampas e acessórios especializados que expandem a funcionalidade dos frascos Mason para além das tradicionais conservas.

    Dispensadores de sabão, apetrechos para fermentação entre outros permitem personalizar os frascos para fins específicos.

    Os entusiastas da preparação de refeições utilizam frascos Mason para receitas em doses individuais, desde papas de aveia e pudins de chia a saladas por camadas, mantendo a frescura e permitindo opções práticas para estilos de vida agitados.

    Crédito de Imagem: eatingbirdfood.com

    Conclusão

    Os frascos Mason são muito mais do que apenas um método de conservação de alimentos.

    Estes frascos, tornaram-se um símbolo de criatividade, sustentabilidade e charme intemporal.

    Quer os utilize para organizar a despensa, servir bebidas numa reunião ou criar peças de decoração, estes humildes frascos continuam a inspirar novas ideias e a trazer elegância prática ao quotidiano.


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  • Sutiã –  Uma Jornada de Estilo e Inovação

    Sutiã – Uma Jornada de Estilo e Inovação

    O Sutiã é uma lingerie que revolucionou a forma de nos vestirmos e nos relacionarmos com o nosso corpo.

    O sutiã, por muito tempo, foi usado apenas por baixo da roupa e para sustentar os seios. Hoje, transporta uma nova proposta: a de que a mulher se sinta ainda mais confiante, segura e poderosa.

    História do Sutiã

    A história do sutiã é repleta de curiosidades, procura de libertação feminina e muita evolução até chegarmos à lingerie que conhecemos hoje.

    Era Pré-sutiãs

    Embora não se saiba ao certo quando foi inventado o primeiro dos diversos precursores do sutiã, os historiadores encontraram referências a peças semelhantes a sutiãs em obras gregas antigas.

    Ilíada de Homero, descreve a deusa Afrodite a remover uma “faixa curiosamente bordada” do peito e na Lisístrata, de Aristófanes, onde uma mulher, que está a castigar o marido não fazendo sexo com ele, o provoca dizendo-lhe que vai despir o strophion.

    A historiadora Mireille Lee escreveu que, embora o strophion tivesse conotações sexuais e de género, é difícil determinar o que as mulheres dessa época vestiam sob as suas roupas – se é que vestiam alguma coisa – pois existe apenas uma reprodução artística da época que mostra uma mulher com um strophion sob a roupa.

    Fotografia: Sara M. Harvey, Patreon

    Outro dos exemplos, são os arqueólogos que escavavam na Villa del Casale, na Sicília.

    Estes arqueólogos descobriram um mosaico do século IV d.C. que mostrava mulheres romanas atléticas cujos seios estavam envoltos numa vestimenta que os estudiosos pensam poder ser um amictorium.

    Outra cobertura para o peito romana, a mamillare, era feita a partir de um cabedal mais resistente.

    Ilustração de um Mamillare // thelingerieformula.com

    No entanto, como o classicista Jan Radicke escreveu, embora as mulheres romanas parecessem ter “diversas opções para cobrirem e darem forma aos seus seios… não existem provas suficientes para chegar a uma conclusão” quanto ao aspecto da vestimenta ou se seria uma peça decorativa, sexual ou simplesmente para dar suporte ao peito.

    Sacos Medievais

    Em 2008, arqueólogos descobriram quatro sutiãs de pano num baú com artigos do século XV no Castelo de Lengberg, na Áustria.

    As vestimentas, que se assemelhavam bastante a sutiãs contemporâneos, podem ser a prova dos primeiros “sacos para o peito” referidos por alguns autores medievais.

    Sutiã encontrada em Lengberg // © Institute for Archaeologies

    Na altura, explicam-nos as historiadoras especialistas em têxteis Rachel Case, Marion McNealy e Beatrix Nutz, os seios grandes não estavam na moda e as mulheres utilizavam vestimentas de suporte para reduzirem o seu tamanho e o falatório sobre os seus corpos.

    Os “sacos para o peito” com 600 anos descobertos no Castelo de Lengberg tinham copas como os sutiãs contemporâneos e, nas palavras das historiadoras, “são obras-primas que usam o fio do tecido” para moldar e proporcionar suporte ao peito.

    A descoberta fez furor entre os historiadores do vestuário, sendo uma prova de que os sutiãs com copas – que se pensava terem surgido no século XIX – foram inventados mais cedo do que se pensava.

    A criação do Sutiã contemporâneo

    O sutiã tal como o conhecemos, surgiu quando os criadores do vestuário propuseram novas formas de moldar e suportar o peito.

    No entanto, as opiniões sobre o inventor do sutiã contemporâneo variam.

    Uns acreditam ter sido Herminie Cadolle, a retalhista francesa da década de 1880 que cortou um espartilho ao meio e o vendeu como um “sutiã-gorge” (suporte para a garganta); outros afirmam ter sido Olivia Flynt, a modista cujo substituto de espartilho “cintura Flynt” foi registado como patente nos EUA em 1873.

    Herminie Cadolle, 1898 // runwaymagazines.com

    O primeiro sutiã patenteado

    No final, quem ficou com os créditos desta invenção foi a socialite norte-americana chamada Mary Phelps Jacob ou Caresse Crosby, como era conhecida.

    Em 1914, Mary foi convidada para um baile, tendo percebido que o espartilho tradicional não combinava com o vestido que queria usar, num momento de criatividade, usou dois lenços de seda e uniu-os com fitas, criando assim o primeiro protótipo do sutiã moderno.

