O Mónaco é um pequeno mas proeminente Principado na Riviera Francesa, é conhecido pela sua rica história, estilo de vida luxuoso e estrutura sócio econômica única.
Desde a sua fundação em 1297, Mônaco tem sido lar da família Grimaldi, conhecida por sua elegância e governação dinâmica.
Além disso, a cidade estado tem uma história fascinante, que remonta à Idade Média, quando era uma fortaleza contra os piratas.
Atualmente, o Mónaco, é governado pelo chefe da Casa de Grimaldi, o Príncipe Alberto II. A família Grimaldi é uma das mais antigas e ilustres famílias reais da Europa, conhecida pela sua longa governação do Mónaco.
Os Grimaldi governaram o Mónaco de forma intermitente, enfrentando desafios postos pela França e pela Espanha.
Em 1765, a Coroa Francesa reconheceu formalmente a soberania do Mónaco.
Fundação da Dinastia Grimaldi: Em 1297, François Grimaldi, juntamente com um pequeno grupo de seguidores disfarçados de monges, capturou o Rochedo de Mónaco.
Príncipe Honoré II (1641-1662): Neto de François Grimaldi, foi o primeiro a ostentar o título de Príncipe de Mónaco; trabalhou na consolidação da independência e na promoção das artes e da cultura.
Príncipe Rainier III (1949-2005): Modernizou o Mónaco e tornou-o num centro financeiro com variadas reformas económicas. O seu casamento com a atriz de Hollywood Grace Kelly, em 1956, elevou ainda mais o perfil internacional de Mónaco
População: Aproximadamente 38.000, composta principalmente por cidadãos franceses, com um número significativo de outras nacionalidades e apenas cerca de um quinto de ascendência monegasca.
Língua: A língua oficial é o francês.
Economia: Principalmente impulsionada pelo turismo, banca, finanças e imobiliário, com o Casino de Monte Carlo a ser uma grande atração.
Alta Presença Policial: O Mónaco tem mais pessoal policial per capita do que a maioria dos países, com uma força de 515 a servir os seus 38.000 habitantes.
Restrições ao Jogo: Os cidadãos do Mónaco estão proibidos de jogar nos casinos locais.
Centro de Riqueza: O Mónaco tem a maior densidade de milionários na Europa e é reconhecido como um paraíso fiscal sem imposto sobre o rendimento.
Exibição de Iates: É o lar do prestigiado do Salão Náutico do Mónaco, que apresenta mais de 125 iates de luxo anualmente.
Sede de uma das Corridas Automobilísticas mais prestigiadas do mundo: O Mónaco serve como o local do Grande Prémio de Mónaco, uma corrida de Fórmula 1 que acontece todos os anos no Circuito do Mónaco.
É uma das corridas de automóveis mais famosas do mundo. O primeiro Grande Prémio do Mónaco foi realizado em 1929.
A combinação da rica história do Mónaco, do estilo de vida luxuoso e das leis únicas contribui significativamente para o seu status como uma entidade não só notável, mas também influente na Europa.
O Mónaco destaca-se pela sua trajetória histórica distinta, marcada pela governação contínua da família Grimaldi por mais de setecentos anos. Esta longa tradição monárquica não só confere ao país uma identidade sólida, mas também um sentido de continuidade cultural e política que é raro na Europa contemporânea.
A nossa missão é dar a conhecer uma ampla variedade de conteúdos aprofundados e intrigantes que vão enriquecer o seu conhecimento e satisfazer a sua curiosidade.
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O Natal é um momento de alegria, reflexão e celebração, com cada país europeu a adicionar o seu toque único à época festiva.
Tão diversas quanto as culturas, essas tradições celebram tanto o significado religioso quanto os costumes locais.
Aqui fica um vislumbre das tradições natalinas mais queridas em vários países europeus.
Portugal: Presépio, árvore de Natal e ceia de Natal
Seguindo a tradição, as famílias portuguesas reúnem-se no dia 24 de Dezembro para jantar e à mesa servem-se os pratos de bacalhau, polvo e por vezes o peru assado e outros pratos de carne que habitualmente são saboreados no dia seguinte.
Para sobremesa, não poderá faltar o Bolo-Rei, recheado com frutas cristalizadas ou com frutos secos, além de outros bolos característicos da época como as broas castelares, o pão de ló e os tradicionais fritos como as filhoses, os sonhos e as rabanadas.
À meia-noite, celebra-se a Missa do Galo e nas igrejas, assim como em casa, há um lugar especial para o presépio, a recriação do estábulo onde nasceu Jesus que São Francisco de Assis idealizou, no séc. XIII, e que é bastante popular em Portugal.
As prendas de Natal são colocadas junto da árvore de Natal e trocam-se depois da meia-noite ou na manhã seguinte, consoante o hábito de cada família.
Em tempos idos, antes de ser o Pai Natal a animar o Natal português era o Menino Jesus quem as entregava.
Ao deitar, as crianças deixavam o sapatinho na chaminé e de manhã ao acordar, iam ver qual a surpresa que lhes tinha deixado..
Alemanha: Calendário do Advento e Weihnachtsmarkt
A Alemanha é famosa pelos seus mercados de Natal (Weihnachtsmärkte), onde as cidades ganham vida com o aroma das castanhas assadas e vinho quente.
A tradição do calendário do Advento, uma contagem decrescente até ao dia de Natal, teve origem aqui.
As crianças abrem com entusiasmo uma porta a cada dia de Dezembro, revelando guloseimas ou pequenos presentes.
O jantar da véspera de Natal costuma incluir carpa ou ganso, e as famílias reúnem-se para trocar presentes, muitas vezes acompanhados pelo canto de canções natalinas.
Itália: La Befana e a Ceia dos Sete Peixes
Embora muitos italianos celebrem o Natal a 25 de dezembro, a festividade continua até ao dia 6 de Janeiro com a celebração da La Befana.
Segundo a lenda, esta bruxa bondosa entrega presentes às crianças no Epifania.
Uma refeição tradicional na véspera de Natal pode incluir a Ceia dos Sete Peixes, onde as famílias desfrutam de uma variedade de pratos de marisco.
Em algumas regiões, o Père Noël representa o papel de repartidor de presentes, similar ao Pai Natal, enquanto em Provença, a tradição de expor figuras de natal (santons) adiciona um toque local.
Na Noruega, a Cabra de Natal (julebukk) é o símbolo do espírito natalino.
Enquanto a tradição do Nisse, que sempre foi descrito como uma pequena criatura semelhante a um humano, vestindo um chapéu vermelho e roupas cinzas, que realiza tarefas domésticas durante o ano e espera ser recompensado pelo seu trabalho, por volta do solstício de inverno, com o presente da sua comida favorita, as papas de aveia.