    Este design proporcionou uma liberdade e um conforto que as mulheres da época nunca tinham vivenciado antes.

    Mary patenteou a sua invenção, tendo-a chamado de “Brassiere”, e pouco depois começou a vender às as suas amigas e outras mulheres.

    Sutiã de Caresse Crosky // allthatsinteresting.com

    O seu design foi revolucionário porque se afastava do desconfortável espartilho, oferecendo uma alternativa mais prática e confortável.

    A criação de Mary marcou o início de uma nova era na moda íntima feminina.

    Como não teve muito sucesso na venda da peça para as indústrias têxteis, vendeu a patente para os irmãos Warner, anos mais tarde.

    A evolução do Sutiã

    Apesar de Mary Phelps Jacob ser considerada a inventora do sutiã, a popularização desta lingerie só se deu algum tempo depois, com a produção em alta escala.

    Década de 1920

    Na década de 1920, a popularização do estilo “garçonne” trouxe mudanças significativas no design dos sutiãs. As mulheres procuravam um visual mais reto e andrógino o que levou à criação de novos tipos de sutiãs que achatavam o busto.

    Sutiã estilo Garçonne // simons.ca

    A estilista Coco Chanel, foi uma grande influência para o uso da peça.

    Década de 1930

    Já nos anos 1930, o foco voltou-se para a valorização das curvas femininas e começaram a ser desenhados para realçar e moldar o busto, introduzindo enchimentos e novas técnicas de costura.

    Entre 1930 e 1940, surgiu o primeiro sutiã com com aro, para ressaltar o busto.

    Década de 1940

    A partir dos anos 1940, a indústria de lingerie começou a inovar rapidamente. A introdução do nylon revolucionou a produção de sutiãs, tornando-os mais acessíveis e duradouros.

    Em 1945, um dos modelos mais conhecidos foi criado: o meia-copa. A história em torno dele é bastante curiosa, pois quem inventou o sutiã não foi um estilista, e sim um engenheiro de aviação!

    O bilionário Howard Hughes desenhou o sutiã para a atriz Jane Russell, porque achava que os modelos de sutiã antigo não valorizavam o busto da musa.

    Howard Hughes // thevintagenews.com

    Década de 1950

    Nos anos 1950, o sutiã ganhou ainda mais popularidade com o glamour de Hollywood, onde estrelas como Marilyn Monroe exibiam as suas curvas acentuadas com sutiãs pontudos e estruturados.

    Marilyn Monroe // goldennugs.tumblr.com

    Este estilo continua muito popular nos dias de hoje. Este sutiã tem a característica de deixar o seio um pouco mais à mostra.

    Décadas de 1960 e 1970

    Entre 1960 e 1970, o movimento feminista influenciou a moda íntima e muitas mulheres começaram a ver o sutiã como um símbolo de opressão. Apesar disso, o sutiã continuou a evoluir, com designs que ofereciam mais liberdade e menos estrutura.

    Nesta altura, são criados os sutiãs de desporto, que antes da sua criação, escreve a historiadora especialista em roupa desportiva Jaime Schultz, muitas mulheres usavam sutiãs normais ou atavam o peito com faixas semelhantes às das “Mulheres de Biquíni” da Roma Antiga.

    Na década de 1970, duas corredoras inspiraram-se na protecção para os testículos utilizada pelos homens para fazer o Jockbra, que é actualmente considerado o primeiro sutiã desportivo da época contemporânea.

    Jockbra // http://nypost.com

    O Sutiã e o movimento feminista

    Em 1968, os sutiãs modeladores eram tão omnipresentes e estavam de tal forma associados às normas de sexualidade e beleza feminina que as feministas efectuaram um protesto contra o machismo no dia 7 de setembro em Atlantic City, nos Estados Unidos.

    Este protesto, teve como objetivo criticar o concurso de Miss America e tudo o que o evento representava.

    A manifestação ficou conhecida como “Bra-Burning” que, traduzido do inglês, significa “Queima de Sutiãs”.

    Manifestação “Bra-Burning” // awolau.org

    Além da lingerie, as mulheres colocaram no chão e no lixo: sapatos, cílios postiços, maquilhagem, revistas femininas e outros objetos relacionados com o universo feminino.

    O episódio ainda é lembrado nos dias hoje e é um marco sobre a relação das mulheres com a lingerie.

    Embora estigmatizadas como “queimadoras de sutiãs” pela cultura popular, as manifestantes nunca queimaram os seus sutiãs:
    “Pensamos em queimar (uma lata de lixo de sutiãs no passeio de Atlantic City) disse Carol Hanisch, a organizadora da manifestação, à NPR em 2008, “mas a polícia… não nos deixou queimar nada.”

    Década de 1990

    A introdução do sutiã sem costura nos anos 1990 e a popularização do sutiã desportivo mostraram como essa peça se adaptou às necessidades das mulheres ao longo do tempo, oferecendo cada vez mais opções de conforto e estilo.

    Foi em 1999 que os sutiãs de desporto se tornaram verdadeiramente aceites como peças de vestuário por conta própria devido a Brandi Chastain, a famosa futebolista dos EUA que despiu a sua camisola quando venceu o campeonato do mundo, tendo celebrado no campo vestida apenas com o seu sutiã desportivo – algo a que Schultz chamou “a saída do armário” desta peça.