A véspera de Natal é quando as famílias se reúnem para celebrar com uma refeição festiva, e no Dia de Natal, muitos assistem às cerimónias religiosas.
O tronco de Natal também é um símbolo de calor e união familiares durante esta época.
Conclusão
Ao longo da Europa, as tradições natalinas refletem o rico património cultural, combinando significados religiosos com as tradições locais.
Quer sejam os mercados tradicionais da Alemanha, as procissões iluminadas da Suécia ou as refeições familiares em Portugal ou na Itália, cada celebração traz consigo memórias queridas, alegria, muito amor nos corações, partilha, carinho nas familias e nas comunidades.
À medida que os países continuam a adoptar e a partilhar as suas tradições, o espírito do Natal permanece uma força unificadora entre os Povos, mostrando nesta época de partilha, de amor, de solidariedade, fraternidade e união a verdadeira essência e o que de melhor existe em cada um de nós.
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Portugal é um país repleto de história, tradições e mistérios.
Entre as belezas naturais e as cidades históricas, as lendas portuguesas emergem como verdadeiros tesouros culturais, transmitindo valores, lições e a rica herança de um povo.
Hoje, vamos embarcar numa viagem fascinante pelo mundo das lendas que habitam as nossas terras, cada uma delas repleta de ensinamentos e encanto.
Lenda da Moura Encantada
As moiras, ou mouras encantadas, são seres fantásticos do folclore português e galego que possuem poderes sobrenaturais.
As Mouras encantadas são descritas como espíritos que são obrigados, por uma força oculta, a viverem num estado de entorpecimento ou adormecimento, até que uma determinada acção quebre o encanto.
Antigos relatos populares afirmam que estas moiras são almas de donzelas que foram deixadas a guardar os tesouros escondidos pelos mouros.
Lenda do Pulo do Lobo
Segundo a tradição popular, o nome «Pulo do Lobo» deve-se ao estreito do rio Guadiana, que era tão afunilado que permitia que os lobos o atravessassem a salto.
Numa das margens do rio vivia uma princesa, enquanto na margem oposta morava um rapaz camponês que se apaixonou por ela.
Eles encontraram-se várias vezes, até que o pai da princesa descobriu a relação e, após uma ameaça inicial sem efeito, recorreu a uma bruxa que lançou um feitiço sobre o rapaz: se ele saltasse o rio novamente, transformaria-se num lobo.
Apesar do aviso, o rapaz saltou e a sua transformação aconteceu.
O casal continuou a encontrar-se, mas o rei, percebendo que o feitiço não funcionou, reuniu a aldeia para persegui-los.
Para escapar, decidiram atravessar o rio em busca de liberdade, mas a princesa não conseguiu chegar à outra margem e afundou-se nas águas turbulentas.
Desolado pela perda, o rapaz-lobo atirou-se ao precipício e também foi levado pelas correntes do rio.
Rainha Santa Isabel
Isabel de Aragão, esposa do rei D. Dinis, é uma figura histórica envolta em lendas.Diz a lenda que D. Dinis desaprovava a sua política social de proximidade.
Num certo dia, o marido surpreendeu-a durante uma de suas ações de solidariedade, perguntando-lhe o que ela tinha no colo.
Isabel levava pão para dar aos mendigos, mas, sabendo que isso desagradara ao rei, disse que eram rosas. Seria uma resposta perfeita se não fosse Janeiro, mês em que as rosas não florescem.
A rainha percebeu que havia sido descoberta e abriu o seu manto. Em vez de pão, rosas caíram-lhe do colo. Estava feito o primeiro milagre
Lenda da Espada de D. Sebastião
Diz a lenda, que Dom Sebastião em terras da Madeira, onde o monarca esteve de passagem a caminho da Ilha Encoberta, decidiu que já não precisava do seu equipamento de guerreiro.
Assim, após descansar alguns minutos nesta ilha, pegou na sua espada e atirou-a para longe — uns dizem que foi em direção à Penha d’Águia, outros afirmam que a lançou para a Ponta do Garajau.
Em ambos os casos, os locais são de difícil acesso, tornando praticamente impossível que alguém conseguisse recuperar a espada do rei.
Tal como a Excalibur do Rei Artur, a espada perdurou apenas na imaginação dos habitantes da ilha, onde esta narrativa nos chegou já sob a forma escrita, no início do século XX.
Lenda de S. Martinho
Conta a lenda que, num dia frio e tempestuoso de outono, um soldado romano chamado Martinho cavalgava pelo seu caminho quando se deparou com um mendigo com muita fome e frio.
Reconhecido pela sua generosidade, Martinho retirou a capa que usava e, com a espada, cortou-a ao meio, oferecendo uma das metades ao mendigo.
Mais à frente, encontrou outro homem necessitado e decidiu dar-lhe a outra metade da capa.
Sem a sua capa, Martinho prosseguiu a sua jornada, enfrentando o frio e o vento, quando, de repente, como por milagre, o céu se abriu e a tempestade desapareceu.
Os raios de sol começaram a aquecer a terra e o bom tempo prolongou-se por cerca de três dias.
Desde então, todos os anos, por volta do dia 11 de novembro, surgem esses dias de calor, que ficaram conhecidos como o “verão de S. Martinho”.
O Legado das Lendas
À medida que chegamos ao fim da nossa exploração pelas lendas portuguesas, é impossível não sentir o fascínio que estas histórias exercem sobre nós.
Cada narrativa carrega consigo não apenas um pedaço da história, mas também os sentimentos, valores e sabedoria de gerações passadas.
Estas lendas, enraizadas na cultura e tradições do nosso povo, são um convite para olharmos com mais atenção para o nosso património e para a rica tapeçaria de histórias que nos une
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Os Caretos de Podence são originários da aldeia portuguesa de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros. Foram declarados Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO a 12 de Dezembro de 2019.
Origem
No coração do Nordeste Transmontano, celebra-se na semana carnavalesca o tão aclamado Carnaval de Podence – Entrudo Chocalheiro, onde os Caretos de Podence (encenação pagã) dão cor com os seus trajes à aldeia e aos muitos turistas que por ali passam.
Este evento ritual tendo origem no chamado “tempo longo”, de organização da vida em função dos ritmos do ciclo agrário, reporta às festas de celebração do final do ciclo de inverno e início do ciclo produtivo da primavera.
Singular e diferente, relativamente a outras festividades de Carnaval realizadas noutros pontos do país e adaptando-se a um contexto socio económico pós-rural, a festa de Carnaval dos Caretos de Podence assume hoje particularidades próprias.
A máscara e o fato, os comportamentos que caracterizam o ritual e os protagonistas da festa, os mascarados, conhecidos como “caretos”, na sua função social atual, assumem um formato distinto e único.