    Brandi Chastain // cllct.com

    A importância do sutiã nos dias de hoje

    O sutiã é uma peça fundamental não apenas pelo conforto e suporte que proporciona, mas também pelo seu impacto na moda e na auto expressão das mulheres.

    Esta peça, permite que as roupas se ajustem melhor ao corpo, ajudando a criar silhuetas elegantes e proporcionando confiança a quem os usa.

    A moda íntima evoluiu para incluir uma variedade de estilos e designs que atendem às diferentes preferências e necessidades, desde o sutiã básico ao sutiã luxuoso.

    Além disso, o sutiã desempenha um papel fundamental na saúde e bem-estar das mulheres. Ele oferece o suporte necessário para prevenir desconfortos e dores, especialmente para as mulheres com bustos maiores.

    Crédito Fotográfico: Jon Ly on Unsplash

    A diversidade de modelos disponíveis hoje, reflete a crescente conscientização sobre a importância de uma boa lingerie que combine funcionalidade com estética.

    O sutiã é muito mais do que apenas uma peça de roupa, ele é uma celebração da diversidade e da individualidade feminina.

    É tudo uma questão de livre escolha, pois o sutiã tem o poder de realçar e ilustrar no corpo da mulher a beleza, a sensualidade, o conforto, a ousadia, a confiança e a descontração.

    Fontes: www.hopelingerie.com, www.nationalgeographic.pt, blog.delrio.com.br
    Créditos de Capa: Adriana Lima // harpersbazaar.com


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  • Baruch Spinoza: O Gênio Português que Transformou a Filosofia

    Baruch Spinoza: O Gênio Português que Transformou a Filosofia

    Baruch Spinoza, também conhecido como Bento de Espinosa e Benedictus de Spinoza, nasceu a 24 de Novembro de 1632, em Amesterdão, numa família Portuguesa de origem Judaica.

    Spinoza foi excomungado da comunidade Judaica Portuguesa em 1656, o que contribuiu para a sua reputação de figura controversa.

    Apesar disso, ganhou reconhecimento postumamente, e os estudiosos de hoje, continuam a examinar e a celebrar os seus pensamentos, integrando-os no discurso filosófico moderno.

    A filosofia de Baruch Spinoza é rica e complexa, abrangendo várias ideias que desafiam as visões tradicionais sobre Deus, a natureza e a humanidade.

    Neste artigo iremos explorar alguns dos seus principais conceitos filosóficos.

    Principais conceitos filosóficos


    Panteísmo

    Spinoza está frequentemente associado ao panteísmo, a crença de que Deus e a Natureza são uma só coisa.

    Determinismo

    Spinoza acreditava que tudo no universo segue leis naturais. Os seres humanos, tal como todos os outros aspectos da natureza, são determinados por causas e condições, levando à rejeição do livre-arbítrio no sentido tradicional.

    Ética e Emoções

    Na sua obra, Spinoza explorou a natureza das emoções humanas e sugeriu que compreender estas emoções através da razão leva à liberdade e felicidade. Baruch enfatizou a importância do conhecimento racional na dominação das paixões.

    Tipos de Conhecimento

    Spinoza classificou o conhecimento em três tipos:

    • Conhecimento Imaginativo: Derivado da experiência sensorial e frequentemente enganoso.
    • Conhecimento Racional: Conhecimento obtido através do uso da razão e da dedução lógica.
    • Conhecimento Intuitivo: A compreensão direta da essência das coisas.

    Natureza de Deus

    O Filósofo Português rejeitou a concepção antropomórfica de Deus.

    Para Spinoza, Deus não possui qualidades humanas, como vontade ou emoção. Na teoria de Baruch, tudo o que acontece é resultado das leis naturais inerentes ao universo.

    Filosofia Política

    No seu livro “Tractatus Theologico-Politicus”, Spinoza discutiu a relação entre a religião e o estado, defendendo a liberdade de pensamento e a separação da igreja do estado.

    Ele argumentou que uma sociedade bem governada deveria garantir a liberdade e a segurança dos seus cidadãos, independentemente das suas crenças.

    Liberdade Humana

    Embora tenha rejeitado o livre-arbítrio no sentido tradicional, Spinoza defendeu que a verdadeira liberdade é compreender a necessidade das nossas emoções e desejos.

    Viver de acordo com a razão permite que os indivíduos alcancem um tipo de liberdade e paz.

    Unidade da Existência

    Spinoza enfatizou a unidade de toda a existência, propondo que tudo está interconectado e faz parte da mesma substância divina, o que oferece uma visão holística da realidade.

    Principais Obras

    • “Tractatus Theologico-Politicus”: Explora a relação entre a religião e o estado, argumentando a favor da separação da filosofia e da teologia.
    Imagem: whitmorerarebooks
    • “Ethices”: A sua obra mais famosa, escrita em estilo geométrico, apresenta as suas visões sobre Deus, a natureza e a emoção humana, enfatizando a importância da compreensão racional.
    Imagem: wikipedia


    Influências

    Baruch Spinoza foi influenciado por vários filósofos e tradições filosóficas, mas muitos argumentariam que a influência mais significativa nos seus pensamentos foi René Descartes.

    A ênfase de Descartes no racionalismo e lógica influenciou profundamente Spinoza.

    Spinoza envolveu-se profundamente com a filosofia cartesiana, particularmente no que diz respeito ao dualismo e à natureza da substância.

    Imagem: wikipedia

    Embora tenha adotado o método de Descartes de usar a geometria para expressar argumentos filosóficos, Spinoza rejeitou a ideia de duas substâncias distintas (mente e corpo) e propôs uma visão em que a mente e o corpo estão interconectados.

    O filósofo foi também fortemente influenciado pelos avanços em Matemática e pela revolução científica do seu tempo.

    Legado

    Spinoza foi um precursor do Iluminismo e influenciou uma ampla gama de pensadores, incluindo Idealistas alemães e filósofos posteriores, como Nietzsche e Kant.

    Immanuel Kant // Imagem: wikipedia

    As suas ideias sobre liberdade, democracia e a natureza tiveram um impacto duradouro na filosofia e na política.

    Recentemente, as ideias de Spinoza ganharam um novo interesse em várias áreas, incluindo teoria política, ética ambiental e metafísica.

    A sua ênfase na interconexão e na unidade da existência ressoa com discussões contemporâneas sobre filosofia ecológica e pensamento sistémico.

    Em conclusão, o legado de Baruch Spinoza é caracterizado pela sua ousada reinterpretação de conceitos fundamentais relativos a Deus, à natureza, à ética e à sociedade.

    Spinoza continua a ser uma figura fundamental na história do pensamento, inspirando discussões sobre liberdade, conhecimento e a natureza da realidade no nosso mundo contemporâneo.

    Fotografia de capa: wikipedia


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  • Mónaco – Pequeno de Tamanho, Grande de História

    Mónaco – Pequeno de Tamanho, Grande de História

    O Mónaco é um pequeno mas proeminente Principado na Riviera Francesa, é conhecido pela sua rica história, estilo de vida luxuoso e estrutura sócio econômica única.

    Desde a sua fundação em 1297, Mônaco tem sido lar da família Grimaldi, conhecida por sua elegância e governação dinâmica.

    Além disso, a cidade estado tem uma história fascinante, que remonta à Idade Média, quando era uma fortaleza contra os piratas.

    Atualmente, o Mónaco, é governado pelo chefe da Casa de Grimaldi, o Príncipe Alberto II.
    A família Grimaldi é uma das mais antigas e ilustres famílias reais da Europa, conhecida pela sua longa governação do Mónaco.

    Os Grimaldi governaram o Mónaco de forma intermitente, enfrentando desafios postos pela França e pela Espanha.

    Em 1765, a Coroa Francesa reconheceu formalmente a soberania do Mónaco.

    Príncipe Alberto II // comune.canosa.bt.it

    Visão Geográfica

    • Localização: O Mónaco está situado na Riviera Francesa, limitado pela França e com costa Mediterrânea.
    • Tamanho: É o segundo menor país do mundo, cobrindo aproximadamente 2,02 quilómetros quadrados.
    Mapa do Mónaco // worldonlineeducation.com

    Destaques Históricos

    • Fundação da Dinastia Grimaldi: Em 1297, François Grimaldi, juntamente com um pequeno grupo de seguidores disfarçados de monges, capturou o Rochedo de Mónaco.
    Rochedo do Mónaco // dicaparis.com
    • Monarcas Chave:
      • Príncipe Honoré II (1641-1662): Neto de François Grimaldi, foi o primeiro a ostentar o título de Príncipe de Mónaco; trabalhou na consolidação da independência e na promoção das artes e da cultura.
    Príncipe Honoré II // en.wikipedia.org
    • Príncipe Rainier III (1949-2005): Modernizou o Mónaco e tornou-o num centro financeiro com variadas reformas económicas. O seu casamento com a atriz de Hollywood Grace Kelly, em 1956, elevou ainda mais o perfil internacional de Mónaco
    Grace Kelly e Príncipe Rainier III // thelist.com

    Demografia e Economia

    • População: Aproximadamente 38.000, composta principalmente por cidadãos franceses, com um número significativo de outras nacionalidades e apenas cerca de um quinto de ascendência monegasca.
    • Língua: A língua oficial é o francês.
    • Economia: Principalmente impulsionada pelo turismo, banca, finanças e imobiliário, com o Casino de Monte Carlo a ser uma grande atração.
    Casino de Monte Carlo // visitmonaco.com

    Factos Únicos sobre o Mónaco

    • Alta Presença Policial: O Mónaco tem mais pessoal policial per capita do que a maioria dos países, com uma força de 515 a servir os seus 38.000 habitantes.
    • Restrições ao Jogo: Os cidadãos do Mónaco estão proibidos de jogar nos casinos locais.
    • Centro de Riqueza: O Mónaco tem a maior densidade de milionários na Europa e é reconhecido como um paraíso fiscal sem imposto sobre o rendimento.
    • Exibição de Iates: É o lar do prestigiado do Salão Náutico do Mónaco, que apresenta mais de 125 iates de luxo anualmente.
    Salão Náutico do Mónaco // vandervalkshipyard.com
    • Sede de uma das Corridas Automobilísticas mais prestigiadas do mundo:  O Mónaco serve como o local do Grande Prémio de Mónaco, uma corrida de Fórmula 1 que acontece todos os anos no Circuito do Mónaco.