Tradição
A participação inicia-se na infância, quando as crianças começam a vestir fatos semelhantes aos dos caretos (facanitos) e a imitar o seu comportamento, cumprindo também elas um processo de iniciação e garantindo ao mesmo tempo a continuidade da tradição, criando uma vertente identitária profunda desta comunidade.
Os Caretos de Podence constituem uma marca diferenciadora do território de Trás os Montes, o evento Entrudo Chocalheiro Carnaval dos Caretos, constitui um polo atrativo a nível nacional e Internacional.
A tradição perde-se no tempo e esteve em vias de desaparecer nos anos de 1960/70 devido à emigração e à guerra Colonial.
Ritual
Os Caretos de Podence são conhecidos pelo seu comportamento performativo, “as chocalhadas” de que são alvo principal as mulheres, um ato simbólico que remete para uma origem remota e uma possível ligação a antigos rituais agrários e de fertilidade.
Hoje, estes mascarados, que visitam as casas de vizinhos e familiares, num ritual de convívio e amizade, fazem do Entrudo Chocalheiro um momento essencial da vida dos descendentes de Podence, muitos deles, emigrantes que deixaram a aldeia e regressam no Carnaval para dar continuidade à prática que herdaram dos pais e avós.
Atualmente, a festa é participada por “caretos” de idade e estado civil “variado” e já não apenas pelos rapazes solteiros, havendo também participação dos mais pequenos, a que chamam “facanitos” e de raparigas envergando fatos de “careto” dos pais, tios ou irmãos.
A participação das raparigas é relativamente tolerada e permitida pela também relativa espontaneidade da organização das saídas dos “caretos” pelas ruas da aldeia.
O objeto principal das investidas chocalheiras dos caretos é também mais amplo, abrange tanto as mulheres solteiras como as casadas, residentes, turistas ou visitantes da aldeia.
Na noite de Domingo Gordorealizam-se casamentos fictícios entre os rapazes e raparigas solteiros, numa cerimónia trocista. É um momento de humor, sem hipótese de reclamação por parte dos escolhidos.
Na manhã do dia seguinte, a tradição manda que o rapaz vá visitar a rapariga que lhe calhou por sorteio, recebendo doces e vinho fino em gesto de agradecimento.
Herança simbólica
Os mascarados, não são apenas os residentes na aldeia, e sim os seus descendentes com ligações familiares e atuais à localidade, que habitando em localidades e cidades próximas ou não, ou ainda estando emigrados noutros países, regressam por altura da festa para participar no Carnaval.
Os “caretos” são personagens com fatos preenchidos com franjas de lã, máscaras de lata ou couro e chocalhos à cintura que saindo à rua, no Domingo Gordo e na Terça-Feira de Carnaval, chocalham, gritam e amedrontam, saltando e correndo desenfreadamente pelas ruas da aldeia, empoleiram-se ainda nas varandas e entram nalgumas casas da aldeia, onde muitas vezes são convidados a comer e beber, exibindo, no entanto, um comportamento mais moderado do que em décadas anteriores, e que se revela mais adequado ao cenário atual da festa, mantendo bem viva a manifestação.
Associação cultural
Em 1985, os Caretos de Podence organizaram-se e transformaram o grupo numa associação cultural, com o objetivo principal de preservar estes eventos tradicionais.
Como símbolo da cultura do nordeste transmontano, estes mascarados têm sido convidados a participar em vários acontecimentos culturais e recreativos ao longo do país, sobretudo quando é possível integrar a animação de rua.
Os Caretos de Podence caraterizam assim, uma nova forma de olhar para a tradição de uma região tendenciosa para o despovoamento, mas que consegue mover milhares quando, através do esforço e do empenho alcança feitos que são assim, reconhecidos em todo o mundo.
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Existem livros que têm sido censurados e proscritos ao longo da história pelos mais variados motivos, muitas vezes devido a conteúdos políticos, religiosos ou sociais considerados controversos ou ameaçadores por governos, organizações ou a própria sociedade.
Muitos livros enfrentaram proibições ou censura, sendo proscritos por longos períodos de tempo, alguns enfrentaram supressão total durante décadas ou até séculos, dependendo dos factores políticos ou culturais das épocas.
Livros proscritos e censurados por longos periodos de tempos:
“A Bíblia”
A Bíblia foi proscrita em certos momentos da história, particularmente na Europa medieval, quando a Igreja Católica restringiu traduções para as línguas vernáculas.
Por exemplo, a tradução da Bíblia para inglês por William Tyndale (1526) foi proscrita, e o próprio Tyndale foi executado em 1536. Versões da Bíblia permaneceram restritas ou proibidas em certas regiões durante séculos.
Crédito: Lennon Caranzo | Unsplash.
O livro foi proibido como parte de esforços para controlar a doutrina religiosa ou evitar interpretações não autorizadas.
Além disso, a Bíblia foi proscrita em alguns regimes comunistas modernos (por exemplo: Coreia do Norte, União Soviética e China) durante décadas devido ao ateísmo imposto pelo Estado.
“O Manifesto Comunista” de Karl Marx e Friedrich Engels
“O Manifesto Comunista” foi proscrito em muitos países durante a Guerra Fria, especialmente em democracias ocidentais e colónias sob domínio imperialista europeu, onde o comunismo era visto como uma ameaça ao capitalismo e à ordem social.
Também foi proibido em regimes fascistas, como a Alemanha nazi. Embora algumas destas proibições tenham sido levantadas desde então, a sua circulação continua restrita em áreas politicamente sensíveis até aos dias de hoje.
“Os Versículos Satânicos” de Salman Rushdie
“Os Versículos Satânicos” foram proscritos desde a sua publicação em 1988, em muitos países, incluindo o Irão, Paquistão, Arábia Saudita e outros.
O livro permanece proibido em vários países de maioria muçulmana até hoje, tornando-se uma das proibições mais longas na história contemporânea.
As principais razões para a proibição são acusações de blasfémia e suposta zombaria do Islão.
“Ulisses” de James Joyce
O romance de James Joyce foi proscrito nos EUA, no Reino Unido e em outros países devido ao seu estilo experimental e à descrição aberta da sexualidade humana.
A proibição nos Estados Unidos durou 11 anos após a sua data de lançamento oficial e foi levantada somente após uma decisão judicial histórica em 1933, que considerou a obra de elevado mérito literário.
Razão para a proibição: Acusações de obscenidade devido ao conteúdo sexual explícito.
“Mein Kampf” de Adolf Hitler
“Mein Kampf” foi proscrito na Alemanha durante mais de 70 anos (1945–2016).
Após a Segunda Guerra Mundial, “Mein Kampf” foi proibido em vários países europeus, incluindo Alemanha, Áustria e Polónia, devido à sua ideologia de ódio e associação com o Holocausto.
Na Alemanha, a proibição da publicação terminou oficialmente em 2016, quando os direitos autorais passaram para o domínio público, embora a sua venda continue a ser rigorosamente monitorizada, sendo as edições anotadas as mais comuns.
“O Decamerão” de Giovanni Boccaccio
“O Decamerão” foi proibido durante vários séculos pela Igreja Católica, a partir de 1559.
A coleção de novelas de Boccaccio foi proscrita em vários países devido aos seus temas sexuais e às críticas ao clero. Foi incluída no Index Librorum Prohibitorum (Índice de Livros Proibidos) da Igreja Católica desde 1559 até à abolição do índice em 1966, o que faz com que a sua proibição tenha durado mais de quatro séculos.
Razões principais para a proibição: Conteúdo sexual explícito e perceção de imoralidade.
“Os Contos de Cantuária” de Geoffrey Chaucer
“Os Contos de Cantuária” foram efetivamente proibidos durante séculos em contextos religiosamente conservadores.
As histórias medievais de Chaucer enfrentaram censura e supressão devido às suas passagens lascivas e às críticas à Igreja. Embora hoje seja amplamente considerado um clássico, edições completas eram difíceis de obter em certos contextos religiosamente conservadores (desde o século XV em diante).
Razões principais para a proibição: Uso de conteúdo sexual, linguagem vulgar e sátiras sobre figuras religiosas.
“O Diário de Anne Frank” (1947)
O Diário de Anne Frank enfrentou censura devido a alegações de que desafiava certas crenças políticas ou sociais. Foi esporadicamente proibido ou questionado por alegações infundadas de que seria “pornográfico” ou “demasiado deprimente”.
“Admirável Mundo Novo“ foi proibido por ser considerado anti-religioso, anti-família e por conter temas sexuais.
O romance foi proscrito ou contestado em vários países, incluindo Irlanda e Austrália, devido ao seu comentário sobre um futuro distópico caracterizado pelo controlo reprodutivo, promiscuidade e controlo estatal.
A crítica alegórica de Orwell sobre a Revolução Russa e o totalitarismo foi proscrita em alguns países comunistas, como a União Soviética e a Coreia do Norte.
Razões principais para a proibição: Crítica política, desafio à autoridade e aos regimes autoritários e crítica à propaganda.
Tempos Atuais
Atualmente, as proibições de livros ainda ocorrem em várias partes do mundo.
Embora as proibições diretas por parte dos governos sejam menos comuns em algumas regiões, especialmente em nações democráticas, continuam a existir restrições em muitos países e comunidades por razões políticas, religiosas ou sociais.
Além disso, os desafios e as proibições ainda persistem em escolas, bibliotecas e instituições públicas, à medida que os debates sobre valores culturais, morais e educacionais continuam.
Lutar contra as proibições de livros é uma parte essencial para proteger a liberdade intelectual, a liberdade de expressão e o acesso a ideias diversificadas e inclusivas.
As proibições de livros sufocam a criatividade, limitam a educação e suprimem as vozes de comunidades marginalizadas.
Saia da sua zona de conforto e leia livros que desafiem as suas crenças. É confrontando novas perspetivas que crescemos, aprofundamos a nossa compreensão e descobrimos o verdadeiro poder da empatia e do pensamento crítico.
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Aconchegado nos contrafortes dos majestosos Himalaias, o Nepal é um fascinante mosaico de culturas diversas, património antigo e paisagens deslumbrantes.
Conhecido principalmente por ser o lar do Monte Everest, o pico mais alto do mundo, este pequeno país do Sul da Ásia oferece uma riqueza de experiências para viajantes destemidos que vai desde a serenidade espiritual a aventuras repletas de adrenalina.
A Terra dos Himalaias
O Nepal ostenta oito das catorze montanhas mais altas do mundo, tornando-se um farol para alpinistas e caminhantes de todo o globo.
A caminhada até ao Campo Base do Everest é lendária e oferece um vislumbre inigualável da beleza tocante dos Himalaias.
Para aqueles que não apreciam as caminhadas de alta altitude, o Circuito Annapurna oferece uma rota mais acessível, mas ainda assim desafiadora, através de campos em socalcos, florestas de rododendros e aldeias tradicionais.
Uma Tapeçaria de Culturas
O Nepal é diversificado de culturas e etnias, onde se falam mais de 120 línguas.
Catmandu, a sua movimentada capital é Património Mundial da UNESCO.
Os templos e palácios antigos da cidade, como o icónico Swayambhunath (ou Templo dos Macacos) e o sagrado Pashupatinath, oferecem um mergulho profundo nas ricas tradições espirituais do Nepal.
A história do Nepal é tão rica como as suas paisagens. As cidades medievais de Patan e Bhaktapur ressoam com ecos do passado.
A Praça Durbar, constituída por diversas praças, todas ligadas por ruas e becos, apresentam intricadas esculturas em madeira, templos em estilo pagode e impressionantes palácios que exibem a destreza arquitetónica da civilização Newar.
Para além das suas montanhas, a beleza natural do Nepal estende-se aos seus vales luxuriantes, florestas subtropicais e lagos imaculados.
O Parque Nacional de Chitwan que é Património Mundial da UNESCO, oferece um contraste marcante com os picos nevados, com as suas densas selvas que abrigam uma grande variedade de vida selvagem, incluindo o tigre-de-bengala e o rinoceronte de um chifre.
Estas são apenas algumas das atividades emocionantes disponíveis.
Estas aventuras oferecem não só emoções fortes, mas também uma perspetiva única sobre as diversas paisagens do Nepal.
Gastronomia Nepalesa
A cozinha nepalesa reflete o seu património multicultural. Desde os deliciosos momos (pastéis) e o picante dal bhat (sopa de lentilhas com arroz) até aos doces sel roti e yomari, a comida do Nepal é uma fusão deliciosa de sabores.
O tradicional banquete Newari é imperdível, oferecendo uma variedade de experiências gustativas elaboradas com ingredientes locais.
O Nepal, com as suas paisagens inspiradoras e ricas tapeçarias culturais, é mais do que apenas um destino de viagem.
É uma caminhada de descoberta, que proporciona momentos de reflexão, conexão e êxtase.
Se a sua intenção é procurar a iluminação espiritual, uma aventura que bombeie adrenalina, ou simplesmente um sopro de ar fresco na sua vida, o Nepal convida-o calorosamente a explorar as suas inúmeras maravilhas nas mais deslumbrantes paisagens do mundo.
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Sintra é uma linda e romântica vila portuguesa situada no distrito e área metropolitana de Lisboa. É Património Mundial da Humanidade e Paisagem Cultural classificada pela UNESCO.