      É uma das corridas de automóveis mais famosas do mundo. O primeiro Grande Prémio do Mónaco foi realizado em 1929.
    Grande Prémio do Mónaco // independent.co.uk

    A combinação da rica história do Mónaco, do estilo de vida luxuoso e das leis únicas contribui significativamente para o seu status como uma entidade não só notável, mas também influente na Europa.

    O Mónaco destaca-se pela sua trajetória histórica distinta, marcada pela governação contínua da família Grimaldi por mais de setecentos anos. Esta longa tradição monárquica não só confere ao país uma identidade sólida, mas também um sentido de continuidade cultural e política que é raro na Europa contemporânea. 

    Foto de Capa: frenchmoments.eu



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  • Calças de Ganga / Jeans: História, Legado e Revolução

    Calças de Ganga / Jeans: História, Legado e Revolução

    As calças de ganga / jeans, desde que foram criadas, são transversais a todas as pessoas, países, culturas, idades, géneros e classes sociais.

    Democráticas, cosmopolitas e com uma forma easy-to-wear inigualável, as calças de ganga / jeans têm uma longa história no cenário fashion.

    História e Origem

    A história conta-nos que o tecido das calças de ganga / jeans apareceu por volta do ano de 1792. Foi em Nîmes, França, que se fabricou, pela primeira vez, o tecido que veio a caracterizar as calças de ganga, que ficou conhecido como “tecido de Nîmes”.

    Com o tempo e com a popularidade que foi ganhando, a expressão começou a ser abreviada para “Denim”.

    Crédito Fotográfico: Textile Value Chain

    Numa primeira fase, o tecido “Denim” começou a ser utilizado essencialmente em roupas para trabalho no campo e pelos marinheiros italianos que trabalhavam no porto de Génova, por ser um tecido robusto e de grande durabilidade.

    Levi Strauss – o visionário

    Pouco tempo depois, já na era da Corrida do Ouro na Califórnia, o tecido – com toda a sua tecnologia resistente – chamou a atenção do alemão Levi Strauss.

    Visionário, que no ano de 1853 abriu uma loja em São Francisco, onde começou por vender produtos secos e lona para as carroças dos mineiros.

    Loeb “Levi” Strass // Crédito Fotográfico: Page North

    Nessa altura, Levi Strauss apercebeu-se de que as roupas dos mineiros não eram adequadas para os trabalhos que tinham de desempenhar e, por isso, decidiu fazer umas calças com o tecido que vendia normalmente para cobrir as carroças.

    Este novo produto, criado por Levi Strauss, tornou-se rapidamente um sucesso para os mineiros, mas havia um problema: a lona era pouco flexível para calças, o que dificultava os movimentos.

    Perante esta questão fundamental, Levi Strauss foi à procura de um tecido mais flexível, resistente e confortável tendo encontrado, na Europa, o tecido “Denim”, feito de algodão sarjado.

    A partir daí, o nome de Levi Strauss elevou-se para uma marca: a Levi Strauss & Co. E as primeiras calças fabricadas com o tecido “Denim”, na altura, de cor castanha, tornaram-se num modelo famoso e clássico.

    Crédito Fotográfico: Sean Gallup via Getty Images

    A primeira calça de ganga Levi’s 501

    Assim, em meados de 1860, nascia a primeira calça Levi’s, a 501. Na época bastante diferente da versão atual mas já patenteada e com a mesma potência convencional e de fácil absorção comercial.

    A mestria de Jacob Davis

    A par com Levi Strauss, também Jacob Davis, costureiro, se tornou famoso ao propor a ideia de reforçar as costuras das calças.

    Em 1860, foram acrescentados os botões de metal e rebites, anos depois, coseram a etiqueta de couro no cós das calças.

    Mais tarde, assistiu-se ao aparecimento da cor azul índigo, que se tornou popular em 1890 e assim continua até aos dias de hoje.

    Já com grande sucesso, Levi Strauss e Jacob David decidiram requerer a patente do produto, a 20 de maio de 1873.

    Patente de Rebites de Cobre // Crédito Fotográfico: Rope Dye

    Ao longo dos anos, melhorias no design foram efectuadas: Levi Strauss adicionou um arco duplo de costura laranja para reforço adicional e para as identificar como Levi’s; zíperes substituíram os botões em alguns modelos em 1954.

    Quando a patente de Levi Strauss e Jacob David venceu em 1890, outros fabricantes ficaram livres para reproduzir o estilo.

    OshKosh B’Gosh entrou no mercado em 1895, Blue Bell (mais tarde Wrangler) em 1904 e Lee Mercantile em 1911.

    Durante a Primeira Guerra Mundial, os jeans Lee Union-Alls eram o padrão para todos os trabalhadores de guerra.

    Sucesso mundial na década de 30

    As calças de ganga / jeans atingiram a sua popularidade mundial por volta de 1930, quando vários filmes de sucesso começaram a retratar os famosos cowboys americanos.

    Hollywood ajudou desta forma a romantizar as calças de ganga / jeans nas décadas de 1920 e 1930, vestindo as calças em cowboys interpretados por atores como John Wayne e Gary Cooper.

    Gary Cooper // Credito Fotográfico: Mattsko

    Esta nova imagem glamorosa chegou aos consumidores que procuravam roupas casuais e lúdicas para usar nos finais de semana e feriados.

    Fotos publicitárias de atrizes como Ginger Rogers e Carole Lombard vestindo estas calças, ajudaram a convencer as mulheres de que o estilo era para elas também.