Sintra é um verdadeiro Tesouro Histórico, onde se encontram vestígios desde a idade do Bronze às diversas épocas da História de Portugal, sem descurar a época romana e a ocupação muçulmana.
Apesar de ser um dos centros urbanos mais populosos de Portugal, tem recusado ser elevada ao estatuto de Cidade.
Sintra é um testemunho de quase todas as épocas da história portuguesa e, no âmbito contextual de natureza, arquitetura e ocupação humana, Sintra evidencia o que hoje se considera uma paisagem cultural única no panorama da história portuguesa.
Sintra é seguramente um dos destinos mais belos e românticos de Portugal, onde reis e rainhas se apaixonaram e que escritores e poetas, como Eça de Queiroz e Lord Byron, registaram para sempre nas suas obras.
Lazer
Descobrir Sintra:
Um passeio pelas praias, os jardins exóticos, os parques exuberantes com caminhos entre árvores centenárias, os palácios de decoração fantástica, os pequenos lagos com recantos e as ruínas fingidas no meio da natureza, são decerto inspiradores para os maravilhosos lugares que pode visitar:
Monte da Lua
O Monte da Lua é um daqueles lugares cheios de magia e mistério onde a natureza e o Homem se conjugaram numa simbiose tão perfeita, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.
Na praça principal, vemos o Palácio da Vila com as suas duas chaminés cónicas, tão caraterísticas, que servem de bússola para voltar a este ponto de encontro.
Datado de finais do século XIV, foi lugar de passeio de muitos reis ao longo da História de Portugal.
Cada sala é decorada de forma diferente e tem uma história a conhecer, para além de o interior ser uma surpresa, pois é um verdadeiro museu do azulejo, com aplicações desde o séc. XVI, do início da sua utilização em Portugal.
É um palácio do séc. XIX, embora pareça ser mais antigo, com uma decoração que impressiona, rica em simbologia maçónica.
Muito perto da entrada da Regaleira, fica Seteais, um palácio do séc. XVIII atualmente transformado em hotel. Vale a pena entrar nos jardins e ir até ao miradouro, de onde se vê o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e o mar ao longe.
Antes de entrar no refúgio botânico do Parque da Pena, visite o Chalet da Condessa D’Edla e suba ao Palácio que Richard Strauss apelidou de “Castelo do Santo Graal”. Pelo caminho, é imperativo passar pelo Castelo dos Mouros. É um testemunho da presença islâmica na região, construído entre os séculos VIII e IX e ampliado depois da Reconquista.
Um dos palácios mais românticos de Portugal, uma reconstituição fantasiosa e revivalista, ao gosto do romantismo oitocentista, que se ficou a dever à paixão e imaginação do rei artista D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, consorte de D. Maria II.
Para além de outros museus de interesse, merecem grande destaque o Parque de Monserrate, com o seu exótico palácio neogótico, e o Convento dos Capuchos, construído no séc. XVI utilizando cortiça como revestimento dos pequenos espaços, seguindo os preceitos de pobreza da Ordem de São Francisco de Assis, contrastando com os outros palácios.
Perto de Lisboa, as praias da costa de Sintra, de areia dourada e fina, são das mais procuradas.
Praia das Maçãs
Enquanto a Praia das Maçãs, é mais apreciada para banhos de sol e mar, os desportistas preferem a Praia Grande, onde se realizam diversas competições nacionais e internacionais ligadas ao surf, bodyboard e ao skimming. No entanto, há uma piscina de água salgada para quem gostar de um “mar” mais tranquilo.
As Azenhas do Mar, com o casario na falésia, também com a sua piscina de água salgada e uma pequena praia que desaparece na maré cheia, é uma das mais cénicas e vale bem o passeio, Assim como a Praia da Adraga, entre as arribas.
Cabo da Roca
Para completar o percurso pela costa de Sintra, há que ir ao ponto mais ocidental do continente Europeu, o Cabo da Roca, «onde a terra acaba e o mar começa», e deslumbrarmo-nos com a vista e a força do mar.
Para superar limites, existem locais com boas condições para praticar escalada. A Pedra Amarela e o Penedo da Amizade são conhecidos pela dificuldade, mas a sensação de liberdade ao atingir o topo é indescritível, ao ter a melhor vista sobre a Vila de Sintra.
Num dia bonito, e sem nuvens, a serra é também um lugar de excelência para a prática de parapente e asa delta.
Trilhos
Existem também muitos trilhos para passeios pedestres e rotas de orientação para conhecer os mistérios desta paisagem.
De duração variável e dedicados a várias temáticas, desde a natureza à cultura, adaptam-se a todos os graus de dificuldade.
Um dos mais bonitos vai da Praia Grande, onde é possível ver uma jazida de onze trilhos de dinossauros e pegadas isoladas gravada na falésia, até ao Cabo da Roca, a 100 m acima do oceano.
Gastronomia
Dos pratos de carne, destacam-se o leitão de Negrais, a carne de porco às Mercês, o cabrito e a vitela assada.
O litoral da região de Sintra é abundante em peixe fino, mariscos e moluscos. Assim, é possível comer um apetitoso robalo ou sargo, deleitar-se com um polvo, ou saborear mexilhões e percebes.
Na doçaria, o destaque vai, inevitavelmente, para as queijadas de Sintra, doce ancestral que vem, pelo menos, da Idade Média.
Mas há outros que merecem ser provados: os travesseiros, os pastéis da Pena, as nozes de Galamares, os fofos de Belas, a par de um conjunto de compotas tradicionais fabricadas segundo métodos tradicionais.
A acompanhar qualquer refeição, é indispensável o vinho de Colares, com a famosa casta Ramisco, um dos primeiros da carta de vinhos de Portugal.
Atividades económicas
O turismo é uma das principais atividades económicas no concelho, devido ao vastíssimo património arquitetónico existente e também devido aos seus recursos naturais.
História
Do Paleolítico e Neolítico à Idade do Bronze e do Ferro, passando pelo Período Romano, depois pelo domínio muçulmano, da fundação de Portugal (a 9 de Janeiro de 1154, D. Afonso Henriques outorga Carta de Foral à Vila de Sintra) aos Descobrimentos, Sintra que sobreviveu ao Terramoto de 1755, tem o seu período áureo situado entre o final do séc. XVIII e todo o séc. XIX.
Aqui chega, no Verão de 1787, William Beckford, hóspede do 5° marquês de Marialva, estribeiro-mor do reino, residente na sua propriedade de Seteais e é aqui que a ainda princesa D. Carlota Joaquina, mulher do regente D. João, compra, no princípio do século XIX, a Quinta e o Palácio do Ramalhão.
Entre 1791 e 1793 Gerard Devisme constrói na sua extensa Quinta de Monserrate o palacete neo-gótico.