    Ginger Rogers // thetimeriver

    Na década de 1930, a Vogue deu o seu selo de aprovação, ao chamar as calças de ganga de “western chic”.

    Década de 40

    Em 1942, a estilista americana Claire McCardell vendeu mais de 75.000 exemplares do seu vestido de denim Popover .

    Claire McCardell // Crédito Fotográfico: Irving Penn

    Também a Segunda Guerra Mundial popularizou a imagem das calças de ganga, uma vez que o tecido “Denim” era utilizado nas fardas do exército americano.

    Décadas de 50 e 60

    Já em 1950 vem o boom absoluto em que as calças de ganga passaram a ser associadas à juventude rebelde e anti-establishment.

    Mais uma vez, este boom foi protagonizado por celebridades de Hollywood como Marlon Brando e James Dean – o eterno bad boy que criou o look blue jeans & t-shirt, receita de estilo adorada e repetida incansavelmente por fashionistas até hoje.

    Na época, até estrelas do rock’n’roll ajudaram a consolidar o estilo como cool; os hippies e os manifestantes anti-guerra usavam jeans nos anos 1960.

    Marlon Brando // Levi’s

    Na década de 1960, as calças de ganga passaram a simbolizar a contracultura. Algumas escolas de ensino médio proibiram o seu uso, o que só serviu para aumentar ainda mais o seu sucesso.

    Marylin Monroe com o seu glamour sensual também entrou na onda do tecido na época, trazendo a proposta para um nível ainda mais comercial e de puro sucesso.

    Marilyn Monroe // Philippe Halsman, 1952

    Década de 70

    No início dos anos 1970 como forma de mostrar apoio à classe trabalhadora as mulheres feministas e lutadoras da liberdade feminina escolheram estas calças como forma de demonstrar a igualdade de gênero.

    Também nesta década entram em cena os hippies que tinham como indumentária o tie-dye e, claro, as calças de ganga / jeans estilo boca de sino.

    No final dos anos 70 e início dos anos 80, a moda high-end também se começou a interessar pela peça.

    Os jeans Buffalo 70 da Fiorucci eram justos, escuros, caros e difíceis de comprar – por outras palavras, o oposto exato da calça boca de sino desbotada preferida do público mais jovem. Estas calças tornaram-se um sucesso entre o jet set e o Studio 54.

    Em 1976, Calvin Klein exibiu calças de ganga / jeans na passarela – o primeiro estilista a fazê-lo.

    Calvin Klein, 1978 // Vogue

    Gloria Vanderbilt apresentou os seus jeans de sucesso em 1979. Estes jeans de marca não foram apenas um sucesso comercial, pois foram também comercializados com uma imagem mais ousada.

    Década de 80

    Nos anos 80, estrelas do rock, modelos, artistas e cineastas também levantaram a bandeira “denim”, disseminando-o internacionalmente e trazendo o material também para a cena high fashion.

    Foi nesta década que aconteceu a provocativa campanha Calvin Klein de Brooke Shields e os anúncios sensuais de Claudia Schiffer para a Guess que ajudaram a dar aos jeans um novo tipo de potencial sedutor.

    Claudia Schiffer // Guess

    Década de 90 até ao presente

    Dos anos 1990 até ao presente, as calças de ganga / jeans passaram por várias transformações e – entre as novidades mais ousadas e construções com apelo statement – voltou às suas origens importando as versões mais clássicas para o topo da lista de must-haves mais vendidas.

    Nesta década, casas de moda como Versace, Dolce & Gabbana e Dior também entraram no mercado das calças de ganga / jeans.

    Ao longo das décadas, os tipos e estilos de jeans tornaram-se estratificados entre grupos e subgrupos: os estilos hip-hop do início da década de 1990 eram caracterizados por jeans oversized; intelectuais e modernos optaram pelo jeans escuro como forma de voltar às raízes do estilo; as estrelas pop preferiam as peças assinadas pela Diesel; os aficionados pagavam preços altos por Levi’s vintage e índigo japonês tingido à mão.

    Hoje, quase todas as marcas de luxo e designers de alta costura já exibiram jeans nas passarelas; e eles estão disponíveis em ambas as extremidades do espectro de preços, com uma infinidade de estilos: largo, skinny, cintura alta, baixa, claro, escuro ou colorido.

    Diferentes estilos de Jeans // Levi’s

    “Eu sempre disse que gostaria de ter inventado o jeans”, disse Yves Saint Laurent ao New York Magazine em Novembro de 1983. “Eles têm expressão, modéstia, apelo sexual, simplicidade – tudo o que espero nas minhas roupas.”

    Levi Strauss – imortal

    Levi Strauss foi o pioneiro que se elevou com a forma como idealizou e produziu as calças de ganga como, atualmente, o mundo as conhece.

    Nasceu em Buttenheim na Alemanha, no dia 26 de fevereiro de 1829 e faleceu a 26 de Setembro de 1902 em São Francisco, Estados Unidos, país onde revolucionou, o “mundo” das calças de ganga / jeans, a peça de roupa que une o interesse de homens e mulheres, miúdos e graúdos e é um grande sucesso ao longo de 150 anos.

    O nome Levi Strauss & Co. estabeleceu-se como a assinatura das calças Levi’s, uma das marcas mais conhecidas do mundo.