O apogeu deste desenvolvimento extraordinário da paisagem de Sintra foi atingido com o reinado de D. Fernando II da dinastia de Saxe-Coburgo-Gotha (1836-1885).
Muito ligado a Sintra e à sua paisagem, pela qual nutria um grande afecto, este rei-artista implantaria aqui o Romantismo de uma forma esplêndida e única para as regiões mediterrânicas.
O rei adquiriu o Convento da Pena situado sobre uma montanha escarpada e transformou-o num palácio fabuloso e mágico, dando-lhe a dimensão máxima que apenas um romântico de uma grande visão artística e de uma grande sensibilidade estética podia sonhar.
Além disso, D. Fernando II rodeou o palácio de um vasto parque romântico plantado com árvores raras e exóticas, decorado com fontes, de cursos de água e de cadeias de lagos, de chalets, capelas, falsas ruínas, e percorrido de caminhos mágicos sem paralelo em nenhum outro lugar.
O rei tomou também o cuidado de restaurar as florestas da Serra onde milhares de árvores foram plantadas, principalmente carvalhos e pinheiros mansos indígenas, ciprestes mexicanos, acácias da Austrália, e tantas outras espécies que contribuem perfeitamente para o carácter romântico da Serra.
Sintra: Inspiração
Entre a segunda metade do século XIX e os primeiros decénios do século XX, Sintra tornou-se um lugar privilegiado para artistas.
Músicos como Viana da Motta; músicos-pintores como Alfredo Keil; pintores como Cristino da Silva (o autor de uma das mais célebres telas do romantismo português, Cinco Artistas em Sintra); escritores como Eça de Queiróz ou Ramalho Ortigão, todos eles aqui residiram, trabalharam ou procuraram inspiração.
Muitos outros artistas foram seduzidos por Sintra. Sintra foi transformada em arte escrita, pintada, cantada e recordada por Byron, Christian Andersen, Richard Strauss e William Burnett, entre outros.
Sintra é a verdadeira e única capital do Romantismo.
“Sintra é o único lugar do país em que a História se fez jardim, porque toda a sua legenda converge para aí e os seus próprios monumentos falam menos do passado do que de um eterno presente de verdura.
E a memória do que foi mesmo em tragédia desvanece-se no ar ou reverdece numa hera de um muro antigo, em Sintra não se morre – passa-se vivo para o outro lado.
Porque a morte é impossivel no vigor da beleza. E a memória do que passou fica nela para colaborar.” “Louvar Amar”, Vergilio Ferreira.
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Bola de Berlim é um bolo tradicional português. Sendo um dos mais deliciosos e vendidos nas pastelarias, o que significa que é um dos preferidos dos portugueses.
História e Origens
A Bola de Berlim tem origem, como o próprio nome indica, no norte da Alemanha e foi trazida para terras lusas durante a 2.ª Guerra Mundial.
Nesta época e sob o dominio ditatorial de António Oliveira Salazar, entre 1939 e 1945, Portugal manteve a neutralidade, atraindo às cidades de Lisboa e Porto um grande número de refugiados judeus que fugiam da Alemanha nazi, muitos deles com o objetivo de atravessar o Atlântico rumo à América.
Foi nesta época que uma família judia fugiu da Alemanha para Portugal: a família Davisohn.
A mãe desta família começou a reproduzir uma receita que aprendera na Alemanha: um frito de massa de farinha doce com açúcar no exterior e doce no interior. Era a Bola de Berlim, Berliner Pfannkuchen no original (Bolo de Berlim de frigideira).
Esta é uma história que é relatada no livro Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial da historiadora Irene Flunser Pimentel, que conta o que se passou a seguir: com o calor, as praias de Lisboa enchiam-se de refugiados judeus que aí comiam esta iguaria.
Com a guerra, os refugiados necessitaram de trabalhar para sustentar a família e muitos dos judeus tornaram-se funcionários de empresas nacionais, como pastelarias e cafés. Por este mesmo motivo, Lisboa e Porto começaram a vender este doce típico.
Com o passar do tempo, os pasteleiros nacionais desenvolveram a própria versão, passando a rechear com doce de ovos ou sem creme, ao invés de creme ou marmelada.
Variantes da Bola de Berlim
Com o tempo e a sua popularidade, a receita foi alterada. A Bola de Berlim é tradicionalmente recheada com creme amarelo de pasteleiro (feito de ovos), embora, ao longo dos anos, tenham surgido mais variações: chocolate, avelã, doce de leite, caramelo, frutos vermelhos, coco, limão…
No entanto, a versão original, importada da Alemanha, seria com recheio de compota de fruta, de morango ou de frutos vermelhos, tal como a senhora Davisohn fazia.
Sucesso da Bola de Berlim nas praias
Tendo em conta o tamanho e a forma redonda (ideal para agarrar só com uma mão), as Bolas de Berlim começaram a ser vendidas na rua. Mais tarde, chegaram às praias, onde foram um sucesso tão grande que se transformaram num ritual típico do Verão.
Depois de uma ida ao mar, o nosso corpo fica com uma camada de sal e sentimos um travo salgado na boca. O doce da Bola de Berlim contrasta na perfeição com o salgado do mar, ficando este sabor mais intensificado.
Por ser um bolo frito, de massa fofa e arejada, torna-se muito usual o seu consumo na praia, pois os alimentos secos provocam sede e este bolo além de não ser seco é extremamente delicioso.
A Bola de Berlim é um prazeroso e delicioso bolo que consola os sentidos e deleita o espirito.
Receita da Bola de Berlim
Ingredientes:
• Óleo • Açúcar
Massa: • 25g de fermento de padeiro fresco • 100ml de água morna • 500g de farinha de trigo sem fermento • 100g de manteiga • 6 ovos • 100g de açúcar
Recheio: • 2 c. de sopa de amido de milho • 250ml de leite • 1 casca de limão • 1 vagem de baunilha • 300g de açúcar • 3 gemas
Preparação:
1. Massa: Comece por diluir 25g de fermento de padeiro fresco em 100ml de água morna;
2. Numa taça, coloque 500g de farinha de trigo sem fermento, 100g de manteiga, o fermento diluído e 6 ovos inteiros. Se quiser, junte 100g de açúcar. Mexa e deixe repousar num local seco e quente, se preferir, pré-aqueça o forno, desligue e deixe repousar no seu interior;
3. Assim que a massa levedar, divida-a em vários pedaços. Polvilhe uma superfície com farinha e molde a massa em pequenas bolas. Coloque num tabuleiro e deixe levedar mais um pouco no forno com uma temperatura de 50ºC;
4. Recheio: Numa taça coloque 2 c. de sopa de amido de milho e 3c. de sopa de leite, de 250ml. Dissolva e reserve;
5. Num tacho aromatize o restante leite com 1 casca de limão e um pouco de polpa de 1 vagem de baunilha. Coe este leite para um copo e, no mesmo tacho, adicione 300g de açúcar, novamente o leite aromatizado, 3 gemas batidas e o amido de milho dissolvido anteriormente. Mexa até engrossar;
6. Leve as bolas já levedadas a um tacho com óleo quente. Frite e, de seguida, assim que arrefecerem um pouco, passe por açúcar. Faça um buraco e recheie com o creme.
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As calças de ganga / jeans, desde que foram criadas, são transversais a todas as pessoas, países, culturas, idades, géneros e classes sociais.
Democráticas, cosmopolitas e com uma forma easy-to-wear inigualável, as calças de ganga / jeans têm uma longa história no cenário fashion.
História e Origem
A história conta-nos que o tecido das calças de ganga / jeans apareceu por volta do ano de 1792. Foi em Nîmes, França, que se fabricou, pela primeira vez, o tecido que veio a caracterizar as calças de ganga, que ficou conhecido como “tecido de Nîmes”.
Com o tempo e com a popularidade que foi ganhando, a expressão começou a ser abreviada para “Denim”.
Numa primeira fase, o tecido “Denim” começou a ser utilizado essencialmente em roupas para trabalho no campo e pelos marinheiros italianos que trabalhavam no porto de Génova, por ser um tecido robusto e de grande durabilidade.
Levi Strauss – o visionário
Pouco tempo depois, já na era da Corrida do Ouro na Califórnia, o tecido – com toda a sua tecnologia resistente – chamou a atenção do alemão Levi Strauss.
Visionário, que no ano de 1853 abriu uma loja em São Francisco, onde começou por vender produtos secos e lona para as carroças dos mineiros.
Loeb “Levi” Strass // Crédito Fotográfico: Page North
Nessa altura, Levi Strauss apercebeu-se de que as roupas dos mineiros não eram adequadas para os trabalhos que tinham de desempenhar e, por isso, decidiu fazer umas calças com o tecido que vendia normalmente para cobrir as carroças.
Este novo produto, criado por Levi Strauss, tornou-se rapidamente um sucesso para os mineiros, mas havia um problema: a lona era pouco flexível para calças, o que dificultava os movimentos.
Perante esta questão fundamental, Levi Strauss foi à procura de um tecido mais flexível, resistente e confortável tendo encontrado, na Europa, o tecido “Denim”, feito de algodão sarjado.
A partir daí, o nome de Levi Strauss elevou-se para uma marca: a Levi Strauss & Co. E as primeiras calças fabricadas com o tecido “Denim”, na altura, de cor castanha, tornaram-se num modelo famoso e clássico.
Assim, em meados de 1860, nascia a primeira calça Levi’s, a 501. Na época bastante diferente da versão atual mas já patenteada e com a mesma potência convencional e de fácil absorção comercial.
A mestria de Jacob Davis
A par com Levi Strauss, também Jacob Davis, costureiro, se tornou famoso ao propor a ideia de reforçar as costuras das calças.
Em 1860, foram acrescentados os botões de metal e rebites, anos depois, coseram a etiqueta de couro no cós das calças.
Mais tarde, assistiu-se ao aparecimento da cor azul índigo, que se tornou popular em 1890 e assim continua até aos dias de hoje.
Já com grande sucesso, Levi Strauss e Jacob David decidiram requerer a patente do produto, a 20 de maio de 1873.
Patente de Rebites de Cobre // Crédito Fotográfico: Rope Dye
Ao longo dos anos, melhorias no design foram efectuadas: Levi Strauss adicionou um arco duplo de costura laranja para reforço adicional e para as identificar como Levi’s; zíperes substituíram os botões em alguns modelos em 1954.
Quando a patente de Levi Strauss e Jacob David venceu em 1890, outros fabricantes ficaram livres para reproduzir o estilo.
OshKosh B’Gosh entrou no mercado em 1895, Blue Bell (mais tarde Wrangler) em 1904 e Lee Mercantile em 1911.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os jeans Lee Union-Alls eram o padrão para todos os trabalhadores de guerra.
Sucesso mundial na década de 30
As calças de ganga / jeans atingiram a sua popularidade mundial por volta de 1930, quando vários filmes de sucesso começaram a retratar os famosos cowboys americanos.
Hollywood ajudou desta forma a romantizar as calças de ganga / jeans nas décadas de 1920 e 1930, vestindo as calças em cowboys interpretados por atores como John Wayne e Gary Cooper.
Esta nova imagem glamorosa chegou aos consumidores que procuravam roupas casuais e lúdicas para usar nos finais de semana e feriados.
Fotos publicitárias de atrizes como Ginger Rogers e Carole Lombard vestindo estas calças, ajudaram a convencer as mulheres de que o estilo era para elas também.
Na década de 1930, a Vogue deu o seu selo de aprovação, ao chamar as calças de ganga de “western chic”.
Década de 40
Em 1942, a estilista americana Claire McCardell vendeu mais de 75.000 exemplares do seu vestido de denim Popover .
Claire McCardell // Crédito Fotográfico: Irving Penn
Também a Segunda Guerra Mundial popularizou a imagem das calças de ganga, uma vez que o tecido “Denim” era utilizado nas fardas do exército americano.
Décadas de 50 e 60
Já em 1950 vem o boom absoluto em que as calças de ganga passaram a ser associadas à juventude rebelde e anti-establishment.
Mais uma vez, este boom foi protagonizado por celebridades de Hollywood como Marlon Brando e James Dean – o eterno bad boy que criou o look blue jeans & t-shirt, receita de estilo adorada e repetida incansavelmente por fashionistas até hoje.
Na época, até estrelas do rock’n’roll ajudaram a consolidar o estilo como cool; os hippies e os manifestantes anti-guerra usavam jeans nos anos 1960.
Na década de 1960, as calças de ganga passaram a simbolizar a contracultura. Algumas escolas de ensino médio proibiram o seu uso, o que só serviu para aumentar ainda mais o seu sucesso.
Marylin Monroe com o seu glamour sensual também entrou na onda do tecido na época, trazendo a proposta para um nível ainda mais comercial e de puro sucesso.
Marilyn Monroe // Philippe Halsman, 1952
Década de 70
No início dos anos 1970 como forma de mostrar apoio à classe trabalhadora as mulheres feministas e lutadoras da liberdade feminina escolheram estas calças como forma de demonstrar a igualdade de gênero.
Também nesta década entram em cena os hippies que tinham como indumentária o tie-dye e, claro, as calças de ganga / jeans estilo boca de sino.
No final dos anos 70 e início dos anos 80, a moda high-end também se começou a interessar pela peça.