    Levi Strauss & Co., 1853 // Levi’s


    Fontes de conteúdo: Schutz, RFM, Vogue Globo
    Fonte de capa: Wallpaper by jdbrands2009 on Wallpapers.com


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  • Faróis – História de Luz na Escuridão

    Faróis – História de Luz na Escuridão

    A história dos Faróis é rica e valiosa pois reflete os avanços na navegação, arquitetura e tecnologia.

    Inicialmente, os faróis eram fogueiras simples construídas em terrenos elevados, servindo como auxílios à navegação para os marinheiros.

    No entanto, à medida que o comércio marítimo se expandiu a necessidade de uma navegação mais segura tornou-se essencial, estes primeiros balizadores evoluíram para estruturas mais permanentes e elaboradas.

    Os primeiros Faróis

    O Farol de Pharos foi um dos primeiros faróis conhecidos, construído por volta de 280 a.C. na pequena ilha de Pharos, no Egito, também conhecido como o Farol de Alexandria, é um dos faróis mais icónicos e significativos da história.

    Ilustração do Farol de Pharos // 101inventions

    Durante muitos séculos, foi a estrutura feita pelo homem mais alta do planeta.

    Foi construído para guiar os marinheiros com segurança até ao porto de Alexandria, um dos portos comerciais mais importantes do mundo antigo.

    O Farol de Pharos tornou-se um protótipo para os faróis ao redor do mundo, influenciando projetos subsequentes.

    Tinha uma grande chama aberta no topo, que era usada para produzir luz, enquanto espelhos de bronze polido eram usados para refletir e amplificar o brilho da chama, permitindo que fosse vista a quilômetros de distância.

    No século XV, o Farol de Pharos encontrava-se em ruínas, com os remanescentes deste a ser usados na construção da Cidadela de Qaitbay no mesmo local.

    Citadela de Qaitbay, Egito // Egypttoursportal

    Idade Média

    Durante a idade média, várias culturas usavam fogos em colinas ou plataformas para sinalizar passagens seguras.

    O declínio do Império Romano e das suas redes comerciais significou o declínio das grandes rotas marítimas e, consequentemente, dos faróis.

    À medida que a navegação evoluía, os faróis gradualmente expandiram-se para a Europa Ocidental e Setentrional, recuperando a sua popularidade.

    Farol de Hook // Screenwexford

    Um dos faróis mais antigos em funcionamento na Europa é o Farol de Hook, localizado em Hook Head, no Condado de Wexford, Irlanda. Foi construído durante a Idade Média com um design robusto e circular.

    Renascimento e Período Moderno Inicial

    Os séculos XVII e XVIII trouxeram avanços enormes na tecnologia, tais como a introdução nos faróis de lentes de vidro.

    As primeiras lentes usadas eram espessas, excessivamente pesadas e de má qualidade, feitas de vidro. Portanto, não eram muito eficazes e tendiam a perder a luz através do vidro grosso.

    A lente de Fresnel, inventada por Augustin-Jean Fresnel no início do século XIX, revolucionou o design de faróis, permitindo feixes de luz mais potentes e focados.

    Lente de Fresnel // U.S. National Park Service

    A lente de Fresnel ainda é usada hoje em dia em faróis em todo o mundo.

    Expansão Europeia e a Era Moderna

    No século XVIII, muitos países colocaram faróis ao longo das suas costas para ajudar na navegação marítima.

    Devido ao comércio internacional através do Oceano Atlântico, a construção de faróis prosperou e esta época ficou conhecida como a era moderna da construção de faróis.

    O primeiro farol a adotar uma estética e construção mais modernas foi o Farol de Eddystone, na Inglaterra.

    Farol de Eddystone // Lighthouse Accommodation

    A construção do Farol de Eddystone teve de ser o mais perfeita possível, pois as rochas no local eram extremamente perigosas.

    O seu designer modelou a base do farol inspirado por árvores de carvalho e, após ter sido comprovado o sucesso, este método tornou-se um padrão na indústria.

    Métodos de iluminação eficientes tornaram-se então o foco principal para os engenheiros de faróis.

    Após experimentar vários tipos de óleos e técnicas de fluxo de ar, desenvolveu-se um sistema para o uso de gás. Este tornou-se o padrão para todos os faróis até que a engenharia elétrica se tornasse mais proeminente no final do século XVIII.

    Farol do Cabo de São Vicente // Wikimedia Commons

    Com a invenção da lâmpada elétrica, a iluminação dos faróis mudou drasticamente para melhor.

    Desde então, os faróis pouco evoluíram. Num mundo em constante evolução, os faróis são algo que se manteve praticamente inalterado durante centenas de anos.

    Simbolismo

    Quando a vida por momentos se torna uma viagem vigorosa com as ondas, chuva e dificuldades, o farol comunica e transmite com a sua luz que a segurança e o conforto estão muito perto e a umas remadas de distancia.

    Crédito de capa: Agenda Cultural do Porto


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  • Mini Cooper: Pequeno de Tamanho, Grande na História

    Mini Cooper: Pequeno de Tamanho, Grande na História

    O Mini é um icónico automóvel britânico que fascinou entusiastas de carros por todo o mundo desde as suas origens.

    A história do Mini é uma viagem colorida e rica através dos anais da engenharia e design automóvel.