Os jeans Buffalo 70 da Fiorucci eram justos, escuros, caros e difíceis de comprar – por outras palavras, o oposto exato da calça boca de sino desbotada preferida do público mais jovem. Estas calças tornaram-se um sucesso entre o jet set e o Studio 54.
Em 1976, Calvin Klein exibiu calças de ganga / jeans na passarela – o primeiro estilista a fazê-lo.
Gloria Vanderbilt apresentou os seus jeans de sucesso em 1979. Estes jeans de marca não foram apenas um sucesso comercial, pois foram também comercializados com uma imagem mais ousada.
Década de 80
Nos anos 80, estrelas do rock, modelos, artistas e cineastas também levantaram a bandeira “denim”, disseminando-o internacionalmente e trazendo o material também para a cena high fashion.
Foi nesta década que aconteceu a provocativa campanha Calvin Klein de Brooke Shields e os anúncios sensuais de Claudia Schiffer para a Guess que ajudaram a dar aos jeans um novo tipo de potencial sedutor.
Dos anos 1990 até ao presente, as calças de ganga / jeans passaram por várias transformações e – entre as novidades mais ousadas e construções com apelo statement – voltou às suas origens importando as versões mais clássicas para o topo da lista de must-haves mais vendidas.
Nesta década, casas de moda como Versace, Dolce & Gabbana e Dior também entraram no mercado das calças de ganga / jeans.
Ao longo das décadas, os tipos e estilos de jeans tornaram-se estratificados entre grupos e subgrupos: os estilos hip-hop do início da década de 1990 eram caracterizados por jeans oversized; intelectuais e modernos optaram pelo jeans escuro como forma de voltar às raízes do estilo; as estrelas pop preferiam as peças assinadas pela Diesel; os aficionados pagavam preços altos por Levi’s vintage e índigo japonês tingido à mão.
Hoje, quase todas as marcas de luxo e designers de alta costura já exibiram jeans nas passarelas; e eles estão disponíveis em ambas as extremidades do espectro de preços, com uma infinidade de estilos: largo, skinny, cintura alta, baixa, claro, escuro ou colorido.
“Eu sempre disse que gostaria de ter inventado o jeans”, disse Yves Saint Laurent ao New York Magazine em Novembro de 1983. “Eles têm expressão, modéstia, apelo sexual, simplicidade – tudo o que espero nas minhas roupas.”
Levi Strauss – imortal
Levi Strauss foi o pioneiro que se elevou com a forma como idealizou e produziu as calças de ganga como, atualmente, o mundo as conhece.
Nasceu em Buttenheim na Alemanha, no dia 26 de fevereiro de 1829 e faleceu a 26 de Setembro de 1902 em São Francisco, Estados Unidos, país onde revolucionou, o “mundo” das calças de ganga / jeans, a peça de roupa que une o interesse de homens e mulheres, miúdos e graúdos e é um grande sucesso ao longo de 150 anos.
O nome Levi Strauss & Co. estabeleceu-se como a assinatura das calças Levi’s, uma das marcas mais conhecidas do mundo.
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A história dos Faróis é rica e valiosa pois reflete os avanços na navegação, arquitetura e tecnologia.
Inicialmente, os faróis eram fogueiras simples construídas em terrenos elevados, servindo como auxílios à navegação para os marinheiros.
No entanto, à medida que o comércio marítimo se expandiu a necessidade de uma navegação mais segura tornou-se essencial, estes primeiros balizadores evoluíram para estruturas mais permanentes e elaboradas.
Os primeiros Faróis
O Farol de Pharos foi um dos primeiros faróis conhecidos, construído por volta de 280 a.C. na pequena ilha de Pharos, no Egito, também conhecido como o Farol de Alexandria, é um dos faróis mais icónicos e significativos da história.
Durante muitos séculos, foi a estrutura feita pelo homem mais alta do planeta.
Foi construído para guiar os marinheiros com segurança até ao porto de Alexandria, um dos portos comerciais mais importantes do mundo antigo.
O Farol de Pharos tornou-se um protótipo para os faróis ao redor do mundo, influenciando projetos subsequentes.
Tinha uma grande chama aberta no topo, que era usada para produzir luz, enquanto espelhos de bronze polido eram usados para refletir e amplificar o brilho da chama, permitindo que fosse vista a quilômetros de distância.
No século XV, o Farol de Pharos encontrava-se em ruínas, com os remanescentes deste a ser usados na construção da Cidadela de Qaitbay no mesmo local.
Um dos faróis mais antigos em funcionamento na Europa é o Farol de Hook, localizado em Hook Head, no Condado de Wexford, Irlanda. Foi construído durante a Idade Média com um design robusto e circular.
Renascimento e Período Moderno Inicial
Os séculos XVII e XVIII trouxeram avanços enormes na tecnologia, tais como a introdução nos faróis de lentes de vidro.
As primeiras lentes usadas eram espessas, excessivamente pesadas e de má qualidade, feitas de vidro. Portanto, não eram muito eficazes e tendiam a perder a luz através do vidro grosso.
A lente de Fresnel, inventada por Augustin-Jean Fresnel no início do século XIX, revolucionou o design de faróis, permitindo feixes de luz mais potentes e focados.
A lente de Fresnel ainda é usada hoje em dia em faróis em todo o mundo.
Expansão Europeia e a Era Moderna
No século XVIII, muitos países colocaram faróis ao longo das suas costas para ajudar na navegação marítima.
Devido ao comércio internacional através do Oceano Atlântico, a construção de faróis prosperou e esta época ficou conhecida como a era moderna da construção de faróis.
O primeiro farol a adotar uma estética e construção mais modernas foi o Farol de Eddystone, na Inglaterra.
A construção do Farol de Eddystone teve de ser o mais perfeita possível, pois as rochas no local eram extremamente perigosas.
O seu designer modelou a base do farol inspirado por árvores de carvalho e, após ter sido comprovado o sucesso, este método tornou-se um padrão na indústria.
Métodos de iluminação eficientes tornaram-se então o foco principal para os engenheiros de faróis.
Após experimentar vários tipos de óleos e técnicas de fluxo de ar, desenvolveu-se um sistema para o uso de gás. Este tornou-se o padrão para todos os faróis até que a engenharia elétrica se tornasse mais proeminente no final do século XVIII.
Com a invenção da lâmpada elétrica, a iluminação dos faróis mudou drasticamente para melhor.
Desde então, os faróis pouco evoluíram. Num mundo em constante evolução, os faróis são algo que se manteve praticamente inalterado durante centenas de anos.
Simbolismo
Quando a vida por momentos se torna uma viagem vigorosa com as ondas, chuva e dificuldades, o farol comunica e transmite com a sua luz que a segurança e o conforto estão muito perto e a umas remadas de distancia.
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