    História e Origem

    1956: A Crise do Suez e a Escassez de Combustível

    A Crise do Suez começou em 29 de Outubro de 1956, quando as forças armadas israelitas avançaram no Egipto, em direção ao Canal de Suez, uma via navegável valiosa que controlava dois terços do petróleo utilizado pela Europa.

    Em meados dos anos 1950, a Crise de Suez levou ao racionamento de combustível no Reino Unido, criando a necessidade de veículos mais eficientes no consumo de combustível.

    Simultaneamente, havia um mercado crescente para pequenos carros acessíveis, os chamados ‘bubble cars’, como o BMW Isetta e o Messerschmitt KR200.

    Carro antigo
    Messerschimitt KR-200 // Audrain Auto Museum

    1959: Introdução do Mini

    A British Motor Corporation (BMC) incumbiu Sir Alec Issigonis, um designer já reconhecido como o responsável pelo Morris Minor, de desenvolver um novo carro pequeno.

    Issigonis, concebeu este carro para ser barato, compacto mas ao mesmo tempo com interiores espaçosos e eficiente em termos de combustível.

    Inventor do Mini
    Sir Alec issigonis // National Portrait Gallery

    Para que este feito fosse possível, Sir Alec Issigonis, colocou o motor ao lado, o que criou mais espaço no interior do carro.

    O resultado foi o Mini, lançado em Agosto de 1959.

    Inicialmente foi comercializado sob duas marcas: o Austin Seven (mais tarde Austin Mini) e o Morris Mini-Minor, ambos essencialmente o mesmo veículo mas com emblemas diferentes.

    Morris Mini
    Morris Mini-Minor 1959 // NetCarShow

    Anos 60: Crescimento e Popularidade

    Design Inovador

    A configuração do Mini era inovadora, utilizando 80% do espaço do piso do carro para passageiros e bagagem, o que proporcionava um amplo espaço dentro de uma dimensão muito compacta.

    Mini Cooper

    Em 1961, John Cooper, um amigo de Issigonis e proprietário da Cooper Car Company, viu o potencial para uma versão de desempenho do Mini.

    Nascia assim o Mini Cooper, com um motor maior, carburadores duplos e travões de disco. Tornou-se um sucesso imediato, especialmente nos desportos a motor.

    John Cooper à esquerda // National Motorsport Academy

    Ícone Cultural

    Em meados dos anos 60, o Mini tornou-se um ícone cultural, muitas vezes visto como um símbolo dos Anos 60 e da cultura popular britânica.

    A sua associação com celebridades, como os membros dos Beatles, bem como o seu papel de destaque no filme de 1969 “The Italian Job”, cimentaram ainda mais o seu estatuto.

    Italian Job // artsalive.co.uk

    1970 a 1990 – Evolução e Desafios

    1970: Era da British Leyland

    A BMC passou por várias fusões, tornando-se eventualmente parte da British Leyland Motor Corporation.

    Apesar dos desafios corporativos, o Mini continuou a ser produzido e viu várias iterações e atualizações.

    Mini Clubman e Outras Variantes

    Durante este período, foram introduzidos vários modelos do Mini, incluindo o Mini Clubman, que apresentava uma frente redesenhada, e outras variantes como o Mini Van, Mini Moke (um veículo utilitário) e o Mini Pick-up.

    Mini Moke // Mini.com

    Declínio nas Vendas e Concorrência

    Durante os anos 80 e 90, o Mini começou a enfrentar forte concorrência por parte de carros mais modernos e as suas vendas começaram a diminuir.

    Apesar disso, o Mini manteve um seguimento leal e continuou a ser produzido com várias edições especiais e atualizações.

    Aquisição pela BMW e Era Moderna (ano 2000 até ao Presente)

    1994: Aquisição pela BMW

    Em 1994, o Rover Group, que incluía a marca Mini, foi adquirido pela BMW. Esta aquisição marcou o início de uma nova era para o icónico automóvel

    2001: O Novo MINI

    A BMW introduziu um Mini completamente redesenhado (agora oficialmente denominado “MINI” com todas as letras maiúsculas) em 2001.

    Mini MK1
    Mini MK1 2001 // Honest John Classics

    Embora mantendo o charme estético do original, o novo MINI apresentou engenharia moderna, desempenho melhorado e características de segurança avançadas.

    O novo MINI foi um sucesso imediato, atraindo tanto novos clientes como entusiastas do Mini clássico.

    Expansão e Variantes

    A BMW expandiu a gama MINI com vários modelos, como o MINI Convertible, MINI Clubman, MINI Countryman (um crossover compacto) e várias variantes de alto desempenho, como o John Cooper Works (JCW).

    Mini Countryman 2014
    Mini Countryman 2014 // The Car Connection

    Futuro Elétrico

    Nos últimos anos, o foco tem-se deslocado para a eletrificação, com a introdução do MINI Electric (MINI Cooper SE), demonstrando o compromisso da marca com a sustentabilidade enquanto mantém o seu design icónico e experiência de condução.

    Mini Cooper SE 2024
    Mini Cooper SE 2024 // Inside EVs

    O caminho do Mini, desde o seu design revolucionário nascido de uma crise de combustível até se tornar um ícone cultural e uma lenda moderna da indústria automóvel, é um testemunho do seu apelo duradouro e espírito inovador.

    Com uma evolução contínua e um leal seguimento global, o Mini continua a navegar pelo futuro da indústria automóvel, preservando sempre o seu património único e legado singular.

    Crédito de capa: Road & Track


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